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Para discutir a obra de Frantz Fanon, Eduardo Sombini recebe Deivison Faustino, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em Santos, e autor do livro “Frantz Fanon e as Encruzilhadas”.
Fanon, psiquiatra martinicano morto em 1961, se tornou célebre por suas análises do sofrimento psíquico causado pelo racismo e foi um dos mais importantes intelectuais das lutas de independência dos países africanos nos anos 1950.
Na conversa, o autor explica os fundamentos da crítica de Fanon ao racismo e à racialização. O psiquiatra defende que o branco cria o negro e, para sustentar o projeto de exploração colonial, nega a ele o reconhecimento como sujeito.
Faustino também aborda a atualidade de Fanon nos debates atuais sobre branquitude e privilégio branco e discorre sobre como o autor pode ajudar a pensar a questão do identitarismo, a afirmação de grupos marginalizados que acaba resvalando para a exclusão de quem é diferente.
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Mapinguari, segundo as crenças amazônicas, é um gigante peludo com olho na testa e pele semelhante a de jacaré. Obra sobre realidade da floresta amazônica está disponível para escolas públicas de todo o país. HQ Mapinguari, que conta histórias de comunidades do AC, entra para lista do Programa Nacional do Livro e do Material Didático
Reprodução
O livro Mapinguari, que conta a história e a realidade de como as comunidades da Amazônia vivem, é uma obra feita em HQ – quadrinhos – e que foi aprovada para compor a lista do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).
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O programa atende escolas públicas de todo o país. A publicação é uma criação de André Miranda e Gabriel Góes e foi coeditada pela FTD Educação e pelo WWF-Brasil.
A história se passa no Seringal Santo Antônio, no interior do Acre, em que seringueiros são assediados por negociantes de terras da empresa onde o protagonista, José, trabalha na capital acreana, Rio Branco.
A diretora de Engajamento do WWF-Brasil, Gabriela Yamaguchi, explica que a história de Mapinguari nasceu como um projeto educacional do WWF Brasil que distribuiu, inicialmente, para escolas e jovens no Acre, com parceria de organizações como o Comitê Chico Mendes e o Conselho Nacional de Comunidades Extrativistas (CNS).
“A jornada da obra, que foi lançada e selecionada pelo PNLD, nasceu em novembro de 2021, quando, em uma parceria inédita entre a editora FTD Educação e o WWF Brasil, foi lançada uma nova edição. Dessa vez colorizada, a obra foi acolhida cuidadosamente pela equipe e direção da FTD Educação que, ao realizar a colorização, aumentou ainda mais a contribuição de uma obra que combina cultura cinematográfica e leitura em referências audiovisuais que os autores vivenciaram ao visitar as comunidades extrativistas no Acre.”
Gabriela fala que o HQ tem uma linguagem de imagens que reproduz uma sensação visual e uma movimentação que fica semelhante a de um roteiro de cinema, semelhante a que um material produzido em vídeo traz para os expectadores.
“Isso tem um motivo, André Miranda [autor] é um roteirista de cinema, e Gabriel Góes [roteirista] tem uma experiência gigante na linguagem das histórias em quadrinhos. A combinação da experiência desses dois autores em retratarem o que eles vivenciaram ao visitar as comunidades no Acre e entender a origem, a cultura, o modo de vida, desafios das comunidades extrativistas estão retratadas nessa obra”, acrescenta.
Avaliadores do MEC analisaram Mapinguari como uma obra com potencial que amplia o repertório linguístico e cultural dos estudantese, ao mesmo tempo, promovendo o pluralismo de ideias e a leitura crítica de mundo.
Reprodução
Os avaliadores do Ministério da Educação (MEC) analisaram Mapinguari como uma obra com potencial que amplia o repertório linguístico e cultural dos estudantes e, ao mesmo tempo, promovendo o pluralismo de ideias e a leitura crítica de mundo.
“Essa contribuição de linguagem literária de roteiro visual tem uma percepção de uma nova história em quadrinho, a gente tem, em primeiro lugar, uma contribuição artística cultural que marca o momento imprescindível da nossa sociedade, que é a necessidade da valorização da produção cultural, literária e artística do Brasil.”
Gabriela lembra que o reconhecimento é importante também pois, a proteção das florestas, do Cerrado, da mata atlântica são cruciais para que os estudantes conheçam aspectos, soluções e desafios dos povos da floresta para a conservação do meio ambiente.
“As comunidades extrativistas e os seringais no Acre são exemplos de que é possível viver bem e estar em harmonia com a natureza, sem destruição, sem exagero, desperdício, ou perda de tantos recursos que foram, ao longo das últimas décadas, dos últimos séculos, trazendo a crise climática para a nossa realidade. É um tema muito atual falar e retratar sobre o desafio e soluções que as comunidades extrativistas, representadas pelos seringueiros na Amazônia, trazem como exemplo”, complementa.
Seleção
Sobre o livro ter sido selecionado, Gabriela afirma que é importante o PNLD ter selecionado Mapinguari pois, assim, vai ser possível fortalecer as contribuições do conhecimento da arte, cultura e conhecimento de um tema tão atual no Brasil, que é a convivência em harmonia com a natureza pelas comunidades extrativistas para as escolas, estudantes e suas famílias.
“Assim, mais pessoas podem conhecer essa obra e se inspirar a conhecer a diversidade e complexidade que o Brasil tem. Mapinguari é uma obra que já está à disposição do público em livrarias em todo o Brasil e também no site da editora FTD. Comprar o livro e conhecer a obra ajuda as pessoas a contribuírem nos projetos de conservação e restauração dos ecossistemas.”
José, o personagem principal, tem um dilema que é o emprego que arrumou, pois ameaça a comunidade onde ele e a família vivem, no interior do Acre
Reprodução
Sobre o livro
José, o personagem principal, tem um dilema: o emprego que conseguiu na capital acreana ameaça a comunidade onde ele e a família vivem, em um seringal no interior do Acre.
Quando ele volta para casa, após ter ficado anos fora, José faz uma imersão na história de sua família e dos valores locais. Entre realidade, mito e sonho, o HQ Mapinguari representa os mistérios que permeiam o progresso que destrói as florestas e a conservação delas.
O livro aborda as desigualdades sociais entre a cidade e o campo e as diferentes formas de vida entre a devastação da Amazônia e a relação do país com os povos indígenas. José e os demais personagens acabam por encarar os desafios que os jovens enfrentam entre escolher o que desejam e suas consequências para a vida e o meio ambiente.
Mapinguari é uma figura lendária conhecida entre os povos do Acre
Tácita Muniz/G1
Mapinguari
Diz a lenda que a figura do Mapinguari é a de um gigante peludo, com o olho na testa e pele semelhante a de um jacaré. Os povos acreditam que ele vive na floresta e ataca caçadores. Algumas pessoas afirmam que já viram a criatura de perto.
Reveja os vídeos do Acre

Estudo do WWF Brasil aponta que avanço da agropecuária tem reduzido a biodiversidade não só na Amazônia, mas também no Cerrado. Tatu-canastra também está na lista
Instituto de Conservação de Animais Silvestres/Acervo
Um estudo divulgado no dia 18 deste mês, pelo WWF Brasil e parceiros, identificou que o desmatamento e a conversão de matas nativas têm reduzido o habitat de algumas espécies da Amazônia e também do Cerrado. Foram analisadas 486 espécies, entre aves, mamíferos, anfíbios, lagartos e serpentes e foi detectado que algumas perderam mais da metade da área original.
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Mariana Napolitano, gerente de Ciências do WWF-Brasil, diz que a perda e a degradação do habitat, principalmente decorrente da expansão agrícola, e também a instalação de grandes empreendimentos, são as mais importantes ameaças para as espécies continentais. Já para as espécies marinhas, a pesca excessiva é a ameaça que mais se destaca.
“Segundo o dados da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN [União Internacional para a Conservação da Natureza], pelo menos seis espécies ameaçadas ocorrem no estado do Acre, uma espécie de rã, três primatas, o tamanduá-bandeira e o tatu-canastra.”
Mariana explica que essa rã, que é uma espécie do gênero allobates, pode ser encontrada apenas na capital acreana, Rio Branco, e já perdeu quase 60% da sua área de ocorrência original.
Tamanduá-bandeira é um dos animais encontrados no Acre que está na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN
Reprodução/Globo Rural
A especialista fala que o ICMbio finalizou, em dezembro de 2014, a Avaliação Nacional do Risco de Extinção da Fauna Brasileira. E, entre 2010 e 2014, foram avaliadas mais de 12 mil espécies da fauna e, de acordo com essa avaliação, existem hoje, em todo o Brasil, 1.173 espécies ameaçadas de extinção.
“Para o estudo, nós pegamos as espécies que são oficialmente consideradas ameaçadas, que, no total, são 1.173, mas, a gente só foi olhar para aquelas que ocorriam na Amazônia e no Cerrado, então, é uma parte, um conjunto delas. Dessas espécies, cerca de 883 são animais vertebrados, como os mamíferos, as aves e os anfíbios”, acrescenta.
Rã-flecha (Dendrobates tinctorius), que é encontrada em Porto Walter, no oeste do estado do Acre
Creative Commons CC BY-SA 3.0
Sapinho de Porto Walter
A gerente de Ciência do WWW Brasil disse que também foi incluído no estudo um outro sapinho, que é encontrado no município de Porto Walter, que não está oficialmente na lista, a rã-flecha (Dendrobates tinctorius).
“São espécies que não estão oficialmente na lista, mas têm uma distribuição que ocorre em um território muito pequeno. Ele não deve estar na lista porque a lista é de 2014. Imagina quanta informação e quanto desmatamento já aconteceu de 2014 até 2022? É muito provável, que em uma próxima revisão, ele já seja considerado como ameaçado de extinção.”
De acordo com Mariana, a rã-flecha encontrada em Porto Walter está em uma área onde há pouca mata nativa. “Ela está em uma área com altas taxas de conversão, então, essa espécie já perdeu mais de 68% da sua distribuição original”, afirma.
São muitas as espécies de plantas e animais da Amazônia com potencial farmacológico e que podem ser usadas para fazer novos medicamentos ou cosméticos.
As espécies de sapos da família Dendrobatidae têm peles ricas em moléculas que podem ser aproveitadas para o desenvolvimento de remédios como é o caso específico dos sapos da família Dendrobatidae, a rã flecha, que fica nessa região do Acre em que a floresta nativa vem perdendo espaço.
Sobre o estudo
O objetivo do estudo foi mostrar as consequências da perda de vegetação nativa para a biodiversidade do Cerrado e da Amazônia. Além disso, juntar evidências para propor políticas públicas e para a realização de ações de conservação das espécies.
Para chegar aos dados do impacto da perda de habitat e biodiversidade, os pesquisadores cruzaram os mapas da distribuição de cada uma das espécies (disponibilizadas no site da IUCN) e os dados de uso do solo para o Cerrado e para a Amazônia (do MapBiomas).
Perda da biodiversidade
Mariana ressalta ainda que a perda de espécies, da distribuição da área, de ocorrência dessas espécies, não é só para as espécies em si, mas, na verdade, é também para a biodiversidade.
“É um indicador que estamos perdendo uma série de serviços que a natureza fornece para os homens, seja água, para a produção de alimentos, seja para a regulação do clima, então, a perda da biodiversidade é uma questão não só ambiental, mas também uma questão de desenvolvimento econômico, social e também uma questão ética, porque todas as espécies têm o direito de existir”, finaliza.
Desmatamento no Acre mais de dobrou em seis anos, aponta Ipam
Arquivo/PF-AC
Desmatamento no AC mais que dobrou
A destruição de áreas de floresta no Acre alcançou um alarmante patamar nos últimos três anos. O desmatamento na região mais que dobrou entre agosto de 2018 e julho de 2021 que no mesmo período de 2015 a 2018. É o que mostra um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
No ranking de desmatamento total, o Acre ocupa a 5ª posição com mais de 730 km² de floresta derrubados ao ano no triênio 2019-2021. Ao todo, o estado concentra 7% do desmatamento ocorrido nas áreas protegidas da Amazônia entre 2020 e 2021.
O estudo mostra ainda que o Acre foi o estado da região Amazônica que mais perdeu área de floresta em termos proporcionais ao território entre os triênios analisados.
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Quadro Amazônia Bonita é um projeto da Rede Amazônica que conta história de pessoas que fazem a diferença na vida de quem mora na região Amazônica. Amazônia Bonita: veja a história de uma mulher que criou um projeto Bom Samaritano
Solidariedade, amor ao próximo e fé, essas são palavras que Meire Campos conhece muito bem. Pensando em ajudar as pessoas mais necessitadas, ela idealizou o Projeto Bom Samaritano que, através de uma rede de solidariedade, leva alimentação e esperança para pessoas carentes e em situação de rua na capital do Acre.
O quadro Amazônia Bonita é um projeto da Rede Amazônica onde vão ser contadas, todos os sábados, histórias de pessoas que fazem a diferença na vida de quem mora na região Amazônica.
Meire Campos idealizadora do Projeto Bom Samaritano
Reprodução
Todas as segundas-feiras são distribuídas pelas ruas da capital acreana pelo menos 220 litros de sopa para alimentar quem tem fome. A maioria dos alimentos usados é fruto de doações. Tudo isso só é possível com a iniciativa do Bom Samaritano, que existe há cinco anos.
“Nós somos evangélicos e estávamos na igreja e em um determinado momento sentimos o desejo de fazer algo mais. A gente foi convidado para conhecer o trabalho de uma igreja e, quando a gente chegou lá, eles estavam servindo sopa e aquilo mexeu muito comigo. Foi aí que eu percebi o que eu queria fazer”, lembra Meire.
São pelo menos 10 voluntários que fazem parte do projeto
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Rede de apoio
A fotógrafa Marcela Cabral de Oliveira França é uma das voluntárias no projeto e, segundo ela, seria muito importante se todos pudessem ajudar o próximo de alguma forma. “É muito bom participar desse projeto porque, com tão pouco, a gente ajuda tantas pessoas que precisam da nossa ajuda, se todo mundo desse um pouquinho o mundo seria muito melhor.”
Mas, Meire não contava que iria passar por um momento difícil e doloroso. O marido dela, que a ajudou tanto no início do projeto, foi uma das primeiras vítimas da Covid-19, em abril de 2020.
“Foi difícil, pensei que tinha acabado e não tinha mais como fazer. Foi quando chegou um amigo e disse: ‘E aí? Como é que vai ficar?’ E eu disse que precisava de um motorista e ele disse: ‘Estou aqui’. Aí já começou e nunca parou”, conta.
Com o passar do tempo mais pessoas chegaram para ajudar e no momento o projeto conta com pelo menos 10 voluntários.
Apos a morte do marido, Meire se casou novamente com o bispo evangélico Mayko Mesquita
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Meire fala que casou de novo e com alguém que também abriu o coração para o projeto e hoje é muito importante para a continuidade.
“São momentos únicos dados por Deus, algo assim que a gente fica muito motivado e também incentivado a continuar. Essa luta não e fácil, são muitas lutas, muitas barreiras que enfrentamos, mas, mesmo assim, nos sentimos motivados”, disse o marido da Meire, o bispo evangélico Mayko Mesquita.
Antes de começar a distribuir as sopas grupo faz uma oração
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Antes de sair, a equipe faz uma oração, eles carregam as panelas e todos os itens até o carro e partem para mais uma noite de doações.
Oração e alegria
No dia em que a equipe da Rede Amazônica acompanhou a entrega das sopas, o grupo foi até o bairro da Base, região central de Rio Branco. Por lá, moradores de rua e pessoas carentes que moram na região foram até os voluntários para receber sopa e o carinho da equipe.
Francisca Lopes de Souza foi até a equipe receber um pouco de carinho e alimento e diz que esse apoio faz toda diferença na vida de quem recebe.
“Muito grata em estar recebendo esse apoio. Às vezes a gente pensa que vai desistir, aí vem essas pessoas com Deus na frente e fazem a gente sorrir, e do problema vem uma solução”, desabafa.
Francisca Lopes de Souza foi até a equipe receber um pouco de carinho e alimento e diz que esse apoio faz toda diferença na vida de quem recebe.
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O engenheiro civil José Borges fala que em todos os bairros de Rio Branco deveria ter uma rede de apoio igual a do Projeto Bom Samaritano. “É um apoio social e deveria ter em todos os bairros.”
Meire diz que quando vê a retribuição das pessoas e o carinho que elas dão para a equipe diz que faz tudo valer a pena. Ela afirma que o amor ao próximo faz a diferença, levando alegria e esperança a quem precisa de ajuda, força e incentivo e torce para que mais pessoas possam ajudar umas as outras.
“Não tem nada que pague quando você recebe aquelas palavras de agradecimento, as pessoas te abraçam, isso aí nos fortalece muito”, finaliza.
Quem recebe ajuda agradece e quem é voluntário sente prazer em ajudar
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Engenheira agrônoma Juliana Pinheiro é pioneira no plantio das pimentas Carolina Reaper, Trinidad Scorpion e Bhut Jolokia no Acre. Carolina Reaper é considerada e reconhecida pelo Guinnes como a pimenta mais ardida do mundo. Na foto, a pimenta na coloração amarela
Juliana Pinheiro/Arquivo pessoal
Carolina Reaper, Trinidad Socorpion e Bhut Jolokia. Se você gosta de uma boa pimenta, de sentir um ardor daqueles na boca, essas três variedades com certeza são a sua praia, pois são consideradas as três mais ardidas do mundo, segundo o Guinness, e chamadas de pimentas nucleares, pelo status de maior ardência.
E foi pensando em apimentar o paladar dos acreanos, que a engenheira agrônoma Juliana Pinheiro começou a cultivar as pimentas nucleares e fazer molhos super, super picantes. Ela explica que são consideradas pimentas nucleares aquelas que ultrapassam 1 milhão de unidades Scoville Heat Units (SHU), que é o status de ardência.
Juliana é engenheira há 12 anos e dona de uma empresa de produção de mudas de frutíferas e pimenteiras nucleares. Ela conta que produz as pimentas no Acre há um ano e meio e é pioneira na produção destes tipos de pimentas.
“Conheci a pimenta Carolina Reaper em uma viagem que fiz a São Paulo, onde obtive o contato de fornecedores das sementes originais e resolvi plantar no Acre. Comecei a produzir as plantas em vaso e depois passei a produzir no chão, no município de Acrelândia, onde fica minha estação de experimentos,” explica.
Bhut Jolokia é considerada a terceira pimenta mais ardida do mundo
Juliana Pinheiro/Arquivo pessoal
Ela esclarece que as pimentas se adaptam bem aos solos do Acre, porém, não toleram sol intenso, por isso precisam de um cuidado maior.
“Se adaptam bem ao solo (pH entre 6,0 e 6,5), mas requerem 50% de luminosidade apenas, sendo necessário o uso de telas de sombreamento. Porém, são plantas de ciclo anual, onde reduzem drasticamente a produtividade, necessitando renovação das plantas [novo plantio]”, explica.
Por causa da ardência das pimentas, a agrônoma diz que é preciso manipulá-las de luvas. “É porque elas queimam muito, tem um comparativo, por exemplo, enquanto uma pimenta malagueta tem 150 mil unidades, a nuclear tem acima de mais de 1,5 milhão de unidades de ardência, então, ela queima muito e causa queimaduras na pele se você não tiver cuidado,” adverte.
Produção e venda de mudas e molhos
Ela acredita que as pimentas devem estar disponíveis para venda em dois meses e que por enquanto foca na venda dos molhos que custam R$ 25 cada embalagem de 50 ml.
“Os molhos estão disponíveis para venda, eu produzo em parceria, forneço as pimentas e eles processam o molho. Em relação às pimenteiras, vendemos desde sementes, mudas, e estamos também produzindo os molhos. Hoje tenho 252 em sementeiras, que estarão disponíveis para venda dentro de dois meses,” diz.
Por causa da ardência das pimentas, é preciso usar luvas durante a manipulação delas
Juliana Pinheiro/Arquivo pessoal
Juliana explica que por enquanto produz apenas o molho, pois está em fase de transição de sua estação de experimentos de um município para o outro.
“Minha estação de experimentos fica em Acrelândia, no ramal do Granada, o que acontece, as pimentas nucleares têm um período de produção anual e aí com um ano a gente tem que trocar as mudas para manter o tamanho do fruto, mantendo a produtividade, você tem que estar renovando essas matrizes. Devido à distância, por Acrelândia ser longe de Rio Branco vou desativar a unidade e trocar para uma em Senador Guiomard que á mais próximo da capital”, explica.
Na nova unidade ela vai ampliar as mudas e aumentar a produção. “Em Acrelândia eu tenho oito mudas, então, os molhos estão sendo produzidos destas oito mudas que ainda estão em produção. Nessa nova área que a gente adquiriu e vai ser implantado o novo cultivo de pimentas nucleares com novas mudas”, acrescenta.
Pimentas nucleares
Carolina Reaper – É atualmente considerada a mais forte do mundo. Foi criada por Ed Currie, na cidade de Fort Mill, Carolina do Sul, EUA do cruzamento das pimentas Habanero e Bhut Jolokia, que também estão entre as mais ardidas do mundo. Ela oferece uma média de 1.569.300 Scoville Heat Units (SHU), número confirmado pelo Guinness World Records.
Trinidad socorpion – De acordo com o Guinnes, a classificação de calor da Carolina Reaper superou a ex-recordista Trinidad Scorpion cultivada pela The Chilli Factory, na Austrália, que foi avaliada em 1.463.700 SHU em março de 2011;
Bhut Jolokia – É uma pimenta de origem indiana considerada a terceira pimenta mais forte do mundo, com 1.304.000 SHU.
Cada garrafinha de molho custa R$25 reais
Arquivo pessoal
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O jornalista e escritor Fernando Morais, que lançou em novembro de 2021 o primeiro volume da biografia do ex-presidente Lula, é o convidado do episódio desta semana.
O livro narra os bastidores da prisão do petista em abril de 2018 e os seus 580 dias encarcerado na sede da Polícia Federal em Curitiba e, em seguida, volta à juventude do ex-presidente.
Na conversa com Eduardo Sombini, o escritor falou sobre a recepção da obra e disse que o segundo volume, cuja publicação está prevista para 2023, vai tratar do mensalão, da Operação Lava Jato e de outros escândalos de corrupção.
Ele defende que Lula saiu muito melhor da prisão, com um espírito mais combativo, e que as articulações políticas em curso, como a negociação para Geraldo Alckmin ser seu vice na próxima eleição, fazem sentido para fortalecer a candidatura e ampliar as chances de derrotar Jair Bolsonaro.
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Segundo investigação da PF, várias pessoas estavam acampando no entorno da reserva com a intenção de invadi-la. Operação Sentinela: agentes cumprem mandados judiciais em Rondônia
PF/Reprodução
Policiais federais cumpriram mandados judiciais nesta quarta-feira (9), através da operação Sentinela, para evitar uma possível invasão na Reserva Biológica do Jaru (RO), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Isso porque nos últimos dias, conforme informações obtidas pela Polícia Federal (PF), várias pessoas estariam acampando nas imediações da reserva florestal com a intenção de invadir a área de preservação.
A PF afirma que havia um “real risco de comprometimento da posse pelo poder público da área e também degradação ao meio ambiente”.
Com base em relatórios de investigação, a 1ª Vara Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Ji-Paraná (RO) autorizou um interdito proibitório, que no termo jurídico significa um mecanismo processual que visa impedir agressões iminentes que afetam a posse da reserva, de responsabilidade do ICMBio.
Nesta quarta-feira, a PF, equipe do ICMBio e a Polícia Militar (PM) estiveram em endereços para intimar todos os envolvidos na ameaça de invasão da reserva.
Os agentes também fizeram uma fiscalização na Reserva Biológica do Jaru.
Área de preservação
A Reserva Biológica do Jaru tem uma área de 346 mil hectares e foi criada em 1961, através de decreto federal.
Reserva Biológica do Jaru (Rebio)
Alex Marcos da Silva/Arquivo pessoal
Ainda segundo o ICMBio, a área da reserva abrange três principais municípios de Rondônia: Ji-Paraná, Machadinho D’Oeste e Vale do Anari.
A Rebio Jaru tem plano de manejo publicado e revisado desde 2010 e conselho consultivo formado e renovado em 2015.
A unidade integra o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) desde 2005 e também desenvolve bastantes pesquisas. São cerca de 2 mil espécies de peixes e 11% de aves já conhecidas ou registradas no local.
Sentinela
O nome da operação, segundo a PF, se refere ao fato de as entidades federais estarem sempre atentas e vigilantes, visando a prevenir invasões de terras da União.

