07/01/2026 Após a sanção, portaria publicada hoje fixa o prazo de 5 de fevereiro para regularização O Ministério da Pesca...

O ex-deputado Roberto Jefferson, candidato do PTB à Presidência, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (12) seu programa de governo. No documento, o ex-deputado exalta o fato de ser de direita e propõe como “única solução possível” para o país a redução do Estado, por meio de privatizações e de uma nova Constituição.
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Leia a íntegra do programa de governo do candidato do PTB
Veja as propostas dos demais candidatos à Presidência
Jefferson declara R$ 745 mil em bens
O ex-deputado está em prisão domiciliar, após ter sido preso ano passado por ataques promovidos nas redes sociais à democracia e às instituições. O pedido de candidatura foi formalizado pelo PTB nesta sexta-feira. A prisão não o impede de se candidatar, mas, segundo especialistas em direito, os efeitos de uma condenação imposta a ele por envolvimento no mensalão pode barrar a postulação.
A apresentação do programa de governo atende aos requisitos da legislação eleitoral. O documento entregue ao TSE tem 12 páginas. Jefferson se apresenta como um político de direita, “defensor da liberdade”, contra o aborto, à favor do direito à posse e porte de arma de fogo, e contra a legalização do plantio, cultivo e venda de maconha. Ele sugere ainda, sem dar detalhes, a “criminalização da Cristofobia”.
O candidato prega um “Estado mínimo”, definido como aquele que presta os serviços essenciais, como saúde, educação, proteção social e segurança. Para redefinir o tamanho e os papéis do Estado, Jefferson propõe convocar uma Assembleia Constituinte para reformular a Carta de 1988. Entre as mudanças, o programa lista regime único de Previdência, fim da estabilidade para servidores e redução da carga tributária. O candidato sugere ampliar as privatizações, mas não menciona quais estatais venderia.
Jefferson também sugere mudar o modelo de indicações de juízes para cortes superiores, que passaria a ser por meio de concurso público.
Ex-deputado Roberto Jefferson, candidato pelo PTB à Presidência
Folhapress

Ex-deputado está em prisão domiciliar O PTB apresentou nesta sexta-feira (12) o pedido de candidatura de Roberto Jefferson à Presidência. Em prisão domiciliar, o ex-deputado declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter R$ 745.323,00 em bens.
O partido aprovou no início do mês o lançamento da candidatura de Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL. Na ocasião, integrantes do partido afirmaram que a postulação do ex-deputado é em apoio a Bolsonaro.
Ao TSE, Jefferson declarou ter R$ 716,9 mil em fundos, não detalhados. O sistema de divulgação do TSE neste ano traz menos informações sobre os patrimônios dos candidatos com base numa interpretação da corte sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. O ex-deputado informou ter também R$ 23,3 mil em uma conta corrente, R$ 3,1 mil em aplicações e R$ 1,8 mil em uma poupança.
O vice na chapa é o Padre Kelmon (PTB), apresentado pelo partido como um “homem cristão, conservador e de direita”. O candidato a vice declarou ao TSE ter R$ 8.548, soma de duas poupanças.
Jefferson foi preso em agosto do ano passado pela Polícia Federal numa investigação sobre a suspeita de uma organização criminosa com atuação nas redes sociais para promover ataques às instituições.
Em janeiro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), transformou a prisão preventiva em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
O pedido de registro da candidatura é uma exigência da legislação eleitoral e caberá ao TSE deliberar sobre o pedido. O prazo final para os partidos solicitarem os registros é nesta segunda-feira (15).
Especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo portal “g1” afirmam que a prisão domiciliar não proíbe a candidatura, mas sim uma condenação imposta a Jefferson por envolvimento no mensalão, que pode enquadrar o ex-deputado na Lei da Ficha Limpa.

BlueBenx Finance é uma fintech fundada em 2017 e tem como principal negócio investimento em moeda digital; Secretaria da Segurança Pública diz que caso está na Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Consumidor Clientes da empresa BlueBenx Finance relatam ter sido vítimas de um golpe milionário envolvendo investimentos em criptomoedas. Nesta quinta-feira (11), eles receberam um e-mail da companhia em que foi anunciada a “suspensão imediata das operações, incluindo saques, resgates, depósitos e transferências” sob a alegação de ter sofrido um ataque hacker.
Alguns deles foram pessoalmente à sede da empresa, na capital paulista, em busca de esclarecimentos, mas não encontraram ninguém. Pelo menos 15 pessoas registraram a ocorrência na tarde desta sexta (12) no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).
A advogada Pamella Passos foi uma delas. “Quando cheguei, falei com a recepcionista. Falei que precisava ir ao 15º andar. Ela e o segurança tentaram ligar para a empresa, e ninguém atendeu. Outras pessoas já estavam na recepção esperando um posicionamento. O administrador do prédio corporativo conversou com a gente e disse que o aluguel da BlueBenx estava há alguns meses em atraso e que já tinham agendado a retirada de móveis da sala neste final de semana”, conta.
Ela diz que começou a investir em novembro de 2021. O maior atrativo foi a alta rentabilidade do valor aplicado. Inicialmente, Pamella investiu R$ 10 mil. Depois de alguns meses, fez outros aportes, totalizando cerca de R$ 49 mil. “O meu marido viu ontem o e-mail e não quis me acordar. Quando eu soube, eu perdi o ar e vim chorando o caminho inteiro.”
A BlueBenx Finance é uma fintech brasileira fundada em 2017 e tem como principal negócio o investimento em criptomoedas. A TV Globo tentou contatar a empresa por telefone e por e-mail, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
No e-mail enviado aos clientes, eles afirmam estar “tomando essa ação hoje para reestruturar a BlueBenx Finance, visando em um futuro próximo honrar com todas as nossas obrigações”.
A BlueBenx Finance é uma fintech brasileira fundada em 2017 e tem como principal negócio o investimento em criptomoedas
Notebook com representações de criptomoedas (crédito: Alesia Kozik/Pexels)
Investimentos de anos
Uma outra pessoa que não quer ser identificada diz ter investido R$ 680 mil na empresa. “Eu estou investindo neles há seis anos. Para mim, eles tinham credibilidade e confiança. Eu não tinha tido nenhum tipo de problema. Agora, estou com medo de não conseguir ter o dinheiro de volta. São muitas pessoas envolvidas. No grupo que temos em uma rede social, são mais de 200”, afirmou.
Um outro cliente que também não será identificado explicou que tinha saldo de R$ 740 mil na manhã desta sexta, agora aparece apenas R$ 200 mil. “Estou investindo em criptomoedas nessa empresa há quatro anos. Era um investimento que eu tinha proveniente de tudo que eu construí na minha carreira e de parte da venda do meu apartamento. Investi tudo que eu tinha na BlueBenx. De uma hora para outra, meu saldo sumiu.”
O bloqueio dos valores de saldos nas contas da companhia também atingiu o casal Júlio e Gabriela Guimarães. Eles contam que investem na empresa há dois anos e meio. Juntos, têm cerca de R$ 400 mil.
“Enviaram um email às 23h52min desta quinta, e eu só consegui ver hoje de manhã. É um choque. São investimentos que temos de uma vida. É o maior investimento que tínhamos. Era o maior porque tinha mais rentabilidade”, contam.
Em 2019, teve início na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um processo de investigação de indícios de oferta pública irregular pela internet realizado pela BlueBenx. Em janeiro deste ano, segundo informações do jornal “O Estado de S. Paulo”, a CVM rejeitou uma proposta de acordo com a empresa e o sócio Roberto de Jesus Cardassi por não ter existido “cessação das irregularidades” apontadas.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso está sendo registrado pela Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Consumidor, do DPPC. “A autoridade policial está ouvindo as vítimas para registro do boletim de ocorrência e devidas providências de polícia judiciária”, afirmou.
Email enviado aos clientes pela Bluebenx:
“Estamos escrevendo uma mensagem muito importante para comunicar a suspensão de todas as atividades relativas ao BlueBenx Finance.
Na última semana sofremos um Hack extremamente agressivo em nossos pools de liquidez na rede de criptomoedas, após tentativas incessantes de resolução, hoje iniciamos nosso protocolo de segurança com a suspensão imediata das operações dos produtos do BlueBenx Finance, incluindo saques, resgates, depósitos e transferências.
Estamos tomando essa ação hoje para reestruturar a BlueBenx Finance, visando em um futuro próximo honrar com todas as nossas obrigações.
Desde sempre atuamos na transparência das nossas informações e principalmente no interesse de nossos clientes e parceiros. Buscando essa continuidade de informações e visando melhorar as respostas e dúvidas sobre esse momento, criamos uma estrutura de gerenciamento de riscos junto com a empresa Nicolia Dos Anjos Sociedade de Advocacia que estará a frente dessa reestruturação e informações ao mercado e em especial aos nossos clientes, iniciando as respostas em 15/08/2022. A BlueBenx possui ativos valiosos e estamos trabalhando diligentemente para cumprir nossas obrigações.
Estamos tomando essa ação necessária para o benefício de todos os nossos clientes, a fim de recuperar a liquidez das operações enquanto tomamos medidas para preservar e proteger os ativos.
Entendemos que esta notícia é difícil, mas acreditamos que nossa decisão de pausar saques, depósitos e transferências entre contas é a ação mais responsável que podemos tomar para proteger nossa comunidade.
Há muito trabalho pela frente, pois consideramos várias opções, esse processo levará tempo, mínimo de 180 (cento e oitenta) dias para retorno às operações.
A BlueBenx foi construída através da confiança de nossos clientes, a dedicação incessante de nosso time, mas sobretudo, por enfrentar as barreiras e dificuldades de um negócio como o nosso em um mercado desafiador e incrédulo.
Agradecemos por seu apoio hoje e buscamos sua compreensão. Nós iremos superar isso tudo com dedicação e esforço e hombridade.
Sinceramente,
Equipe BlueBenx”

Escritor sofreu atentado nesta sexta-feira, antes de um evento nos Estados Unidos O autor anglo-indiano Salman Rushdie deve perder um olho, além de ter nervos de seu braço e o fígado comprometidos após atentado nesta sexta-feira, antes de um evento nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por seu agente, Andrew Wylie, nesta noite, em nota atualizada à imprensa, afirmando ainda que o autor está em um respirador e não consegue falar.
“As notícias não são boas. Salman provavelmente perderá um olho; os nervos de seu braço foram cortados; e seu fígado foi esfaqueado e danificado”, disse Wylie.
Hadi Matar, de 24 anos, invadiu o palco da Chautauqua Institution, localizado na cidade de mesmo nome, a cerca de sete horas de carro de Nova York, e esfaqueou o escritor de 75 anos no pescoço e abdômen, segundo a polícia. Uma testemunha contou à agência Associated Press que viu o autor receber de 10 a 15 golpes.
O autor, que recebe ameaças de morte do governo do Irã desde os anos 1980, caiu no chão, foi socorrido e levado ao hospital de helicóptero. Em nota à tarde, seu agente, Andrew Wylie, disse que o autor passava por uma cirurgia.
Salman Rushdie
Grant Pollard/Grant Pollard/Invision/AP
O entrevistador que o acompanhava no evento também foi ferido. Ainda segundo a polícia nova-iorquina, o suspeito de atacar o escritor foi detido e está sob custódia –Matar estava vestido de preto e mascarado durante o ataque. Ainda não se sabe a nacionalidade ou motivação do agressor e o FBI está envolvido na investigação.
Havia agentes policiais no auditório onde Rushdie foi atacado, com capacidade para milhares de pessoas, mas não um esquema especial de segurança com detector de metais.
Um dos maiores escritores de sua geração e conhecido por suas posições libertárias, Rushdie é perseguido por autoridades iranianas por blasfêmia desde a publicação de “Os Versos Satânicos” em 1988, romance de fantasia considerado ofensivo a Maomé e à fé islâmica.
À época do lançamento do livro, o aiatolá Khomeini defendeu que o escritor fosse assassinado, e a perseguição foi mantida em vigor pelas mais altas autoridades religiosas do Irã.
Salman Rushdie é socorrido após ataque
Joshua Goodman/AP

Número de mortes também teve redução e atinge o menor patamar em onze semanas. Região de São carlos tem queda nos casos de Covid
Getty Images/Via BBC
São Carlos, Araraquara e outras 40 cidades da região registram 2.651 casos de Covid-19 entre sábado (6) e esta sexta-feira (12), uma queda de 34,8% em relação a semana anterior.
Foi a quarta semana conscutiva de casos, chegando ao menor patamar desde o início de maio quando a doença voltou a crescer, na quarta onda da doença (veja gráfico abaixo).
Em sete dias também foram registradas 13 mortes, uma a menos do que na semana passada. É o menor número de óbitos em 11 semanas.
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Ao todo, as 42 cidadess da região somavam, até a publicação dessa reportagem, 466.073 casos, sendo que 6.340 deles morreram. Veja a situação de cada cidade na tabela abaixo.
Os dados foram levantados pelo g1 com base nos boletins epidemiológicos das prefeituras. Em virtude da redução da doença, muitas cidades deixaram de disponibilizar boletins diários com os dados de Covid-19 e passaram a divulgar apenas uma vez por semana.
Casos
Até a publicação dessa reportagem, das 35 cidades que divulgaram boletins essa semana, 26 tiveram redução de casos e 9 apresentaram aumento em relação ao número divulgado na semana anterior.
A cidade que registrou mais casos na semana foi Araraquara, com 726 infecções, número que representa uma diminuição de -8,1% na sexta semana consecutiva de queda.
Mortes
Entre sábado (6) e esta sexta-feira (12), foram registradas as mortes de 13 pessoas em 10 cidades:
Duas mortes em São Carlos:
mulher de 89 anos com comorbidades, que foi internada no domingo (7) e morreu na terça (9). Ela havia recebido duas doses da vacina;
homem de 77 anos com comorbidades (hipertensão, Parkson, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica), que foi internado em 3 de julho, em hospital público e morreu na quarta (10) Ele havia tomado 3 doses da vacina.
Duas mortes em São João da Boa Vista:
mulher de 73 anos, com doença cardiovascular e hipertensão arterial. O sintomas iniciaram em 10 de julho. A paciente foi internada um dia depois na Santa Casa de Mococa, onde faleceu em 13 de julho. De acordo com informações da Vigilância Epidemiológica, a vítima havia sido imunizada com duas doses da vacina contra a Covid-19.
homem de 97 anos, portador de imunodepressão. Iniciou os sintomas em 5 de agosto e foi internado na Santa Casa de Mococa no domingo (7), onde morreu na segunda (8). De acordo com informações da Vigilância Epidemiológica, ele havia sido imunizada com as quatro doses da vacina.
Aguaí – mulher de 85 anos, com comorbidades, que estava internada
Águas da Prata – os dados do paciente não foram divulgados
Casa Branca – mulher de 92 anos
Itobi – os dados do paciente não foram divulgados
Porto Ferreira – Na manhã de sábado foi registrado o óbito de um homem de 81 anos, com comorbidade. Ele não estava internado e faleceu no pronto-socorro.
Ribeirão Bonito – os dados do paciente não foram divulgados
Rincão – os dados do paciente não foram divulgados
Santa Rita do Passa Quatro – um paciente que estava internado em outra cidade faleceu na segunda-feira. A idade e o sexo não foram revelados.
Situação de casos e mortes pela Covid-19 nas cidades da região
Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara.

O ex-presidente dos EUA também está sendo investigado por obstrução de Justiça e destruição de documentos do governo, aponta o mandado de busca executado pelo FBI, na segunda-feira (8) O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump está sendo investigado por possíveis crimes de espionagem, obstrução de Justiça e destruição de documentos do governo. São essas as justificativas do mandado de busca executado pelo FBI, a polícia federal americana, na segunda-feira (8) em sua casa na Flórida. Na operação, os agentes do FBI retiraram 20 caixas da casa de Trump contendo 11 conjuntos de documentos marcados como sigilosos, além de fotos e anotações.
Trump nunca saiu do cenário político dos EUA desde que deixou a Presidência, há pouco mais de um ano e meio, mas poucas vezes passou tanto sufoco quanto nesta semana, após a inédita operação de busca em sua casa, que pode se transformar num caso criminal, além de um depoimento a autoridades em Nova York em que invocou 440 vezes o direito de ficar calado.
Atentado ao FBI
A investida contra o ex-presidente, admitida publicamente pelo Departamento de Justiça do governo Joe Biden, elevou sobremaneira as tensões no país, com militantes radicalizados nas ruas – foi a provável causa de um atentado a um escritório do FBI em Ohio – e trocas de acusações entre democratas e republicanos. Também levantou questionamentos sobre o lugar de Trump no atual xadrez político dos EUA.
O ex-presidente tem tentado usar tudo isso em seu proveito. Não só politicamente, ao dizer e repetir que é alvo de perseguição, mas também financeiramente.
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump
AP Photo/Jim Mone
Passando o chapéu
O Save America (“salve os EUA”), comitê político de Trump, disparou na manhã de terça-feira (9) um e-mail pedindo dinheiro dos apoiadores. “Corram para doar IMEDIATAMENTE para mostrar publicamente que estão do meu lado contra ESSA CAÇA ÀS BRUXAS SEM FIM.”
Foi Trump quem revelou, no fim da tarde de segunda, que sua casa na Flórida havia sido alvo de uma operação de busca do FBI. Sem nenhuma informação pública, a imprensa americana descobriu que os agentes buscavam documentos supostamente tirados de forma indevida da Casa Branca no período em que ocupou a Presidência, e já se fala em informações secretas sobre pesquisas nucleares.
Foram dias tensos de silêncio do governo, que a princípio disse apenas que a Casa Branca não havia sido informada da busca. Na quinta (11), após uma série de acusações de perseguição política, o procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, secretário do Departamento de Justiça, ao qual o FBI é subordinado, foi à TV dizer que aprovou pessoalmente a operação e defendeu a corporação dos ataques de republicanos.
“Não vou ficar calado quando a integridade deles [dos agentes] é atacada injustamente”, afirmou. “Os homens e mulheres do FBI e do Departamento de Justiça são servidores públicos e patriotas dedicados”.
No Telegram, Trump afirmou que o ex-presidente Obama “manteve 33 milhões de páginas de documentos, muitos deles secretos” e afirmou que a acusação de que mantinha documentos sobre armas nucleares “é uma farsa”, como as acusações de que foi ajudado pelos russos na eleição ou os processos de impeachment que sofreu.
Não é a primeira vez que o Departamento de Justiça investiga autoridades por suspeita de lidar de forma imprópria com material sensível -o caso recente mais chamativo foi o da democrata Hillary Clinton, que usou um e-mail pessoal para lidar com informações classificadas como secretas ou ultrassecretas quando ocupou o cargo de secretária de Estado.
Dois dias depois da operação, na quarta (10), Trump teve outra dor de cabeça ao ter que depor à Procuradoria-Geral de Nova York, em um caso que investiga supostas manobras fiscais irregulares de suas empresas. Na ocasião, a única pergunta que respondeu foi qual era seu nome, antes de ler um comunicado em que acusava a investigação de ter motivações políticas e dizer centenas de vezes por mais de quatro horas que não responderia às perguntas.
O ex-presidente tem apoio sólido entre cerca de 30% dos filiados ao Partido Republicano, diz Daniel Disalvo, professor de ciência política na Universidade da Cidade de Nova York. Esse grupo “continua com Trump mesmo se ele atirar em alguém na Quinta Avenida”, diz.
Para essa parcela, as investidas contra o ex-presidente corroboram uma narrativa de que ele é perseguido politicamente. Outra parcela do partido tem ojeriza a Trump desde antes de seu primeiro mandato e vê na figura dele uma representação do declínio e uma negação dos valores republicanos.
“A única mudança real que vejo no tabuleiro político é para o grupo que votou nele nas últimas eleições, mas que pode ficar mais reticente com ele aparecendo no noticiário policial”, declara Disalvo, afirmando que isso eventualmente pode atrapalhar candidatos apoiados pelo ex-presidente nas midterms, mas que não vislumbra uma diferença grande na próxima eleição presidencial, que acontecerá só em 2024.
“Em dois anos pode acontecer uma enormidade de coisas. Os anos da juventude de Trump se foram já muito tempo, sua saúde não é a melhor, ele pode muito bem não concorrer em 2024.”
A resistência de setores mais tradicionais contra o ex-presidente foi expressa há uma semana por Dick Cheney, o poderoso vice-presidente do país durante o governo George W. Bush. Em anúncio veiculado na TV a favor da reeleição de sua filha, Liz Cheney, como deputada por Wyoming, o republicano chamou Trump de covarde e disse que o ex-presidente é uma ameaça aos Estados Unidos.
“Nos 246 anos de história da nossa nação, nunca houve um indivíduo que fosse uma ameaça maior à nossa república que Donald Trump. Ele tentou roubar a última eleição usando mentiras e violência para se manter no poder depois que os eleitores o rejeitaram. Ele é um covarde. Um homem de verdade não mentiria para seus apoiadores. Ele perdeu as eleições e perdeu feio. Eu sei disso, ele sabe disso e, lá no fundo, acredito que a maioria dos republicanos sabem disso”, disse.
Um dos motivos da ira de Cheney é que Liz, também republicana, tornou-se alvo de manifestantes radicais do partido depois que assumiu a vice-presidência da comissão que apura na Câmara o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Ela concorre à indicação do partido nas primárias para a eleição de meio de mandato, que ocorrerão em novembro, e foi uma dos 10 deputados republicanos que votaram a favor do impeachment de Trump após o ataque ao Capitólio. Outros parlamentares que não apoiaram o presidente também têm sido punidos nas primárias locais, o que indica a força que Trump ainda representa dentro do partido.
A operação contra Trump gerou receio mesmo entre republicanos de que a base trumpista se radicalize ainda mais, após apoiadores irem às ruas em defesa do ex-presidente. Segundo o portal Político, mesmo alguns deputados republicanos já expressaram esse temor. “A base perdeu a cabeça. Se Trump decidir chamá-los às armas, acho que podemos ter um outro 6 de janeiro”, disse um deles ao site.
Na quinta-feira (11), um homem armado tentou invadir um prédio do FBI em Cincinnati (Ohio), trocou tiros com agentes e foi perseguido até ser morto. O atirador era um prolífico apoiador de Trump em redes sociais, e a corporação investiga se ele tem ligação com grupos extremistas do país.
A Eucatex anunciou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 45 milhões no segundo trimestre, queda de 73% no comparativo anual. Em termos recorrentes, o lucro ficou em R$ 40,4 milhões, queda de 57% na base anual.
Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (12) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Entre abril e junho, a receita líquida da companhia somou R$ 600,9 milhões, alta de 8% contra um ano antes.
Na mesma base de comparação, o Ebitda recorrente totalizou R$ 118,7 milhões, queda de 10,8% no comparativo anual, com recuo de 4,2 pontos percentuais na margem Ebtida recorrente, que atingiu 19,7%.
Em comentários da direção que acompanham o balanço, a empresa cita a contínua alta na inflação e seu impacto no poder de compra e nos índices de confiança dos consumidores e empresários, consequentemente em seus resultados.
“A continuidade da Guerra da Ucrânia e efeitos da covid-19 na China, que desorganizaram diversas cadeias de suprimentos, ainda têm se refletido no preço das commodities e nos custos da companhia”, aponta a companhia. A apreciação do Real nesse período, ressalva a administração., ajudou a reduzir um pouco esse efeito.
No período, a dívida líquida da fabricante de chapas de madeira aumentou 27,5% ante o segundo trimestre do ano passado, ficando em R$ 485,5 milhões. Em 12 meses, sua alavancagem (dívida líquida/Ebitda) subiu de 0,8 vez para 0,9 vez.

Reconhecimento foi dado a Angela Lopes, ativista pelos direitos da população LGBTIAQ+ e primeira travesti no Brasil a mudar o nome do registro sem a necessidade de cirurgia de resignação sexual. Pela primeira vez uma travesti recebe título de cidadã honorária de São Carlos
Ana Marin/g1
Pela primeira vez na sua história, a Câmara de Vereadores de São Carlos (SP) concede, nesta sexta-feira (12), o título de Cidadã Honorária de São Carlos a uma travesti.
O reconhecimento foi dado à auxiliar administrativa e ativista pelos direitos da população LGBTIAQ+ Angela Lopes, primeira travesti no Brasil a mudar o nome no registro civil sem a necessidade de cirurgia de resignação sexual.
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A cerimônia da entrega do título ocorreu nesta sexta-feira (12), às 19h30, na Câmara Municipal de São Carlos. Além de Angela, a professora Julieta Lui também foi homenageada.
Angela Lopes (penúltima à esq.) é a primeira travesti a receber título de cidadã honorária em São Carlos
Ana Marin/ g1
“Me dá uma sensação de dever cumprido, por ter sido primeira em vários aspectos: no mercado de trabalho, primeira a afrontar um sistema familiar conservador, primeira a retificar o nome no Brasil. A gente vem de uma história de pioneirismo e essas histórias de pioneirismo abriram caminhos. Veja, hoje a gente conquistou a retificação do nome com mais facilidade, mais naturalidade. A gente tem pessoas inseridas no mercado de trabalho, a gente tem várias pessoas trans inseridas na universidade. Então, eu entendo que tudo isso foi, porque a gente teve o momento precursor, né?”, disse.
Pela primeira vez uma travesti recebe título de cidadã honorária de São Carlos
Ana Marin/ g1
Ao todo, 21 vereadores votaram a favor da homenagem, que foi proposta por decreto legislativo do vereador Djalma Nery (PSoL), no Dia do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho.
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Em conversa com o g1, a travesti disse que a ação é de importante reconhecimento e que não carrega o título sozinha.
“Eu não carrego isso sozinha. Junto comigo tem uma multidão de pessoas que caminharam junto, pessoas que morreram, pessoas que estenderam a mão, pessoas que fecharam a porta. Histórias de violência que são traumáticas, mas me fortaleceram. Então, esse reconhecimento não carrego sozinha, é de várias pessoas juntas”, completou.
Quem é Angela Lopes
Angela Lopes será a primeira travesti a receber título de cidadã honorária em São Carlos
Reprodução/Facebook
Angela tem 47 anos, nasceu na cidade de Altônia (PR). Ela ganhou importância no município de São Carlos por sua luta e busca pela dignidade de pessoas que são marginalizadas e postas à margem da sociedade.
Ângela tornou-se a primeira travesti a ocupar um espaço formal de emprego em 1992, contratada pelo 2º Tabelião de Notas de São Carlos.
Angela Lopes será a primeira travesti a receber título de cidadã honorária em São Carlos
Reprodução/Facebook
Em 2005 tornou-se a primeira transexual do Brasil a mudar o nome do registro civil sem a necessidade de cirurgia de redesignação sexual. A sentença foi proferida pelo juiz Dr. Paulo César Scanavez, da Comarca de São Carlos.
Em 1998, 18 anos após a decisão que garantiu à Ângela o direito ao nome e a sua plena identidade, o STF concedeu, por decisão, o direito legal à alteração do nome de pessoas transgênero sem a necessidade de judicialização ou cirurgia.
Angela Lopes é a primeira travesti a receber título de cidadã honorária de São Carlos
Ana Marin/g1
No ano de 2015, conquistou mais um feito inédito, sendo a primeira travesti gestora pública do Estado de São Paulo, quando atuou por 5 anos como Coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual e de Gênero da Prefeitura Municipal de São Carlos.
Atualmente, Angela atua como auxiliar administrativo na Fundação de Apoio Institucional (FAI) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Angela Lopes (ao centro) será a primeira travesti a receber título de cidadã honorária em São Carlos
Ana Marin/ g1
Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.

Segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa, a média móvel de mortes nos últimos sete dias é de 216 por dia, um recuo de 3% em relação aos óbitos registrados em 14 dias O Brasil registrou 292 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa feito junto às secretarias estaduais de Saúde do país, nesta sexta-feira (12). Com isso, o total de óbitos pelo novo coronavírus subiu 681.317.
A média móvel de mortes nos últimos sete dias é de 216 por dia, um recuo de 3% em relação aos óbitos registrados em 14 dias, indicando tendência de estabilidade do dado.
Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima e Sergipe não registraram mortes nas últimas 24 horas.
De acordo com o balanço de hoje, fechado às 20h, o número de novos casos conhecidos de covid-19 de ontem para hoje foi de 28.884, elevando o total de infectados para 34.147.287.
A média móvel de casos do novo coronavírus nos últimos sete dias foi de 23.256 por dia, uma queda de 32% em relação aos casos registrados em 14 dias.
Os dados divulgados pelo consórcio de imprensa foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S. Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde 8 de junho de 2020 para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal.

A demanda por energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) deve encerrar o mês de agosto em 67.351 megawatts médios (MWm), queda de 0,5% em relação a igual mês no ano passado, segundo a atualização semanal do boletim mensal de operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A projeção é que o consumo no subsistema Sudeste/Centro-Oeste vai encerrar o mês em 38.655 MWm, aumento de 0,2% na comparação anual. No Norte, a carga esperada é de 6.553 MWm, crescimento de 4,2%. No entanto, no Sul, a estimativa é de um consumo de 11.237 MWm, queda de 3,6%, enquanto no Nordeste, a previsão é de 10.906 MWm, redução de 2%.
Do lado da oferta, o ONS projeta que o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas deve chegar a 89,6% de capacidade de estocagem de água na região Norte ao final de agosto. As usinas localizadas no Sul deverão chegar a um nível de armazenamento de 83,1% de água; as do Nordeste, a 75%; e o Sudeste/Centro-Oeste, a 54,4%.
Com isso, o custo marginal de operação (CMO) do sistema elétrico vai permanecer igual em todas as regiões do país na próxima semana, em um valor de R$ 70,65 por megawatt hora (MWh), o que equivale a uma redução de 22,46% em relação à semana que se encerra.
Projeção é que o consumo no subsistema Sudeste/Centro-Oeste vai encerrar o mês em 38.655 MWm, aumento de 0,2% na comparação anua
Custódio Coimbra/Agência O Globo

