31/12/2025 Às vésperas da chegada de 2026, cresce a esperança de que o novo ano traga consigo paz, saúde, equilíbrio...

Ação na RDS do Rio Iratapuru apreendeu objetos usados nos crimes ambientais e desmontou acampamentos dos garimpeiros. Acampamento de garimpeiros desmontado pela equipe de fiscalização
Sema/Divulgação
Fiscalização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) encontrou indícios de atividade garimpeira ilegal e moradias irregulares na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, com mais de 806 mil hectares, no Oeste do Amapá. Em uma RDS é permitida a ocupação pelos moradores nativos, desde que atendendo a critérios rígidos de ocupação e uso do ecossistema.
Dois acampamentos usados para atividades de caçadores e garimpeiros ilegais tiveram as estruturas de barracos desmontadas pelas equipes das coordenadorias de Fiscalização e Monitoramento Ambiental (CMFA) e de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade (CGUCBio).
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De acordo com a Sema, os suspeitos de realizarem atividades ilegais fugiram para dentro da mata ao verem os agentes.
A equipe apreendeu os equipamentos usados nos crimes ambientais e apresentou o aparato na Delegacia de Meio Ambiente (Dema).
Placa de fiscalização instalada na Reserva Sustentável
Sema/Divulgação
A ação aconteceu na segunda-feira (28) e também notificou o morador de uma residência por construir em área de preservação ambiental, explicou o major André Carvalho, que atuou na fiscalização.
“O proprietário tem que vir na Sema, porque ele não pode fazer a construção em área de reserva sustentável. A gente precisa saber se a construção foi antes ou depois da criação da lei da RDS em 1997”, disse.
Além disso, a equipe realizou a instalação de sete placas de sinalização e ainda fez a manutenção de mais duas que foram colocadas em 2018.
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Pantaneiros dividem como é a experiência de viver isolados em meio a maior planície alagável do planeta, junto a natureza. Pantaneiros dividem como é a experiência de viver isolados em meio a maior planície alagável do planeta
Edemir Rodrigues/ Reprodução
Com estreia nesta segunda-feira (28), o remake da novela “Pantanal” tem como inspiração a realidade de cerca de 600 famílias pantaneiras, que vivem às margens dos rios da região, isolados em meio a maior planície alagável do planeta, no coração do Centro-Oeste.
A vida pantaneira segue um ritmo próprio. As regras são ditadas pelas fases da lua, pelo ciclo de vida dos animais e pelas águas. Para chegar aos locais mais afastados, onde as pessoas vivem ilhadas, é necessário seguir pelo curso do rio por horas.
No dia da estreia do remake de ‘Pantanal’, veja as curiosidades sobre a maior planície alagável do mundo
O Pantanal é considerado a maior planície inundável do mundo – possui cerca de 250 mil quilômetros quadrados que se divide entre o lado norte, no Mato Grosso (MT) e no Mato Grosso do Sul (MS). A proteção da região é de responsabilidade conjunta do governo federal, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e dos dois governos estaduais.
Pantaneiros na região de Corumbá
Povo das Águas/ Reprodução
Atualmente, de acordo com levantamento realizado pelo projeto ‘Povo das Águas’, a região pantaneira em Mato Grosso do Sul conta com mais de 600 famílias, o que corresponde a aproximadamente 3.250 pessoas.
Veja nesta reportagem alguns relatos de pessoas que moram em um ambiente onde a força da natureza se faz presente e o céu se enfeita de cores; confira:
‘Seremos ouvidos e visto por esse Brasil’
A Área de Proteção Ambiental (APA) da Baía Negra, em Ladário (MS), é liderada por cinco mulheres: “nascidas e criadas no Pantanal”. Entre elas, Virgínia Lito, divide 51 anos, dos seus 55 de vida, com essa região, em que a paz transmitida pela natureza pode ser sentida em pequenas demonstrações, como os cantos dos pássaros.
Virginia relatou que a rotina do pantaneiro se orienta aos sinais da natureza, junto com os primeiros raios do sol é a hora de levantar, e aos sinais da lua, é o momento de se recolher.
“A rotina do pantaneiro é acordar cedo, acender o fogo a lenha, passar um café e ir para a lida, para depois retornar para casa e descansar para o outro dia. Por aqui o tempo é diferente. Descemos o rio, pescamos peixe e nos alimentamos com o que a natureza dá, esse privilégio não tem nada que pague”, disse.
Pantaneira durante pesca em Ladário
Arquivo pessoal/ Reprodução
Ao ser questionada se tem algum receio de viver reclusa em meio ao bioma pantaneiro, lugar em que é comum se deparar com jacarés, capivaras, tuiuiús, onças, cobras, macacos e outros tantos nativos do bioma, Virginia é enfática ao afirmar que não há do que temer, respeitando o espaço dos animais.
“Não tenho medo no meio do Pantanal, quando se respeita o espaço desde a formiga, não existe motivo para temer. O respeito pela natureza é o princípio de tudo, sempre! Moro com outras sete mulheres e todas sabemos do privilégio de estar aqui”, destacou.
Quintal de casa dos pantaneiros, na APA da Baía Negra
Arquivo pessoal/ Reprodução
Com a estreia nesta segunda-feira (28), as gravações de “Pantanal” foram realizadas nos mesmo locais onde foram feitas as da primeira versão, escrita por Benedito Ruy Barbosa em 1990. Virginia está ansiosa para acompanhar a história, que mora no coração de todos os brasileiros, e principalmente no do pantaneiro, que está sendo representado.
“Todo dia me apaixono pelo meu Pantanal, é uma riqueza muito grande que agora todos irão conhecer. Estou muito ansiosa para acompanhar a novela, agora seremos ouvidos e vistos por esse Brasil, isso é muito emocionante”, celebrou.
‘Vou ser representado na TV’
Há 23 anos morando na beira do rio, como legítimo pantaneiro, Gerverson Soares Cartelo, de 27 anos, trabalha como peão em uma fazenda na região de sua comunidade na região de Ladário (MS). “Desde cedo a gente aprende a encarar os mosquitos e levar a vida por aqui. Hoje tenho duas pantaneiras, que nasceram dentro do rio Paraguai e mais uma a caminho”, disse.
Com duas crianças em casa e mais um bebê a caminho, ele percorre mais de 80 quilômetros diariamente para trabalhar e buscar sustento para a família. “Trabalho com o gado, trator e formo pasto, com o tempo você se acostuma com a distância. O importante é conseguir o sustento e voltar para ficar com as minhas filhas”, apontou.
O amor pelo Pantanal atravessa gerações
Arquivo pessoa/ Reprodução
O pantaneiro também está ansioso pela estreia do remake Pantanal. Ele não assistiu a primeira versão da novela e espera se reconhecer nos personagens. “Vou ser representado pelo meu Pantanal na TV. Trabalho em fazenda como peão de campo, agora vamos nós assistir, o que é muito gratificante. Será a nossa história sendo vista e falada para o Brasil”, destacou.
Quando questionado sobre o que mais o surpreende no bioma pantaneiro, Gerverson pontua que em cada nova estação, a região se transforma e cada dia é único. Segundo ele, há quem diga que nem parece o mesmo lugar.
“Só vivendo aqui para entender como é especial, não troco meu Pantanal por nada”, afirmou.
‘O Pantanal chama a gente’
É assim que o pantaneiro e pecuarista, Armando Lacerda descreve a sua ligação com o bioma do Pantanal, sendo esse o local que reside há mais 30 anos, entre idas e vindas.
“O Pantanal sempre puxa a gente de volta, existe uma força irresistível que faz a gente voltar, e quando não estivermos aqui, algum dos filhos vai sentir esse chamado interruptível. Muitas pessoas têm uma fase urbana, mas que acaba voltando”, declarou.
Comitiva pantaneira
Edemir Rodrigues/ Reprodução
Como legítimo pantaneiro, Armando mora do Porto São Pedro, localizado no entorno da Serra do Amolar. Ele detalha que a ‘estrada’ dos moradores da região é o curso do rio, em um trajeto que demora pouco mais de cinco horas de barco para chegar à cidade mais próxima, que fica em Corumbá (MS).
“Você vive isolado, mas é uma eterna continuidade. Em algumas épocas do ano você lida com mosquito o tempo todo, mas também tem pacu da hora, todo dia, um pôr-do-sol maravilhoso e o contato direto com as belezas da natureza. Sempre vale muito a pena!”, descreveu.
Armado contou que o amor pelo Pantanal atravessa gerações, e o sentimento de cuidado e preservação sempre existiu. “O Pantanal não tem dono, a gente ama esse lugar e preserva, cuidando para as pessoas que vêm depois, sinto que estamos cumprindo uma missão”, declarou.
Serra do Amolar: descubra o tesouro do Pantanal
‘Não podem ser esquecidos’
Pantaneiro durante ação do projeto Povo das Águas
Povo das Águas/ Reprodução
Mesmo isolados, mais de 600 famílias são atendidas pelo projeto ‘Povo das Águas’. A iniciativa leva serviços médicos, odontológicos, assistenciais e educacionais para diversas regiões do Pantanal. A coordenadora do projeto, Elisama de Freitas Cabalhero, de 53 anos, atua na linha de frente para auxiliar as famílias que vivem reclusas em meio ao bioma há mais de 13 anos.
A ação visa promover o desenvolvimento comunitário integrado e sustentável nas comunidades. Apesar da equipe reduzida, os serviços foram todos mantidos normalmente durante a pandemia da Covid, com os cuidados necessários.
“Não é porque vivem em uma região remota, que devem ser esquecidos. Eles são cidadãos brasileiros e têm total direito de ter acesso a saúde, educação, assistência social e todos os serviços disponíveis”, destacou.
Durante a pandemia, mesmo com a equipe reduzida, os serviços foram todos prestados normalmente.
Povo das Águas/ Reprodução
A ação envolve todos os segmentos públicos, sociedade civil organizada e colaboradores que possam atender a população pantaneira prestando-lhe serviços de qualidade e oferecendo-lhe condições de minimizar as adversidades.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Segundo José Bertotti, ‘alegações da Advocacia Geral da União são infundadas’. O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, afirma que Pernambuco precisa ‘cumprir contrato de gestão’. Fernando de Noronha se tornou alvo de disputa entre os governos federal e estadual
Cláudio Belline/Acervo pessoal
“Não existe preocupação ambiental de Bolsonaro com Noronha”. A declaração é do secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti, sobre o pedido de liminar protocolado pelo governo federal no Supremo Tribunal Federal (STF), que solicita o reconhecimento do domínio da União sobre a ilha. O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, disse que o estado “precisa cumprir contrato de gestão”.
Na ação civil com pedido de liminar, protocolada na quinta-feira (24), a Advocacia Geral da União (AGU) solicitou que seja reconhecido que o “domínio sobre o Arquipélago de Fernando de Noronha é de titularidade integral da União”.
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A União alega que o estado tem descumprido um contrato de cessão, assinado em 2002 pelo então governador Jarbas Vasconcelos (MDB), “embaraçando a atuação da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União e de órgãos ambientais federais na gestão da área”.
O governo federal alega ter evidências de descumprimento de cláusulas contratuais na gestão de Fernando de Noronha e usa como exemplos a “concessão de autorizações indevidas para edificações na faixa de praia”, “crescimento de rede hoteleira em ocupações irregulares”, e “conflitos de competências” entre o Ibama e a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH).
Na ilha a serviço, José Bertotti rebateu a informação, nesta segunda (28), e disse que o governo de Pernambuco cumpre com todas as responsabilidades constitucionais.
“As alegações da Advocacia Geral da União são infundadas. Nós não impedimos fiscalizações da Secretaria do Patrimônio da União, muito menos ações de fiscalizações relativas ao cuidado ambiental”, salientou.
Secretário José Bertotti defendeu que ilha pertence a Pernambuco
Ana Clara Marinho/TV Globo
Além de criticar a política de meio ambiente do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), o secretário reforçou que Noronha é um patrimônio de Pernambuco, assim como já tinha dito o governador Paulo Câmara (PSB) na sexta-feira (25).
“Noronha é um patrimônio pernambucano, consagrado na Constituição Federal, e não admitimos que Bolsonaro questione o que está previsto legalmente. Não deixaremos que o presidente Jair Bolsonaro, que não tem cuidado com o meio ambiente, transforme a ilha num paraíso artificial. Fernando de Noronha é um paraíso natural e vai continuar assim”, disse José Bertotti.
O secretário também afirmou que os representantes do governo do estado estão otimistas quanto ao julgamento no STF.
“O governador Paulo Câmara solicitou uma audiência com o ministro relator do STF, Ricardo Lewandowski. Estamos absolutamente tranquilos porque a constitucionalidade está do lado de Pernambuco. Fernando de Noronha é um território que integra o estado”, declarou Bertotti.
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Ele contou, ainda, que o estado vem realizando trabalhos de preservação, como a ampliação da produção de energia solar, uso de carros elétricos e a proibição de circulação de produtos descartáveis na ilha.
Apesar do pedido de liminar solicitar que seja “declarado que o domínio sobre o Arquipélago de Fernando de Noronha é de titularidade integral da União”, o advogado-geral da União, Bruno Bianco, negou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que o governo federal tenha feito pedido de federalização.
O g1 entrou em contato com a AGU para saber como o governo federal espera que seja feita a gestão de Noronha, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Ministro se pronuncia
Sobre disputa por Noronha, ministro do Turismo diz que estado precisa cumprir contrato
O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, que cumpre agenda em Pernambuco nesta segunda (28), falou sobre a disputa por Fernando de Noronha. “Em nenhum momento, nós dissemos que Noronha não é de Pernambuco. O governo apenas foi provocado pelo TCU para que se cumpra o contrato de gestão”, alegou (veja vídeo acima).
O representante do governo federal estava sem máscara, assim como os políticos que o acompanhavam, apesar de um decreto do governo do estado exigir o equipamento de segurança contra a Covid-19.
“Você vê Noronha com um turismo pujante, mas que precisa de infraestrutura. Noronha, que é uma pérola do Atlântico, infelizmente, não tem sido tratada pelo governo”, criticou.
Ele afirmou que o governo federal tem investido na ilha. “Pelo contrato de gestão de 2002, que contempla vários itens, por exemplo as rodovias, a estrutura de Noronha, nosso governo tem feito várias coisas para melhorar, como as antenas que nós colocamos agora”, disse.
Gilson Machado Neto falou sobre disputa por Fernando de Noronha
Priscilla Aguiar/g1
Apesar de criticar a gestão do governo de Pernambuco na ilha, Gilson Machado Neto não detalhou quais seriam os problemas e nem disse o que o governo federal faria de diferente.
Questionado sobre o que exatamente a União pretende fazer caso a decisão do STF seja favorável, o ministro se limitou a afirmar que não trabalha com projeção do que a justiça vai fazer. “Eu espero que ela se pronuncie”.
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O bioma está presente em dois estados do Centro-Oeste brasileiro, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de ter espaço no Paraguai e Bolívia. Pantanal é a maior planície alagável do planeta.
Luiz Mendes/Arquivo Pessoal
A natureza pulsa, a vida é vista em cada gota – seja de suor ou das chuvas -, a fauna e flora em suas exuberâncias e os ciclos de extremos. Seja no rugido de uma onça, o sibiliar das cobras, o canto inconfundível de um mutum ou o berrante de um peão em frente da comitiva, a vida no Pantanal é uma verdadeira simbiose, feita de encontros e desencontros, fins e nascimentos. Tudo será mostrado no remake de “Pantanal”, que estreia nesta segunda-feira (28).
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Veja nesta reportagem algumas curiosidades da vida na maior planície alagável do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco.
Maior planície alagável do mundo, com mais de 220 mil km², o que equivale à soma das áreas de quatro países europeus – Bélgica, Suíça, Portugal e Holanda;
Menor bioma brasileiro;
Abriga mais de 5 mil espécies, seja na fauna ou flora;
Está presente no Brasil, Paraguai e Bolívia;
No território brasileiro, o bioma pode ser visto em 22 cidades;
Pantanal abriga características de outros biomas brasileiros;
Duas estações definidas: seca e chuvosa;
Vasta atuação agropecuária;
65% do Pantanal brasileiro está em Mato Grosso do Sul e 35% em Mato Grosso;
O animal símbolo do bioma é o tuiuiú.
Assista ao vídeo abaixo e veja alguns flagrantes que mostram a fauna e flora pantaneira.
Fotos mostram exuberância do Pantanal de Mato Grosso do Sul
Território
Pantanal: maior planície alagável do mundo.
REM/MT
O Pantanal é feito de inúmeras peculiaridades, que são encontradas nos 220 mil km² do bioma que se espalha por 22 cidades de dois estados do Centro-Oeste brasileiro, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Paraguai e Bolívia.
Com área de mais de 150 mil km² em território brasileiro, o Pantanal é a maior planície inundável do mundo. Esse total representa menos de 2% de toda a extensão do Brasil, o que coloca o Pantanal como o menor bioma brasileiro.
Mais do que ser multi quando se fala em fauna e flora, o Pantanal abriga inúmeras características de outros biomas, como a Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
Além dos outros biomas brasileiros, a borda oeste do Pantanal tem influência de outros dois domínios naturais, os quais são praticamente desconhecidos em outras partes do território brasileiro: o Chaco e os Bosques Chiquitanos. Um território é visto no Paraguai, outro na Bolívia.
Fauna
A imagem acima não usou uma ‘câmera trap’, mas sim um drone para chegar ao topo de uma árvore e registrar um tuiuiú, ave símbolo do Pantanal, com seus bebês
Arquivo pessoal/Jaguar Ecological Reserve
Pantanal é verde em sua natureza, vermelho pelo papo de um tuiuiú – símbolo do bioma -, amarelo na pele da onça e muitas outras cores. A aquarela pantaneira é vista de forma indescritível em cada pedaço olhado.
Até o fim de 2018 já foram identificadas no bioma 3,5 mil espécies de plantas, 325 peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves e 159 mamíferos, segundo os dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). Segundo a Embrapa Pantanal, quase duas mil espécies de plantas já foram identificadas no bioma e classificadas de acordo com seu potencial, e algumas apresentam vigoroso potencial medicinal.
Arara-azul, cervo-do-pantanal, onça-pintada, sucuri e as ariranhas. Ao mencionar a palavra “Pantanal”, alguns animais típicos da região remontam a mente de muitos. A presença da fauna no bioma é inigualável, a vida selvagem pulsa, como em uma vez que o biólogo Eduardo Fragoso registrou um verdadeiro “UFC” entre duas onças. Assista ao vídeo abaixo.
Onças-pintadas brigam pela defesa de filhotes no Pantanal de MS
Elas já foram até tema de filmes. Em alguns flagrantes na natureza, causam medo e espanto, mas, por sua imponência, se destacam no reino animal. Em todo o mundo há quatro espécies das sucuris, todas com registros na América do Sul (e três são encontradas no Brasil). Uma das terras dessas serpentes é o Pantanal. As espécies são:
Eunectes murinus (Sucuri-verde)
Eunectes notaeus (Sucuri-amarela)
Eunectes beniensis (Sucuri de bene)
Eunectes deschauenseei (Sucuri malhada)
Sucuri-amarela – Eunectes notaeus
Ernane Junior/Foto
A Sucuri-amarela, também conhecida como a sucuri do Pantanal, tem como nome cientifico Eunectes notaeus, por causa do seu fundo amarelado. A espécie ocorre em áreas alagáveis das bacias dos rios Paraguai e Paraná.
“Na bacia do Paraguai, ela ocorre na região do Pantanal que abrange Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de Paraguai e Bolívia. Já na bacia do Paraná, ela pode ser encontrada em áreas alagadas da Argentina”, relata Juliana.
Conforme a especialista, é uma espécie considera de grande porte. As fêmeas podem atingir no máximo 4m de comprimento e os machos em torno de 2,5m. As fêmeas também podem se alimentar de animais de médio porte, e as aves aquáticas também são presas consumidas por ambos sexos.
Flora
Entardecer no Pantanal tem destaque de ipê-roxo
Ernane Junior / VC no TG
Estudo da Embrapa mostrou os tipos de vegetação do Pantanal e apontou uma variação enorme, principalmente em função da inundação e do solo, um verdadeiro mosaico. As principais paisagens encontradas no bioma, segundo a instituição, são:
Baías: lagoas temporárias ou permanentes de tamanho variado, podendo apresentar muitas espécies de plantas aquáticas emergentes, submersas, ou flutuantes. As plantas aquáticas são importantes ambientes para a fauna aquática;
Cordilheira: pequenas faixas de terreno não inundável, com 1 a 3 metros acima do relevo adjacente, com vegetação de cerrado, cerradão ou mata;
Cambarazal: mata inundável de cambará, árvore amazônica;
Campos: áreas inundáveis, é a formação vegetal mais importante do Pantanal. Eventualmente são confundidos como um resultado do desmatamento;
Capão: mancha de vegetação arbórea, de cerrado, cerradão ou mata, formando verdadeiras ilhas nos campos;
Carandazal: campos inundáveis e capões com dominância de carandá, uma palmeira do Chaco, com folhas em forma de leque, parente da carnaúba do Nordeste, e com madeira utilizada para cercas e construções;
Corixo: curso d´água de fluxo estacional, com calha definida (leito abandonado de rio), geralmente com mata ciliar;
Paratudal: campo com árvores de paratudo, que é um dos ipês-amarelos.
Salinas: distintas, são lagoas de água salobra, sem cobertura de plantas aquáticas, mas com grande densidade de algas – o que confere uma cor esverdeada à água;
Vazante: curso d´água temporário, amplo, sem calha definida; no período seco geralmente é coberta por gramíneas como o mimosinho (Reimarochloa), preferido pelo gado e por herbívoros silvestres.
Água
Pantanal vive com água.
Marcos Vergueiro/Secom-MT
Falar de Pantanal é falar sobre água. Parte do território vive a vontade das águas. O clima marca, antigamente de forma mais incisiva, as estações no bioma: uma de seca e outra extremamente chuvosa. No período de cheia, um lençol d’água é vista e o acesso à região é feito apenas por avião.
Durante a estação das cheias mais de 2/3 do Pantanal costuma ficar alagado, embora esse número varie de ano a ano. A vegetação nas áreas que alagam é coberta principalmente por plantas aquáticas ou de pequeno porte.
O bioma é considerado a região central da Bacia do Alto Paraguai (BAP). Para entender o fluxo da água no Pantanal, é preciso compreender a dinâmica entre os relevos, que são o planalto e a planície. As águas que chegam ao Pantanal nascem em no planalto – região do Cerrado -, assim, a inundação do bioma depende das chuvas que ocorrem em outros biomas, mostrando a interligação entre eles.
Conforme dados do World Wide Fund for Nature (WWF), na época de cheia, 80% do Pantanal é alagado, enchentes se encontram em dezembro e janeiro e, durante este momento, são 180 milhões de litros despejados por dia nos rios pantaneiros.
O Pantanal cumpre inúmeras funções no meio ambiente: conservação da biodiversidade e do solo, estabilização do clima e fornecimento de água.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
Governo pretende investir R$ 170 milhões na ação, que deve envolver, ao todo, 1,2 mil servidores. Força-tarefa, chamada de ‘Guardiões do Bioma’, vai atuar no Amazonas, Pará e Rondônia. O Ministério da Justiça anunciou nesta sexta-feira (25) a criação de uma força tarefa para tentar coibir o desmatamento ilegal na Amazônia.
A operação, batizada de Guardiões do Bioma, vai atuar nos estados nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia.
O governo federal deve investir R$ 170 milhões nos trabalhos. Ao todo, 1,2 mil servidores vão compor o efetivo de fiscalização.
Desmatamento na Amazônia tem o pior mês de fevereiro dos últimos 15 anos
O Ministério da Justiça informou que as bases da operação vão receber profissionais das forças federais, estaduais e dos órgãos de fiscalização ambiental. O objetivo, segundo a pasta, é intensificar as ações para identificar e punir os responsáveis pelos crimes ambientais.
Participarão da coordenação da Força-tarefa o Ministério da Justiça, o Ministério do Meio Ambiente, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, Ibama e Icmbio.
No ano passado, o Ministério da Justiça lançou uma operação parecida com foco nos incêndios florestais. O balanço da pasta aponta que em cinco meses de operação os agentes combateram 17 mil focos de incêndio e aplicaram 1,5 mil multas.
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Programa desta sexta (25) revela os bastidores do remake da novela ‘Pantanal’. Equipes de reportagem acompanharam a superprodução. Live reúne Sandra Annenberg e repórteres da RMC sobre edição especial do Pantanal
Em live nas redes sociais na noite de quarta-feira (3), os repórteres Alysson Maruyama e Cláudia Gaigher foram entrevistados por uma das apresentadoras do Globo Repórter, Sandra Annenberg. A transmissão foi uma prévia para o Globo Repórter desta sexta-feira (25), que revela os bastidores da gravação do remake da novela Pantanal, que estreia na próxima segunda-feira (28).
Em um bate-papo descontraído que durou pouco mais de 40 minutos, os repórteres contaram sobre os bastidores das gravações da novela Pantanal, e detalhes e revelações sobre encantamento dos atores pela natureza exuberante que encontraram em Mato Grosso do Sul.
Equipe do Globo Repórter e Juliana Paes
Globo Repórter
O programa foi produzido em parceria entre a Rede Globo e a Rede Matogrossense de Comunicação (RMC). Durante duas semanas, equipes de reportagem acompanharam a superprodução gravada em propriedades rurais de Aquidauana (MS), a 141 quilômetros de Campo Grande.
O programa conversou com atores que fizeram a primeira versão, 32 anos atrás, e também participaram dessa. Com exemplo, o Globo Repórter mostra, com exclusividade, o encontro emocionante da atriz Cristiana Oliveira, que viveu a Juma Marruá da primeira versão, uma das personagens mais marcantes da trama, com a atriz Alanis Guillen, que fará o papel em 2022.
O ator Jesuíta Barbosa em entrevista para o Globo Repórter
Globo Repórter
Entre as curiosidades, o programa mostra o ponto onde começa o Pantanal em Mato Grosso do Sul, em Aquidauana, no morro do Paxixi, região da serra de Maracaju.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Primeiro a ganhar um colar com um chip foi um macho de 103 kg. Ao todo, há 40 câmeras espalhadas pela mata e a ideia é instalar mais 60. A ideia é tomar medidas para a conservação da espécie. Onças são monitoradas no Pantanal de MT
Pesquisadores estão fazendo um trabalho de monitoramento das onças-pintadas no Pantanal, com chips. Os felinos também têm a rotina acompanhada por câmeras de segurança instaladas nas árvores na área de mata. As câmeras flagram imagens da rotina dos felinos.
O primeiro animal que ganhou um colar com um chip de monitoramento foi um macho de 103 kg, em ótimo estado físico. “A principal sensação é a confiança porque é um método seguro que causa nenhum dano ao animal, que não causa dor”, afirma Cristina Cuiabália Neves, que é gerente de Pesquisa do Sesc Pantanal.
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Onça é capturada para colocação de colar com chip
A ideia da pesquisa é identificar a quantidade de onças existentes na região e explorar informações importantes, como o movimento dos indivíduos de maneira mais detalhada.
O comportamento, as tomadas de decisões no uso do espaço, a permanência nos locais e o motivo da movimentação feita com mais frequência, por exemplo, devem ser identificados.
Segundo os pesquisadores, os dados são importantes para conservação da espécie, que está na lista de animais ameaçados de extinção.
Onças-pintadas enfrentaram um incêndio de proporções gigantes
Ernane Junior
O trabalho é realizado em uma reserva de 108 mil hectares, em Barão de Melgaço (MT).
Os dados coletados vão ajudar a monitorar a conservação da espécie ameaçada de extinção. Os pesquisadores querem saber por onde os felinos andam, como se comportam e como interagem com a natureza.
Ao todo, foram montadas nove armadilhas, todas próximas ao acampamento onde estão os pesquisadores. O ambiente é todo preparado com sons e cheiros que vão atrair os felinos para os locais corretos. Além disso, também existe todo um planejamento para evitar ferimentos e traumas dos animais.
Pesquisadores analisam a interação de onças com o pantanal, em Mato Grosso
O pesquisador do Instituto Reprocon, Antônio Carlos Csermak, explica que a partir do monitoramento é possível verificar o estado de saúde de cada animal. “Toda a parte de doenças a gente pode identificar, seja por bactérias, fungo ou vírus, com a coleta de material. A parte de genética é muito importante para nós porque esses animais estão em alguns locais isolados e o cruzamento entre animais aparentados é uma das causas de extinção”, contou.
O objetivo é fazer a pesquisa com mais cinco onças. No topo da cadeia alimentar, elas também fornecem informações importantes para entender qual o nível de conservação da fauna e flora da região.
Os pesquisadores ainda querem instalar mais 60 câmeras trap pela reserva.
A onça vai ser monitorada a partir de uma coleira com chip
Reprodução/Sesc Pantanal
A bióloga Gabirela Schuck de Oliveira afirmou que na área existem diferentes tipos de presas que ela pode usufruir desde os jacarés, cervo do pantanal. “Tem diversos animais que são recorrentes na imagem fotográfica e do animal, do porte e força que ela tem. Ela pode escolher a vontade o que ela vai consumir. Acaba diminuindo muito mais as chances dela sair desse local e buscar algum tipo de conflito”, afirmou.
As maiores onças do Brasil se encontram no Pantanal. Pesquisadores já estudaram um indivíduo macho que pesava 148 kg.
A ‘rainha das matas’ é símbolo da conservação da biodiversidade brasileira, habitando quase todos os biomas do país (exceto o Pampa, onde foi extinta). Um dos animais mais “famosos” da fauna possui características e comportamentos interessantes, por isso o Terra da Gente reuniu cinco curiosidades para você se encantar ainda mais com esse felino extraordinário.
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Marcelo Oliveira
Queimadas no Pantanal
Estudo realizado por 30 pesquisadores de órgãos públicos, de universidades e de organizações não-governamentais estima que, ao menos, 17 milhões de animais vertebrados morreram em consequência direta das queimadas no Pantanal no ano passado.
O estudo alerta que as mudanças climáticas provocadas pelas ações do homem têm influenciado a frequência, a duração e a intensidade das secas na região. O impacto de seguidas queimadas pode ser catastrófico e empobrecer o ecossistema, que já é frágil durante o período sem chuvas. O fogo faz parte da dinâmica natural do Pantanal, mas não nessas proporções.
A biodiversidade do Pantanal é composta por mais de 2 mil espécies de plantas, 269 peixes, 131 répteis, 57 anfíbios, 580 aves e pelo menos 174 mamíferos. O número de invertebrados é desconhecido.

