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Pesca Profissional Artesanal: um tipo de pesca caracterizada principalmente pela mão de obra familiar, com embarcações de pequeno porte, como canoas ou jangadas, ou ainda sem embarcações, como na captura de moluscos perto da costa. Sua área de atuação está nas proximidades da costa, nos rios, reservatórios, lagos/lagoas, estuários e açudes. Lei Federal 11.959 de 29/06/2009.

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O g1 listou algumas polêmicas envolvendo meio ambiente no estado. Relembre cada uma delas. Dia do Meio Ambiente: relembre os
Atividades começam no domingo (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, com visita para a Ilha Rata. Eventos seguem até sábado
André Lara Resende sustenta que a teoria econômica dominante se tornou um garrote ideológico, com ferramentas equivocadas e sem capacidade
Demissão do oceanógrafo José Martins da Silva Júnior foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (2). José Martins
Governo suspende 12,7 mil licenças de pescador profissional  BNC Amazonas
O geólogo Fábio Reis coordenou estudo encomendado pelo ICMBio para avaliar os riscos das áreas do Parque Nacional Marinho. Segurança
Quadro Amazônia Bonita é um projeto da Rede Amazônica onde são contadas histórias de pessoas que fazem a diferença na
O historiador James Green diz que escrever "Além do Carnaval" foi uma decisão política. O livro apresenta um amplo relato
Segundo governo, foco é exportar créditos a países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir compromissos de neutralidade de
Foto foi produzida pelo biólogo Rihel Venuto e repassada para estudo do Projeto Aves de Noronha, que desenvolve pesquisa na

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O g1 listou algumas polêmicas envolvendo meio ambiente no estado. Relembre cada uma delas.
Dia do Meio Ambiente: relembre os principais projetos e polêmicas da área no Acre
Arquivo/BP-AC
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste domingo (5), o g1 AC fez um apanhado de algumas polêmicas que envolvem a área no estado. Listando assim alguns projetos que dividem opiniões no estado e também alguns outros sobre o meio ambiente. Vamos relembrar?
Localizado na ponta do Brasil, o Acre é um dos estados com maior diversidade de fauna e flora do país e tem quase 50% do seu território composto por terras protegidas por lei ambiental. De acordo com dados da Divisão de Áreas Naturais Protegidas e Biodiversidade (DapBio), o Acre possui um território com 16.422.136 de hectares, sendo que deste total 7.774.440 de hectares, ou seja, 47,3% é composto por unidades de conservação (federais, estaduais e municipais).
Já na categoria de proteção integral e uso sustentável e terra indígenas, são 2.390.112 de hectares, ou seja, 14,55 %, criadas para proteção e uso sustentável do bioma amazônico.
Florestas públicas
E logo de início falando de áreas protegidas, o primeiro projeto que vamos relembrar, que ainda é debatido no âmbito do estado, é a concessão das florestas públicas.
Em 2021, o governo chegou a debater um projeto de lei que regulariza a exploração de florestas públicas por empresas privadas no Acre. Isso porque, segundo o governo, o controle dessas terras acaba sendo um desafio para o estado que acaba tendo que lidar com invasões e crimes ambientais nessas áreas. ]
A gestão alega que essa medida implicaria em maior controle e preservação dessas áreas. Na época do debate, ambientalistas chegaram a dizer que o projeto era “aterrorizante”. Atualmente, o projeto está parado.
Entenda o impasse
Projeto quer retirar proteção integral do Parque Nacional da Serra do Divisor
Reprodução/Rede Amazônica Acre
Estrada na Serra do Divisor
Outro projeto que tem dado o que falar é um apresentado pela pela deputada federal Mara Rocha (PSDB-AC), que tira a proteção integral da Serra do Divisor no Vale do Juruá, no interior do Acre e altera os limites da Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex).
Atualmente o projeto tramita na Câmara dos Deputados e está guardando parecer do relator na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra.). Mas, ja foi alvo de críticas de ambientalistas, estudioso,associações de moradores de reservas extrativistas e indígenas.
Há ainda pelo menos duas petições on-line contra o projeto. Já do lado dos parlamentares, a alegação é que essa mudança levaria progresso à região.
Entenda o projeto
Estrada entre Acre e Peru
Aliada a essa mudança na conservação da Serra do Divisor, está a construção de uma estrada entre Acre e Peru. O estudo de viabilidade econômica do projeto rodoviário Pucallpa – Cruzeiro do Sul apontou que o projeto não é economicamente viável, sendo que a construção geraria mais custos do que benefícios aos usuários.
O projeto, segundo a análise, também afetaria negativamente as comunidades indígenas, incluindo indígenas em isolamento voluntário, e áreas importantes em termos de significância ecológica, como o Parque Nacional da Serra do Divisor.
As comunidades indígenas do estado estão representadas por 15 povos, distribuídos em três famílias linguísticas (Pano, Arawak e Arawa). São 17.070 indígenas vivendo em 197 aldeias, distribuídos em 36 terras, situados em 11 municípios do estado do Acre. Destaca-se ainda 3 povos isolados, segundo o relatório.
Entenda o projeto
Geração de créditos de carbono em terra indígena
No ano passado, um estudo apontou que seria possível tornar as terras dos puyanawas em uma grande potência geradora de carbono e, além da preservação ambiental, conseguir gerar renda a esses povos. A terra indígena possui área de mais de 24, 4 mil hectares e apenas 5,8% desse território foi alterado.
Confira o estudo
Imagens mostram avanço do desmatamento na fronteira do Acre e Peru
Arquivo pessoal
Invasão de terras protegidas
Também no ano passado, um dossiê apresentado pelas entidades indígenas do Acre e do Peru alerta para o avanço do desmatamento na fronteira e que ameaça as comunidades indígenas e moradores da Reserva Extrativista do Alto Juruá, no interior do Acre.
O documento intitulado: “Uma grande ameaça para os povos indígenas do Yurua, Alto Tamaya e Alto Juruá” foi assinado pela Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa); Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) e Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), além de mais oito entidades indígenas peruanas.
Nas denúncias, os indígenas falam sobre abertura ilegal do trecho da estrada UC-105 que vai de Nueva Italia a Puerto Breu, no Peru, por empresas madeireiras e outros grupos. O dossiê também expõe uma série de documentos oficiais, mapas e falas das lideranças, que mostram o risco que este empreendimento representa para os povos indígenas e comunidades tradicionais da região.
Eles alertam para o possível crescimento do narcotráfico na região, além da ameaça ao meio ambiente e aos povos originários.
Relembre o caso
Reveja os telejornais do Acre
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Atividades começam no domingo (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, com visita para a Ilha Rata. Eventos seguem até sábado (11). Programação vai ser aberta com expedição à Ilha Rata
Ana Clara Marinho/TV Globo
A programação da Semana do Meio Ambiente começa no domingo (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, em Fernando de Noronha, com uma expedição para a Ilha Rata. Além da visita, atividades vão ser realizadas até sábado (11).
Também constam na programação palestras, ações educativas nas instituições de ensino e aberturas de ninho de tartarugas.
Segundo os organizadores da programação, os moradores vão poder participar de forma gratuita dos eventos. As inscrições para as oficinas vão ocorrer na sala da Gestão de Meio Ambiente, no Centro de Geração e Renda.
A bióloga Fabiane Vilela, coordenadora das atividades, disse que vão ser abordados temas como coleta seletiva, plástico zero, além de oficina com reaproveitamento de resíduos.
A ideia é despertar para a melhor maneira de utilizar a água, a energia e separar corretamente o lixo. O intuito é sensibilizar para questões importantes.
A expedição à Ilha Rata, área que não tem visitação aberta ao público e faz parte do Parque Nacional Marinho, vai contar com a participação de 15 moradores e acompanhantes.
O grupo foi contemplado com o passeio depois de um sorteio na rádio local. A visita à Ilha Rata se repete na quarta (8). O segundo passeio será exclusivo para os estudantes.
No domingo, (5), acontece a palestra “Noronha e o Meio Ambiente”, ministrada por representantes do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), no auditório do Projeto Tamar.
Na segunda-feira (6), vão ser promovidas as oficinas de compostagem, com reaproveitamento e treinamento sobre plantas medicinais.
Na terça (7), será a vez da visita monitorada à Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos, abertura de ninho de tartarugas com o Tamar, palestra sobre coleta seletiva e o programa Noronha Plástico Zero.
Na quarta-feira, além da visita à ilha Rata, será feita oficina de puff, com pneus usados e ocorrerá a palestra “Oceano”, com pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador.
Na quinta-feira (9), as atividades começam no Centro Integrado Bem-Me-Quer, seguido de captura intencional de tartarugas com pessoal do Tamar. Para fechar, à noite, acontecerá a palestra sobre controle de plantas exóticas.
Os eventos da sexta-feira (10) iniciam com visita monitorada ao espaço da empresa de produção de energia e a Companhia de Saneamento de Pernambuco (Compesa). O público vai receber informações do fornecimento de água e a geração de energia elétrica na ilha.
No sábado (11), vai ser promovido um passeio pela trilha da Atalaia. Vai ser possível também fazer a observação dos pássaros, na trilha do Sancho, com o pessoal do Projeto Aves de Noronha.
A programação vai ser promovida em parceria pela Administração da Ilha, ICMBio, Projeto Tamar, Alma Solar, Imua, Instituto Avançado de Tecnologia e Inovação (IATI), Neoenergia e Compesa.
Programação
Domingo (5)
8h – Visita na Ilha Rata
19h30 – Palestra Noronha e Meio Ambiente, no auditório do Projeto Tamar
Segunda-feira (6)
9h – Oficina de compostagem, no Centro de Geração e Renda
14h – Oficina de Plantas Medicinais, no Centro de Geração e Renda
19h30 – palestra sobre “políticas de Carbono Zero: repercussões sobre a sustentabilidade”, no auditório Projeto Tamar
Terça-feira (7)
9h – Visita monitorada na Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos
14h – Visita monitorada Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos
17h – Abertura de ninho com o Tamar
19h30 – Coleta Seletiva e Noronha Plástico Zero, no auditório do Projeto Tamar
Quarta-feira (8)
8h – Visita na Ilha Rata com alunos da Escola Arquipélago
9h – Oficina de puff, com pneus usados para alunos da Escola Arquipélago
14h – Oficina de puff, com pneus usados para alunos da Escola Arquipélago
19h30 – Palestra “Oceano” – Projeto Golfinho Rotador, no auditório do Projeto Tamar
Quinta-feira (9)
8h – Captura científica com o Tamar, com alunos do Centro Bem-Me-Quer
19h30 – Palestra de controle de plantas exóticas – ICMBio, no auditório do Projeto Tamar
Sexta-feira (10)
9h às 11h – Visita monitorada ao espaço Neoenergia e Visita monitorada na Compesa
14h às 16h – Visita monitorada no espaço Neoenergia e Visita monitorada na Compesa
19h30 – Palestra Projeto Tamar, no auditório Projeto Tamar, com show musical
Sábado (11)
8h – Trilha do Atalia para alunos da Alma Solar de surfe e skate Noronha
9h – “Vem passarinhar”, com pesquisadores do Projeto Aves de Noronha, na Trilha do Sancho
14h – Visita monitorada ao contêiner da Praça Flamboyant
18h – Leitura de contos ambientais com Gustavo Bezerra, no auditório do Projeto Tamar
19h30 – Cineclube Ambiental, no auditório do Projeto Tamar.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

André Lara Resende sustenta que a teoria econômica dominante se tornou um garrote ideológico, com ferramentas equivocadas e sem capacidade de formular políticas para promover a retomada do crescimento e a distribuição de renda.

Em “Camisa de Força Ideológica“, o autor percorre a história da teoria monetária e discute por que o fato de a moeda ser hoje um registro digital, não mais um metal com valor em si, transforma as possibilidades de financiamento do Estado.

Lara Resende criticou a fórmula de aumentar a taxa de juros para conter a alta da inflação, como vem acontecendo no Brasil nos últimos meses, discutiu o que pensa sobre a privatização de empresas estatais e explicou a ideia de o Estado assumir a função de empregador de última instância dos trabalhadores, da mesma forma que desempenha o papel de credor de última instância em crises financeiras.

  • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
  • Edição de som: Raphael Concli

Para se aprofundar

André Lara Resende indica

Eduardo Sombini indica

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Demissão do oceanógrafo José Martins da Silva Júnior foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (2). José Martins foi demitido do ICMBio
Ana Clara Marinho/TV Globo
José Martins foi demitido do ICMBio
Ana Clara Marinho/TV Globo
A demissão do oceanógrafo José Martins da Silva Júnior, do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), em Fernando de Noronha, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta (2). O agora ex-servidor negou uma transferência para a unidade de conservação Floresta Nacional de Negreiros, em Serrita, no Sertão de Pernambuco . “Eu me sinto perseguido”, disse.
Os problemas entre o governo federal e o oceanógrafo começaram em 2019. A determinação de transferência para o Sertão pernambucano ocorreu após o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles visitar a ilha em julho daquele ano.
Na época, o o instituto justificou a transferência, alegando “desproporcionalidade no número de servidores nas unidades de conservação”.
José Martins é considerado um crítico do aumento da visitação em Noronha. Ele disse que o aumento, “antes sazonal, passou a ocorrer em todos os meses do ano”.
O servidor conseguiu na Justiça uma liminar que deu a ele o direito a permanecer em Noronha. A presidência do ICMBio recorreu da decisão e também deu início a uma investigação interna sobre o servidor.
““A minha demissão é uma continuação do processo que se iniciou com a minha remoção para a catinga. São as mesmas pessoas e o mesmo grupo”, declarou José Martins, em entrevista ao g1.
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Portaria com demissão de José Martins
Reprodução/Ana Clara Marinho
José Martins chegou a ser afastado por dois meses das atividades no início do processo, mas retornou ao trabalho até a conclusão da investigação.
Ele exercia a função de analista ambiental do ICMBio. O oceanógrafo é criador do Projeto Golfinho Rotador. Mora em Fernando de Noronha desde 1990 e passou a trabalhar no instituto em 2007, após ser aprovado em concurso.
O g1 procurou a chefe do ICMBio em Noronha, Carla Guaitanele, para saber motivos da demissão do servidor, mas a gestora informou que “não tem detalhes do processo” e que “o caso é de responsabilidade da direção do órgão, em Brasília”.
Também entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do ICMBio e solicitou informações do processo, mas, até a última atualização desta matéria, não obteve resposta.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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Governo suspende 12,7 mil licenças de pescador profissional  BNC Amazonas


O geólogo Fábio Reis coordenou estudo encomendado pelo ICMBio para avaliar os riscos das áreas do Parque Nacional Marinho. Segurança na área do Sancho foi avaliada em estudo encomendado pelo ICMBio
Ana Clara Marinho/TV Globo
Uma análise de segurança feita na escadaria e na trilha da Praia do Sancho e da Baía dos Porcos, em Fernando de Noronha, indicou que existe um “risco alto” de desmoronamento. É o que apontou o geólogo Fábio Reis, que também é engenheiro civil e trabalhou na análise da área de Furnas, em Capitólio (MG), onde o desabamento de pedras em um cânion deixou dez mortos.
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O estudo feito pela equipe coordenada por Fábio Reis foi encomendado pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), que é responsável pela área onde estão localizadas as duas praias.
“O risco de desmoronamento no Sancho e na Baía dos Porcos é alto. São rochas soltas no paredão e na base da encosta”, afirmou o geólogo.
Os especialistas indicaram ações preventivas nas praias, que fazem parte do Parque Nacional Marinho. Entre as medidas indicadas, está a proibição do acesso em pontos de risco.
“As rochas são angulosas porque vieram de cima, se desprenderam de algum lugar, de um paredão. Se existem rochas angulosas a indicação é não ficar nesses locais”, alertou Reis.
Baía dos Porcos também foi avaliada
Ana Clara Marinho/TV Globo
A escadaria do Sancho está fechada para execução dos trabalhos preventivos desde o dia 24 de maio. A reabertura da praia acontece na quarta-feira (1º).
“Demos início à limpeza da escada, vamos fazer um plano de subida e descida, com as pessoas mais distantes uma das outras. É preciso manutenção anual no Sancho e as outras áreas onde existem rochas”, afirmou Fábio Reis.
LEIA TAMBÉM:
ICMBio prorroga interdição de escadaria de acesso à Praia do Sancho para análise
De acordo com a chefe do ICMBio, Carla Guaitanele, estão previstas mudanças na visitação das praias. “Certamente teremos alterações, restrições de algumas áreas. É possível que a gente tenha que fazer mudança. O objetivo é ter mais segurança para os visitantes”, declarou.
ICMBio deu início às ações de manutenção indicadas pelos especialistas
Clarissa Paiva/ICMBio
Eleita cinco vezes a melhor do mundo, a Praia do Sancho tem falésias que estavam sem análise geológica há 12 anos. Os paredões têm cerca de 60 metros de altura e aproximadamente 855 metros de comprimento.
No início do ano, em entrevista ao g1, a geóloga Ingrid Ferreira Lima, da Universidade de Tóquio, alertou para os riscos de acidente no Sancho e ressaltou que esse tipo de estudo deveria ser feito anualmente.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias


Quadro Amazônia Bonita é um projeto da Rede Amazônica onde são contadas histórias de pessoas que fazem a diferença na vida de quem mora na região Amazônica. Thiely e Carlos Henrique dão aulas gratuitas para mulheres no Conjunto Habitacional Cidade do Povo
Reprodução/Rede Amazônica Acre
Será que existe idade para recomeçar? Pois é, o casal Thiely Mariano Sá e Carlos Henrique acho que não, que todo dia é dia de aprender, de se reinventar, e foi pensando nisso, em ajudar o próximo, que eles resolveram criar um projeto social que ensina mulheres que moram no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, uma das comunidades carentes de Rio Banco, a ler e escrever.
O quadro Amazônia Bonita é um projeto da Rede Amazônica onde vão ser contadas, todos os sábados, histórias de pessoas que fazem a diferença na vida de quem mora na região Amazônica.
Antes de ler um livro, primeiro a pessoa conhece o título, as primeiras palavras que apontam um pouco da história, o apresentado aqui é o Cortiço, um clássico da literatura brasileira. Mas, o título da história contada nesta reportagem ainda está sendo escrito. Só que ela começa com o sonho de pessoas que queriam aprender e a coragem de um casal disposto a ensinar.
Thiely e Carlos Henrique são de uma ONG missionária e desenvolvem um projeto social na Cidade do Povo que atende mulheres que querem aprender a ler e a escrever.
“A gente tem um projeto social que funciona aos domingos e toda vez que a gente falava sobre ler a bíblia, sobre ler alguma coisa, sempre algumas delas levantavam a mão e diziam: ‘e quem não sabe ler?’ E elas começaram a ficar bem constrangidas e a gente até parou de falar sobre ler”, lembra Thiely.
Mulheres do Conjunto Habitacional Cidade do Povo são alfabetizadas por casal missionário
Reprodução/Rede Amazônica Acre
A Thiely não desistiu de pensar em uma forma de ajudar essas mulheres e, a partir daí, criou um projeto junto com o marido que alfabetiza adultos.
“Tem um amigo nosso parceiro que tem o Instituto Ibraema, que é em Recife, e esse Ibraema trabalha com educação de adultos. Nós fomos capacitados no final do ano e eles fornecem todos os livros”, diz a missionária.
O projeto funciona há três meses em um prédio cedido pela comunidade. E com poucos materiais, todas às terças-feiras, durante duas horas, o casal ensina mulheres que nunca é tarde para escrever um novo capítulo.
E o que os professores aprendem? Carlos Sá diz que é gratificante poder ajudar o próximo. “A gente aprende quanto é especial cada indivíduo, cada um na sua essência.”
Amazônia Bonita: casal de missionários alflbetiza mulheres na Cidade do Povo
Mais do que livros e cadernos: esperança
Thiely e o marido oferecem muito mais do que livros e cadernos. Eles oferecem esperança para essas mulheres, uma oportunidade que elas precisam para voltar a sonhar. E são muitos os sonhos guardados.
A dona Antônia tem 67 anos e não sabe ler, ela morou na zona rural até os 40 anos e quando se mudou para a zona urbana até chegou a ir à escola, mas desistiu. No projeto, ela já consegue reconhecer as letras.
“Eu já reconheço essas letras todas, só não sei ainda juntar para soletrar, a minha dificuldade é essa”, fala.
E os novos professores ganharam um lugar especial na vida da dona Antônia. “Eu tenho eles igual a um pai e uma mãe.”
Adriana Cavalcante tem 26 anos e sonha aprender a ler e escrever para poder fazer uma faculdade
Reprodução/Rede Amazônica Acre
A dona de casa Adriana Cavalcante da Silva tem 26 anos e também morou na zona rural. Ela chegou a frequentar a escola, mas não terminou os estudos. Para ela, a leitura é a principal dificuldade. Ela também está aprendendo a ler e escrever o próprio nome, letrinha por letrinha.
“Eu ia formando [palavras] devagarzinho, porque, tipo assim, era pouquinha coisa. É muito ruim a gente não saber direito, eu vi uma porta aberta e aproveitei para aprender mais”, afirma.
Por enquanto, o sonho de Adriana é aprender a ler e escrever, porém, ela já tem outros no papel.
“Queria aprender para fazer uma faculdade mais para frente, para eu poder abrir o próprio negócio, como eu já fiz de bolo e pão. Queria fazer e aprender para quando surgir mais oportunidade eu aproveitar.”
Raimunda Silva quer aprender a ler e escrever para ajudar os filhos nas tarefas da escola
Reprodução/Rede Amazônica Acre
A trajetória da dona de casa Raimunda da Silva de Souza, de 47 anos, é parecida com a da dona Antônia e a de Adriana. Ela morou na zona rural, onde era mais difícil ir à escola. Dona Raimunda conta que sabe ler um pouco, mas que a escrita é um obstáculo. “Não sei escrever, não sei fazer meu nome direito, não sei.”
Raimunda tem 11 filhos e todos estão na escola. Ela fala que quando eles pedem ajuda nas tarefas, roga por sabedoria.
“Quando vem um filho e pede, ‘mãe, me ensina essa tarefa’? Aí eu digo, ô meu Deus, me dê sabedoria para eu ensinar meus filhos, para que eu possa ensinar, eu não sei! Aí ele diz, ‘tá bom, mãe’! Aí as outras [irmãs] vão e ensinam e fica tudo bem. Mas eu digo que vou aprender um dia e vou ensinar vocês”, garante.
A recompensa para o casal de professores que leva conhecimento para essas mulheres é bem simples.
“O amor, cara, o amor, a gente está se reunindo como pode, a gente não espera ter para fazer, a gente faz com o que tem, cadeiras emprestadas, quadro em cima da cadeira, um pincel que a gente vai na papelaria e traz e começa ali, a dar esperança para as pessoas.”
A história do livro que começou a ser escrito pela Thiely, Carlos Henrique, dona Antônia, Adriana, dona Raimunda e essas outras mulheres pode não ter título ainda, mas pode virar uma pergunta. Será que existe idade para recomeçar?
Casal diz que ajuda as mulheres apenas por amor ao próximo e que não existe recompensa melhor do que essa
Reprodução/Rede Amazônica Acre
Reveja os telejornais do Acre

O historiador James Green diz que escrever “Além do Carnaval” foi uma decisão política. O livro apresenta um amplo relato da história da homossexualidade no Brasil e, em sua concepção, tem sido uma ferramenta para ampliar as lutas por direitos das pessoas LGBTQIA+ e impulsionar trabalhos acadêmicos sobre o tema.

Publicado em 1999, “Além do Carnaval” se tornou uma das obras mais influentes sobre a homossexualidade no país e, neste mês, ganha uma terceira edição, revista e ampliada, com um novo capítulo.

Green falou sobre alguns dos traços mais importantes da história da homossexualidade no último século e explicou por que considera que as lutas identitárias devem estar à frente de qualquer projeto preocupado com a justiça social.

  • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
  • Edição de som: Raphael Concli

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James Green indica

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Segundo governo, foco é exportar créditos a países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir compromissos de neutralidade de carbono. O governo federal publicou nesta quinta-feira (19), em edição extraordinária do “Diário Oficial da União” (DOU), um decreto para regulamentar o mercado de crédito de carbono no país.
O mercado de crédito de carbono é um sistema de compensações de emissão de carbono ou outros gases de efeito estufa (GEE). Os créditos são gerados pelas empresas que diminuem suas emissões e podem vender esses ativos para empresas e países que não atingiram suas metas de redução destes.
Entenda o que é o mercado de carbono
Segundo o governo, o foco da regulamentação será a exportação de créditos, especialmente a países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir com compromissos de neutralidade de carbono.
Entenda o que é o mercado de carbono
As regras também instituem o crédito de metano, unidades de estoque de carbono, e o sistema de registro nacional de emissões e reduções de emissões e de transações de créditos.
Também será possível registrar a pegada carbono dos produtos, processos e atividades – que é a quantidade total de emissões de gases de efeito estufa que são emitidos de maneira direta ou indireta por produtos ou serviços ao longo do seu ciclo de vida.
Com o decreto, também poderão ser comercializados os créditos de carbono de vegetação nativa – que pode ser gerado em 280 milhões de hectares em propriedades rurais, o carbono do solo – fixado durante o processo produtivo, e o carbono azul – presente em áreas marinhas e fluviais.
A publicação do decreto foi anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, na quarta-feira (18) durante congresso sobre o mercado de carbono.
O decreto estabelece também os procedimentos para a elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas e institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Sinare).
Os Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas deverão estabelecer metas gradativas de redução de emissões e remoções por sumidouros de gases de efeito estufa.
Os planos serão propostos pelos ministérios do Meio Ambiente, da Economia ou por outras pastas setoriais relacionadas.
Já o Sinare será uma central única de registro de emissões, remoções, reduções e compensações de gases de efeito estufa e de atos de comércio, de transferências, de transações e de aposentadoria de créditos certificados de redução de emissões.
VÍDEOS: notícias sobre política


Foto foi produzida pelo biólogo Rihel Venuto e repassada para estudo do Projeto Aves de Noronha, que desenvolve pesquisa na ilha desde 2016. O registro do sebito alimentando três filhotes é considerado raro
Rihel Venuto/Projeto Flora
Pesquisadores festejaram, nesta quinta (19), o registro de uma ave nativa, o sebito, alimentando três filhotes, em Fernando de Noronha. “É um evento muito raro. Estamos muito felizes por esse achado”, disse o biólogo Heideger Nascimento, pesquisador do projeto Aves de Noronha.
A foto foi produzida pelo biólogo Rihel Venuto, voluntário do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio). O registro foi feito, inicialmente, para a pesquisa de preservação da flora e encaminhada para estudo dos pássaros.
A coordenadora do Projeto Aves de Noronha, Cecília Licarião, festejou o registro. “A raridade do registro está no fato de serem três filhotes. O normal é identificar dois filhotes. Eu trabalho na ilha desde 2016 e nunca tinha visto. Na maior plataforma de ciência cidadã também não há registro como esse”, disse Cecília.
O sebito tem nome científico Vireo gracilirostris. É uma espécie endêmica. Ou seja, só é encontrada em Noronha. O pássaro fez o ninho uma árvore nativa, o feijão bravo.
“Esse fato nos desperta para avaliar se existem plantas que favorecem melhores ninhos, que possibilitem uma quantidade maior de filhotes. Isso nos impressionou. Estamos muitos felizes e vamos acompanhar”, declarou Heideger Nascimento.
O normal é a ave alimentar dois filhotes
Heideger Nascimento/Projeto Aves de Noronha
A estudiosa Cecília Licarião também exaltou a importância da flora. “Existe uma associação. A flora nativa é importante para as aves da ilha. É muito bom constatar o ambiente equilibrado. Seria ruim ver os sebitos utilizarem espécies exóticas, como linhaça, para fazer ninhos “, avaliou a coordenadora.
Existe uma parceria entre os pesquisadores. A foto rara foi feita pelo pesquisador do Projeto Flora de Noronha. Os estudiosos trocam informações e registros que ajudem na preservação do meio ambiente.
“É uma parceria que tem dado certo, nós trabalhamos pela preservação do bioma”, afirmou Heideger Nascimento.
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