Pescadores retiram cerca de 500 peixes de espécie invasora no sul da Bahia

29/08/2026

Peixe-leão é espécie invasora e venenosa — Foto: Fábio Borges/Acervo pessoal

Pescadores de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, retiraram cerca de 500 peixes-leão do mar, em um intervalo de um mês. A espécie é considerada invasora e ameaça o equilíbrio ecológico dos oceanos.

O peixe-lão foi identificado na Bahia em 2025, em Maraú, no baixo sul da Bahia. Originária do oceano Indo-Pacífico, a espécie cresce rapidamente, se reproduz muitas vezes ao ano e consegue gerar milhares de ovos e larvas durante os processos reprodutivos.

Além de se reproduzir muito rápido, ele causa desequilíbrio porque se alimenta desenfreadamente e não é reconhecido como presa pelos potenciais predadores, já que não é uma espécie nativa.

Os animais também são considerados perigosos para humanos. Na fase adulta, ele pode ter 18 espinhos venenosos e o contato pode causar dores, náuseas e até convulsões.



A retirada dos peixes em Porto Seguro é uma ação da Colônia de Pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac). Os pescadores entregam os exemplares capturados à Colônia e recebem R$ 10 por unidade.

Os exemplares foram encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde serão contados, pesados e medidos. As pesquisas investigarão alimentação, tamanho, genética, origem e comportamento, além de apoiar estudos sobre o beneficiamento do pescado e sua possível inserção em uma cadeia produtivae o mesmo login para todos os produtos Globo e receba recomendações e ofertas exclusivas para você.

Pescadores de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, retiraram cerca de 500 peixes-leão do mar, em um intervalo de um mês. A espécie é considerada invasora e ameaça o equilíbrio ecológico dos oceanos.

O peixe-lão foi identificado na Bahia em 2025, em Maraú, no baixo sul da Bahia. Originária do oceano Indo-Pacífico, a espécie cresce rapidamente, se reproduz muitas vezes ao ano e consegue gerar milhares de ovos e larvas durante os processos reprodutivos.

Além de se reproduzir muito rápido, ele causa desequilíbrio porque se alimenta desenfreadamente e não é reconhecido como presa pelos potenciais predadores, já que não é uma espécie nativa.

Os animais também são considerados perigosos para humanos. Na fase adulta, ele pode ter 18 espinhos venenosos e o contato pode causar dores, náuseas e até convulsões.

A retirada dos peixes em Porto Seguro é uma ação da Colônia de Pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac). Os pescadores entregam os exemplares capturados à Colônia e recebem R$ 10 por unidade.

Os exemplares foram encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde serão contados, pesados e medidos. As pesquisas investigarão alimentação, tamanho, genética, origem e comportamento, além de apoiar estudos sobre o beneficiamento do pescado e sua possível inserção em uma cadeia produtiva.



Segundo a prefeitura da cidade, o incentivo a pesca será mantido por mais um mês.

Espécies invasoras na Bahia

As espécies invasoras não ameaçma o euilibrio apenas da região de Porto Seguro. Na Baía de Todos-os-Santos, na região de Salvador, 36 espécies exóticas invasoras foram identificadas por pesquisadores do Programa Ecológico de Longa Duração dos Ecossistemas Marinhos da BTS.

Segundo os especialistas, ainda não é possível mensurar os impactos causados por algumas espécies já estabelecidas no mar; a essas cabe apenas o controle. Já outras — como coral-sol, coral-mole, siri-bidu e peixe-leão — são as que mais afetam os ecossistemas locais e têm impactos mais claros.

Essas quatro espécies também colocam em risco a pesca artesanal, parte importante da economia, sobretudo para subsistência de pescadores e marisqueiras.

Fonte: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/08/29/pescadores-retiram-peixes-de-especie-invasora-no-sul-da-bahia.ghtml