31/12/2025 Às vésperas da chegada de 2026, cresce a esperança de que o novo ano traga consigo paz, saúde, equilíbrio...
O Brasil não está diante de uma eleição polarizada como outras, dizem a historiadora Heloisa Starling e o cientista político Miguel Lago, mas tem à frente uma disputa inédita que vai definir o futuro da democracia no país.
Em “Linguagem da Destruição“, livro em coautoria com Newton Bignotto, os pesquisadores convergem na interpretação do bolsonarismo como uma nova linguagem e como uma força que corrói a democracia de dentro para fora, com o potencial de permitir a emergência de formas totalitárias.
Na conversa com Eduardo Sombini, os autores discutiram as características da língua que Bolsonaro fala —talhada para virar memes e desacreditar o conhecimento— e a dificuldade das instituições responderem ao que ele diz.
Lago diz que a maior força do discurso do presidente é a ideia de eliminar as construções coletivas que limitam o poder dos mais fortes. Starling, por sua vez, sustenta que Bolsonaro está ligado a uma utopia reacionária com raízes na linha dura do regime militar, anticomunista e ainda mais autoritária que os generais, e na herança do nazismo e do integralismo no Brasil.
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Inscrições para curso de Pescador Profissional Especializado abertas Prefeitura de São João da Barra
Em razão dos feriados prolongados, o novo episódio do Ilustríssima Conversa vai ao ar em 23 de abril.
Até lá, sugerimos revisitar a conversa com o professor de filosofia Newton Bignotto, de setembro de 2020, que dialoga muito com o próximo episódio.
Na entrevista, Bignotto falou sobre a história das ideias sobre a democracia no Brasil e a degradação das nossas instituições nos últimos anos, dando bastante destaque às disputas ferrenhas entre diferentes grupos por suas demandas, que enfraquecem a construção de uma esfera pública democrática no país.
Ouça aqui: ‘Guerra de facções’ ameaça a República no Brasil, avalia professor
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Conheça a história do DJ que virou pescador profissional durante a pandemia G1
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Produtores selecionados receberão incentivos financeiros pela conservação da vegetação nativa, após a verificação e cumprimento dos critérios de seleção. Inscrições seguem até o dia 30 de março para pequenos produtores, proprietários e possuidores de imóveis rurais dos nove estados da Amazônia Legal.
Vitor Souza/Secom
O projeto ” Floresta+ Amazônia” está com uma chamada pública aberta para novos beneficiários. Os produtores rurais selecionados receberão incentivos financeiros pela conservação da vegetação nativa, após a verificação e cumprimento dos critérios de seleção.
Pequenos produtores, proprietários e possuidores de imóveis rurais dos nove estados da Amazônia Legal podem se inscrever até o dia 30 de junho na chamada pública da modalidade Floresta+ Conservação
O projeto é uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Verde para o Clima.
A chamada pública selecionará beneficiários e beneficiárias sem infração ambiental e que tenham vegetação nativa conservada além do mínimo exigido por lei.
Produtores e produtoras também precisam estar com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pelo órgão competente, além de cumprir com os demais critérios previstos na chamada pública para serem elegíveis.
Os beneficiários selecionados receberão o pagamento de, no mínimo, R$ 400,00 por hectare de excedente de vegetação nativa por ano.
Conforme o Termo de Adesão a ser assinado pelos selecionados, os pagamentos serão iniciados no ano em que o beneficiário for selecionado e estarão condicionados ao cumprimento de todas as obrigações previstas no Termo. Os recursos serão disponibilizados diretamente aos beneficiários e beneficiárias.
Para realizar a inscrição, é necessário preencher o formulário eletrônico no site https://ee.humanitarianresponse.info/single/Wd0mApNB de forma voluntária e gratuita. Devem ser informados no formulário dados pessoais e informações de contato (telefone e/ou email).
Após as análises das informações, o(a) potencial beneficiário(a) será notificado sobre a finalização do cadastro e assinatura do Termo de Adesão. Somente após a assinatura do Termo e a confirmação que o(a) potencial beneficiário(a) foi selecionado(a) é que a participação no projeto será validada.
Projeto Floresta+ Amazônia
O Projeto Floresta+ Amazônia recompensa quem protege e recupera a floresta e contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
Com o foco na estratégia de pagamentos por serviços ambientais, até 2026 a iniciativa reconhecerá o trabalho de pequenos produtores rurais e agricultores familiares, apoiará projetos de povos indígenas e de comunidades tradicionais, assim como ações de inovação com foco no desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal.
O projeto funciona por meio de quatro modalidades: Floresta+ Conservação; Floresta+ Recuperação; Floresta+ Comunidades; Floresta+ Inovação.
VÍDEOS mais assistidos do Amazonas
Fábio Ulhoa Coelho, professor titular de direito da PUC São Paulo, discute neste episódio a aparente contradição entre liberdade e igualdade e quais balizas podem ser usadas para conciliar os dois valores.
Em “Os Livres Podem Ser Iguais?“, o autor defende que o pensamento liberal foi se reduzindo a uma doutrina econômica ao longo do século 20, a ponto de a ideia de liberdade se tornar um valor absoluto e descolado das implicações das desigualdades sociais.
Na conversa com Eduardo Sombini, Ulhoa Coelho explica por que considera que o pensamento liberal de hoje se apoia em uma espécie de misticismo e afirma que o colapso econômico da União Soviética não significa que o liberalismo funciona —muito pelo contrário, ele sustenta que ficou nítido, desde a crise de 2008, que a receita neoliberal está fadada ao fracasso.
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As lendas e mitos são inspiradas pelas influências que a região recebeu em sua ocupação, transmitidas de geração em geração – principalmente de forma verbal – e tem um papel importante para a formação da cultura local. Entre os destaques da novela Pantanal, que começou na segunda-feira, são duas lendas criadas pela ficção, a do “Velho do Rio”, um guardião da região que se transforma em sucuri, e a da “Maria Marruá”, a mulher que vira onça.
O Pantanal da vida real, entretanto, tem suas próprias lendas. São inspiradas pelas influências que a região recebeu em sua ocupação, transmitidas de geração em geração — principalmente de forma verbal – com um papel importante para a formação da cultura local.
“Essas narrativas míticas são construídas dentro de uma comunidade e, após um tempo, acaba, se perdendo dentro da memória da população. Algumas dessas histórias são contadas a partir de algo real que carregam consigo o propósito de alertar para o perigo ou até mesmo explicar um fato ‘inexplicável'”, afirmou o professor e antropólogo, Álvaro Banducci.
Minhocão
Uma das principais lendas pantaneiras é do minhocão. Seria um tipo de serpente, com focinho de porco, chifre e pele tão grossa que pareceria a casca de uma árvore. O monstro viveria nos rios da região e viraria os barcos de pescadores para se alimentar deles.
“Eu escutei aquela água tremer, virei e vi mais ou menos um metro de ponta, igual focinho de porco jogando água, só pensava ‘meu Deus do céu'”, afirma o pescador Paulo Fernandes em um documentário feito pela Fundação de Cultura do estado (FCMS), em 2016, sobre a lenda pantaneira.
Ilustração do que seria o minhocão
Ric Milk/ Ilustração
Outro ribeirinho que jura que viu o “monstro” e sobreviveu para contar a história é Quito Picolomoni. Ele também deu depoimento ao documentário.
“Eu fui atravessando o rio com a minha família toda, aí quando chegamos perto ele levantou e abriu a boca. Era um monstro de bicho sua pele parecia um pé de carandá. Ele afundou, passou por baixo da canoa e foi embora”, recorda assustado.
Pé-de-garrafa
Outra estória que ainda hoje assusta os moradores do bioma é o do “Pé-de-Garrafa”. Seria um monstro “bicho-homem”. Segundo os pantaneiros, a lenda é de um homem com o corpo coberto de pelos, menos na região do umbigo, que possui apenas um pé no formato de garrafa e solta assobios que servem para demarcar o território.
O monstro devido o formato dos seus pés, se locomoveria com pulos, deixando no chão um rastro com marca de fundo de garrafa.
Ilustração do mito do Pé-de-garrafa
Alberto Filho/Ilutração
Com o alto assovio, ele hipnotiza quem tenta invadir seu território e, como consequência, quem faz isso é levado para o seu covil, onde acaba por ser devorado.
O Pai do Mato
Outro ser, que, segundo o imaginário pantaneiro, viveria na região é o “Pai do Mato”. Ele seria encarregado de guardar as matas e protegê-las de qualquer interferência que altere a ordem das coisas e, principalmente, que venha de quebrar o silêncio da noite.
Um indicativo da presença do “Pai do Mato”, conforme a lenda, é um forte grito que ecoa pelas matas. A estória alerta ainda que esse grito não deve ser respondido, caso contrário, a pessoa corre o risco de sofrer uma espécie de confusão mental e se perder em meio a vegetação.
Ilustração da lenda pantaneira Pai-do-Mato
Clube Brasileiro de Trens Fantasmas/Ilustração
Outras lendas do estado
Além da região pantaneira, Mato Grosso do Sul tem ainda muitas lendas difundidas entre a população de outras partes do estado. Entre as principais estão:
Senhorzinho
Conhecido pela bondade e o “dom da cura”, a lenda Senhorzinho apareceu na década de 40 na região de Bonito, polo de ecoturismo do estado. Segundo a tradição oral, ele seria um profeta mudo, que foi perseguido devido a suas “curas” desbancarem os farmacêuticos do local. Teria sido capturado, preso e morto dentro do município.
“O Senhorzinho é uma personalidade histórica e uma de suas lendas se resume a história da cobra que está presa em uma caverna na cidade de Bonito. Quanto mais essas histórias vão se acumulando ao redor dele, mais se reforça essa ideia de ‘sagrado'”, afirmou o professor ao g1MS.
Manchete publicada no jornal de Bonito, em 1995
Documentário Mestre Divino/ Geisiany de Andrade e Kemila dos Santos
Cobra da Serra Limpa
Relacionada ao Senhorzinho está outra lenda da região de Bonito, a da “Cobra da Serra Limpa”. O monstro teria sido trancado pelo curandeiro em uma gruta no alto da Serra Limpa e se um dia o ser for libertado pode atacar a cidade.
“Essas narrativas que cercam o Senhorzinho é o que podemos chamar de lendas. Existem outras como a dele ter sido decapitado e, depois de jogarem sua cabeça no rio, saiu vivo do outro lado ou mesmo a que ele estava na cadeia e saiu flutuando durante a noite pela prisão. Ninguém sabe como ele morreu, mas essas lendas fazem ele ser sempre parte de um acontecimento milagroso e excepcional”, diz o antropólogo.
Sinhozinho era conhecido por suas veste simples e sempre deixar uma cruz como forma de benção.
Documentário Mestre Divino/ Geisiany de Andrade e Kemila dos Santos
A sandália de Frei Mariano
Quem já percorreu a região de Corumbá ou “Capital do Pantanal”, como também é conhecida, sabe a velha lenda de uma sandália escondida que impediria a cidade de evoluir. Muito conhecido, o mito é um dos mais importantes para a história da região.
“Frei Mariano foi muito importante para Corumbá, porém ao entrar na política criou desavenças e acabou sendo expulso da cidade e, a lenda que ronda a personalidade é que o Frei tenha enterrado a sandália em algum lugar do município, dizendo que a cidade só iria se desenvolver se a encontrassem”, disse o antropólogo.
Corumbá: a cidade que guarda a lenda de Frei Mariano
Anderson Viegas/g1 MS
Entre mitos e verdades, o bioma Pantanal carrega uma vasta representatividade de fauna e flora, onde os animais são únicos, assim como a comunidade e a culinária típica. Na nova novela da Rede Globo, alguns desses costumes são apresentados em uma trama que garante emoção e também destaque para as belezas da região.
Conheça algumas curiosidades da planície alagada
Presente em dois estados do Centro-Oeste brasileiro, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o Pantanal também avança por parte do território do Paraguai e da Bolívia. Clique aqui e veja algumas curiosidades da vida da maior planície alagável do mundo, Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco.
Dia do Pantanal: conheça 5 curiosidades sobre o maior berço da biodiversidade brasileira
REM/MT
Saiba sobre a rotina dos pantaneiros
A vida pantaneira segue um ritmo próprio. As regras são ditadas pelas fases da lua, pelo ciclo de vida dos animais e pelas águas. Para chegar aos locais mais afastados, onde as pessoas vivem ilhadas, é necessário seguir pelo curso do rio por horas.
No Pantanal da vida real, estrada é o curso do rio, pôr-do-sol de ‘cinema’ é todo dia e respeito à natureza é obrigação.
Pantaneiros dividem como é a experiência de viver isolados em meio a maior planície alagável do planeta
Edemir Rodrigues/ Reprodução
Culinária do Pantanal é simples, rústica e tem aproveitamento integral dos alimentos
Para aguentar a “lida” diária ao acordar, o pantaneiro típico não abre mão do chimarrão, bebida trazida do sul do país, feita com água quente despejada em uma cuia com erva-mate. Depois, ainda na madrugada, vem a primeira refeição.
O tradicional quebra-torto. O prato une arroz carreteiro feito com carne de sol, ovo, farofa e ainda outros alimentos do dia anterior. Ainda no desjejum, o pantaneiro ingere uma bebida em busca de mais energia e disposição para o trabalho, uma mistura de água e guaraná em pó.
Para aguentar o dia inteiro de trabalho, sob o sol, o pantaneiro precisa de bastante energia e hidratação. Confira quais sãos os principais pratos do pantaneiro.
Arroz com bochecha de boi é servido em reuniões entre peões.
Reprodução/LunaGarcia
Pantanal tem animais que ‘brilham’ aos olhos
Pesquisador explica que as condições geológicas do território – planície alagada – possuem condições favoráveis à adaptação destes e tantos outros animais, os quais são considerados símbolos desta região.
Entre os principais animais estão a Onça-pintada, o Tuiuiú, Ariranha, Arara-azul, Cervo-do-pantanal e Jacarés.
Profissional registrou jacarés no fim de tarde no Pantanal de MS
Luiz Mendes/Arquivo Pessoal
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Ação na RDS do Rio Iratapuru apreendeu objetos usados nos crimes ambientais e desmontou acampamentos dos garimpeiros. Acampamento de garimpeiros desmontado pela equipe de fiscalização
Sema/Divulgação
Fiscalização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) encontrou indícios de atividade garimpeira ilegal e moradias irregulares na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, com mais de 806 mil hectares, no Oeste do Amapá. Em uma RDS é permitida a ocupação pelos moradores nativos, desde que atendendo a critérios rígidos de ocupação e uso do ecossistema.
Dois acampamentos usados para atividades de caçadores e garimpeiros ilegais tiveram as estruturas de barracos desmontadas pelas equipes das coordenadorias de Fiscalização e Monitoramento Ambiental (CMFA) e de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade (CGUCBio).
Proteção total, maior do país e uso sustentável: conheça as unidades de conservação do Amapá
De acordo com a Sema, os suspeitos de realizarem atividades ilegais fugiram para dentro da mata ao verem os agentes.
A equipe apreendeu os equipamentos usados nos crimes ambientais e apresentou o aparato na Delegacia de Meio Ambiente (Dema).
Placa de fiscalização instalada na Reserva Sustentável
Sema/Divulgação
A ação aconteceu na segunda-feira (28) e também notificou o morador de uma residência por construir em área de preservação ambiental, explicou o major André Carvalho, que atuou na fiscalização.
“O proprietário tem que vir na Sema, porque ele não pode fazer a construção em área de reserva sustentável. A gente precisa saber se a construção foi antes ou depois da criação da lei da RDS em 1997”, disse.
Além disso, a equipe realizou a instalação de sete placas de sinalização e ainda fez a manutenção de mais duas que foram colocadas em 2018.
Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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