O entrevistado do Ilustríssima Conversa desta semana é o jornalista Fernando Granato, que lança o livro “Bahia de Todos os Negros – As Rebeliões Escravas do Século XIX”, pela editora Intrínseca.
Depois de publicar, no começo dos anos 2000, “O Negro na Chibata”, em que abordava a Revolta da Chibata (1910), na qual marinheiros negros foram agredidos fisicamente, Granato passou a pesquisar os fatores que fizeram de Salvador a cidade com maior presença da herança da cultura africana.
A resposta, a seu ver, está na resistência à escravidão que levou a inúmeras revoltas em Salvador no século 19, quase todas lideradas por africanos muçulmanos vindos da região da Costa da Mina, que corresponde aproximadamente à faixa litorânea dos atuais estados de Gana, Togo, Benin e Nigéria.
Nesse percurso de rebeliões, o livro resgata momentos históricos importantes, como a Revolta dos Malês, maior levante de escravos já ocorrido no Brasil, e personagens excepcionais, como Maria Felipa de Oliveira, Luísa Mahin e, sobretudo, o abolicionista Luís Gama, ex-escravo que conquistou judicialmente a própria liberdade e passou a atuar na advocacia em prol dos cativos.
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A transmissão de julgamentos pela TV Justiça é um erro e contribui para a espetacularização da Justiça, diz o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho, que está lançando “Iguais Perante a Lei”.
O livro é um guia prático com o objetivo de ajudar o cidadão a defender seus direitos. Arruda Botelho apresenta de maneira simples e didática uma série de informações e conceitos sobre o funcionamento da Justiça no Brasil.
Mas o livro também trata, em sua introdução, de questões mais amplas sobre o Judiciário —e de maneira bastante crítica. Como as transmissões da TV Justiça que, afirma ele, criaram uma relação midiática entre magistrados e sociedade.
Convidado desta semana, Arruda Botelho também sustenta a ideia de que a politização excessiva do Judiciário chegou às raias da partidarização, como se observou nos processos do Mensalão e da Operação Lava Jato, na qual ele atuou na defesa de acusados.
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Recadastramento de pescadores começa hoje em todo o país — Ministério da Agricultura e Pecuária www.gov.br
Recadastramento de pescadores começa hoje em todo o país — Ministério da Agricultura e Pecuária GOV.BR
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No livro “Contra a Moral e os Bons Costumes“, Renan Quinalha se contrapõe à ideia de que a ditadura militar, marcada pela repressão política brutal, foi mais branda em relação a temas comportamentais.
Convidado desta semana, o professor de direito da Unifesp diz que a retórica moralista e a defesa da família tradicional foram fundamentais para dar sustentação ideológica ao regime, que se empenhou em combater práticas consideradas desviantes, como a homossexualidade.
Na conversa com Eduardo Sombini, Quinalha falou sobre as políticas sexuais da ditadura —como a perseguição policial a gays, lésbicas, travestis e prostitutas nas ruas das cidades brasileiras e a censura a obras artísticas com representações da diversidade sexual— e discutiu por que o Brasil de Jair Bolsonaro lembra tanto o regime militar no que diz respeito aos discursos sobre gênero e sexualidade.
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Acaraú abre inscrições para curso de Pescador Profissional Especializado – PEP Ifce.edu.br
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Fundtur publica edital para execução de curso de formação de condutores de Pesca Esportiva no sistema Pesque e Solte turismo.ms.gov.br
Na manhã de 11 de setembro de 2001, Simone Duarte, então chefe do escritório da Globo em Nova York, entrou ao vivo no plantão da emissora para narrar o atentado terrorista ao World Trade Center.
Vinte anos depois, a jornalista lança “O Vento Mudou de Direção”, livro em que se volta para as consequências desse dia trágico na vida de sete pessoas de outros pedaços do mundo, onde o 11 de Setembro nunca terminou.
Ahmer, menino-bomba treinado pelo Talibã paquistanês, Gawhar, médica afegã que se arrepende de ter fugido do país, e Baker Atyani, jornalista para quem Osama bin Laden anunciou que estava planejando um ataque, são alguns dos personagens da obra.
Na conversa com Eduardo Sombini, a autora fala sobre a necessidade de humanizar os outros da história do 11 de Setembro, menos conhecidos no Ocidente, e discute a ocupação americana no Afeganistão e o que pode acontecer no país com a volta do Talibã ao poder.
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