
Demissão do oceanógrafo José Martins da Silva Júnior foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (2). José Martins foi demitido do ICMBio
Ana Clara Marinho/TV Globo
José Martins foi demitido do ICMBio
Ana Clara Marinho/TV Globo
A demissão do oceanógrafo José Martins da Silva Júnior, do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), em Fernando de Noronha, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta (2). O agora ex-servidor negou uma transferência para a unidade de conservação Floresta Nacional de Negreiros, em Serrita, no Sertão de Pernambuco . “Eu me sinto perseguido”, disse.
Os problemas entre o governo federal e o oceanógrafo começaram em 2019. A determinação de transferência para o Sertão pernambucano ocorreu após o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles visitar a ilha em julho daquele ano.
Na época, o o instituto justificou a transferência, alegando “desproporcionalidade no número de servidores nas unidades de conservação”.
José Martins é considerado um crítico do aumento da visitação em Noronha. Ele disse que o aumento, “antes sazonal, passou a ocorrer em todos os meses do ano”.
O servidor conseguiu na Justiça uma liminar que deu a ele o direito a permanecer em Noronha. A presidência do ICMBio recorreu da decisão e também deu início a uma investigação interna sobre o servidor.
““A minha demissão é uma continuação do processo que se iniciou com a minha remoção para a catinga. São as mesmas pessoas e o mesmo grupo”, declarou José Martins, em entrevista ao g1.
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Portaria com demissão de José Martins
Reprodução/Ana Clara Marinho
José Martins chegou a ser afastado por dois meses das atividades no início do processo, mas retornou ao trabalho até a conclusão da investigação.
Ele exercia a função de analista ambiental do ICMBio. O oceanógrafo é criador do Projeto Golfinho Rotador. Mora em Fernando de Noronha desde 1990 e passou a trabalhar no instituto em 2007, após ser aprovado em concurso.
O g1 procurou a chefe do ICMBio em Noronha, Carla Guaitanele, para saber motivos da demissão do servidor, mas a gestora informou que “não tem detalhes do processo” e que “o caso é de responsabilidade da direção do órgão, em Brasília”.
Também entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do ICMBio e solicitou informações do processo, mas, até a última atualização desta matéria, não obteve resposta.
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O geólogo Fábio Reis coordenou estudo encomendado pelo ICMBio para avaliar os riscos das áreas do Parque Nacional Marinho. Segurança na área do Sancho foi avaliada em estudo encomendado pelo ICMBio
Ana Clara Marinho/TV Globo
Uma análise de segurança feita na escadaria e na trilha da Praia do Sancho e da Baía dos Porcos, em Fernando de Noronha, indicou que existe um “risco alto” de desmoronamento. É o que apontou o geólogo Fábio Reis, que também é engenheiro civil e trabalhou na análise da área de Furnas, em Capitólio (MG), onde o desabamento de pedras em um cânion deixou dez mortos.
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O estudo feito pela equipe coordenada por Fábio Reis foi encomendado pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), que é responsável pela área onde estão localizadas as duas praias.
“O risco de desmoronamento no Sancho e na Baía dos Porcos é alto. São rochas soltas no paredão e na base da encosta”, afirmou o geólogo.
Os especialistas indicaram ações preventivas nas praias, que fazem parte do Parque Nacional Marinho. Entre as medidas indicadas, está a proibição do acesso em pontos de risco.
“As rochas são angulosas porque vieram de cima, se desprenderam de algum lugar, de um paredão. Se existem rochas angulosas a indicação é não ficar nesses locais”, alertou Reis.
Baía dos Porcos também foi avaliada
Ana Clara Marinho/TV Globo
A escadaria do Sancho está fechada para execução dos trabalhos preventivos desde o dia 24 de maio. A reabertura da praia acontece na quarta-feira (1º).
“Demos início à limpeza da escada, vamos fazer um plano de subida e descida, com as pessoas mais distantes uma das outras. É preciso manutenção anual no Sancho e as outras áreas onde existem rochas”, afirmou Fábio Reis.
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De acordo com a chefe do ICMBio, Carla Guaitanele, estão previstas mudanças na visitação das praias. “Certamente teremos alterações, restrições de algumas áreas. É possível que a gente tenha que fazer mudança. O objetivo é ter mais segurança para os visitantes”, declarou.
ICMBio deu início às ações de manutenção indicadas pelos especialistas
Clarissa Paiva/ICMBio
Eleita cinco vezes a melhor do mundo, a Praia do Sancho tem falésias que estavam sem análise geológica há 12 anos. Os paredões têm cerca de 60 metros de altura e aproximadamente 855 metros de comprimento.
No início do ano, em entrevista ao g1, a geóloga Ingrid Ferreira Lima, da Universidade de Tóquio, alertou para os riscos de acidente no Sancho e ressaltou que esse tipo de estudo deveria ser feito anualmente.
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Quadro Amazônia Bonita é um projeto da Rede Amazônica onde são contadas histórias de pessoas que fazem a diferença na vida de quem mora na região Amazônica. Thiely e Carlos Henrique dão aulas gratuitas para mulheres no Conjunto Habitacional Cidade do Povo
Reprodução/Rede Amazônica Acre
Será que existe idade para recomeçar? Pois é, o casal Thiely Mariano Sá e Carlos Henrique acho que não, que todo dia é dia de aprender, de se reinventar, e foi pensando nisso, em ajudar o próximo, que eles resolveram criar um projeto social que ensina mulheres que moram no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, uma das comunidades carentes de Rio Banco, a ler e escrever.
O quadro Amazônia Bonita é um projeto da Rede Amazônica onde vão ser contadas, todos os sábados, histórias de pessoas que fazem a diferença na vida de quem mora na região Amazônica.
Antes de ler um livro, primeiro a pessoa conhece o título, as primeiras palavras que apontam um pouco da história, o apresentado aqui é o Cortiço, um clássico da literatura brasileira. Mas, o título da história contada nesta reportagem ainda está sendo escrito. Só que ela começa com o sonho de pessoas que queriam aprender e a coragem de um casal disposto a ensinar.
Thiely e Carlos Henrique são de uma ONG missionária e desenvolvem um projeto social na Cidade do Povo que atende mulheres que querem aprender a ler e a escrever.
“A gente tem um projeto social que funciona aos domingos e toda vez que a gente falava sobre ler a bíblia, sobre ler alguma coisa, sempre algumas delas levantavam a mão e diziam: ‘e quem não sabe ler?’ E elas começaram a ficar bem constrangidas e a gente até parou de falar sobre ler”, lembra Thiely.
Mulheres do Conjunto Habitacional Cidade do Povo são alfabetizadas por casal missionário
Reprodução/Rede Amazônica Acre
A Thiely não desistiu de pensar em uma forma de ajudar essas mulheres e, a partir daí, criou um projeto junto com o marido que alfabetiza adultos.
“Tem um amigo nosso parceiro que tem o Instituto Ibraema, que é em Recife, e esse Ibraema trabalha com educação de adultos. Nós fomos capacitados no final do ano e eles fornecem todos os livros”, diz a missionária.
O projeto funciona há três meses em um prédio cedido pela comunidade. E com poucos materiais, todas às terças-feiras, durante duas horas, o casal ensina mulheres que nunca é tarde para escrever um novo capítulo.
E o que os professores aprendem? Carlos Sá diz que é gratificante poder ajudar o próximo. “A gente aprende quanto é especial cada indivíduo, cada um na sua essência.”
Amazônia Bonita: casal de missionários alflbetiza mulheres na Cidade do Povo
Mais do que livros e cadernos: esperança
Thiely e o marido oferecem muito mais do que livros e cadernos. Eles oferecem esperança para essas mulheres, uma oportunidade que elas precisam para voltar a sonhar. E são muitos os sonhos guardados.
A dona Antônia tem 67 anos e não sabe ler, ela morou na zona rural até os 40 anos e quando se mudou para a zona urbana até chegou a ir à escola, mas desistiu. No projeto, ela já consegue reconhecer as letras.
“Eu já reconheço essas letras todas, só não sei ainda juntar para soletrar, a minha dificuldade é essa”, fala.
E os novos professores ganharam um lugar especial na vida da dona Antônia. “Eu tenho eles igual a um pai e uma mãe.”
Adriana Cavalcante tem 26 anos e sonha aprender a ler e escrever para poder fazer uma faculdade
Reprodução/Rede Amazônica Acre
A dona de casa Adriana Cavalcante da Silva tem 26 anos e também morou na zona rural. Ela chegou a frequentar a escola, mas não terminou os estudos. Para ela, a leitura é a principal dificuldade. Ela também está aprendendo a ler e escrever o próprio nome, letrinha por letrinha.
“Eu ia formando [palavras] devagarzinho, porque, tipo assim, era pouquinha coisa. É muito ruim a gente não saber direito, eu vi uma porta aberta e aproveitei para aprender mais”, afirma.
Por enquanto, o sonho de Adriana é aprender a ler e escrever, porém, ela já tem outros no papel.
“Queria aprender para fazer uma faculdade mais para frente, para eu poder abrir o próprio negócio, como eu já fiz de bolo e pão. Queria fazer e aprender para quando surgir mais oportunidade eu aproveitar.”
Raimunda Silva quer aprender a ler e escrever para ajudar os filhos nas tarefas da escola
Reprodução/Rede Amazônica Acre
A trajetória da dona de casa Raimunda da Silva de Souza, de 47 anos, é parecida com a da dona Antônia e a de Adriana. Ela morou na zona rural, onde era mais difícil ir à escola. Dona Raimunda conta que sabe ler um pouco, mas que a escrita é um obstáculo. “Não sei escrever, não sei fazer meu nome direito, não sei.”
Raimunda tem 11 filhos e todos estão na escola. Ela fala que quando eles pedem ajuda nas tarefas, roga por sabedoria.
“Quando vem um filho e pede, ‘mãe, me ensina essa tarefa’? Aí eu digo, ô meu Deus, me dê sabedoria para eu ensinar meus filhos, para que eu possa ensinar, eu não sei! Aí ele diz, ‘tá bom, mãe’! Aí as outras [irmãs] vão e ensinam e fica tudo bem. Mas eu digo que vou aprender um dia e vou ensinar vocês”, garante.
A recompensa para o casal de professores que leva conhecimento para essas mulheres é bem simples.
“O amor, cara, o amor, a gente está se reunindo como pode, a gente não espera ter para fazer, a gente faz com o que tem, cadeiras emprestadas, quadro em cima da cadeira, um pincel que a gente vai na papelaria e traz e começa ali, a dar esperança para as pessoas.”
A história do livro que começou a ser escrito pela Thiely, Carlos Henrique, dona Antônia, Adriana, dona Raimunda e essas outras mulheres pode não ter título ainda, mas pode virar uma pergunta. Será que existe idade para recomeçar?
Casal diz que ajuda as mulheres apenas por amor ao próximo e que não existe recompensa melhor do que essa
Reprodução/Rede Amazônica Acre
Reveja os telejornais do Acre
O historiador James Green diz que escrever “Além do Carnaval” foi uma decisão política. O livro apresenta um amplo relato da história da homossexualidade no Brasil e, em sua concepção, tem sido uma ferramenta para ampliar as lutas por direitos das pessoas LGBTQIA+ e impulsionar trabalhos acadêmicos sobre o tema.
Publicado em 1999, “Além do Carnaval” se tornou uma das obras mais influentes sobre a homossexualidade no país e, neste mês, ganha uma terceira edição, revista e ampliada, com um novo capítulo.
Green falou sobre alguns dos traços mais importantes da história da homossexualidade no último século e explicou por que considera que as lutas identitárias devem estar à frente de qualquer projeto preocupado com a justiça social.
- Produção e apresentação: Eduardo Sombini
- Edição de som: Raphael Concli
Para se aprofundar
James Green indica
- “Contra a Moral e os Bons Costumes“, de Renan Quinalha
- A futura adaptação cinematográfica de “Revolucionário e Gay: a Extraordinária Vida de Herbert Daniel“
Eduardo Sombini indica
- Ilustríssima Conversa com Renan Quinalha
- “Direitos em Disputa: LGBTI+, Poder e Diferença no Brasil Contemporâneo“, coletânea organizada por Regina Facchini e Isadora França, convidadas do Ilustríssima Conversa
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Segundo governo, foco é exportar créditos a países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir compromissos de neutralidade de carbono. O governo federal publicou nesta quinta-feira (19), em edição extraordinária do “Diário Oficial da União” (DOU), um decreto para regulamentar o mercado de crédito de carbono no país.
O mercado de crédito de carbono é um sistema de compensações de emissão de carbono ou outros gases de efeito estufa (GEE). Os créditos são gerados pelas empresas que diminuem suas emissões e podem vender esses ativos para empresas e países que não atingiram suas metas de redução destes.
Entenda o que é o mercado de carbono
Segundo o governo, o foco da regulamentação será a exportação de créditos, especialmente a países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir com compromissos de neutralidade de carbono.
Entenda o que é o mercado de carbono
As regras também instituem o crédito de metano, unidades de estoque de carbono, e o sistema de registro nacional de emissões e reduções de emissões e de transações de créditos.
Também será possível registrar a pegada carbono dos produtos, processos e atividades – que é a quantidade total de emissões de gases de efeito estufa que são emitidos de maneira direta ou indireta por produtos ou serviços ao longo do seu ciclo de vida.
Com o decreto, também poderão ser comercializados os créditos de carbono de vegetação nativa – que pode ser gerado em 280 milhões de hectares em propriedades rurais, o carbono do solo – fixado durante o processo produtivo, e o carbono azul – presente em áreas marinhas e fluviais.
A publicação do decreto foi anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, na quarta-feira (18) durante congresso sobre o mercado de carbono.
O decreto estabelece também os procedimentos para a elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas e institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Sinare).
Os Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas deverão estabelecer metas gradativas de redução de emissões e remoções por sumidouros de gases de efeito estufa.
Os planos serão propostos pelos ministérios do Meio Ambiente, da Economia ou por outras pastas setoriais relacionadas.
Já o Sinare será uma central única de registro de emissões, remoções, reduções e compensações de gases de efeito estufa e de atos de comércio, de transferências, de transações e de aposentadoria de créditos certificados de redução de emissões.
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Foto foi produzida pelo biólogo Rihel Venuto e repassada para estudo do Projeto Aves de Noronha, que desenvolve pesquisa na ilha desde 2016. O registro do sebito alimentando três filhotes é considerado raro
Rihel Venuto/Projeto Flora
Pesquisadores festejaram, nesta quinta (19), o registro de uma ave nativa, o sebito, alimentando três filhotes, em Fernando de Noronha. “É um evento muito raro. Estamos muito felizes por esse achado”, disse o biólogo Heideger Nascimento, pesquisador do projeto Aves de Noronha.
A foto foi produzida pelo biólogo Rihel Venuto, voluntário do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio). O registro foi feito, inicialmente, para a pesquisa de preservação da flora e encaminhada para estudo dos pássaros.
A coordenadora do Projeto Aves de Noronha, Cecília Licarião, festejou o registro. “A raridade do registro está no fato de serem três filhotes. O normal é identificar dois filhotes. Eu trabalho na ilha desde 2016 e nunca tinha visto. Na maior plataforma de ciência cidadã também não há registro como esse”, disse Cecília.
O sebito tem nome científico Vireo gracilirostris. É uma espécie endêmica. Ou seja, só é encontrada em Noronha. O pássaro fez o ninho uma árvore nativa, o feijão bravo.
“Esse fato nos desperta para avaliar se existem plantas que favorecem melhores ninhos, que possibilitem uma quantidade maior de filhotes. Isso nos impressionou. Estamos muitos felizes e vamos acompanhar”, declarou Heideger Nascimento.
O normal é a ave alimentar dois filhotes
Heideger Nascimento/Projeto Aves de Noronha
A estudiosa Cecília Licarião também exaltou a importância da flora. “Existe uma associação. A flora nativa é importante para as aves da ilha. É muito bom constatar o ambiente equilibrado. Seria ruim ver os sebitos utilizarem espécies exóticas, como linhaça, para fazer ninhos “, avaliou a coordenadora.
Existe uma parceria entre os pesquisadores. A foto rara foi feita pelo pesquisador do Projeto Flora de Noronha. Os estudiosos trocam informações e registros que ajudem na preservação do meio ambiente.
“É uma parceria que tem dado certo, nós trabalhamos pela preservação do bioma”, afirmou Heideger Nascimento.
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Comissão de Agricultura debate normas para concessão de licença para pesca Portal da Câmara dos Deputados
Desmatamento da floresta no mês passado foi o maior para meses de abril em 15 anos. Reunião do conselho teve a presença de governadores dos estados da Amazônia Legal. O Conselho Nacional da Amazônia Legal teve o primeiro encontro de 2022 nesta quarta-feira (11). Mesmo após mais de duas horas de reunião, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que também preside o colegiado, não apresentou novas ações do governo federal para desacelerar o ritmo do desmatamento na floresta.
Mourão conversou com jornalistas depois da reunião e citou apenas medidas que já estão sendo adotadas para combater o desmatamento ilegal na região, como a Operação Guardiões do Bioma – de responsabilidade dos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça.
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“Os diferentes ministérios apresentaram toda a gama de atividades que estão realizando principalmente na questão do desenvolvimento da Amazônia. Assim como o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Justiça expôs seu planejamento quanto ao combate aos ilícitos ambientais que ocorrem na Amazônia e que estão sob o guarda-chuva da Operação Guardiões do Bioma”, apontou o vice-presidente.
Mourão também destacou a ação da Polícia Federal na repressão dos crimes no bioma e citou que, até o momento, foram realizadas 66 operações.
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Desmatamento em abril
Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados nesta quarta-feira (11), mostram uma perda de 1.197 km² de vegetação na Amazônia em abril, 54% a mais do que o registrado no mesmo mês de 2021. Esse foi o pior abril dos últimos 15 anos, desde que o instituto iniciou o monitoramento por satélites, em 2008.
Esses números confirmam as informações apresentadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais há cinco dias. Segundo aferição do sistema Deter, os alertas de desmatamento na Amazônia passaram de 1 mil km² em abril e bateram recorde para o período.
Desta vez, a reunião contou com a presença dos governadores da Amazônia Legal. Até então, por conta de decretos editados pela Presidência da República, em 2020, os gestores tinham sido excluídos do conselho. No entanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal em abril determinou a retomada da participação dos governadores no colegiado.
Os cinco estados com maior área sob alertas de desmatamento em abril foram:
Amazonas – 346.89 km²
Pará – 241.92 km²
Mato Grosso – 286.68 km²
Rondônia – 107.86 km²
Garimpo em terras yanomamis
Questionado sobre as ameaças que os indígenas yanomamis e ONGs ambientais vêm enfrentando nos últimos meses, Mourão respondeu que os números de garimpeiros na região são “fantasiosos”:
“Existem alguns dados que, muitas vezes, são fantasiados, como aquela história de que tem 20 garimpeiros lá dentro, não é? A nossa avaliação é que temos na faixa de 3 mil, que já é extremamente fora daquilo que se destina à terra indígena.”
A Terra Yanomami é a maior reserva indígena do país em extensão territorial e há décadas é alvo de exploradores ilegais que buscam ouro, cassiterita e outros minérios.
A Hutukara Associação Yanomami (HAY) estima que, atualmente, há 20 mil garimpeiros explorando ilegalmente a região.
Segundo o relatório “Yanomami sob ataque”, divulgado em abril pela HAY, o garimpo ilegal avançou 46% na região no ano passado, a maior devastação da história desde a demarcação e homologação do território há quase 30 anos.
Em 2021, a degradação chegou à marca de 3.272 hectares, frente aos 2.234 hectares de 2020 — 1.038 hectares a mais em um ano.
VÍDEOS: notícias de política
Dados do Deter mostraram que a Amazônia teve uma área sob alerta de desmatamento de mais 1 mil km² em abril, recorde para o período. O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (9) que os dados de alerta de desmatamento na Amazônia em abril foram “péssimos, horrorosos”.
Os dados, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aferidos por meio do Deter, foram divulgados na sexta-feira (6). Apontaram que os alertas de desmatamento na Amazônia passaram de 1 mil km² em abril e bateram recorde para o período.
Mourão comandou o Conselho da Amazônia, órgão criado pelo governo para organizar ações de combate ao desmatamento. As atividades do conselho se encerraram em 2021.
O vice foi questionado sobre o recorde negativo de alertas para o mês de abril ao chegar ao Palácio do Planalto.
“Péssimos. Horrorosos. Estamos vendo onde é que estamos errando”, respondeu Mourão.
Segundo o vice-presidente, o governo mantém em curso a operação Guardiões do Bioma, sob a tutela dos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, e estuda medidas para reverter a alta da derrubada da floresta.
Em abril, área com alertas de desmatamento na Amazônia foi a maior dos últimos sete anos
Como uma possível justificativa para o aumento no desmate, Mourão afirmou que há pessoas utilizando o período eleitoral para aumentar a invasão sobre a região.
“Não sei, pessoas querendo se aproveitar de um momento, né? Nós estamos num processo eleitoral. Então, vamos dizer, assim, há uma vigilância menor na tese deles. É muita gente operando na ilegalidade”, disse.
Dados do Deter
Os meses de janeiro e fevereiro deste ano também acumularam recordes de derrubada de florestas no bioma.
Segundo especialistas, esses números sinalizam que são grandes as chances de o acumulado no período 2021/2022 levar a Amazônia a superar os 15 mil km² de destruição até julho.
Temporada de desmatamento mais intensa
O Observatório do Clima analisa os dados do Deter/Inpe e aponta que, no acumulado do ano/período, os alertas já chegam a 5.070 km², 5% a mais do que na temporada passada e segundo maior número da série histórica — perdendo apenas para o recorde de 5.680 km2 batido pelo próprio governo Bolsonaro em 2020.
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