07/01/2026 Após a sanção, portaria publicada hoje fixa o prazo de 5 de fevereiro para regularização O Ministério da Pesca...
A convidada desta semana do Ilustríssima Conversa é Alessandra Devulsky, professora do programa de mestrado em direito da Universidade do Québec em Montréal, no Canadá.
No livro “Colorismo” (Jandaíra), a autora discute o funcionamento desse sistema de hierarquização racial, ligado à ideia de supremacia branca, que discrimina os negros de acordo com a tonalidade de pele e de outros traços físicos associados à origem africana.
Na conversa com o repórter Eduardo Sombini, a pesquisadora defendeu que é essencial discutir as engrenagens do colorismo para entender o racismo no país —para ela, falar sobre os diferentes tipos de preconceito que negros de pele clara e de pele escura sofrem pode ajudar a construir uma unidade na luta antirracista.
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Idelber Avelar, professor de literatura latino-americana na Universidade Tulane, em Nova Orleans (EUA), é o convidado desta semana.
No livro “Eles em Nós: Retórica e Antagonismo Político no Brasil do Século XXI”, o autor discute, a partir da análise do discurso, os principais movimentos da política brasileira nas últimas duas décadas e examina o uso de categorias retóricas como hipérbole, eufemismo e tautologia.
Na conversa com Eduardo Sombini, Avelar tratou da ruptura que junho de 2013 instaurou na política nacional e dos significados da Operação Lava Jato, além de expor sua leitura da ascensão de Jair Bolsonaro. O autor aponta uma retroalimentação entre lulismo e bolsonarismo, mas rejeita a ideia de que os dois campos são equivalentes —só o bolsonarismo é extremista e ameaça a democracia, afirma.
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Nesta semana, o Ilustríssima Conversa recebe Christian Dunker, psicanalista e professor titular da USP, que acaba de lançar “Uma Biografia da Depressão”.
No livro, Dunker narra como a depressão, que por muitas décadas ocupou uma posição de irmã esquecida no imaginário sobre os transtornos mentais, se tornou, a partir dos anos 1970, a grande protagonista dos discursos sobre o sofrimento psíquico.
Para o autor, esse processo está relacionado ao desenvolvimento de uma nova geração de antidepressivos —Dunker questiona até que ponto esses remédios tratam a depressão e até que ponto as patologias que são tratadas por esses remédios passaram a ser chamadas de depressão.
Na conversa com Eduardo Sombini, o psicanalista abordou os principais marcos da história do conceito e e discutiu como o pensamento neoliberal transformou o enquadramento dos transtornos mentais.
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Rio Tejo: Proibição de pesca lúdica no Tejo: “É ridículo! Não faz sentido” (C/ÁUDIO) Antena Livre
Blitz educativa em Poconé orienta sobre pesca profissional, esportiva e amadora – mt.gov.br – Site INDEA
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Em “Arrancados da Terra”, o jornalista e escritor Lira Neto apresenta uma biografia coletiva dos judeus de Portugal que, no final do século 15, receberam um ultimato para abandonar o reino. Para evitar o desterro, teriam que se converter ao catolicismo ou poderiam ir parar nas fogueiras da Inquisição.
O livro segue os passos dos sefarditas, que, depois da fuga de Portugal, fundaram uma comunidade em Amsterdã e, de lá, cruzaram o Atlântico com a utopia de construir, no Recife conquistado pelos holandeses, uma Jerusalém dos trópicos.
Na conversa com Eduardo Sombini, Lira Neto explica a intolerância que os sefarditas enfrentaram em Pernambuco e discute a viagem, em 1654, de 23 judeus que, de acordo com evidências, deixaram o Recife logo depois da queda do governo holandês e aportaram na ilha de Manhattan.
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Em outubro de 1973, um mês depois do golpe militar que derrubou Salvador Allende, agentes da ditadura brasileira foram despachados para Santiago, capital do Chile.
Os oficiais tinham a missão de trabalhar com militares do regime, comandado por Augusto Pinochet, no Estádio Nacional, que tinha sido transformado em um campo de prisioneiros.
Entre os milhares de chilenos e estrangeiros que passaram pelo estádio, pelo menos 52 eram brasileiros —e, abandonados à própria sorte pelo Itamaraty, muitos foram torturados pelos seus concidadãos, de acordo com relatos de presos.
O episódio é uma das muitas cenas que Roberto Simon recompõe no livro “O Brasil contra a Democracia: a Ditadura, o Golpe no Chile e a Guerra Fria na América do Sul”.
Neste episodio, Simon explica como a ditadura brasileira tentou minar o governo de Allende, patrocinou sua derrubada e apoiou o novo regime militar em várias frentes.
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O Ilustríssima Conversa recebe Heloisa Buarque de Hollanda, professora emérita da UFRJ e organizadora de quatro volumes da coleção “Pensamento Feminista Hoje”.
Os livros dão um panorama da história do feminismo nas últimas décadas —das autoras que criaram as principais noções sobre o tema aos desdobramentos mais recentes dos estudos de gênero e de sexualidade, como o feminismo decolonial e a teoria queer.
Na conversa com Eduardo Sombini, a autora situou as tendências que mais chamam a sua atenção no feminismo contemporâneo, discutiu a influência de Paul Preciado na evolução do pensamento queer latino-americano e contou o seu interesse pela ideia de feminismo para os 99%, de Nancy Fraser, que critica os discursos de empoderamento individual das mulheres.
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A convidada do primeiro episódio do ano do Ilustríssima Conversa, podcast da Folha em parceria com o Itaú Cultural, é Ilona Szabó, autora de “A Defesa do Espaço Cívico”.
No livro, a especialista em segurança pública narra como se tornou alvo de uma das primeiras campanhas de ódio na internet do governo Bolsonaro, quando o presidente exigiu que a sua nomeação para um conselho do ministério então comandado por Sergio Moro fosse suspensa.
Com base nessa experiência, Szabó discute as estratégias de governantes populistas e autoritários para minar a democracia e as particularidades do caso brasileiro, que convive com milícias e tem um longo histórico de violência policial. Para a autora, a militarização do governo e a politização das polícias faz com que a situação atual do país se assemelhe ao que aconteceu na Venezuela.
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