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Pesca Profissional Artesanal: um tipo de pesca caracterizada principalmente pela mão de obra familiar, com embarcações de pequeno porte, como canoas ou jangadas, ou ainda sem embarcações, como na captura de moluscos perto da costa. Sua área de atuação está nas proximidades da costa, nos rios, reservatórios, lagos/lagoas, estuários e açudes. Lei Federal 11.959 de 29/06/2009.

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Aposentados e pensionistas poderão comprometer até 45% do benefício com empréstimo; especialistas veem risco de superendividamento Bancos de todo o
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Aposentados e pensionistas poderão comprometer até 45% do benefício com empréstimo; especialistas veem risco de superendividamento Bancos de todo o país já podem oferecer o novo cartão de benefícios consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com a liberação, aposentados e pensionistas poderão comprometer até 45% do benefício com empréstimo consignado.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), desde segunda-feira (19), a modalidade já pode ser oferecida, somando-se às outras já existentes. A oferta ao segurado, porém, vai depender de cada instituição financeira, conforme avaliação.
“A operação será avaliada pelos bancos e por parte do tomador, a fim de prevenir o superendividamento”, diz nota da instituição.
O consignado do INSS é um crédito com desconto direto em folha. Desde agosto, os segurados têm margem maior e podiam comprometer até 40% do benefício com o empréstimo: 35% com o empréstimo pessoal consignado mais 5% com o cartão de crédito. Agora, somam-se mais 5% com o cartão de benefício, chegando a 45%.
Dentre os bancos que já tinham decidido oferecer o crédito estão BMG, Master, PAN, Santander, Daycoval e Facta, segundo informou a Febraban no início deste mês.
Esse é o segundo aumento seguido na margem consignável do INSS. O primeiro ocorreu em agosto, quando passou a valer a lei 14.431, que elevou de 35% para 45% a possibilidade de comprometimento da renda previdenciária.
Risco de superendividamento com crédito consignado
A medida é criticada por especialistas, que entendem haver possibilidade de elevar o endividamento da população idosa, que já é alto.
Fernando Weigert, diretor da Neoconsig, empresa de tecnologia especializada em crédito consignado e que fornece soluções tecnológicas para instituições financeiras, dá dicas para o aposentado usar o dinheiro com cautela.
“Aconselha-se pagar as dívidas mais urgentes e quitar as mais caras. O importante é evitar que esse dinheiro seja usado para gastos do dia a dia”, afirma Weigert.
“O que está se vendo é uma farra em permitir que os bancos aumentem cada vez o risco de endividamento do aposentado, mesmo aquele que só ganha um salário mínimo por mês [R$ 1.212]. Na minha opinião, não estão pensando nos aposentados, mas nos lucros dos bancos”, afirma Rômulo Saraiva, advogado especializado em Previdência e colunista da Folha de S.Paulo.
“Essa questão desses mais 5% é preocupante. Se formos observar, hoje, boa parte dos beneficiários do INSS já está com sua renda comprometida com esses consignados e isso pode fazer com que eles comprometam ainda mais sua renda na fonte”, diz Cíntia Senna, educadora financeira da Dsop.
Cíntia afirma que uma forma de dificultar o endividamento é bloquear, pelo Meu INSS, o benefício para evitar “qualquer tipo de dor de cabeça”.
Como funciona o cartão de benefício consignado do INSS
O cartão de benefício consignado funciona como um cartão de crédito, apesar de não ter crédito no nome. É apenas mais uma forma de os segurados do INSS obterem dinheiro extra. Nele, não há cobrança de anuidade, há a disponibilidade de saque em dinheiro de até 70% do limite do cartão, além da oferta obrigatória de seguro de vida, auxílio e assistência funeral gratuitos, desconto em farmácias e até 40 dias para pagar a fatura.
Se a fatura exceder os 5% descontados da folha de pagamento e não for paga, a taxa é de 3,06% ao mês, obedecendo aos juros máximos definidos pelo INSS para o cartão de crédito consignado.
Segundo o INSS, ainda nesta semana, os segurados conseguirão consultar por meio do aplicativo ou site Meu INSS o valor da nova margem de consignado.
Punições por irregularidades no consignado
A Febraban realiza fiscalizações deste tipo de empréstimo nas instituições que as oferecem. Em julho, último dado disponível, o serviço de Autorregulação para o Consignado registrou 18 novas punições a correspondentes bancários por irregularidades na oferta do crédito.
O número ficou próximo de junho, quando 19 medidas administrativas foram aplicadas. Não houve, porém, nenhuma suspensão definitiva. Com isso, sobe para 977 o total de medidas administrativas aplicadas pela autorregulação desde o início das regras, em 2020.
Até o momento, 440 advertências e 497 suspensões temporárias foram aplicadas a correspondentes, sendo que 40 empresas foram suspensas de atuar em nome dos bancos em definitivo.
A autorregulação é um conjunto de regras voltadas à transparência, ao combate ao assédio comercial e à qualificação de correspondentes adotadas em parceria com a Febraban e a ABBC (Associação Brasileira de Bancos).

Image Source/Adam Gault


“Se o ano passado já tinha sido um vexame, desta vez foi um horror: um Pinocchio decadente a gaguejar lorotas eleitorais”, afirmou Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes criticou o teor do discurso de Jair Bolsonaro (PL) na abertura da 77ª Assembleia-Geral da ONU, hoje. Para o ex-governador, Bolsonaro é o presidente que “mais mentiu” no plenário das Nações Unidas.

“Com esta nova ida à ONU, Bolsonaro bateu um recorde mundial. O de presidente que mais mentiu no plenário das Nações Unidas”, afirmou Ciro em suas redes sociais.

O candidato criticou o tom eleitoral do pronunciamento de Bolsonaro, que teve referências ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pautas conservadoras. “Se o ano passado já tinha sido um vexame, desta vez foi um horror: um Pinocchio decadente a gaguejar lorotas eleitorais”.

Até o momento, os demais adversários de Bolsonaro não comentaram em suas redes sociais o discurso do presidente na Assembleia-Geral da ONU. Vice na chapa de Simone Tebet (MDB), a senadora Mara Gabrilli (PSDB) disse que o pronunciamento foi “um palanque medonho e mentiroso”. “Dizer que é um defensor da liberdade de expressão, que a Amazônia está intacta e que a fome, o feminicídio, a inflação e a violência no campo diminuíram no Brasil é tirar sarro do povo”, escreveu.

Ciro Gomes
Cristiano Mariz/Agência O Globo

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Ausência do presidente americano gerou preocupação sobre um esvaziamento da reunião, que se destinaria a preparar o caminho para as negociações internacionais de combate ao aquecimento global O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, não deve participar de uma reunião das Nações Unidas sobre o clima quarta-feira à tarde, em Nova York. A ausência levantou a preocupação de um esvaziamento do encontro, que se destinaria a preparar o caminho para as negociações internacionais de combate ao aquecimento global.
Leia também: Secretário-geral da ONU diz que mundo corre ‘grande perigo’

A reunião a portas fechadas está sendo organizada pelo escritório do secretário-geral da ONU, António Guterres, e deve marcar os princiípios para a cúpula climática da ONU em novembro no resort egípcio de Sharm el-Sheikh. Mas, o temor é que, sem Biden, líderes do G7 também se ausentem do encontro.

“A crise climática é a questão que define o nosso tempo e essa deve ser a prioridade de todos os governos e organizações multilaterais”, disse Guterres, nesta terça-feira, em seu discurso na Assembleia-Geral. “E, no entanto, a ação climática está sendo colocada em segundo plano – apesar do apoio público esmagador em todo o mundo.”

“Esta é uma crise global que requer uma resposta global, e a discussão no nível dos líderes é sempre essencial”, disse David Waskow, diretor da iniciativa climática internacional do World Resources Institute.
Biden em discurso na Conferência do Clima da ONU, organizada no final do ano passado
Evan Vucci/AP


Segundo levantamento da Feedback EU, o montante é o dobro de estimativas anteriores e 15 milhões de toneladas a mais do total de importações anuais de alimentos do bloco A União Europeia (UE) desperdiça mais comida anualmente do que importa de alimentos, segundo o relatório da Feedback EU, que analisa os hábitos alimentares do bloco e os impactos climáticos da produção de alimentos na UE.

Segundo o levantamento, o bloco europeu desperdiça cerca de 153 milhões de toneladas de alimentos todos os anos, o dobro de estimativas anteriores e 15 milhões de toneladas a mais do total de importações anuais de alimentos da UE.

A quantidade de trigo desperdiçada no bloco é igual a cerca da metade das exportações de trigo da Ucrânia e um quarto das outras exportações de grãos da UE, diz a Feedback EU.

Diante dos resultados do relatório, a organização pediu para que o bloco se comprometesse em aprovar uma meta de redução de 50% do desperdício de alimentos na UE até 2030.

Alta de preços
Os preços globais dos alimentos, em agosto, foram 8% mais altos do que há um ano, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em parte devido à guerra na Ucrânia.

O desperdício de alimentos na União Europeia (UE), segundo levantamento da Feedback, é de 153 milhões de toneladas por ano
Divulgação/Feedback

Intenção é conquistar novos investidores e agentes financiadores O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Angelo Mazzillo Júnior, afirmou que o governo e setores interessados já estão trabalhando em uma terceira rodada de regulamentação do mercado de capitais para o financiamento do agronegócio no país. A intenção é atrair novos investidores e agentes financiadores e fazer com que esses recursos cheguem cada vez mais aos pequenos e médios produtores, bem como fomentem atividades sustentáveis.
Depois da Lei do Agro 1 e 2, que consolidaram a Cédula de Produto Rural (CPR) como principal instrumento para viabilizar os financiamentos, o objetivo é tirar algumas “rebarbas” que restaram na legislação. Uma das mudanças pretendidas é permitir a emissão do título para financiar a cadeia de comercializadores de insumos e produtos agropecuários, assim como foi feito para o segmento de distribuidores. O Ministério da Agricultura também quer revisitar o decreto que regulamentou a CPR Verde para organizar melhor essas diretrizes.

Mazzillo Júnior citou, também, a necessidade de resolver o problema de seguro rural no país, com possibilidade de integração com o mercado de capitais, além de melhorar as bases de informações dos setores interessados e as questões de registros cartorários do agro. As afirmações foram feitas em debate no Uqbar Day, da consultoria Uqbar.
“Saída é o mercado de capitais”

“A grande saída do financiamento do agronegócio é o mercado de capitais”, disse Mazzillo Júnior. “Vemos com maior possibilidade o privado resolver o privado. Justifica o governo atuar naquilo que o privado não resolve, que é investimento para o pronafiano. Vamos focar cada vez mais o Plano Safra naquilo que mercado é falho, e vamos turbinar mais ainda onde ele pode acontecer (…) Os dois mercados andam em paralelo, não há conflito nem vácuo, há uma oportunidade para o investidor”, afirmou. O cálculo é de que há espaço para acomodar “tranquilamente” mais R$ 200 bilhões ou R$ 300 bilhões em crédito privado no agro nos próximos anos.

O secretário-adjunto destacou os avanços dos títulos do agronegócio nos últimos dois anos com as mudanças regulatórias e de transparências feitas nesse mercado. Segundo ele, o estoque de CPRs registradas saltou de R$ 17 bilhões, em agosto de 2020, para R$ 178 bilhões no mesmo mês de 2022. Aumentaram também os estoques de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), para R$ 304 bilhões, e Certificados de Recebíveis do Agronegócios (CRAs), para R$ 90 bilhões. Só de janeiro a agosto deste ano foram emitidos R$ 25 bilhões em CRAs, mesmo valor alcançado nos 12 meses de 2021.

Com as novas mudanças e o desenvolvimento do mercado, o desejo do secretário, de securitizadoras e de fintechs é que as operações de financiamento ao agronegócio possam ser automatizadas. “Queremos chegar à dispensa das garantias reais para concessão de crédito, e que toda essa sofisticação que estamos trazendo ao mercado favoreça o pequeno e o médio agricultores”, afirmou. “Queremos escancarar esse mercado para a entrada de novos players”, completou.

Dispensa de garantias
Renato Barros Franscino, diretor da securitizadora Opea, disse que, em algumas operações, já é possível dispensar as garantias reais dos produtores, principalmente aquelas intermediadas por cooperativas ou revendas, que pulverizam o crédito para pequenos agricultores. “Quando o risco é baseado em portfólio, não preciso de garantia real para conceder crédito”, disse no mesmo evento.

Tiago Themudo Lessa, sócio do Pinheiro Neto Advogados, afirmou que a quantidade de operações de CRAs pulverizados, com revendas e cooperativas, é “crescente e impressionante”, e que elas estão “desafogando os distribuidores do interior do país” com uso do mercado de capitais.

“Só tem pequeno e médio produtor por trás dessas operações. São recebíveis de R$ 10 mil, R$ 15 mil ou R$ 25 mil dando lastro para as operações de até R$ 60 milhões. Será que é uma operação pequena?”, ponderou. “Isso já é uma realidade, e está crescendo”.

Segurança e qualidade
Aline Pezente, sócia da Traive, afirmou. por sua vez, que a segurança jurídica conquistada com as recentes regulamentações “tem que ser acompanhada de qualidade nas informações e dados dessas transações”, e que isso pode ser entregue pelas fintechs. “O investidor tem mais segurança nos dados, nas informações. Tem mais segurança no que está sendo avaliado e classificado ali, do que tem na garantia”.

Franscino, da Opea, que estruturou operações em dólar recentemente, disse que ao dar “transparência para o investidor lá fora, cada vez mais vamos conseguir acessar mais bolsos”.

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Avaliação é que Bolsonaro fez um discurso enganoso, sem citar soluções para os problemas críticos do país, e voltado ao público doméstico, o que reduz o papel do Brasil no mundo Um discurso enganoso, que não menciona o desmatamento e os conflitos em territórios indígenas — e nem maneiras de enfrentar tais pontos críticos —, voltado ao publico doméstico e reduzindo o papel do Brasil no mundo. Esta é a análise de ambientalistas, cientistas e políticos ouvidos pelo Valor sobre o discurso de Jair Bolsonaro na abertura da 77ª Assembleia Geral da ONU hoje pela manhã.

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Para a cientista Suzana Kahn, o presidente não aproveitou o tema da Assembleia Geral, que coloca foco em “soluções transformadoras e desafios interligados e tratou de questões domésticas, apequenando nosso papel no mundo”. Para Suzana, que é vice-diretora da Coppe/UFRJ “foi outra oportunidade perdida”.

“Na abertura da Assembleia da ONU ele se comporta como candidato e não como um líder propositivo”, segue a cientista. “Mostra uma miopia e uma falta de grandeza do que pode ser o Brasil no cenário mundial”, continua. “Aquilo é um palco do mundo. Era para estar com um olhar para a frente, positivo, de falar como o Brasil se insere neste mundo do futuro”.

“Em desvantagem nas pesquisas de opinião, Bolsonaro usou seus cerca de 20 minutos de fala da ONU para fazer palanque, tentando energizar suas bases ao descrever um Brasil de faz de conta”, diz a nota do Observatório do Clima, maior rede de organizações ambientalistas envolvidas com a questão climática do Brasil.

“No mundo real, temos 33 milhões de famintos, 11% das mortes por covid num país que tem 3% da população mundial e a pior crise socioambiental desde a redemocratização”, segue o OC.

O Observatório do Clima destaca que, embora outros governos tenham registrado taxas de desmatamento maiores na Amazônia, o governo Bolsonaro “foi o único que não fez nada a respeito” e é “o primeiro governante brasileiro desde o início das medições por satélite a ver o desmatamento subir três vezes seguidas num mesmo mandato.”

“O discurso só reafirma que o Brasil dele é menor”, diz Izabella Teixeira, ex-ministra de Meio Ambiente dos governos Lula e Dilma Rousseff. “É um discurso de quem apequena o país e não sabe o significado de ser chefe de Estado do Brasil. E só adiciona constrangimentos ao Brasil e aos brasileiros”, segue ela.

Para João Paulo Capobianco, fundador do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), o discurso foi “totalmente fantasioso sobre o Brasil e claramente voltado ao público brasileiro”. O biólogo destaca que Bolsonaro até tratou de temas internacionais, mas na maior parte do tempo “tratou da agenda nacional fazendo uma prestação de contas fantasiosa sobre a nossa realidade”.

Capobianco destaca dados equivocados sobre a Amazônia. “Só em corte raso da floresta original, sem os dados de 2022, já se tinha chegado a mais de 19% e sabemos que temos praticamente o dobro disso em áreas profundamente alteradas”.

“Como era esperado, Bolsonaro fez um discurso de campanha na tribuna das Nações Unidas, destacando minuciosamente tudo que pode ser apresentado como realização de seu governo — da chegada do 5G à conclusão da transposição do Rio São Francisco”, diz Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. “Mas não disse uma palavra sobre os números de desmatamento e queimadas, que falam por si”, seguiu. “Durante seu governo, eles atingiram recordes históricos, gerando uma curva ascendente de destruição ambiental que coloca o equilíbrio climático do país em risco.”

“Bolsonaro repetiu na Assembleia Geral um discurso enganoso, sobre um país que não existe”, diz Thais Bannwart, porta-voz de políticas públicas do Greenpeace Brasil. “Mesmo diante da realidade que insistentemente comprova o contrário. Temos 33 milhões de brasileiros passando fome”, lembra ela, citando dados de aumento de desmatamento e queimada. “O discurso deixou o Brasil em mais uma situação constrangedora na arena internacional”.

Embora tenha mencionado ribeirinhos e indígenas, Bolsonaro “silenciou sobre a violência dos criminosos que atuam na Amazônia, oprimindo essas populações. Silenciou sobre o genocídio indígena. No contexto de um discurso auto-laudatório, esse silêncio diz muito”, seguiu Voivodic. “Comprova que não houve combate efetivo à destruição ambiental e indica que sua proposta é manter o retrocesso ambiental, caso seja reeleito, mantendo o ritmo cada vez mais intenso de destruição da nossa biodiversidade.”

“O presidente em seu discurso volta a se equivocar ao afirmar que dois terços da vegetação nativa brasileira permanecem como estavam na época de Cabral. E não é certo afirmar que 80% da floresta continua intocada”, diz Marina Piatto, diretora executiva do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). “Renomados cientistas brasileiros já demonstraram que o Brasil detém pouco mais de 66% de vegetação nativa”, lembra.

Bolsonaro em discurso na Assembleia Geral da ONU
Mary Altaffer/AP
A perda acumulada é de 85 milhões de hectares de vegetação nativa até 2021, diz Marina. “Da mesma forma, a afirmação de que o modelo de desenvolvimento sustentável brasileiro tenha alta credibilidade internacional não é verdadeiro, dado que os dados oficiais de desmatamento no bioma Amazônia vêm aumentando vertiginosamente desde 2019, chegando a mais de 13 mil km² em 2021, segundo o INPE”, argumenta ela.

“O presidente exalta o agronegócio brasileiro e a safra recorde de grãos esperada para 2023 e os níveis de inovação e sustentabilidade no setor agropecuário, contudo também é sabido que a mudança de uso da terra e o setor agropecuário ainda são os maiores responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa no país. O aumento de ambição da política climática brasileira fica fora do discurso também”, analisa Marina.

A destruição, para Voivodic, do WWF-Brasil “está custando cada vez mais vidas de brasileiros, perdidas em desastres ambientais, perdidas na violência no campo e pela fome, que tem, entre suas causas, as recorrentes quebras de safra oriundas de secas e outros eventos climáticos turbinados pelo desmatamento da Amazônia”.

“O Brasil é parte da solução. Bolsonaro é parte do problema.”, diz Diego Casaes, diretor de campanhas da Avaaz. “Nos últimos quatro anos, ele fez o país andar de ré em temas como mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. E ao invés de dialogar com o mundo para resolver esses problemas, Bolsonaro está mais preocupado em usar a Assembleia Geral da ONU para fazer um discurso eleitoreiro”, diz ele.

Na análise de Casaes, o governo Bolsonaro “será marcado pelo desmantelamento de políticas ambientais e pela perseguição a jornalistas, mas acima de tudo pela sua incapacidade de resolver os problemas mais urgentes do nosso país, tornando o Brasil irrelevante no cenário mundial”.

“Infelizmente, o desmatamento recorde, a violência com impunidade contra comunidades indígenas e aqueles que as defendem bem como o esvaziamento das agências destinadas a fazer cumprir a lei, falam a sua própria língua”, disse Eric Christian Pedersen, chefe de investimentos responsáveis da gestora finlandesa de investimentos Nordea Asset Management. “Tudo isto precisa ser remediado para criar um ambiente de investimento estável”.

*A jornalista está na Semana do Clima de Nova York a convite do Instituto Arapyaú