
Evento ‘Um dia no parque’ vai ser promovido no domingo (24). Programação contará com atividades ambientais, culturais e de relaxamento. Programação volta a ser promovida pelo ICMBio depois de dois anos
ICMBIO/Divulgação
Para celebrar o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, o evento ‘Um dia no parque’ volta a ser realizado na ilha, no domingo (24). A programação foi anunciada pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), nesta terça (19).
O evento não era promovido de forma presencial há dois anos, por causa da pandemia da Covid-19. Vão ser realizadas atividades ambientais, culturais e de relaxamento.
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O tema da programação é ‘De volta ao lar’. A ideia é que as pessoas lembrem que a casa é a natureza. Essa é a quinta edição do evento e tem o objetivo de reaproximar o público das unidades de conservação no país.
De acordo com a programação, estão previstas aula de ioga, no complexo do Sancho, com a professora Stella Furlan, treinamento funcional, na Praia do Leão, com a professora Débora Fernandes, além de plantio de mudas, no complexo do Sancho, e treino de corrida, na trilha do Capim-Açu.
De acordo com o ICMBio, haverá também história musicada, com Doug Monteiro, contação de histórias, na Praia do Sueste, com o educador Guga Bezerra e Djalma Alves, e o projeto “Criando Asas”, com a participação da bióloga Clara Buck. O encerramento vai ser comandado pelo DJ Douglas Barents.
Segundo o ICMBio o Brasil conta com 350 unidades de conservação e a comemoração vai ser realizada em todo país. Quem quiser participar da programação em Noronha pode se inscrever pela internet.
Confira a programação completa
Domingo (24)
6h30 – ioga no Mirante do Morro Dois Irmãos, com Stella Furlan
6h30 – Treino de corrida, no Capim-Açu
8h – Plantio de mudas, no Complexo do Sancho, com Econoronha
8h – Treinamento funcional, na Praia do Leão, com Débora Fernandes
15h30 – Apresentação com a bióloga Clara Buck e Projeto Tamar
16h – Contação de histórias, na Praia do Sueste, com Guga Bezerra e Djalma Alves
16h30 – História musicada, na Praia do Sueste, com Doug Monteiro
17h – Encerramento com música eletrônica, na Praia do Sueste, com o DJ Douglas Barents.
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ICMBio informou que a interdição temporária de cada local tem motivos diferentes. Locais são alguns dos pontos mais famosos do arquipélago. Acesso ao Sancho pela escadaria está interdita nesta segunda-feira (18)
Ana Clara Marinho/TV Globo
Os acessos a três das mais famosas praias de Fernando de Noronha estão interditados. Nesta segunda-feira (18), a escadaria que dá na Praia do Sancho foi fechado para manutenção. As praias da Atalaia e Baía dos Porcos também estão com a visitação limitada. O três locais fazem parte da área do Parque Nacional Marinho.
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A escadaria do Sancho deve ser fechada também na quinta-feira (21), a partir das 13h, para manutenção. A Baía dos Porcos está interditada desde junho, para manutenção de segurança. A previsão é que o local será liberado no mês de agosto.
Durante o trabalho de manutenção nas encostas, que visa reduzir o risco de acidentes com pedras soltas, foi identificada instabilidade em um trecho da trilha, logo na entrada da Baía.
Já a Praia da Atalaia sofreu um processo natural de assoreamento por conta dos ventos. A trilha está liberada para visitação, mas o banho não pode ser feito.
Baía dos Porcos está interditada
Ana Clara Marinho/TV Globo
As três praias fazem parte do parque são de responsabilidade do o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), que enviou uma nota sobre as interdições.
“A visitação em unidades de conservação depende das condições naturais. Como ocorre todos os anos nessa época, a piscina do Atalaia sofreu assoreamento, pela ação das ondas, o que a tornou rasa demais para o mergulho. O agendamento para as trilhas passa a ser ‘Atalaia contemplação’, com 96 vagas por dia, divididas em seis grupos”, informou o ICMBio em nota.
O instituto indicou que, tão logo as condições da piscina natural permitam, o agendamento para mergulho será retomado.
Sobre o Sancho, a nota informou que a manutenção é pontual: “nesta segunda (18), e na tarde da quinta-feira (21). Trata-se de uma medida de segurança. O acesso à praia pelo mar continua liberado”, indicou o instituto.
A nota do Chico Mendes informou que a Baía dos Porcos, a trilha deverá ser liberada até o dia 15 de agosto, com reforço de segurança, por conta do risco geológico na encosta da baía.
Riscos
Essa é quarta vez que a escadaria do Sancho é fechada para manutenção de segurança. O acesso ao local pode ser feito para quem faz passeio de barco. Uma análise de segurança realizada em maio pelo geólogo Fábio Reis, na escadaria e na trilha da Praia do Sancho e da Baía dos Porcos, indicou um “risco alto” de desmoronamento nas duas áreas.
Ele também, que é engenheiro civil, trabalhou na análise da área de Furnas, em Capitólio (MG), onde o desabamento de pedras em um cânion deixou dez mortos.
O profissional foi contratado para avaliação dos riscos e o ICMBio deu início, ainda em maio, ao trabalho de manutenção, quando a visitação ao Sancho foi fechada pela primeira vez.
Eleita cinco vezes a melhor do mundo, a Praia do Sancho tem falésias que estavam sem análise geológica há 12 anos. Os paredões têm cerca de 60 metros de altura e aproximadamente 855 metros de comprimento.
No início do ano, em entrevista ao g1, a geóloga Ingrid Ferreira Lima, da Universidade de Tóquio, alertou para os riscos de acidente no Sancho e ressaltou que esse tipo de estudo deveria ser feito anualmente.
A direção do Instituto Chico Mendes destacou as áreas do Parque Nacional podem ser visitadas.
“O parque representa 70% do arquipélago, e a visitação às demais áreas se mantém normal: trilhas para piscinas naturais, mirantes e praias:
Trilha Pontinha – Caieira
Trilha Atalia curta
Trilha Abreu (com piscina natural),
Morro de São José (com piscina natural)
Trilha do Capim-Açu (com piscina natural,
Praia do Leão
Praia do Sueste (faixa de areia e mergulho livre), além das atividades de mergulho autônomo e passeio de barco”, indicou o ICMBio.
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Segundo ditado entre pescadores, a chance de encontrar uma dessas é de 1 em cada 2 bilhões. Lagosta azul pescada no mar de Portland, nos EUA
Redes sociais/@LarsJohanL
Um homem encontrou uma lagosta azul no início do mês de julho enquanto navegava pela costa de Portland, nos EUA. O caso, além de impressionante é bem raro.
Segundo um ditado famoso entre os pescadores, as chance de pescar uma lagosta do tipo são de 1 em 2 milhões, mas a afirmação não tem comprovação científica.
Lagosta azul é capturada na costa dos EUA e devolvida ao mar
Lars-Johan Larsson afirmou em publicação no Twitter que o animal foi devolvido ao mar para continuar a crescer.
Segundo um instituto especializado conhecido como Lobster Institute da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, as lagostas podem nascer com diversas cores, sendo em sua grande maioria uma cor marrom esverdeada.
Caso parecido na Escócia
Em setembro de 2021, Ricky Greenhowe, de 47 anos, também conseguiu capturar uma lagosta azul.
Pescador escocês pesca rara lagosta azul.
Ricky Greenhowe/Redes sociais
Greenhowe disse à BBC que iria oferecer a lagosta para um aquário da região ou colocá-la de volta no mar.
“Vou telefonar para o Aquário Macduff para ver se eles querem; se não quiserem, vou colocá-lo de volta ao mar”, disse à BBC.
Pescador encontrou uma lagosta azul na Escócia; animal é raro
Reprodução/redes sociais
“É tão raro que seria uma pena colocá-la em uma panela”, brincou o pescador.
A sociedade brasileira tem pouco interesse em discutir a descriminalização da maconha, diz o historiador Jean Marcel Carvalho França, professor da Unesp de Franca e autor de “História da Maconha no Brasil“. O livro aponta o enraizamento do consumo da cânabis no cotidiano dos brasileiros, principalmente negros e pobres, desde o século 18.
O pesquisador discutiu como os movimentos proibicionistas difundiram discursos alarmistas e construíram uma imagem negativa dos usuários da maconha.
França também defendeu que o debate sobre os usos da maconha deve ser mais pragmático, balanceando os potenciais terapêuticos e os possíveis custos sociais do seu consumo, e criticou a ampliação do acesso à cânabis por meio de decisões judiciais, não de um debate público mais amplo.
- Produção e apresentação: Eduardo Sombini
- Edição de som: Raphael Concli
Para se aprofundar
Jean Marcel Carvalho França indica
-
“Nordeste”, de Gilberto Freyre, sobre os usos cotidianos da maconha
- “Os Intelectuais e a Sociedade”, de Thomas Sowell
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Portaria estende área para pescadores profissionais de Porto Ubá Governo do Paraná
Portaria estende área para pescadores profissionais de Porto Ubá Agência Estadual de Notícias
Portaria estende área para pescadores profissionais de Porto Ubá Agência Estadual de Notícias

Estudiosos do Projeto Golfinho Rotador informam ter feito 44 registros da presença na ilha de animal dessa espécie, desde 2021. Golfinho em Noronha
Os pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador informaram, nesta sexta (8), ter identificado a presença frequente de um animal de uma nova espécie em Fernando de Noronha. Os estudiosos disseram que observaram um “indivíduo solitário” de Tursiops truncatus, popularmente conhecido como golfinho-nariz-de-garrafa (veja vídeo acima).
O registro mais recente aconteceu segunda (4). Segundo os pesquisadores, o animal já foi observado na ilha mais de 40 vezes, desde 2021.
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“Ao todo, já foram 44 observações do indivíduo, que se trata provavelmente de um adulto, com sexo ainda não identificado”, informou a pesquisadora Flávia Weysfield
A estudiosa afirmou que os registros foram feitos pelas equipes do Projeto Golfinho Rotador, no monitoramento de pontos fixos no Mirante da Baía dos Golfinhos e no Forte dos Remédios.
Golfinho-nariz-de-garrafa é identificado em Noronha
Ana Clara Marinho/Reprodução
O Projeto Golfinho Rotador também contabiliza dados repassados por colaboradores, como marinheiros, mergulhadores e condutores de visitantes.
A pesquisadora acredita que, para permanecer em Noronha, esse animal pode ter se adaptado a condições no arquipélago.
Segundos os estudiosos, os golfinhos-nariz-de-garrafa são acinzentados e maiores que os golfinhos-rotadores.
Os animais da nova espécie identificada na ilha podem medir entre três e quatro metros e pesar entre 200 e 500 quilos.
O s rotadores são comuns em Noronha e chegam a ter dois metros de comprimento e a pesar cerca de 75 quilos
Os pesquisadores não acreditam em cruzamento entre o novo golfinho e os animais comuns na ilha. Não há relatados de casos de hibridismo entre as duas espécies.
Relatos anteriores
O projeto registou, em 2004, um grupo de golfinho-nariz-de-garrafa perto das ilhas secundárias. Na ocasião, os golfinhos-rotadores se afastaram rapidamente, quando cruzaram com o grupo com cerca de 50 animais dessa outra espécie.
“Essa interação agonística [de luta] parece se repetir atualmente. Na maioria das observações, o golfinho solitário manteve uma certa distância dos rotadores”, relatou Flávia Weysfield.
A pesquisadora disse, ainda, que a ocorrência de golfinhos-nariz-de-garrafa solitários não é incomum. Flávia Weysfield declarou que é possível encontrar relatos desses indivíduos vivendo sozinhos ao redor do mundo.
“Esses golfinhos solitários tendem a direcionar o comportamento social para humanos e, por isso, é necessária extrema cautela na interação com esses animais, visando a proteção dos golfinhos”, alertou a estudiosa.
Flávia Weysfield informou que, em maio de 2022, foi possível identificar machucados nesse golfinho-nariz-de-garrafa.
Os ferimentos foram vistos entre a dorsal e o pedúnculo caudal do animal. Seriam lesões típicas de colisão com embarcação.
O Projeto Golfinho Rotador monitora os cetáceos em Fernando de Noronha desde 1990 e conta com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.
Os ambientalistas também recebem informações dos animais de diversas espécies, no programa de colaboração Ciência Cidadã.
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Praia foi fechada em 25 de junho. Nesta quarta (6), o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade informou que a área segue fechada até meados de agosto. ICMBio realiza manutenção nas encostas
Ion David/Divulgação ICMBio
A Baía dos Porcos, uma das praias mais visitadas do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, vai permanecer fechada em julho. O local foi interditado para manutenção de segurança, no dia 25 de junho. Nesta quarta (6), o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) informou que a área só será reaberta em meados de agosto, mas ainda não há definição de data.
A direção do instituto informou, ainda, que deu início aos ajustes na Baía dos Porcos para reabertura. Também estuda as alternativas para pedestres e banhistas. O mirante, no início da trilha, está aberto para visita.
“Durante o trabalho de manutenção nas encostas, que visa reduzir o risco de acidentes com pedras soltas, foi identificada instabilidade em um trecho da trilha, logo na entrada da Baía”, apontou o ICMBio, por meio de nota.
A geóloga Joana Sanchez, especialista que realiza estudo na área, afirmou que o intemperismo comum em Noronha, como chuva, tempo seco e sol frequente, provoca, naturalmente, as fraturas nas rochas. Por isso, é necessária maior atenção dos turistas.
Segundo a geóloga, é importante respeitar as placas com informações de risco de desmoronamento e desabamentos.
Especialistas realizam trabalhos no Parque Nacional Marinho
Ion David/Divulgação ICMBio
Sancho e Porcos
Uma análise de segurança realizada em maio pelo geólogo Fábio Reis, na escadaria e na trilha da Praia do Sancho e da Baía dos Porcos, indicou um “risco alto” de desmoronamento nas duas áreas.
Ele também é engenheiro civil e trabalhou na análise da área de Furnas, em Capitólio (MG), onde o desabamento de pedras em um cânion deixou dez mortos.
O profissional foi contratado para avaliação dos riscos. O ICMBio deu início, ainda em maio, ao trabalho de manutenção, quando a visitação ao Sancho foi fechada.
No início do ano, em entrevista ao g1, a geóloga Ingrid Ferreira Lima, da Universidade de Tóquio, alertou para os riscos de acidente no Sancho e ressaltou que esse tipo de estudo deveria ser feito anualmente.
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Projeto Núcleo RO monitora ninhos de harpias para saber mais sobre o comportamento da espécie. Em cena rara, uma harpia foi filmada tomando banho em rio no meio da floresta. Cena rara: harpia é filmada tomando banho em rio de Rondônia
Há 14 anos atuando em Rondônia, o Projeto Harpia Núcleo RO já fez os mais diversos flagrantes do gavião-real no meio da floresta. Um dos mais recentes (e raros) foi o banho de uma harpia dentro de um pequeno rio (veja no vídeo acima).
Dos 21 ninhos de harpias monitorados pelo projeto no estado, atualmente há 10 em atividade. De acordo com o coordenador do projeto, Carlos Tuyama, além da coleta de dados sobre os hábitos do animal, a pesquisa busca evitar a extinção dessa que é considerada uma das maiores aves de rapina do mundo.
O projeto é formado por 15 voluntários que possuem especializações nas mais diversas áreas, como biologia e medicina veterinária. Professores e estudantes de outras áreas também ajudam na preservação.
Projeto Harpia Núcleo Rondônia monitora os ninhos de uma das maiores aves de rapina
Projeto Núcleo Rondônia
O coordenador do projeto em Rondônia, Carlos Tuyama, conta que antes de surgir o Núcleo de Rondônia, os primeiros estudos sobre as harpias no Brasil foram realizados por cientistas ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia( INPA). À época, o projeto levava o nome de Programa de Conservação do Gavião-Real.
“Em 2008, um grupo de graduandos de biologia de Cacoal fundou um grupo de trabalho que posteriormente veio a integrar o projeto nacional, tornando-se o Núcleo Rondônia, que é composto por 15 colaboradores voluntários, que de acordo com a possibilidade de cada um, contribui com as ações do projeto. Não é uma atividade remunerada, cada um faz por amor a causa”, conta.
Dos 21 ninhos mapeados pelo Projeto Núcleo Rondônia, apenas 10 estão em atividade
Carlos Tuyama/Divulgação
Além dos 15 colaboradores em Rondônia, o projeto tem o apoio de outros grupos ligados a instituições de pesquisa e universidades em outros estados da Amazônia e da Mata Atlântica.
“São biólogos, veterinários, professores, estudantes e pessoas sem formação específica na área, porém que desejam contribuir com a conservação ambiental e da fauna da região”, fala Tuyama.
Mesmo com os 14 anos do Núcleo Rondônia mostram, Tuyama diz que o projeto é novo. Segundo ele, por haver poucos estudos sobre a ave de rapina (que é uma espécie de baixíssima densidade populacional) e por ela ter hábitos discretos em um território vasto, isso acaba dificultando a captação dos dados.
“Estudar espécies assim é por si só um enorme desafio. Existem aspectos do comportamento que ainda são desconhecidos em função da dificuldade de se observar ou registrar. Além disso, dada a raridade da espécie, algumas conclusões só são possíveis com alguns anos de estudo, já que o número amostral sempre tende a ser bastante baixo. Nesse aspecto, qualquer dado coletado pode ser importante para pesquisas atuais ou futuras, pesquisas essas que em alguns casos nem estão planejadas, mas que surgem em função de descobertas ou evidências que se apresentam até inesperadamente”.
GPS carregados pelo filhotes que tenham sido capturados (ou resgatados), marcados e soltos novamente na natureza, são estratégias para fazer o acompanhamento da ave
Carlos Tuyama/Divulgação
Quanto mais informação, ressalta o coordenador, mais estratégias podem ser adotadas na luta contra a extinção da harpia.
“Evidentemente, a coleção do máximo de aspectos permite um raio-x cada vez mais apurado das características da espécie e da sua relação com o seu habitat, o que é de grande importância também para desenvolver estratégias de ação, visando a conservação”.
Dos 21 ninhos conhecidos pelo Projeto Núcleo Rondônia, somente 10 estão ativos e seguem sendo suporte para a reprodução da espécie. O coordenado destaca que esforços são concentrados para que ninhos alternativos, próximas as localidades, sejam descobertos para serem mapeados.
“Nos sítios reprodutivos ativos fazemos o monitoramento, buscando acompanhar as nidificação [que a ação de construir o ninho] e conhecer o índice de sucesso ou não de cada uma dessas áreas”.
Na luta contra a extinção
A harpia é uma ave em extinção. O objetivo principal do projeto é evitar o fim da espécie. Pra isso, o estudo realizado no projeto analisa os hábitos da ave, que segundo Tuyama, é uma das mais lentas quando se refere a reposição.
“Um casal de harpia cria, em média, um único filhote a cada três anos. O nascimento é apenas uma etapa do desafio. Nos 14 anos que monitoramos ninhos, contabilizamos cerca de duas dezenas de nascimentos ou descobrimentos de ninhos com filhotes”, diz.
Os dados coletados pelo projeto analisam as informações e buscam alguns pontos como: época de acasalamento, nascimento, dispersão do filhote, dieta usada na alimentação, qualidade da floresta do entorno, e interação com as outras espécies.
Os ninhos das harpias ficam em lugares remotos e de difícil acesso, as câmeras ajudam na captura de informações os hábitos dessa ave
Carlos Tuyama/Divulgação
O monitoramento dos ninhos acontece de forma individualizada por causa de suas localizações. Alguns deles mais distantes acabam recebendo a visita dos especialistas uma vez por ano.
“Existem também alguns poucos ninhos que nos permitem fazer uma visita por semana. Portanto, são situações que requerem métodos diferentes de trabalho”, diz Tuyama.
Métodos esses que tem a tecnologia como principal aliada. Câmeras instaladas perto dos ninhos, GPS carregados pelo filhotes que tenham sido capturados (ou resgatados), marcados e soltos novamente na natureza, telemetria ou rádio transmissor são alguns dos equipamentos utilizados pelo grupo.
“Esses diferentes métodos nos trazem informações que nem sempre podem ser comparáveis, contudo, permite-nos uma visão de como a espécie se comporta e quais os riscos que ela corre em ambientes mais ou menos alterados pela ação humana”.
Além das câmeras instaladas próximas dos ninhos, equipamentos tecnológicos são colocados nos filhotes capturados (ou resgatados), para acompanhamento.
Carlos Tuyama/Divulgação
Diante de todo o esforço, dedicação aos estudos, e o objetivo na luta contra a extinção da harpia em Rondônia, quando há o nascimento de um filhote, a equipe de voluntários vibra e comemora.
“É uma vitória da natureza. Afinal, na grande maioria dos casos, essas aves deparam-se com enormes desafios para criar com sucesso seus filhotes. A caça e a perda de habitat promovida pelos desmatamento são os principais motivos do declínio populacional da espécie, o que tem levado a extinção em vários estados do Brasil e em algumas regiões do estado”, fala Tuyama.
Desmatamento que destrói
Além das dificuldades de logísticas, apoio para manutenção de equipamentos, questões financeiras, o desmatamento é a principal ameaça para a extinção do gavião-real.
O coordenador pontua que trabalhar com ações que visam diminuir o risco da extinção do animal em Rondônia é um desafio.
“Estamos encarando hoje exatamente as situações que levaram à extinção da harpia em outras regiões do país, algumas décadas atrás. As causas principais continuam sendo as mesmas: o desmatamento, a caça e o desconhecimento”, revela
O desmatamento é um dos principais fatores que contribuem para a extinção da harpia, ressalta o coordenador do projeto Carlos Tuyama
Carlos Tuyama/Divulgação
Desde o inicio do projeto foram monitorados 21 ninhos da ave. No entanto, com o aumento do desmatamento nas áreas de floresta, cerca da metade desses ninhos foram destruídos.
“Em alguns deles ocorreram a queda da árvore ou o desmatamento da floresta onde se localizavam. Existem ainda aqueles ninhos que não se têm mais a presença das aves. Atualmente, dos 21 ninhos conhecidos, somente 10 estão ativos e seguem sendo suporte para a reprodução da espécie”, pontua.
Harpia tomando banho é registro raro realizado em Rondônia
Carlos Tuyama
A principal estratégia no combate da extinção dessas aves está em atividades de educação ambiental e sensibilização que, segundo Tuyama, é promovido pelo Projeto.
“Talvez estejam entre as mais importantes para que possamos, no futuro, continuarmos tendo as harpias voando entre as copas das árvores nas nossas florestas”, pontua.
Mais sobre as harpias
Acidentes por eletrocussão com gavião-real preocupam pesquisadores de RO
Fotógrafo consegue imagem rara de harpia e filhote no ninho
Harpia, uma das maiores aves do mundo, sofre impactos do desmatamento em Rondônia
Registro raro de harpia tomando banho em Rondônia

