07/01/2026 Após a sanção, portaria publicada hoje fixa o prazo de 5 de fevereiro para regularização O Ministério da Pesca...

Segundo Jerome Powell, qualquer que seja a trajetória de juros a ser definida pelo BC americano no futuro, ela “será suficiente para controlar a inflação” O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, disse que não sabe quais são as chances de uma recessão nos Estados Unidos, dado que a situação econômica atual é nova e está completamente fora da experiência histórica dos bancos centrais, e que as possibilidades de um crescimento econômico fraco são elevadas. Powell se disse confiante, porém, de que, qualquer que seja a trajetória de juros a ser definida pelo BC americano no futuro, ela “será suficiente para controlar a inflação”.
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Banco central dos EUA eleva juros em 0,75 ponto percentual para combater disparada da inflação
Powell disse que ainda são necessárias mais altas de juros para reduzir a inflação e apontou que a economia já desacelerou bastante em relação ao forte crescimento visto em 2021. Os dois primeiros trimestres de 2022 indicaram contração do PIB e as projeções do Fed, divulgadas antes da entrevista coletiva com Powell, são de crescimento de apenas 0,2% neste ano. Mas ele disse também que a estabilidade de preços é a tarefa e a prioridade para o Fed, e que “fracassar em reduzir a inflação traria uma dor ainda maior à economia”.
O presidente do Fed disse que as pressões inflacionárias ainda afetam amplamente a economia americana e que os integrantes do BC americano ainda veem riscos de alta da inflação. Por isso, o Fed quer elevar os juros rapidamente a terreno restritivo e provavelmente terá se mantê-los lá “por algum tempo”. Ele disse que “em algum momento” será apropriado reduzir o ritmo de alta de juros, mas que antes disso, o Fed precisa estar confiante de que conseguiu controlar a inflação.
Powell reconheceu que é difícil saber quando o aperto monetário foi longe demais, mas que o Fed está muito ciente dos custos elevados que a inflação está causando à economia americana. Ele disse também que as expectativas futuras de inflação ainda não se fixaram em um nível mais elevado, mas disse que o Fed “não pode ser complacente com a inflação” e reduzir o nível de aperto monetário precocemente.
O banqueiro central deixou claro que o Fed ainda não decidiu qual será o tamanho da próxima elevação de juros e que ele não está considerando a possibilidade de mudar os seus planos para a redução do balanço de ativos. Ele disse que as decisões serão tomadas “de reunião em reunião” e dependerão completamente dos dados econômicos, enquanto o BC americano procura “evidências convincentes” de que a inflação está sob controle.
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve
Foto: Reprodução

Elizabeth Warren, um dos principais nomes do Partido Democrata no Senado, deu um duro recado ao Federal Reserve após o anúncio de nova elevação de 0,75 ponto percentual na taxa de juros A senadora americana Elizabeth Warren (Democrata/Massachusetts) deu, no Twitter, um duro recado ao Federal Reserve (Fed) logo após o anúncio de nova elevação de 0,75 ponto percentual na taxa de juros americana, que passou para o intervalo de 3,0% e 3,25%.
Com a publicação na rede social, Warren antecipa, assim, cobranças sobre o banco central que devem vir crescentemente do Partido Democrata, que teme uma recessão nos EUA enquanto os americanos se preparam votar em novembro em uma eleição que renovará parte da Câmara dos Deputados e do Senado.
“O presidente Powell acaba de anunciar outro aumento extremo da taxa de juros enquanto prevê um desemprego mais alto. Tenho alertado que o Fed do presidente Powell deixaria milhões de americanos sem trabalho – e temo que ele já esteja no caminho para fazê-lo”, escreveu a senadora.
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Já próximo do momento do pouso, o helicóptero bateu em um fio de alta tensão da Cemig, perdeu o controle e caiu em Engenheiro Caldas Um helicóptero caiu na tarde de hoje em um campo em Engenheiro Caldas (MG), no Vale do Rio Doce. A aeronave transportava o deputado federal e candidato à reeleição Hercílio Coelho Diniz (MDB), o vice-prefeito de Governador Valadares, David Barroso, o locutor Luciano Viana e o piloto Fabiano Rufino, informou a assessoria do deputado.
Os quatro passageiros foram encaminhados para o hospital local para exames clínicos. Não há vítimas fatais.
O candidato e o vice-prefeito estavam voltando de um encontro de campanha. Já próximo do momento do pouso, o helicóptero bateu em um fio de alta tensão da Cemig, perdeu o controle e caiu.
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Volatilidade é grande no pós decisão do Fomc, mas percepção geral é de que foi feito o esperado e de que saíram do caminho as perspectivas mais pessimistas O bitcoin (BTC) e o ethereum (RTH) voltam a registrar ganhos nesta quarta-feira (21) durante o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Powell reforçou que a estabilidade dos preços é uma prioridade para o Fed e que do lado do emprego os salários continuam elevados e a criação de vagas segue forte. O chairman disse que um desaquecimento no mercado de trabalho pode, com isso, ocorrer sem que o desemprego aumente tanto.
Pedro de Luca, head de criptomoedas da Levante Investimentos, diz que o discurso do presidente do Fed foi alinhado com o que ele já havia dito no simpósio de Jackson Hole. “A volatilidade é muito mais ligada a quem quer fazer um trade momentâneo, não houve grande surpresa. Não havia por que o mercado se movimentar muito negativamente”, aponta.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) fez hoje o esperado e elevou as taxas de juros dos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual para um intervalo entre 3% e 3,25% ao ano. Uma minoria dos investidores temia que por conta do aumento inesperado da inflação ao consumidor nos EUA em agosto a autoridade monetária do país acabasse realizando um aperto de 1 p.p. nos juros.
No comunicado da decisão, o Fed projeta retorno da inflação para a meta de 2% em 2025 e aumento dos juros até 4,4% até o final deste ano. A autoridade monetária também prevê um aumento no desemprego dos EUA de 3,7% para 4,4% no biênio 2023-24.
Perto das 16h15 (horário de Brasília) o bitcoin sobe 2,7% em 24 horas, a US$ 19.586, e o ether, moeda digital da rede ethereum, virava para alta de 1,2% a US$ 1.368, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas é de US$ 989 bilhões. Em reais, o bitcoin registra valorização de 2,08% a R$ 100.480, enquanto o ethereum tem ganhos de 0,74% a R$ 7.046, de acordo com valores fornecidos pelo MB.
Em Wall Street, o índice Dow Jones sobe 0,14% a 30.750 pontos, o S&P 500 tem alta de 0,37% a 3.870 pontos e o Nasdaq, focado em empresas de tecnologia, avança 0,68% a 11.502 pontos.
Segundo José Arthur Ribeiro, CEO da Coinext, o aumento de 0,75 p.p. nos juros dos EUA já estava precificado, mas o fechamento de setembro ainda deve ser negativo para o bitcoin, comprovando o histórico de quedas da criptomoeda nessa época do ano. A perspectiva para o futuro, contudo, é positiva na opinião do executivo.
“Além do próprio histórico positivo em outubro, uma mudança nas ações monetárias e notícias positivas em relação à pressão inflacionária, assim como aconteceu em julho, são situações prováveis e que favorecem as perspectivas positivas para o ativo”, avalia.
Já Tasso Lago, gestor de fundos privados em criptomoedas e fundador da Financial Move, diz que a reação dos mercados tende mesmo a ser levemente positiva. “Na semana que vem veremos uma leve retomada no preço desses ativos, porém eles só vão voltar a subir de forma mais contundente, quando a inflação voltar a demonstrar índices de desaceleração. No momento, isso não acontece”, destaca.
Lago lembra, contudo, que o cenário macro continua negativo por conta da subida no tom das ameaças do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que tem o potencial de continuar causando efeitos negativos nos mercados. “O cenário macro e político está muito ruim nesse momento e, hoje, o anúncio do FED vindo como o esperado é apenas um respiro para todos”, argumenta.
Pedro de Luca, por sua vez, entende que se o mercado considera que bitcoin e ethereum são ativos de risco não há muitos motivos para uma corrida às compras se as taxas de juros vão continuar subindo. “A partir de amanhã ou da sexta-feira poderemos ver o mercado voltando a buscar ativos mais seguros.”
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Queda foi de 2,48% no período, segundo o Cepea Ainda pressionado pela escalada dos custos de produção, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro encolheu no primeiro semestre deste ano. A queda foi de 2,48%, segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que elaborou o relatório em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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No segundo trimestre, o declínio foi de 1,7%, com retração de 2,01% do PIB do ramo agrícola e de 0,82% no pecuário. Já no acumulado dos seis primeiros meses de 2022, o PIB do ramo agrícola caiu 2,71% e o do pecuário, 1,82%.
Colheita de milho em Campo Verde (MT)
Fernanda Pressinott / Valor
Os custos dos insumos aumentaram tanto na agropecuária (dentro da porteira) quanto nas agroindústrias. De acordo com o Cepea, a base de comparação elevada também explica a queda neste ano – os números foram recorde em 2021.
Com base no desempenho da economia brasileira e do agronegócio até o momento, Cepea e CNA estimam que a participação do setor no PIB geral do país ficará em torno de 25,5% em 2022. No ano passado, a participação foi de 27,5%.
O segmento primário agrícola recuou 14,01% no semestre, puxado pelo aumento dos gastos dentro da porteira. Por outro lado, o segmento de insumos cresceu 31,81%, justamente por causa da elevação dos preços desses itens.
O PIB da agroindústria de base agrícola teve desempenho modesto de janeiro a junho, com aumento de 0,45%. Mesmo com preços médios em patamar elevado, o desempenho desse segmento tem sido afetado pela queda na produção em áreas elevantes. Os custos também pressionaram os resultados das empresas de base vegetal e animal.
No ramo pecuário, embora o faturamento médio da produção primária (dentro da porteira) esteja praticamente estagnado na comparação com o mesmo período de 2021, Cepea e CNA identificaram certo “alívio dos custos” ao longo do primeiro semestre, em especial graças à queda dos preços de rações e medicamentos. “Esse alívio explica a queda do PIB do segmento de insumos pecuários, de 2,45% no semestre, e o aumento de 1,7% no PIB primário pecuário”, explica a nota.
Já o PIB da agroindústria pecuária caiu 3,44% devido ao “aumento dos custos industriais a taxas superiores às do crescimento esperado para o faturamento”.

Entorno de Bolsonaro estava dividido sobre a participação, temendo que o presidente seja alvo dos adversários já que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve comparecer ao debate do SBT A uma semana da eleição, Jair Bolsonaro (PL) deve ir ao debate do SBT com presidenciáveis no próximo sábado (24), segundo aliados.
O entorno do chefe do Executivo estava dividido a respeito de sua participação. Uma ala temia que traria mais desgaste para a campanha a sua ida, porque Bolsonaro seria alvo de todos os adversários.
Esse cenário tende a se agravar ainda mais diante da falta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao debate.
Como mostrou a coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o petista tomou a decisão na terça-feira (20), depois de uma reunião com coordenadores de sua campanha.
O candidato manteve, no entanto, a decisão de comparecer ao debate da TV Globo, que está marcado para a quinta (29), três dias antes do primeiro turno das eleições, em 2 de outubro.
A tendência mais forte no entorno de Bolsonaro hoje é a de que a ausência de Lula pode ser positiva para o presidente.
Já está precificado, segundo um aliado, que Bolsonaro será alvo dos demais adversários. E a cadeira vazia do petista pode passar a impressão de que ele foge do embate.
Bolsonaro, contudo, ainda não se decidiu sobre o debate da Globo.
Jair Bolsonaro (PL) durante debate da TV Bandeirantes
Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo
Segundo a última pesquisa do Datafolha, o presidente está em segundo lugar, com 33% de intenções de voto. O petista lidera a corrida com 45%.
O debate do SBT no final de semana será o segundo desta campanha. No primeiro, Bolsonaro se tornou o alvo preferencial dos demais candidatos. O atual chefe do Executivo, por sua vez, mirou em Lula, que se esquivou em pergunta sobre corrupção.
O tema central do debate foi o respeito às mulheres, arena em que Bolsonaro atua com desvantagem. O assunto foi discutido principalmente pelas candidatas Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil), após um ataque do presidente à jornalista Vera Magalhães.
Além de Tebet e Soraya, Ciro Gomes (PDT) e Lula se solidarizaram com Vera. O debate teve ainda a participação de Felipe D’Ávila (Novo).
O evento foi organizado em pool por Folha de S.Paulo, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura, e durou quase três horas. Lula e Bolsonaro foram os últimos a confirmar presença no debate –depois de dias de incertezas nas campanhas.

Nesta quarta-feira (21), o BC americano elevou a taxa de juros dos EUA em 0,75 ponto percentual, para a faixa entre 3% e 3,25% As taxas dos juros futuros encerraram a sessão desta quarta-feira (21) em queda firme ao longo de toda a estrutura a termo da curva, em movimento que ganhou força após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de elevar as taxas de juros em 0,75 ponto percentual, para a faixa entre 3% e 3,25%.
Ainda que o banco central americano tenha voltado a emitir sinais duros contra a inflação, indicando a manutenção das taxas de juros em níveis restritivos “por algum tempo”, a percepção de que a instituição não deve endurecer ainda mais seu discurso, somada ao estágio já avançado do ciclo de política monetária no Brasil, desencadeou apostas aplicadas (que apostam na queda dos juros) no país.
No horário de encerramento da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 passou de 13,24% para 13,085%; a do DI para janeiro de 2025 caiu de 11,915% para 11,725%; a do DI para janeiro de 2026 recuou de 11,65% para 11,41% e a do DI para janeiro de 2027 foi de 11,565% para 11,335%.
Chronis Yan/Unsplash
Simultaneamente, o juro da T-note de 2 anos subia 4,4 pontos-base, para 4,014%, enquanto o rendimento (yield) da T-note de 10 anos recuava a 3,512%, de 3,564% do encerramento da véspera. O índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis divisas principais, subia 0,70%, aos 111,006 pontos.
Em decisão unânime, o Fed elevou a meta da taxa de juros dos Fed Funds em 0,75 ponto percentual, para o intervalo entre 3,0% e 3,25%. O gráfico de pontos, documento que compila as projeções individuais dos membros do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) para indicadores macroeconômicos, apontou que a mediana das estimativas para a taxa de juros no fim de 2022 subiu para 4,375%, o que sugere um aperto adicional de 1,25 ponto percentual nas duas reuniões restantes do Fed neste ano. As projeções passadas, divulgadas em junho, indicavam mediana de 3,375% para o mesmo período.
Além disso, quase todos os integrantes do Fed projetam pelo menos mais uma elevação de juros em 2023, com a mediana de juros para o fim do ano que vem indicando projeção de alta para 4,625%, antes de começar a cair em 2024.
Na entrevista coletiva após a decisão, o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, reiterou seu discurso duro contra a inflação e voltou a afirmar que as taxas de juros devem ser mantidas em território restritivo “por algum tempo”.
Apesar da alta na ponta mais curta da curva americana, a dinâmica no mercado local foi a oposta e as taxas dos juros futuros terminaram o dia em queda firme.
Segundo o economista-chefe da RPS Capital, Victor Candido, o Federal Reserve se utilizou de um discurso duro em sua decisão de hoje, especialmente quando deixou clara a sua intenção de manter as taxas elevadas por um período mais longo de tempo. Segundo ele, há a perspectiva de que, no momento, o discurso do Fed esteja em seu momento mais forte no combate à inflação.
Junto a esse momento de pico nos temores relacionados ao ciclo de aperto monetário nos EUA, a perspectiva de que o Banco Central do Brasil já parou de elevar as taxas favorece apostas aplicadas nos juros locais. “O Copom deve optar pela manutenção hoje e o rali no mercado de juros tem espaço para continuar por aqui”.
Segundo a economista-chefe da Tenax Capital, Débora Nogueira, o Fed ainda acredita em pouso suave da economia, e não vê uma recessão no horizonte. “Nós entendemos que o juro terminal mais elevado sinalizado pelo Fed hoje combina com um risco crescente de recessão no próximo ano. O momento exato desse arrefecimento da economia é difícil de se precisar. Por enquanto, ainda temos uma situação muito favorável da poupança das famílias e há consumo de reabertura em curso. Em 2023, com o cumprimento das defasagens da política monetária e a desaceleração do consumo de bens depois das compras adiantadas na pandemia, devemos observar desaceleração importante da economia”, avalia.
Assim, de acordo com ela, as taxas de juros nos EUA devem ir até 4,5% e precisarão ser mantidas nesse patamar até que a economia desacelere. “O tipo de inflação de serviços que estamos observando só deve arrefecer depois de uma virada no crescimento”, conclui.

