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Pesca Profissional Artesanal: um tipo de pesca caracterizada principalmente pela mão de obra familiar, com embarcações de pequeno porte, como canoas ou jangadas, ou ainda sem embarcações, como na captura de moluscos perto da costa. Sua área de atuação está nas proximidades da costa, nos rios, reservatórios, lagos/lagoas, estuários e açudes. Lei Federal 11.959 de 29/06/2009.

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Engenheira agrônoma Juliana Pinheiro é pioneira no plantio das pimentas Carolina Reaper, Trinidad Scorpion e Bhut Jolokia no Acre. Carolina
O jornalista e escritor Fernando Morais, que lançou em novembro de 2021 o primeiro volume da biografia do ex-presidente Lula,
Segundo investigação da PF, várias pessoas estavam acampando no entorno da reserva com a intenção de invadi-la. Operação Sentinela: agentes
Ao todo, Rondônia perdeu mais de 4 mil km² de floresta amazônica. Desmatamento do bioma aumentou 15% no triênio 2018
Sistema de monitoramento do Inpe compilou dados até o dia 21 de janeiro de 2022, com 360km² de área com
Às vésperas do centenário da Semana de 1922, que tem motivado uma onda de novos títulos sobre o modernismo, o Ilustríssima
De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira(Coiab), grupo foi identificado na região de Lábrea, no Sul
Documentário se apropria da arte e da linguagem audiovisual para denunciar desmatamentos, invasões de terras, queimadas e perseguições. 'O Território',
Analista da WWF analisou o potencial que a Amazônia tem para gerar energia renovável e como esse tipo de energia
Engenheiro de pesca Léo Veras esteve no Hospital São Lucas e na Praia do Sueste para colher informações sobre o


Engenheira agrônoma Juliana Pinheiro é pioneira no plantio das pimentas Carolina Reaper, Trinidad Scorpion e Bhut Jolokia no Acre. Carolina Reaper é considerada e reconhecida pelo Guinnes como a pimenta mais ardida do mundo. Na foto, a pimenta na coloração amarela
Juliana Pinheiro/Arquivo pessoal
Carolina Reaper, Trinidad Socorpion e Bhut Jolokia. Se você gosta de uma boa pimenta, de sentir um ardor daqueles na boca, essas três variedades com certeza são a sua praia, pois são consideradas as três mais ardidas do mundo, segundo o Guinness, e chamadas de pimentas nucleares, pelo status de maior ardência.
E foi pensando em apimentar o paladar dos acreanos, que a engenheira agrônoma Juliana Pinheiro começou a cultivar as pimentas nucleares e fazer molhos super, super picantes. Ela explica que são consideradas pimentas nucleares aquelas que ultrapassam 1 milhão de unidades Scoville Heat Units (SHU), que é o status de ardência.
Juliana é engenheira há 12 anos e dona de uma empresa de produção de mudas de frutíferas e pimenteiras nucleares. Ela conta que produz as pimentas no Acre há um ano e meio e é pioneira na produção destes tipos de pimentas.
“Conheci a pimenta Carolina Reaper em uma viagem que fiz a São Paulo, onde obtive o contato de fornecedores das sementes originais e resolvi plantar no Acre. Comecei a produzir as plantas em vaso e depois passei a produzir no chão, no município de Acrelândia, onde fica minha estação de experimentos,” explica.
Bhut Jolokia é considerada a terceira pimenta mais ardida do mundo
Juliana Pinheiro/Arquivo pessoal
Ela esclarece que as pimentas se adaptam bem aos solos do Acre, porém, não toleram sol intenso, por isso precisam de um cuidado maior.
“Se adaptam bem ao solo (pH entre 6,0 e 6,5), mas requerem 50% de luminosidade apenas, sendo necessário o uso de telas de sombreamento. Porém, são plantas de ciclo anual, onde reduzem drasticamente a produtividade, necessitando renovação das plantas [novo plantio]”, explica.
Por causa da ardência das pimentas, a agrônoma diz que é preciso manipulá-las de luvas. “É porque elas queimam muito, tem um comparativo, por exemplo, enquanto uma pimenta malagueta tem 150 mil unidades, a nuclear tem acima de mais de 1,5 milhão de unidades de ardência, então, ela queima muito e causa queimaduras na pele se você não tiver cuidado,” adverte.
Produção e venda de mudas e molhos
Ela acredita que as pimentas devem estar disponíveis para venda em dois meses e que por enquanto foca na venda dos molhos que custam R$ 25 cada embalagem de 50 ml.
“Os molhos estão disponíveis para venda, eu produzo em parceria, forneço as pimentas e eles processam o molho. Em relação às pimenteiras, vendemos desde sementes, mudas, e estamos também produzindo os molhos. Hoje tenho 252 em sementeiras, que estarão disponíveis para venda dentro de dois meses,” diz.
Por causa da ardência das pimentas, é preciso usar luvas durante a manipulação delas
Juliana Pinheiro/Arquivo pessoal
Juliana explica que por enquanto produz apenas o molho, pois está em fase de transição de sua estação de experimentos de um município para o outro.
“Minha estação de experimentos fica em Acrelândia, no ramal do Granada, o que acontece, as pimentas nucleares têm um período de produção anual e aí com um ano a gente tem que trocar as mudas para manter o tamanho do fruto, mantendo a produtividade, você tem que estar renovando essas matrizes. Devido à distância, por Acrelândia ser longe de Rio Branco vou desativar a unidade e trocar para uma em Senador Guiomard que á mais próximo da capital”, explica.
Na nova unidade ela vai ampliar as mudas e aumentar a produção. “Em Acrelândia eu tenho oito mudas, então, os molhos estão sendo produzidos destas oito mudas que ainda estão em produção. Nessa nova área que a gente adquiriu e vai ser implantado o novo cultivo de pimentas nucleares com novas mudas”, acrescenta.
Pimentas nucleares
Carolina Reaper – É atualmente considerada a mais forte do mundo. Foi criada por Ed Currie, na cidade de Fort Mill, Carolina do Sul, EUA do cruzamento das pimentas Habanero e Bhut Jolokia, que também estão entre as mais ardidas do mundo. Ela oferece uma média de 1.569.300 Scoville Heat Units (SHU), número confirmado pelo Guinness World Records.
Trinidad socorpion – De acordo com o Guinnes, a classificação de calor da Carolina Reaper superou a ex-recordista Trinidad Scorpion cultivada pela The Chilli Factory, na Austrália, que foi avaliada em 1.463.700 SHU em março de 2011;
Bhut Jolokia – É uma pimenta de origem indiana considerada a terceira pimenta mais forte do mundo, com 1.304.000 SHU.
Cada garrafinha de molho custa R$25 reais
Arquivo pessoal
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O jornalista e escritor Fernando Morais, que lançou em novembro de 2021 o primeiro volume da biografia do ex-presidente Lula, é o convidado do episódio desta semana.

O livro narra os bastidores da prisão do petista em abril de 2018 e os seus 580 dias encarcerado na sede da Polícia Federal em Curitiba e, em seguida, volta à juventude do ex-presidente.

Na conversa com Eduardo Sombini, o escritor falou sobre a recepção da obra e disse que o segundo volume, cuja publicação está prevista para 2023, vai tratar do mensalão, da Operação Lava Jato e de outros escândalos de corrupção.

Ele defende que Lula saiu muito melhor da prisão, com um espírito mais combativo, e que as articulações políticas em curso, como a negociação para Geraldo Alckmin ser seu vice na próxima eleição, fazem sentido para fortalecer a candidatura e ampliar as chances de derrotar Jair Bolsonaro.

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Segundo investigação da PF, várias pessoas estavam acampando no entorno da reserva com a intenção de invadi-la. Operação Sentinela: agentes cumprem mandados judiciais em Rondônia
PF/Reprodução
Policiais federais cumpriram mandados judiciais nesta quarta-feira (9), através da operação Sentinela, para evitar uma possível invasão na Reserva Biológica do Jaru (RO), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Isso porque nos últimos dias, conforme informações obtidas pela Polícia Federal (PF), várias pessoas estariam acampando nas imediações da reserva florestal com a intenção de invadir a área de preservação.
A PF afirma que havia um “real risco de comprometimento da posse pelo poder público da área e também degradação ao meio ambiente”.
Com base em relatórios de investigação, a 1ª Vara Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Ji-Paraná (RO) autorizou um interdito proibitório, que no termo jurídico significa um mecanismo processual que visa impedir agressões iminentes que afetam a posse da reserva, de responsabilidade do ICMBio.
Nesta quarta-feira, a PF, equipe do ICMBio e a Polícia Militar (PM) estiveram em endereços para intimar todos os envolvidos na ameaça de invasão da reserva.
Os agentes também fizeram uma fiscalização na Reserva Biológica do Jaru.
Área de preservação
A Reserva Biológica do Jaru tem uma área de 346 mil hectares e foi criada em 1961, através de decreto federal.
Reserva Biológica do Jaru (Rebio)
Alex Marcos da Silva/Arquivo pessoal
Ainda segundo o ICMBio, a área da reserva abrange três principais municípios de Rondônia: Ji-Paraná, Machadinho D’Oeste e Vale do Anari.
A Rebio Jaru tem plano de manejo publicado e revisado desde 2010 e conselho consultivo formado e renovado em 2015.
A unidade integra o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) desde 2005 e também desenvolve bastantes pesquisas. São cerca de 2 mil espécies de peixes e 11% de aves já conhecidas ou registradas no local.
Sentinela
O nome da operação, segundo a PF, se refere ao fato de as entidades federais estarem sempre atentas e vigilantes, visando a prevenir invasões de terras da União.


Ao todo, Rondônia perdeu mais de 4 mil km² de floresta amazônica. Desmatamento do bioma aumentou 15% no triênio 2018 a 2021. Desmatamento em região perto de Porto Velho (RO)
Arquivo/Ueslei Marcelino/Reuters
Rondônia é o segundo estado da Amazônia Legal que mais sofreu com o desmatamento em unidades de conservação e Território Indígena (TI) nos últimos anos. As informações são do levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), publicado na última semana.
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Segundo o Ipam, as áreas mais afetadas ficam próximas de Porto Velho, São Francisco do Guaporé e Costa Marques. Entre elas, estão em destaque a T.I Karipuna e a Reserva Extrativista Jaci-Paraná.
Ao todo, Rondônia concentra 12% do desmatamento ocorrido nas áreas protegidas da Amazônia entre 2020 e 2021.
4 mil km² de floresta derrubada
O levantamento do Ipam compara os índices de desmatamento na Amazônia nos triênios antes e durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro, eleito em 2018. Foram utilizados dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O documento aponta que no período de agosto de 2018 a julho de 2021, o desmatamento em toda a floresta amazônica aumentou 56,6% em relação aos três anos anteriores. No ranking de desmatamento total, Rondônia ocupa a 4ª posição com mais de 4 mil km² de floresta derrubados.
Segundo o Ipam, as áreas mais desmatadas na Amazônia Legal estão concentradas em uma região conhecida como “Amacro”, localizada nas divisas entre Rondônia, Acre e Amazonas. Os focos aconteceram principalmente em florestas públicas não destinadas e áreas protegidas.
Fazenda em Abunã (RO) na divisa com o estado do Acre.
Rede Amazônica/Reprodução
De acordo com o histórico de desmatamento, Rondônia teve uma média anual de 191 km² de floresta derrubada nos últimos três anos e está entre os estados em que a média foi maior entre o triênio 2019 a 2021 do que entre 2016 a 2018. O aumento total comparado no estado é de 15%.
TI Karipuna e Resex Jaci-Paraná
De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), a TI Karipuna possui mais de 150 mil hectares e é completamente coberta por floresta amazônica. A terra é localizada entre Nova Mamoré (RO) e Porto Velho. Atualmente, 55 pessoas vivem na TI Karipuna, todas da etnia Karipunas de Rondônia.
Relembre: Povo Karipuna entra com ação na Justiça para que Funai, União e Governo de RO protejam terra indígena
T.I Karipuna em Rondônia
ISA
Já a Resex Jaci-Paraná, foi criada há cerca de 25 anos e possui quase 200 mil hectares de extensão. A área da reserva se estende por Buritis (RO), Nova Mamoré e Porto Velho.
Em 2021, uma lei de autoria do governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), reduziu os limites da Resex Jaci-Paraná e do Parque Estadual Guajará-Mirim em aproximadamente 220 mil hectares. Em novembro do mesmo ano, a Justiça de Rondônia declarou a lei inconstitucional.
Segundo dados da ONG WWF Brasil, após a aprovação da lei o desmatamento na Resex cresceu 2700%. Ainda de acordo com os dados, mais da metade da reserva já foi desmatada.
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Sistema de monitoramento do Inpe compilou dados até o dia 21 de janeiro de 2022, com 360km² de área com alertas. Número foi o maior para janeiro desde 2015. Mourão falou com jornalistas na entrada do Palácio do Planalto
Guilherme Mazui/g1
Após o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontar recorde nos alertas de desmatamento na Amazônia para o mês de janeiro, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira (8) que o governo tem “pouca gente” para atuar em uma região tão grande como a floresta.
De acordo com medições do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), ainda sem dados completos do mês passado, os alertas de desmatamento identificaram uma área de 360km², maior número registrado para janeiro desde o começo da série histórica em 2015.
Mourão, que preside no governo federal o Conselho Nacional da Amazônia Legal, reconheceu que o desmatamento em janeiro “foi ruim” e disse que avalia os motivos para a alta nos alertas.
“Estamos avaliando. Para melhorar tem que… A Amazônia é imensa, nós temos pouca gente para operar em campo. O Ministério da Justiça e o Ministério do Meio Ambiente estão operando. houve um avanço aí da turma. Estou avaliando o porquê”, disse Mourão.
Desmatamento na Amazônia cresce quase 57% no governo Bolsonaro, diz Ipam
O presidente Jair Bolsonaro é cobrado desde 2019 por ambientalistas, empresários e líderes estrangeiros em razão do crescimento do desmatamento na Amazônia. O governo tentou no final de 2021, durante Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, COP26, melhorar sua imagem na área ao anunciar a meta de zerar o desmatamento ilegal em 2028. A meta anterior estipulava 2030.
Mourão aponta com frequência a necessidade de recompor o efetivo de órgãos responsáveis pela fiscalização, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Para tentar reforçar o combate aos crimes ambientais na região, por três vezes ao longo do mandato Bolsonaro acionou as Forças Armadas. No entanto, desde o segundo semestre de 2021 os militares dão apenas apoio logístico aos órgãos de fiscalização vinculados aos ministérios da Justiça e do Meio Ambiente.
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Às vésperas do centenário da Semana de 1922, que tem motivado uma onda de novos títulos sobre o modernismo, o Ilustríssima Conversa recebe o professor titular da USP Sergio Miceli, que acaba de publicar “Lira Mensageira“. 

O livro se debruça sobre a primeira geração de modernistas mineiros, cujo expoente literário foi Carlos Drummond de Andrade.

Na conversa com Eduardo Sombini, o autor fez um balanço do que pensa sobre as críticas ao “paulistocentrismo” da Semana de Arte Moderna, uma suposta exaltação desmedida da importância do festival na cultura nacional.

Para Miceli, o modernismo floresceu em São Paulo em razão de condições que só existiam na cidade, como um mercado cultural mais desenvolvido e um mecenato mais robusto da elite.

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De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira(Coiab), grupo foi identificado na região de Lábrea, no Sul do Amazonas, há cerca de 5 meses. Funai diz que tem analisado relatos sobre a possível existência do grupo na região. Área de desmatamento no município de Lábrea , onde novo grupo foi identificado.
Greenpeace / Marizilda Cruppe
Um novo grupo de indígenas isolados foi identificado na região de Lábrea, no Sul do Amazonas. A informação foi divulgada pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), que criticou também a inércia da Fundação Nacional do Índio (Funai) em relação à proteção do grupo. Com a descoberta, o grupo será o 115º povo isolado a ser identificado no Brasil.
De acordo com a Coiab, o grupo foi descoberto há cerca de 5 meses, em setembro. Questões como a falta de proteção na área habitada por eles, avanço de síndromes gripais entre povos indígenas na região e falta de políticas públicas geram preocupação à organização.

Arte g1
O gerente de Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato da Coiab, Luciano Pohl, explicou sobre o trabalho das equipes que realizam o monitoramento diretamente com indígenas.
“A Funai não repassa essas informações. A Coiab tem sua estrutura e sua base de ação, que faz esse mapeamento. Essa informação chegou para a gente através dessa rede de informações que montamos com povos indígenas, com trabalho de base”, informou.
Segundo Luciano, até a identificação do grupo vir à tona, há 5 meses, acreditava-se que eles pertenciam aos Himerimã, outro grupo já mapeado pela Funai que vive na área, e visitavam o território esporadicamente.
“Essa nova descoberta é um fato a ser comemorado, pois é um novo grupo, uma nova visão de mundo, uma nova vertente. Mas o fato da Funai estar escondendo essa informação preocupa, nesse contexto político que a gente vive, a baixa vacinação como um todo, o desmonte das politicas públicas”, explicou.
Procurada pelo g1, a Funai informou, por meio de nota, que tem analisado os relatos sobre a possível existência do grupo de indígenas isolados na área, mas só pode esclarecer questões voltadas à ocupação da área com a continuidade dos estudos e das ações de monitoramento.
Além da Funai, o g1 também questionou a Fundação Estadual do Índio (FEI), sobre as ações feitas em relação ao assunto, mas o órgão informou que não está acompanhando a situação.
Em resposta ao g1, a Funai disse também que tem promovido articulação para produzir um plano de convivência que inclua os ribeirinhos da Reserva Extrativista (RESEX), com a proposta de minimizar as tensões na região até que as equipes técnicas do órgão concluam os levantamentos necessários.
O órgão disse também que “jamais se esquivou de apoiar as Frentes de Proteção Etnoambientais” e que realiza ações de vigilância e fiscalização por meio de 29 Bases de Proteção Etnoambiental (Bape).
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Documentário se apropria da arte e da linguagem audiovisual para denunciar desmatamentos, invasões de terras, queimadas e perseguições. ‘O Território’, filme sobre luta do povo indígena Uru-Eu-Wau-Wau
Reprodução/O Território
“O Território”, um documentário produzido com ajuda de indígenas Uru-Eu-Wau-Wau que mostra a História desse povo pela defesa de suas terras, venceu duas categorias no Festival Sundance de Cinema, são elas: Prêmio do Público e Prêmio Especial do Júri para Arte Documental.
O festival que é conhecido por exibir o melhor do cinema independente aconteceu entre os dias 20 e 30 de janeiro, nos Estados Unidos. Em 2022, por causa da propagação da variante ômicron, todas as estreias foram realizadas de forma virtual.
O documentário foi primordialmente filmado em Rondônia, com participação de cineastas locais. Quem ajuda a traçar a linha narrativa é Bitaté, um jovem Uru-Eu-Wau-Wau e a indigenista Ivaneide Bandeira, conhecida como Neidinha. A partir deles, “O Território” se apropria da arte e da linguagem audiovisual para denunciar desmatamentos, invasões de terras, queimadas e perseguições.
Bitaté, liderança indígena Uru-Eu-Wau-Wau
Reprodução/O Território
Bitaté também é fotógrafo, comunicador e foi uma das lideranças indígenas de Rondônia que esteve na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, na Escócia. Em entrevista ao g1 ele comentou que é um grande orgulho fazer parte desse trabalho, mas também um enorme desafio.
“É muito importante também mostrar como os indígenas estão ligados à arte, nas suas várias formas, como cinema, fotografia, música, nossas pinturas e mais”, lembrou.
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Ivaneide Bandeira, conhecida como Neidinha
Reprodução/O Território
Já a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, onde Neidinha atua, pontuou que chegar ao festival é relevante para colocar em evidência para todo o planeta a luta diária dos povos indígenas da Amazônia.
“Feito com sentido de urgência, o documentário é um testemunho em tempo real do avanço sobre terras indígenas já homologadas, estimulado pelas declarações e pela omissão do presidente Jair Bolsonaro, opositor das demarcações e aliado incondicional do agronegócio”, descreve a associação.
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Terra indígena Uru-Eu-Wau-Wau
O território Uru-Eu-Wau-Wau passa por pelo menos 12 dos 52 municípios de Rondônia. Ele abriga nove povos indígenas, incluindo povos isolados. Entre as principais ameaças apontadas estão: desmatamento, queimadas e ações de grileiros, segundo o Instituto Socioambiental (ISA).
Também há registros de ameaças às lideranças indígenas. Em 2019, por exemplo, Awapu e Juwi Uru-Eu-Wau-Wau denunciaram à Polícia Federal (PF), em Porto Velho, que foram ameaçados de morte por madeireiros.
Segundo as vítimas, homens os procuraram pela aldeia, mas não os encontraram, pois o casal estava na capital participando de um treinamento de pilotagem de drones. O curso fez parte de um projeto da ONG World Wide Fund for Nature (WWF) para ajudar na proteção de terras indígenas em Rondônia.
Líder indígena do Uru-Eu-Wau-Wau denuncia ameaças de morte por madeireiros
No ano seguinte Ari Uru-Eu-Wau-Wau foi encontrado morto em um distrito de Jaru (RO). Ele trabalhava registrando e denunciando extrações ilegais de madeira dentro da aldeia, pois fazia parte do grupo de vigilância do povo indígena.
Ele foi morto durante a noite de 17 de abril de 2020 e o corpo foi encontrado na manhã seguinte, com sinais de lesão contundente na região do pescoço, que ocasionou uma hemorragia aguda.
Outdoors foram espalhados em Rondônia com a pergunta: “Quem matou Ari Uru-Eu-Wau-Wau?”
Kanindé/Reprodução/Redes Sociais
Conforme um relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), publicado em 2021, em Rondônia, há anos a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau sofre com invasões, desmatamento, grilagem e queimadas. As ameaças, segundo apontado pelo relatório, acabam deixando o povo sem liberdade e segurança mesmo no seu próprio território.
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Analista da WWF analisou o potencial que a Amazônia tem para gerar energia renovável e como esse tipo de energia poderia melhorar a vida de quem mora em regiões de difícil acesso. Analista do WWF-Brasil fala sobre potencial da energia limpa no Acre
Energia limpa na Amazônia e todo o potencial na região amazônica. Esse é um dos desafios das cidades: levar energia para os locais de difícil acesso para que todos tenham acesso à energia de qualidade e a um custo justo.
Em entrevista ao Jornal do Acre 1ª edição, a analista da WWF Brasil Alessandra Mathys avaliou o potencial que a Amazônia tem para gerar energia renovável e explicou como esse tipo de energia pode ser tão importante para melhorar a vida de quem mora em regiões de difícil acesso, como muitas comunidades isoladas da Amazônia. Mas, para ela, é preciso políticas públicas e investimento.
A plataforma Amazônia Que Eu Quero vai realizar, na primeira semana de fevereiro, o segundo fórum da plataforma com a temática Energias Limpas. O evento vai ocorrer no dia 8 de fevereiro, a partir da 19h30 (horário local), com transmissão simultânea no Youtube e também no canal de TV Amazon Sat. Esse é o segundo evento de uma série de cinco fóruns previstos em 2022 da Plataforma Caminhos da Democracia.
A analista diz que outra dificuldade na Amazônia são os problemas com logística.
“É preciso aproveitar o potencial renovável local e apostar na geração que é distribuída na Amazônia. O que é a geração distribuída? É gerar eletricidade perto do ponto de consumo, então, no caso da solar, pode ser nas telhas das casas, de postos de saúde, prefeituras, escolas, comércio, enfim”, explicou.
‘Energia da mandioca, couro de peixe e ouriço de castanha’
Mas, ela afirma que realmente a logística pode acabar sendo uma problemática para que essa energia chegue até essas comunidades. Ela diz que tudo pode partir de investimentos.
“É o complicador de não gerar energia, por exemplo, da mandioca que toda a Amazônia produz, que pode gerar etanol tanto para carro quanto para a eletricidade, gerar biogás dos restos de alimentos ou do couro de peixe ou em uma térmica. A gente pode queimar uns ouriços de castanha ao invés de diesel, então, essas são soluções que fecham localmente o ciclo da economia local e que não geram resíduos e poderiam demandar mão de obra local e incentivar ainda mais localmente as fontes. Então, é preciso acreditar e depois investir”, acrescenta.
A especialista afirma que já existem alguns projetos pilotos sobre energias renováveis na Amazônia que estudam a viabilidade de o projeto seguir em frente. “Agora é preciso dar os passos necessários, se não a Amazônia vai ser eternamente dependente do petróleo e a necessidade de transporte.”
Especialista da WWF fala sobre alternativas para a chegada da energia limpa nas comunidade isoladas da Amazônia
Divulgação/Petrobras
O Acre e a energia limpa
Sobre o Acre, Alessandra explica como é que seria possível chegar às comunidades mais afastadas.
“O Acre hoje tem uma potência instalada de quase 169 megawatts e 99% disso é de térmica, dessas térmicas 137 megawatts são fósseis, ou seja, mais de 25 empreendimentos a diesel. O óleo combustível só tem dois empreendimentos de biomassa, pouco mais de 30 megawatts e solar menos ainda, então, usina de 770 quilowatts e aí vários pequenos sistemas nas cidades, alguns de campo, que somam, no máximo, 15 megawatts. Isso deixa o estado do Acre na antepenúltima colocação na geração solar distribuída no país, há muitos desafios, mas o potencial da Amazônia é muito grande.”
Ela fala que a energia renovável e sustentável é a saída para que se possa chegar com energia elétrica até as comunidades isoladas. A forma de chegar com uma rede de distribuição tradicional como na cidade já aconteceu, segundo ela, e que não tem como cruzar rios e florestas para levar uma energia por fio, existem limitações.
“Do ponto de vista socioambiental e econômico, a energia renovável e de geração distribuída hoje as comunidades isoladas são reféns do combustível para manter mais ou menos três horas noturnas na cidade ou meia hora para uma bomba de água. Em alguns lugares o litro do combustível passa de R$ 10 nos postos fluviais que tem nas comunidades dentro dos rios,” explica.
A especialista da WWF Brasil diz que a Amazônia tem várias fontes de energia renovável que podem ser aproveitadas, seja a solar, a biomassa, como a caroço de açaí, por exemplo.
“A energia solar cresceu muito no mundo, mas, na Amazônia, ela carece de cadeias produtivas. Hoje há programas para levar eletricidade aos isolados e remotos como programas do governo federal, seja pelo Luz Para Todos, seja pelo Luz para a Amazônia, mas eles não dão conta de forma ágil para a necessidade das populações. A energia é um direito de todos e uma obrigação do estado e é uma pena que em pleno século 21 as comunidades isoladas da Amazônia ainda usem a energia dos séculos passados, tipo a lenha, querosene, diesel, é muito atraso e não precisa ser assim,” avalia.
Instalação de placas solares seriam alternativas para a chegada da energia limpa ns comunidades, diz especialista da WWF
Pixabay
Investimento
Alessandra fala que para que todo tipo de projeto piloto em comunidades seja colocado em prática é necessário investimento, políticas locais regionais, apoio das prefeituras e governos.
“Hoje a energia solar renovável, por exemplo, ela já é mais acessível economicamente. Se você comparar o preço que se paga por algumas horas por dia da energia com gasolina e ter o seu próprio sistema solar ele se paga em menos de três anos. Não se paga tão rápido, mas sabendo que são sistemas que duram mais de 10 anos e os painéis, as placas duram muito mais, eles geram energia por 25 anos.”
Outro problema para que esse tipo de energia limpa possa chegar até as comunidades é a manutenção.
“Mas, para isso funcionar, não basta instalar um monte de placas solares pela Amazônia e nas comunidades remotas se isso não vir acompanhado por um programa. Tem que ter troca de baterias, capacitação local para ter em cada cidade técnicos habilitados para manutenção, além de ter a oferta de equipamentos também próxima. Se isso não for organizado, o barato sai caro”, acrescenta.
Para ela, a energia renovável na Amazônia só vai ser possível se essa rede funcionar. “Só vale a pena se esse tripé funcionar, a capacidade técnica e o financiamento precisam andar juntos, é claro, isso tudo ancorado em políticas públicas não só do governo federal, mas dos governos estaduais e municipais.”
Educação, emprego e saúde
Além de todo o conforto que as comunidades terão se a energia limpa chegar até as comunidades, Alessandra ressalta que tem o mais importante que é o acesso à informação, educação, saúde e geração de emprego e renda.
“Tem uma questão de saúde, quando a pessoa tem a eletricidade 24 horas em casa ela tem acesso a uma água de melhor qualidade, tem refrigeração e, com essa refrigeração, elas podem tanto guardar como estocar alimentos. Isso facilita o trabalho dos monitores de saúde dos locais mais isolados, você pode ter telemedicina, por exemplo, que hoje as cidades com a pandemia fizeram tanto uso, mas foi um dificultador nas comunidades remotas.”
Com a energia nas comunidades seria mais fácil as pessoas terem acesso ao estudo sem precisar se deslocar para outras cidades, ela diz.
“Sobre a educação, tem lugares que têm energia 24 horas e que foram abertas turmas de jovens e adultos em comunidades isoladas, são pessoas que não querem mais sair das suas comunidades, porque agora elas podem trabalhar e estudar à noite, porque agora elas têm acesso não só à eletricidade no local da sua aula como também podem acessar televisão, vídeo e materiais didáticos fornecidos por governos e secretarias de educação,” finaliza.
Reveja os jornais do Acre


Engenheiro de pesca Léo Veras esteve no Hospital São Lucas e na Praia do Sueste para colher informações sobre o ataque que ocorreu nesta sexta (28). Léo Veras avaliou o ataque de tubarão
Ana Clara Marinho/TV Globo
O engenheiro de pesca Léo Veras, pesquisador de tubarões há mais de 30 anos em Fernando de Noronha, esteve no Hospital São Lucas para colher informações do estado de saúde da menina de 8 anos que foi atacada por um tubarão nesta sexta-feira (28). O estudioso acredita que a ação foi de um animal da espécie tigre.
O pesquisador também esteve na Praia do Sueste e avaliou a ocorrência. “O que consegui colecionar de informações é suficiente para dizer que a garota foi atacada por um tubarão tigre. A gente tem mais de 90% nesta indicação, por causa do comportamento e do tipo de corte provocado na vítima”, declarou.
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Veras confirmou que se trata de um ataque e não incidente, como outras ocorrências registradas na ilha.
“Foi um ataque. A vítima não fez nada que estimulasse o animal a ter esse tipo de comportamento. Foi iniciativa do tubarão de morder a pessoa”, avaliou o pesquisador.
Léo Veras disse, ainda, que esse é um ataque considerado grave. “Houve uma amputação de um membro e risco de vida. É uma situação bem grave. Esse comportamento do tubarão tigre que se repete com as tartarugas. O tigre morte e amputa a nadadeira das tartarugas”, falou o estudioso.
Por meio de nota, o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) disse que “está monitorando as informações sobre o incidente ocorrido em Fernando de Noronha, nesta sexta”.
O comitê também informou que vai se reunir nos próximos dias para avaliar o caso. “Apenas após a análise de documentos será possível identificar a espécie do tubarão”. informou.
Após o ataque desta sexta-feira o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) interditou a Praia do Sueste para avaliar a situação. Não há data para reabertura da praia, que faz parte do Parque Nacional Marinho.
A menina que sofreu o ataque em Noronha foi atendida no Hospital São Lucas e transferida em um avião de salvamento para o Recife. A garota está em um hospital particular.
Outros casos
Em dezembro de 2015 o turista paranaense Márcio de Castro Palma, de 32 anos, foi atacado por um tubarão, também na Praia do Sueste. O visitante deve a mão e parte do braço direito amputados.
Na época, Léo Veras e outros especialista indicaram que um tubarão da espécie tigre teria sido responsável pelo ataque.
Também na nota, o comitê disse que identificou seis incidentes com tubarões na ilha, nenhum com morte.
Das seis vítimas, todas eram adultas, sendo dois banhistas e quatro surfistas. Todos os casos aconteceram entre dezembro e março, segundo o Cemit.
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