07/01/2026 Após a sanção, portaria publicada hoje fixa o prazo de 5 de fevereiro para regularização O Ministério da Pesca...

Veja o que é #FATO ou #FAKE no discurso de Bolsonaro na ONU Presidente Jair Bolsonaro na 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas
Mary Altaffer/AP
O presidente Jair Bolsonaro fez um discurso nesta terça-feira (20) na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos.
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Em um pronunciamento de 20 minutos, Bolsonaro abordou temas de campanha, fazendo um balanço das ações de seu governo, atacou as gestões petistas e defendeu itens da pauta conservadora.
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Bolsonaro. Leia:
“No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país.”
A declaração é #FAKE. Veja por quê: Ministros do governo de Jair Bolsonaro são alvos de diversas investigações por suspeita de corrupção que estão em andamento. Em 2021, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi acusado de participar de um grupo de exportação ilegal de madeira. As investigações da Polícia Federal apontaram para a existência de um “esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais”, que teria o envolvimento de Salles e de gestores do ministério e do Ibama.
Também em 2021, o então diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, foi acusado de pedir um dólar de propina por cada dose adquirida de vacina contra a covid-19.
Em 2022, entre os casos que ganharam repercussão está o do ex-ministro da educação Milton Ribeiro, que chegou a ser preso pela Polícia Federal. Ele é investigado por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC. Ribeiro é suspeito de favorecer cidades que possuíam o intermédio de pastores aliados do ministro. Prefeitos denunciaram ainda pedidos de propina em troca da liberação de recursos para os municípios.
“Somos uma nação com 210 milhões de habitantes e já temos mais de 80% da população vacinada contra a covid-19.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: De acordo com o mapa da vacinação contra a covid-19, elaborado pelo consórcio de veículos de imprensa, 79,3% da população brasileira receberam duas doses ou dose única contra a doença, o que corresponde a 170,5 milhões de brasileiros.
“Quando o Brasil se manifesta sobre a agenda da saúde pública, fazemos isso com a autoridade de um governo que, durante a pandemia da covid-19, não poupou esforços para salvar vidas e preservar empregos.”
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Bolsonaro promoveu ações durante a pior fase da pandemia que contrariam a declaração de que o governo não poupou esforços para salvar vidas. Ao longo de toda a pandemia, o presidente incentivou o uso de medicamentos ineficazes no combate à doença, como a hidroxicloroquina. Esses remédios foram distribuídos pelo Ministério da Saúde, contrariando a comunidade científica e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em janeiro deste ano, um ano depois do início da vacinação, a pasta chegou a publicar nota técnica dizendo que a cloroquina era segura, mas as vacinas, não.
Bolsonaro também incentivou a população a não usar máscaras e foi multado diversas vezes por se recusar a utilizar a proteção em eventos públicos. O presidente tentou ainda impedir que governadores e prefeitos promovessem medidas de isolamento social para tentar conter o avanço da pandemia, recorrendo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para proibir as restrições nos estados. Além disso, depoimentos e documentos revelados pela CPI da Covid apontaram que as vacinas da CoronaVac, do Instituto Butantan, e da Pfizer sofreram resistência do governo para serem compradas.
O governo federal também demorou a atuar durante a crise de falta de oxigênio para pacientes com covid-19 em Manaus (AM). A falta do insumo nos hospitais resultou em ao menos 30 mortes. Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), um relatório apontou que o Ministério da Saúde foi informado no dia 8 de janeiro sobre a iminente falta de oxigênio pela empresa White Martins. Apesar disso, o então titular da pasta, Eduardo Pazuello, agiu tardiamente para enfrentar o problema.
Sobre a preservação de empregos, de fato, o governo federal tomou algumas medidas para diminuir os impactos econômicos. Em abril de 2021, por exemplo, Bolsonaro assinou duas medidas provisórias para preservar empregos durante a pandemia.
“Dois terços de todo o território brasileiro permanecem com vegetação nativa, que se encontra exatamente como estava quando o Brasil foi descoberto, em 1500. Na Amazônia brasileira, área equivalente à Europa Ocidental, mais de 80% da floresta continua intocada, ao contrário do que é divulgado pela grande mídia nacional e internacional.”
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Levantamento feito pelo consórcio MapBiomas apontou que o Brasil tinha, em 2021, 66% de seu território coberto por vegetação nativa, o que representa dois terços do total. No entanto, a mesma pesquisa revela que essas áreas não são conservadas em sua totalidade, logo não se encontram “exatamente como estavam quando o Brasil foi descoberto”, ao contrário do que diz o presidente.
Segundo a MapBiomas, pelo menos 8,2% de toda vegetação nativa existente é vegetação secundária, ou seja, são áreas que já foram desmatadas pelo menos uma vez desde 1985 ou já estavam desmatadas na época. Na Mata Atlântica, a proporção de vegetação secundária sobe para 27%.
Estimativa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta que, até 2020, cerca de 729 mil km² já haviam sido desmatados no bioma Amazônia, o que corresponde a 17% do bioma. Mas o desmatamento da Amazônia tem batido recordes seguidos no governo Bolsonaro e levado preocupação à comunidade internacional.
Levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apontou que o desmatamento na Amazônia, de agosto de 2021 a julho de 2022, foi o maior dos últimos 15 anos.
Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do órgão, que monitora a região com imagens de satélites, foram derrubados 10.781 km² de floresta, o que equivale a sete vezes a cidade de São Paulo.
Outro levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) apontou que, no período de agosto de 2018 a julho de 2021, o desmatamento no bioma aumentou 56,6% em relação a anos anteriores.
Em 2019, países como Noruega e Alemanha deixaram de repassar ao governo federal uma verba bilionária do ‘Fundo Amazônia’, por causa da falta de comprometimento do país com a preservação da floresta. Em novembro de 2021, o embaixador da Alemanha no Brasil, Heiko Thoms, disse que os alemães não retomarão investimentos no fundo “sem a convicção de que o Brasil vai reduzir o desmatamento”.
“Reduzimos a inflação, com estimativa de 6% no corrente ano. Tenho a satisfação de anunciar que tivemos deflação inédita no Brasil nos meses de julho e agosto.”
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A inflação medida nos últimos 12 meses chegou a 12,13% em abril, e desacelerou nos últimos dois meses (julho e agosto).
Ao assumir o governo no início de 2019, o Brasil registrava inflação medida pelo IPCA de 3,75% em 12 meses. Atualmente, esse indicador é de 8,73%. Ou seja, a inflação hoje é 132% maior que quando Bolsonaro assumiu o governo.
Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa da inflação para 2022 é de 6%.
O país já tinha registrado deflação anteriormente. Apenas nos dois anos anteriores à chegada de Bolsonaro ao governo federal, houve duas ocasiões com deflação. Durante o próprio mandato do presidente, já havia ocorrido.
Registros de deflação no Brasil nos últimos 5 anos:
2017
Junho: -0,23%
2018
Agosto: -0,09%
Novembro: -0,21%
2019
Setembro: -0,04%
2020
Abril: -0,31%
Maio: -0,38%
“O desemprego caiu cinco pontos percentuais, chegando a 9%, taxa que não se via há sete anos.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: De fato, a taxa de desemprego chegou a 9,3% no trimestre que terminou em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 10,1 milhões de pessoas desempregadas.
Em relação ao mesmo período de 2021, a queda foi de cinco pontos percentuais. O índice é o menor patamar para um trimestre desde 2015, quando ficou em 8,4%.
“Concluímos o projeto de transposição do rio São Francisco.”
A declaração é #FAKE. Veja por quê: A obra de transposição do Rio São Francisco foi iniciada em 2007, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e estava prevista inicialmente para ser finalizada até 2012. Desde então, o projeto foi alterado em extensão e passou por quatro gestões federais, tendo trechos entregues por todos os presidentes seguintes.
Em 2015, por exemplo, Dilma Rousseff (PT) entregou a estação de bombeamento do Eixo Norte. Já em 2017, Michel Temer (MDB) inaugurou o Eixo Leste. Em junho de 2020, Bolsonaro inaugurou um dos trechos finais do Eixo Norte. A obra, no entanto, ainda não está concluída. Segundo o site do Ministério do Desenvolvimento Regional, o Eixo Norte ainda não está completamente finalizado, restando a execução de “serviços complementares”.
“Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político em e desvios chegou a casa dos US$ 170 bilhões de dólares.”
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Segundo os balanços consolidados da Petrobras no período de 2003 a 2015, o maior nível de endividamento da empresa – em dólares – foi de US$ 136,167 bilhões, registrado em 31 de março de 2014. O valor é 20% menor que o citado pelo presidente.
“(Durante a pandemia) beneficiamos mais de 68 milhões de pessoas, o equivalente a 1/3 da nossa população.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo a Caixa Econômica Federal, que executou os pagamentos de todas as modalidades de auxílio emergencial implementadas desde 2020, foram pagos R$ 329,5 bilhões para 68 milhões de beneficiários durante os 15 primeiros meses de vigência dos benefícios. O auxílio emergencial criado em abril daquele ano foi o que teve os critérios mais abrangentes e, portanto, maior número de beneficiários.
“Queda de 7,7% no número de feminicídios.”
A declaração é #FAKE. Veja por quê: Conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2018, antes de Jair Bolsonaro assumir o governo, foram registrados, no Brasil, 1.229 feminicídios. Em 2019, foram 1.330, aumento de 8,2%. Em 2020, o país contabilizou 1.354 feminicídios, crescimento de 1,8%. Em 2021, foram 1.341 mortes de mulheres, queda de 0,9%. Se considerado o percentual de feminicídios por 100 mil habitantes, a queda entre 2020 e 2021 foi de 1,7%.
Número de feminicídios:
2018: 1.229
2019: 1.330
2020: 1.354
2021: 1.341
“Hoje, por exemplo, o Brasil é o 7º país mais digitalizado do mundo: são 135 milhões de pessoas que acessam 4.900 serviços do meu governo. O Brasil foi pioneiro na implantação do 5G na América Latina.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Relatório produzido pelo Banco Mundial citou o Brasil como sétimo melhor país no quesito digitalização dos sistemas do governo. O “GovTech Maturity Index 2020” mediu a maturidade dos governos quanto ao uso de tecnologias para prestação de serviços. A plataforma “gov.br” foi bem avaliada pela instituição dentro deste levantamento. Conforme dados do Governo Federal, mais de 4 mil serviços públicos no país já estão digitalizados.
Com relação ao 5G, o Brasil foi o primeiro país da América Latina a ter o chamado “5G puro”, que tem alta velocidade de conexão.
“No meu governo, entregamos 400 mil títulos rurais.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo nota divulgada pela Casa Civil, entre janeiro de 2019 e agosto de 2022, o governo federal emitiu 404.993 documentos de titulação em assentamentos da reforma agrária e áreas públicas passíveis de regularização fundiária.
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Corte soma seis votos para manter liminar de Edson Fachin O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para derrubar os decretos do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizavam a compra e o porte de armas e munições no país. O julgamento ocorre em plenário virtual e será encerrado às 23h59 desta terça-feira.
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Até agora, os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber votaram para manter a liminar do ministro Edson Fachin, que suspendeu os decretos.
No plenário virtual, não há debates públicos sobre o tema em julgamento. Os ministros depositam seus votos por escrito na plataforma eletrônica – ou apenas indicam se acompanham ou divergem do relator.
As ações sobre a política armamentista do governo federal começaram a ser julgadas no ano passado, mas foram interrompidas por Nunes Marques, que pediu mais tempo para analisar os autos.
Na ocasião, o plenário já tinha três votos para derrubar os decretos. Fachin, Rosa e Moraes viram potenciais prejuízos à segurança pública. Ao conceder a liminar no dia 5 de setembro, o relator observou que Marques está com o processo há mais de um ano.
“Conquanto seja recomendável aguardar as contribuições sempre cuidadosas decorrentes dos pedidos de vista, à luz dos recentes e lamentáveis episódios de violência política, cumpre conceder a cautelar”, disse.
De acordo com o relator, “o início da campanha eleitoral exaspera o risco de violência política”, o que “torna de extrema e excepcional urgência a necessidade de se conceder” a liminar. O ministro entende que a flexibilização é inconstitucional pois “atinge o núcleo essencial do direito à vida”.
Ainda faltam votar os ministros Nunes Marques, André Mendonça, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Dias Toffoli.

A performance do índice local foi sustentada pelo forte desempenho do setor financeiro Na sessão que antecedeu as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central, na aguardada ‘super quarta’, o Ibovespa se descolou das bolsas de Nova York e emendou a segunda sessão de alta hoje. A performance do índice local foi sustentada pelo forte desempenho do setor financeiro.
No fim do dia, o referencial registrou alta de 0,62%, aos 112.517 pontos, tocando os 111.393 pontos na mínima intradiária e os 112.544 pontos na máxima. No exterior, S&P 500 recuou 1,13%, aos 3.855 pontos, Dow Jones perdeu 1,01%, aos 30.706 pontos e Nasdaq cedeu 0,95%, aos 11.425 pontos.
Divulgação/B3
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Noves fora as costumeiras mentiras, Bolsonaro seguiu o padrão da política externa brasileira na ONU, adotando um figurino que mostra que já não encontra mais fantasia com a qual seja capaz de se reinventar Noves fora o endereçamento doméstico e as costumeiras mentiras ditas naquele púlpito, o presidente Jair Bolsonaro seguiu o padrão da política externa brasileira no discurso proferido na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. E não poderia haver sinal maior de que está perdido. Se adotou o figurino é porque já não encontra fantasia com a qual seja capaz de se reinventar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Açúcar, café e suco de laranja fecharam o dia em alta Nesta terça-feira, o algodão fechou mais uma vez em forte queda na bolsa de Nova York. Os contratos da pluma que vencem em dezembro recuaram 2,82%, a 93,33 centavos de dólar por libra-peso.
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As cotações seguem pressionadas pela perspectiva de elevação de juros nos Estados Unidos nesta quarta-feira, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciará sua decisão de política monetária. As apostas são de que o aumento será de 1 ponto percentual.
O corte recente nas estimativas de produção nos Estados Unidos e a demanda aquém do esperado em grandes importadores da pluma, como a China, também continuaram a pesar sobre os preços.
Lavoura de algodão
Fernanda Pressinott/Valor
Cacau
Os investidores também mantiveram a cautela pré-reunião do Fed nas negociações do cacau, que encerrou o dia em queda. Os contratos da amêndoa para dezembro recuaram 0,59% em Nova York, a US$ 2.355 por tonelada.
Com o aumento dos juros nos EUA, a tendência é que os investidores liquidem contratos em commodities agrícolas para aumentar suas posições em ativos considerados mais seguros, como dólar e títulos do Tesouro americano. A elevação dos juros também costuma reduzir o consumo de itens alimentícios não-essenciais, como o chocolate, feito a partir do cacau.
Açúcar
O açúcar, por outro lado, fechou em alta. Os contratos do demerara para outubro avançaram 2,83%, a 18,19 centavos de dólar por libra-peso, e os lotes para março do ano que vem subiram 2,48%, a 17,80 centavos de dólar por libra-peso.
Os preços encerraram em alta após quatro quedas consecutivas, puxados pela demanda crescente na Europa, conforme Marcelo Filho, analista em inteligência de mercado da StoneX. “A demanda por açúcar no mercado físico está firme e, quando a gente olha para o preço em Londres, que reflete as preocupações com a safra europeia e com os altos custos no continente, o consumo do açúcar bruto se fortalece no curto prazo. O mercado físico tem sido um fator de alta relevante para os preços”, ressaltou.
Ele destaca, porém, que a tendência é de queda das cotações em Nova York. “No médio prazo, o mercado trabalha com essa expectativa de superávit, que deve ser de 3,9 milhões na safra 2022/23. Soma-se a isso a queda nos preços do etanol no Centro-Sul, que deve fazer com que a região aumente a fabricação do adoçante e reduza a do biocombustível no médio prazo”, complementou.
Café
O café também avançou. O contrato do arábica para dezembro, o mais negociado na bolsa de Nova York, subiu 1,83%, a US$ 2,2515 por libra-peso, e os papéis de segunda posição, que vencem em março do ano que vem, fecharam em alta de 1,53% a US$ 2,1875 por libra-peso.
Hoje, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) cortou para 50,4 milhões de sacas sua projeção de colheita no Brasil na safra 2022/23 — a estimativa anterior, de maio, era de 50,4 milhões de sacas. Os problemas climáticos no país no ano passado, quando ocorreram seca e geadas, afetaram as plantações em 2023. Com isso, a produção neste ano, que é de bienalidade positiva (quando o rendimento das plantas é naturalmente maior), será apenas 5,6% superior à de 2021/22. Na comparação com a última safra de bienalidade positiva, em 2020/21, o volume será 22,2% menor.
A estimativa da estatal é similar à de agentes de mercado, que projetam colheita de menos de 50 milhões de sacas por causa dos problemas climáticos.
Suco de laranja
No mercado de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ), os lotes para novembro, os mais negociados em Nova York, fecharam em alta de 2,15%, a US$ 1,8030 por libra-peso. Já os papéis de segunda posição, para janeiro do ano que vem, subiram 2,03%, a US$ 1,7610 por libra-peso.

