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Pesca Profissional Artesanal: um tipo de pesca caracterizada principalmente pela mão de obra familiar, com embarcações de pequeno porte, como canoas ou jangadas, ou ainda sem embarcações, como na captura de moluscos perto da costa. Sua área de atuação está nas proximidades da costa, nos rios, reservatórios, lagos/lagoas, estuários e açudes. Lei Federal 11.959 de 29/06/2009.

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Conforme dados da SOS Mata Atlântica, região não tinha degradações acima de 20 hectares até 2021, quando mais de 35
Maior degradação no Oeste Paulista nos últimos anos foi constatada em Sandovalina (SP) durante monitoramento de imagens de satélite realizado
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Conforme dados da SOS Mata Atlântica, região não tinha degradações acima de 20 hectares até 2021, quando mais de 35 hectares de área florestal foram alvo de máquinas em Sandovalina (SP). Análise de imagens de satélite mostra área desmatada em Sandovalina (SP)
SOS Mata Atlântica
Desde 2008, o Oeste Paulista não registra desmatamentos de áreas maiores de 20 hectares. Contudo, após mais de 12 anos, houve uma regressão com a detecção de quase 36 hectares de degradação em Sandovalina (SP) pelo Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, e disponibilizado na plataforma “Aqui Tem Mata?”.
O levantamento da fundação refere-se ao período entre outubro de 2020 e outubro de 2021, e foi divulgado neste mês de julho.
De acordo com os dados disponíveis na plataforma “Aqui Tem Mata?” e verificados pelo g1, o último ano em que Sandovalina registrou desmatamento foi 2005, com 13 hectares degradados. A partir de 2008, não havia sido constatada degradação de tal magnitude na cidade.
Último desmatamento de grande área em Sandovalina (SP) havia sido detectado em 2005
Reprodução/Aqui Tem Mata?
Já no Oeste Paulista, os registros de desmatamento de maior magnitude ocorreram em 2005 e em 2008. Veja:
71 hectares, em Marabá Paulista (SP) (2005)
61 hectares, em Mirante do Paranapanema (SP) (2005)
20 hectares, em Rosana (SP) (2005)
28 hectares, em Dracena (SP) (2008)
A região de Presidente Prudente (SP) não tem desmatamento sistemático. “O que tem é um ou outro desmatamento isolado, que a gente detectou”, disse ao g1 o diretor da SOS Mata Atlântica e responsável pelo atlas, Luís Fernando Guedes Pinto.
Conforme avaliou o diretor, a área desmatada em Sandovalina está em uma região canavieira. “A gente não sabe o que veio no lugar, mas é uma região dominada por cana-de-açúcar”, disse.
Sandovalina (SP) teve quase 36 hectares de desmatamento, segundo levantamento da SOS Mata Atlântica
Reprodução/Aqui Tem Mata?
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Sobre os procedimentos adotados após a detecção de desmatamento, Pinto explicou que “a SOS Mata Atlântica disponibiliza esses dados para as autoridades públicas para que elas prestem conta em relação a esses desmatamentos, se eles foram legalizados ou se são ilegais e devem ser punidos”.
O diretor salientou que a fundação não costuma saber a motivação dos desmatamentos. “Nosso papel é detectar o desmatamento e informar à sociedade e à autoridade que ele existiu”, destacou.
A partir dessa constatação, a SOS Mata Atlântica comunica as autoridades competentes – como secretarias de Meio Ambiente, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Ministério Público – de que ocorreu a degradação e a localização.
“Cabe as autoridades tomarem as medidas para saber qual foi o motivo, se aquilo foi punido ou não foi, as consequências, se é necessário recuperar”, comentou ao g1.
Multas de quase R$ 560 mil por desmatamento foram aplicadas em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
O desmatamento no Estado de São Paulo aumentou em 43% nessa edição do atlas. Foi um total de 311 hectares desmatados, contra 218 hectares no levantamento anterior.
“É um aumento importante, mas também é importante ter em mente que a área total desmatada é relativamente pequena em relação a outros estados. Os campeões de desmatamento são Minas Gerais, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul. Minas Gerais teve 9 mil hectares de desmatamento, Paraná teve mais de 3 mil hectares, São Paulo teve 311, é uma área relativamente pequena, mas importante, e também não deveria acontecer”, ressaltou ao g1.
O diretor da SOS Mata Atlântica explicou que a constatação dos desmatamentos é feita a partir da interpretação de imagens de satélite. Ele ainda acrescentou que o atlas é uma colaboração da fundação e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e que o trabalho tem uma metodologia consolidada e consagrada há mais de 20 anos.
“A gente anualmente analisa as imagens de satélite e consegue detectar desmatamentos maiores do que três hectares em fragmentos florestais”, reforçou.
Aumento de mata
Mas as análises também podem ter constatado uma “contrapartida”. Rosana e Flora Rica (SP) apresentaram um aumento na área de Mata Atlântica das cidades, na comparação com o levantamento divulgado no ano passado.
Rosana: De 10.069,04 hectares para 10.085,72 ha
Flora Rica: De 1.412,36 hectares para 1.420,80 ha
De acordo com o diretor da fundação, é possível haver aumento e recuperação da Mata Atlântica no Estado de São Paulo. Segundo ele, o inventário florestal paulista feito pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente “mostra que, em dados gerais, a gente está recuperando as florestas e as áreas nativas do Estado de São Paulo”.
Contudo, esta recuperação ainda está “num ritmo relativamente lento”. “Ao mesmo tempo, a gente desmata, mas em algumas regiões as florestas estão voltando e, por isso, a gente tem uma área maior em Rosana, porque de fato a gente tem em alguns lugares, principalmente áreas abandonadas de beiras de rio, que estão voltando”.
“Então, é bem possível que essa recuperação tenha sido de áreas agrícolas abandonadas, que têm uma baixa aptidão agrícola e que não tinham mais produtividade, que foram abandonadas e que foram ou plantadas ou a floresta foi voltando aos poucos”, explicou ao g1.
Pinto salientou que é importante um município do Oeste Paulista ter aumento de Mata Atlântica.
“Nessa região de Presidente Prudente, a gente tem uma cobertura de Mata Atlântica muito pequena, menor do que deveria ter. Tem municípios com menos de 10% de floresta, a gente devia ter 30%, pelo menos, pra poder manter essa floresta”, contou.
“A gente precisa de florestas para proteger as nascentes dos rios, para evitar as crises hídricas, então, é muito importante aumentar a área de Mata Atlântica desses municípios”, enfatizou ao g1.
Conforme acrescentou Pinto, outros diversos municípios tiveram aumentos. “Eles são lentos e a gente consegue detectar depois de vários anos. De um ano pro outro, é uma coisa mais difícil para colocar”, comentou.
O diretor ainda ressaltou a importância da preservação florestal e de lembrar a relação entre o desmatamento no Brasil com as crises e mudanças climáticas.
Segundo reforçado por ele, o desmatamento tem deixado a população cada vez mais vulnerável, contribui para o aquecimento global e está contribuindo para os eventos climáticos extremos.
“Na região [de Presidente Prudente], são ondas de calor muito fortes, também são geadas que não haviam antes, secas muito acentuadas… Tudo isso porque a gente está cortando as nossas florestas, está secando as nossas nascentes, comprometendo nossos rios e contribuindo pras mudanças climáticas globais”, apontou.
Mesmo com baixo índice de desmatamento na Mata Atlântica, o Oeste Paulista tem pouca vegetação nativa e precisa restaurar e/ou recuperar florestas. Essa recuperação de área desmatada é possível através da restauração florestal, que é o plantio de uma nova floresta numa área que já foi desmatada.
“Isso a gente já tem toda a tecnologia para fazer e sabe como fazer, mas é importante ressaltar que a gente desmata uma floresta madura, adulta, e planta uma nova no lugar, e essa nova área só vai se transformar numa floresta madura depois de décadas e até depois de séculos. Então, a gente tem que restaurar, recuperar o que perdeu, mas tem algumas perdas que são até irreversíveis, porque a gente pode estar perdendo espécies, extinguindo espécies que não aconteciam e a recuperação demora muito pra chegar”, frisou ao g1.
Rosana(SP) apresentou leve aumento de área de mata
Prefeitura de Rosana
VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente
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Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.


Maior degradação no Oeste Paulista nos últimos anos foi constatada em Sandovalina (SP) durante monitoramento de imagens de satélite realizado pela corporação e freada em fiscalização. Polícia Ambiental realiza atividades diversas para mudança de comportamento em relação à natureza e a suas formas de vida
Stephanie Fonseca/g1
Após anos sem registrar desmatamentos de grandes áreas, o Oeste Paulista voltou à lista da Fundação SOS Mata Atlântica com degradação de vegetação em quase 36 hectares, que foi detectada em Sandovalina (SP). Inclusive, este dano à flora está entre os 209 registros de infrações florestais registradas pela Polícia Militar Ambiental no ano passado na região de Presidente Prudente (SP).
De acordo com dados da corporação fornecidos ao g1, entre outubro de 2020 e outubro de 2021 – período do levantamento e das análises da Fundação SOS Mata Atlântica –, foram 901 fiscalizações em áreas rurais da região, das quais renderam 209 autos de infrações ambientais. No total, houve o registro de R$ 4.523.710,00 em multas.
Foram considerados os atendimentos realizados na área da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente, que atua em 53 municípios da região oeste do Estado de São Paulo.
Imagens de satélite mostram área desmatada em Sandovalina (SP)
SOS Mata Atlântica
Os autos de infrações ambientais aplicados englobam os seguintes tipos de danos contra a flora:
Corte de árvore em Área de Preservação Permanente
Destruir ou danificar florestas em Área de Preservação Permanente
Destruir ou danificar florestas em áreas de Objeto Especial Preservação
Destruir, desmatar, danificar ou explorar floresta em área de Reserva Legal
Explorar, danificar, destruir árvore ou floresta em Área Comum
Fazer uso de fogo em Área Agropastoril
Impedir ou dificultar regeneração em Unidade de Conservação, Área de Preservação Permanente ou Reserva Legal
Ao g1, o capitão Júlio César Cacciari de Moura, que é o comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente, comentou que o número de fiscalizações é considerado positivo.
“Monitorar e fiscalizar é um papel, é um dever da Polícia Militar Ambiental e ela, parceira e amiga do produtor rural, busca que essa fiscalização não seja só de cunho ambiental, mas que também leve proteção e sensação de segurança ao produtor rural”, salientou.
Capitão Júlio César Cacciari de Moura, comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente (SP)
Stephanie Fonseca/g1
Essas propriedades rurais fiscalizadas inseridas fora do espaço urbano se enquadram em áreas menores, como chácaras, a uma fazenda de grande proporção.
“O objetivo dessas fiscalizações é verificar as conformidades ambientais, verificar se a propriedade cumpre o que hoje está estabelecido nas regras de uso e bom uso do espaço rural ou se ela vem a infringir qualquer uma das normativas relativas a cuidado, bem-estar e toda a proteção ambiental que existe hoje no país”, explicou o oficial ao g1.
As 901 fiscalizações resultaram em 209 autos de infrações ambientais registrados. “É um número equilibrado quando comparado com periodicidades anteriores”, disse o capitão.
O oficial explicou que estes autos incluem desde pequenas infrações que o proprietário rural possa cometer de supressão de vegetação – que por vezes ele poderia conseguir essa supressão através de um processo de licenciamento – até grandes danos.
“Proprietários rurais ou empresas adquirem propriedades rurais e, por vezes, buscam ali abrir novas áreas para espaços agrícolas, e na verdade esses espaços já têm uma proteção especial, e hoje, através do sistema de monitoramento, nós conseguimos identificar e frear esse tipo de crime, esse tipo de atividade lesiva, conseguindo fazer um controle muito bom e muito bem organizado do espaço aqui da região de Presidente Prudente”, afirmou.
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Fiscalizações
As fiscalizações relativas à flora na região de Presidente Prudente ocorrem, principalmente, de duas formas, segundo o capitão: através de denúncias diretas da população, que pode entrar em contato pelo telefone 3906-9200, e também por monitoramento através de satélites, feito com comparação de imagens.
Monitoramento e análise de imagens de satélite identificaram e frearam desmatamento em Sandovalina (SP)
Stephanie Fonseca/g1
Esse trabalho de análise de dados por satélites é recente. No primeiro ano, em 2020, foi analisada uma área de 19.918 km². Durante o ano seguinte, a área monitorada foi de 8.123 km². Já de janeiro a junho de 2022, foram 4.346 km² avaliados pela corporação.
“A região de Presidente Prudente, dividida em quadrantes de dois por dois quilômetros, mais de cinco mil quadrantes, nós conseguimos comparar imagens praticamente diariamente, então, qualquer alteração de cobertura vegetal é detectada”, contou ao g1 o capitão Cacciari.
Segundo explicou o oficial, após alguma constatação de dano, a corporação verifica se é condizente ou não. “Pode ser, de repente, uma supressão de eucalipto, mas pra ter essa certeza e verificar se isso foi feito em conformidade com a legislação posta, nós necessitamos que uma equipe vá até o local”, acrescentou.
“Então, observando essa alteração de cobertura vegetal, uma equipe vai até o local, verifica se essa atividade é uma atividade legal ou licenciada, autorizada, e caso seja, será feita uma vistoria ambiental, informado isso para o proprietário rural, e caso não seja, serão adotadas as medidas correlatas, seja se ocorreu crime, infração administrativa e a devida responsabilização”, descreveu.
Monitoramento e análise de imagens de satélite identificaram e frearam desmatamento em Sandovalina (SP)
Stephanie Fonseca/g1
Contudo, têm também as fiscalizações “indiretas”, que inclusive cuidam de outras regiões e os danos sofridos por elas.
“Nós conseguimos, através de todo um sistema de controle, por exemplo, de extração de madeira, que entra dentro do Estado de São Paulo, realizar fiscalizações que por vezes combate o desmatamento em outras áreas. Seria uma fiscalização praticamente indireta”, esclareceu.
O capitão contou ao g1 que as equipes da Polícia Ambiental no Oeste Paulista, em fiscalizações rotineiras, obtiveram êxito em apreender madeira e caminhão de transporte de madeira oriundos da região amazônica do país.
Ainda segundo reforçou o oficial, as madeireiras da região também são controladas e fiscalizadas. “Nosso objetivo é fiscalizar e levar pra população uma segurança daquele produto que ela compra, que tem uma origem lícita”, afirmou.
Multas de quase R$ 560 mil por desmatamento foram aplicadas em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
Sandovalina e quase R$ 600 mil em multas
E foi a Seção Técnica e de Monitoramento da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental que constatou o desmatamento de fragmento florestal de maior área da região de Presidente Prudente nos últimos anos. Em 21 de setembro de 2021, após receber imagens de satélite, uma equipe foi até uma fazenda, constatou as irregularidades e freou a ação.
São elas:
Área degradada de 1,3045 hectare, sendo lavrado um auto de infração ambiental contra o fazendeiro, no valor de R$ 6.522,50, por dificultar regeneração natural de demais formas de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP)
Desmatamento de 33,5429 hectares de vegetação nativa em estágio inicial em área objeto de especial preservação, sendo elaborados três autos de infração ambiental no valor de R$ 184.485,95 cada, sendo dois em desfavor das empresas que realizavam o desmatamento e um ao proprietário da fazenda.
Os quatro autos lavrados totalizaram R$ 559.980,35.
Multas de quase R$ 560 mil por desmatamento foram aplicadas em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
“Em Sandovalina, tivemos uma área desmatada de proporção significativa e que, pelo satélite, não só foi detectada como também foi freada a ação, pois eles pretendiam desmatar uma área bem maior. Então, a importância desse monitoramento é gigantesca”, revelou ao g1.
Sobre os danos causados, o oficial ainda ressaltou que “recompor áreas é tarefa difícil, é tarefa árdua e que leva anos, então, é muito importante monitorar, fiscalizar e frear as atividades que são dessa natureza, que causam grandes impactos e grandes danos a toda a população que vive na região de Presidente Prudente”.
“O cidadão por vezes adquire uma área rural, uma propriedade, e possui espaços utilizáveis e espaços a serem preservados. Quando uma vegetação está formada já naquele espaço ali, pra qualquer intervenção pra atividade econômica, atividade agrícola, necessita de uma série de autorizações. Porém, algumas pessoas buscam adquirir uma propriedade rural num preço mais em conta e depois, cometendo esse delito, ter uma propriedade altamente funcional, que tem um espaço produtivo alto. Então, ali tudo indica que foi esse o caminhar”, observou o capitão.
Multas de quase R$ 560 mil por desmatamento foram aplicadas em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
E o processo?
Conforme atualizou ao g1 o capitão Júlio César Cacciari de Moura, o processo referente à degradação em Sandovalina segue em andamento e está em fase de recursos.
Segundo o oficial, uma situação “emblemática” ocorreu em relação ao fazendeiro, que faleceu. Neste caso, provavelmente, para os herdeiros ficará a recuperação florestal.
Contudo, as multas para as empresas autuadas continuam. Elas são as proprietárias das máquinas que realizaram o serviço. De acordo com o oficial, a lei 9.605 e o decreto federal 6.514/2008, decreto administrativo que cuida do assunto, dizem que as penas incidem também em quem concorre para a prática do delito.
É um processo eletrônico da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
Em nota ao g1, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima), por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade, informou que, dos quatro processos informados sobre a situação em Sandovalina, dois deles aguardam análise de recurso em segunda instância pela Comissão Especial de Julgamento, que é composta pela própria secretaria e pela Polícia Militar Ambiental, enquanto os demais aguardam realização de atendimento ambiental para convalidação das penalidades impostas.
“Após a conclusão das etapas descritas, os responsáveis serão intimados a regularizar os danos ambientais, onde será exigida a assinatura de Termos de Compromisso visando a recuperação das áreas danificadas, bem como o pagamento das multas impostas”, esclareceu a pasta estadual ao g1.
Ainda foi ressaltado pela Sima que os autuados tiveram seus maquinários apreendidos e áreas embargadas, e não têm permissão de uso até a regularização dos processos.
“Caso os mesmos não adotem as medidas necessárias para regularização, os valores referentes às multas serão cadastrados no Sistema de Dívida Ativa da Procuradoria-Geral do Estado, além do ingresso de ação de execução, visando adoção de medidas para recuperação das áreas”, finalizou a nota.
O g1 não teve acesso às identidades dos envolvidos para qualquer posicionamento.
Multas de quase R$ 560 mil por desmatamento foram aplicadas em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
Serviço
Aquele que deseja fazer uma supressão, por vezes de árvores isoladas, pode acessar o sistema Via Rápida, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), e conseguir a autorização para atividade.
Caso seja uma área de vegetação maior, o interessado deve buscar a Cetesb para verificar as possibilidades da atividade e como ela vai executar.
A Polícia Militar Ambiental também pode ser acionada para orientação sobre como proceder.
Monitoramento e análise de imagens de satélite identificaram e frearam desmatamento em Sandovalina (SP)
Stephanie Fonseca/g1
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Marcos Nobre, professor de filosofia da Unicamp, vem há anos afirmando que, desde que chegou à Presidência, o objetivo de Jair Bolsonaro (PL) é dar um golpe.

Nos últimos anos, ele diz, enquanto o presidente avançava em seu projeto de destruição da democracia, as forças políticas continuaram fazendo cálculos meramente eleitorais. No seu último livro, “Limites da Democracia“, Nobre escreve que “o campo democrático continua jogando amarelinha eleitoral enquanto Bolsonaro monta o octógono de MMA do golpe”.

Para barrar as ameaças golpistas de Bolsonaro, o pesquisador afirma que é urgente a formação de um movimento Brasil contra o Golpe, com partidos e representantes de todos os quadrantes políticos.

Os manifestos em defesa da democracia anunciados nesta semana, diz Nobre, são um sinal de que uma frente com esse espírito pode tomar forma.

  • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
  • Edição de som: Raphael Concli

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Gerente da propriedade rural contou à Polícia Militar Ambiental que o fogo foi provocado por um curto-circuito nos fios da rede elétrica de alta tensão. Incêndio atingiu vegetação em fazenda em Marabá Paulista (SP)
Polícia Militar Ambiental
A Polícia Militar Ambiental aplicou multas que totalizaram mais de R$ 250 mil a uma fazenda, em Marabá Paulista (SP), em decorrência de um incêndio que atingiu a vegetação em áreas da propriedade rural.
A fiscalização compareceu ao local nesta quarta-feira (27), após uma denúncia, e constatou intervenções causadas pela ação do fogo que atingiu área de reserva legal, Área de Preservação Permanente (APP) e área comum (maciços e árvores isoladas).
Os policiais mantiveram contato com uma mulher, de 50 anos, que trabalha como gerente da propriedade rural, e ela disse-lhes que, devido a fortes ventos, fios de alta tensão encostaram uns nos outros e causaram um curto-circuito que iniciou o incêndio em meio a uma plantação de eucaliptos que estavam a menos de 15 metros da rede elétrica.
Segundo a polícia, a gerente ainda informou que ela própria e os funcionários da fazenda tentaram combater o incêndio, através de aceiros, e tiveram apoio de um caminhão-pipa de uma usina sucroalcooleira, mas não conseguiram apagar as chamas.
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Diante do que foi constatado durante a fiscalização, os policiais lavraram quatro autos de infração ambiental contra a fazenda:
um, no valor de R$ 50.850,00, por degradação de 2,26 hectares em APP;
um, no valor de R$ 101.325,00, por degradação de 13,51 hectares em reserva legal;
um, no valor de R$ 70.950,00, por intervenção em maciço florestal em área de 8,6 hectares; e
outro, no valor de R$ 28.800,00, por destruição de 64 árvores em área comum.
Ao todo, as autuações chegaram a R$ 251.925,00.
Incêndio atingiu vegetação em fazenda em Marabá Paulista (SP)
Polícia Militar Ambiental
Incêndio atingiu vegetação em fazenda em Marabá Paulista (SP)
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Ao perceber que um golfinho solitário, da espécie nariz-de-garrafa, passou a morar em Noronha, pesquisadores resolveram pedir à população que ajude a nomeá-lo. Golfinho solitário passou a morar em Noronha
Projeto Golfinho Rotador/Divulgação
Um golfinho solitário, da espécie nariz-de-garrafa, passou a morar em Fernando de Noronha e pesquisadores resolveram pedir ajuda da população para dar um nome ao ilustre “morador”. A sugestão pode ser enviada pela página da entidade até a segunda-feira (1º).
“Esse golfinho-nariz-de-garrafa é individualizado, pois temos observado esse animal desde outubro de 2021. Podemos notar marcas no dorso que o caracterizam como o mesmo animal”, afirmou a coordenadora do Projeto Golfinho Rotador, Cynthia Gerling.
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A coordenadora explicou que realizar uma campanha para batismo do animal foi uma estratégia de conscientizar as pessoas sobre a espécie. A votação, também pela internet, deve começar em 2 de agosto, com os nomes sugeridos.
“Já que identificamos que se trata do mesmo animal, pelas marcas características, nada mais justo que ele ou ela tenha um nome ao invés de um número. […] Muitos registros desse animal na ilha foram enviados por barqueiros e mergulhadores, colaborando com o que é chamado de Ciência Cidadã”, disse Cynthia Gerling.
O nome científico do nariz-de-garrafa é Tursiops truncatus. Os animais dessa espécie podem medir entre 3 e 4 metros e pesar entre 200 e 500 quilos. Os golfinhos mais comuns em Noronha são da espécie rotador, que chegam a dois metros de comprimento e pesam cerca de 75 quilos
O projeto ambiental dá nomes aos golfinhos da espécie rotador. Com o registro fotográfico de 786 golfinhos, 54 foram identificados com nome em virtude de características/marcas curiosas.
O Projeto Golfinho Rotador monitora os cetáceos em Fernando de Noronha desde 1990 e conta com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.
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De acordo com a Polícia Militar Ambiental, o animal foi o 5º envolvido em atropelamentos somente no ano de 2022, na região de Presidente Prudente (SP). Onça-parda morreu atropelada na Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Pirapozinho (SP)
Vítor Capataz
Uma onça-parda morreu atropelada no km 463 da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Pirapozinho (SP), na madrugada desta quarta-feira (27).
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, já foram contabilizados até o momento, somente em 2022, na região de Presidente Prudente (SP), cinco atropelamentos de animais desta espécie, que está ameaçada de extinção. Destes acidentes totalizados, quatro onças morreram.
O capitão Júlio César Cacciari de Moura, que é o comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente, deu orientações aos motoristas para que evitem este tipo de acidente de trânsito.
“A Polícia Ambiental recomenda sempre cautela nestes deslocamentos, principalmente no período noturno e ao amanhecer do dia. Este tipo de acidente é um prejuízo gigantesco e um risco à população em termos de acidente”, explicou Moura.
O veículo envolvido no atropelamento em Pirapozinho nesta madrugada não foi localizado e, ainda segundo o capitão, a morte da onça-parda, que era um macho adulto, é preocupante dentro do cenário de preservação ambiental.
“A morte de animais de topo de cadeia sempre preocupa e gera necessidade de políticas públicas para preservação e análise dos fatores de risco que levam esses animais a falecerem por atropelamento”, finalizou o oficial.
O cadáver do felino foi descartado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Onça-parda morreu atropelada na Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Pirapozinho (SP)
Vítor Capataz
Ameaça de extinção
Também conhecida como suçuarana, puma, onça-vermelha e leão-baio, a onça-parda (Puma concolor) é a segunda maior espécie de felino do Brasil, só ficando atrás da onça-pintada (Panthera onca). Tem corpo alongado, com até 1,08 metro de comprimento. A cauda longa mede até 61 centímetros e a altura é de 63 centímetros.
O macho adulto pode pesar por volta de 70 quilos. A pelagem da suçuarana tem coloração uniforme, variando entre marrom-acinzentado bem claro e marrom-avermelhado escuro.
Geralmente os animais que vivem em florestas são menores e mais escuros e os que habitam regiões montanhosas são maiores e mais claros.
Possuem hábitos noturnos (predominantemente) e diurnos, caçam a qualquer hora do dia com certa tendência ao horário de crepúsculo.
Embora seja uma espécie terrestre, possui muita habilidade para subir em árvores e é muito ágil. A suçuarana vive solitária, menos na época de acasalamento.
Pesquisas comprovaram que a suçuarana é o predador mais eficiente e mais flexível entre os felinos. Ela consegue alimento em 75% das vezes em que parte para o ataque.
A alimentação inclui desde pequenos roedores até mamíferos de grande porte (capivaras, veados e catetos), aves e répteis.
O período de gestação varia entre 84 e 98 dias, e nascem de um a seis filhotes, cada um com 220 a 440 gramas de peso.
A espécie é considerada vulnerável e ameaçada de extinção.
Segundo o biólogo André Gonçalves Vieira, responsável por diversos levantamentos de fauna em Presidente Prudente, a onça-parda não tem o hábito de atacar pessoas, a não ser que se sinta acuada, com filhotes ou extrafragilidade alimentar.
“Infelizmente, com a perda de seu hábitat natural (cobertura vegetal nativa) e, consequentemente, queda de presas (alimentos), esse animal passa cada vez mais a ser observado próximo de áreas urbanas”, salientou Vieira.
“Uma das maiores ameaças à sobrevivência dos felinos selvagens em todo o mundo é a perda de hábitats em virtude da expansão urbana, da matriz agropecuária, a retaliação por predação de animais domésticos e os atropelamentos. Portanto, é sempre importante obedecer aos limites de velocidade das vias e se manter atento”, salientou ao g1 o biólogo Rondinelle Artur Simões Salomão, professor doutor na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente.
Salomão ainda orientou que, ao avistar um animal selvagem nas vias, é importante manter uma distância considerável e não tentar afugentá-lo.
“Esses animais não oferecem riscos diretos aos seres humanos e, se não forem incomodados, seguirão seu caminho. Onças-pardas só se defendem nos casos em que ficam acuadas ou estão protegendo suas crias”, ressaltou.
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Animais sobrevoaram local conhecido como ‘Cueva de la Boca’, que fica na cidade de Santiago, em Nuevo León. Quantidade impressionante de morcegos deixa caverna no México
Imagens de milhares de morcegos deixando uma caverna no México viralizaram nas redes sociais.
O local é conhecido como ‘Cueva de la Boca’ e fica na cidade de Santiago, em Nuevo León. Uma parceria entre a prefeitura e a ONG Pronatura Noreste busca preservar o local.
Segundo a ONG, a Cueva de la Boca já teve até 2,5 milhões de morcegos, uma quantidade que consegue consumir, em média, meia tonelada de insetos por dia.
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Trabalho realizado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), em conjunto com parceiros, vai de encontro ao tripé Clima, Comunidade e Biodiversidade. Participantes do projeto Corredores de Vida celebram 1 milhão de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica plantadas no Pontal do Paranapanema no 1º semestre de 2022
JR Pireni
O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) atingiu a marca de um milhão de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica plantadas na região do Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado de São Paulo, somente no primeiro semestre de 2022, através do projeto de restauração florestal denominado Corredores de Vida.
Ao todo, o IPÊ já plantou 5,5 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica no Pontal do Paranapanema em mais de duas décadas de atuação. Entre essas árvores, 2,4 milhões formam o maior corredor florestal já restaurado na Mata Atlântica, que conecta as Unidades de Conservação do Parque Estadual do Morro do Diabo e da Estação Ecológica Mico-Leão-Preto.
O coordenador do projeto Corredores de Vida, Laury Cullen, destacou a abrangência dos benefícios gerados pela restauração florestal.
“O trabalho de restauração florestal que o IPÊ realiza em conjunto com parceiros vai de encontro ao tripé CCB – Clima, Comunidade e Biodiversidade. Enfatizo que, na esfera Clima, as florestas neutralizam carbono, o que contribui para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Em relação à Comunidade, é notável a geração de emprego nas comunidades locais com aumento da renda. Quanto à Biodiversidade, restauração florestal e gestão de paisagem contribuem com a conservação da flora e da fauna, e assim com toda a biodiversidade”, afirmou.
O mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), animal ameaçado de extinção e foco de projeto do IPÊ, também está entre as espécies beneficiadas pelas ações de restauração.
A educadora ambiental do IPÊ, Maria das Graças de Souza, lembrou o início das atividades da entidade na região e a importância das parcerias.
“Começamos plantando pequenas quantidades e estamos aqui comemorando o plantio de um milhão de mudas nativas em um semestre. Agradeço às pessoas dos setores públicos e privados que acreditaram no nosso trabalho”, salientou.
“O trabalho do IPÊ é de grande relevância para a região e os resultados com a restauração florestal são visíveis”, pontuou o gestor do Parque Estadual do Morro do Diabo, Eriqui Inazaki.
A proprietária de um viveiro de mudas, Maria Regina dos Santos, avaliou os resultados atingidos com o próprio negócio.
“Montei meu viveiro em 2021, comecei produzindo 80 mil mudas/ano e atualmente já são 500 mil mudas/ano. Meu crescimento está relacionado a essas grandes áreas de plantio do IPÊ”, contabilizou.
A sócia de uma empresa de consultoria ambiental que realiza ações de restauração para o IPÊ, Marta Aparecida da Silva, ressaltou como é fazer parte dessa história.
“É gratificante saber que eu e minha empresa fazemos parte desse grande plantio”, comemorou.
O sócio de uma outra empresa que presta serviços de restauração ecológica, Edmilson Bispo, também seguiu nessa direção.
“O IPÊ plantou uma sementinha na minha vida quando tive a oportunidade de trabalhar no viveiro de mudas nativas na comunidade de Ribeirão Bonito, em Teodoro Sampaio [SP]”, comentou.
Bispo salientou que, anos depois, está agora plantando florestas.
Para celebrar a marca de um milhão de árvores na região do Pontal do Paranapanema somente no primeiro semestre de 2022, os participantes do projeto plantaram na Fazenda Estrela, em Teodoro Sampaio, novas mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, como pau-d’alho (Gallesia intergrifolia), sangra-d’água (Croton urucurana) e mutambo (Guazuma ulmifolia).
Participantes do projeto Corredores de Vida celebram 1 milhão de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica plantadas no Pontal do Paranapanema no 1º semestre de 2022
JR Pireni
Créditos de carbono
A iniciativa dos Corredores de Vida, do IPÊ, já plantou 5,5 milhões de árvores no Pontal do Paranapanema. O projeto acontece há mais de 25 anos e envolve uma série de parceiros nacionais e internacionais.
Em 2021, o IPÊ expandiu seus esforços em parceria com a Biofílica Ambipar Environment com o Projeto AR Corredores de Vida (Carbono), que visa à geração de créditos de carbono a partir da restauração florestal da Mata Atlântica na região no Pontal do Paranapanema.
A expectativa é de atrair empresas interessadas na geração dos créditos de carbono.
Ao todo, entre restauração, por meio do plantio de mudas, enriquecimento ou condução da regeneração, o projeto vai contribuir com a conversão de 75 mil hectares de áreas de passivos ambientais de propriedades privadas em áreas restauradas com cerca de 150 milhões de novas mudas de árvores.
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Proibição inclui cães, gatos, galinhas, aves, bovinos, caprinos, entre outros. Decreto distrital entrou em vigor na quarta-feira (20). Novos animais não podem entrar na ilha
Ana Clara Marinho/TV Globo
A entrada e a importação de animais domésticos e exóticos de qualquer procedência se tornaram proibidas em Fernando de Noronha desde quarta-feira (20), quando entrou em vigor o decreto distrital número 007/2022, publicado no dia 6 de julho no Diário Oficial do Estado. A proibição inclui cães, gatos, galinhas, aves, bovinos, caprinos, além de animais exóticos, como coelho, periquito, papagaio, hamster, arara, entre outros.
A norma indica como exceções: os cães-guia, os cães policiais e os animais tutelados por moradores permanentes e servidores públicos transferidos, limitados em um animal com, pelo menos, seis meses de vida. Os turistas não podem transportar os pets para a ilha, os casos permitidos são apenas os cães-guia.
Segundo a Administração de Noronha, essa nova norma alterou o decreto 19/2004, atendendo a solicitações dos órgãos de controle e do Projeto Pet Noronha.
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O decreto reafirmou a proibição da presença e do deslocamento de animais domésticos de qualquer porte em todas as praias. Além disso, orienta que o trânsito desses animais em áreas públicas deve ser realizado com métodos de contenção, como coleira, guia e caixa de trânsito.
A norma determina que os animais devem possuir identificação individual, como microchip, brincos, anilhas fixas, além de estarem sempre acompanhados por uma pessoa responsável pela tutela.
Também ficou determinado que os animais apreendidos ficarão à disposição do seu tutor legal pelo prazo de sete dias mediante recebimento de advertência. Na segunda apreensão de qualquer animal do mesmo tutor, a entrega fica condicionada ao pagamento de multa no valor correspondente à 20% de um salário mínimo.
Na terceira apreensão, o pagamento da multa passa a ser do valor correspondente a 30% de um salário mínimo. Após a quarta apreensão´, o animal deve ser encaminhado para adoção responsável, e deve ser registrada uma denúncia de abandono ao Ministério Público do Estado de Pernambuco.
O governo local também anunciou a reformulação do Núcleo de Vigilância Animal (NVA), que tem a previsão de realizar desde castrações em massa até um censo dos animais da ilha, incluindo microchipagem.
O objetivo da castração é diminuir a quantidade de animais soltos e abandonados na ilha e, com isso, reduzir a propagação de doenças zoonóticas, que são aquelas transmitidas dos animais para os seres humanos.
No censo, está prevista a microchipagem de todos os pets da ilha que tenham tutores. O calendário dessas ações não foi divulgado.
A Administração de Noronha informou que esse procedimento vai possibilitar um levantamento de dados dos animais e dos responsáveis, permitindo ao NVA realizar a localização e contato, caso necessário. Após o censo, o governo pretende aplicar multas nos tutores que deixarem animais abandonados.
Segundo a gestora do Núcleo de Vigilância Animal de Fernando de Noronha, Camila Cansian, a quantidade de animais não pode ultrapassar o número de moradores da ilha. Ainda de acordo com ela, vai ser enfatizado o incentivo à adoção para evitar a superlotação, o que pode acarretar problemas ambientais e de saúde.
Ameaça ambiental
Segundo pesquisadores, gatos matam espécies nativas
Ana Clara Marinho/TV Globo
Pesquisadores alertaram para a ameaça que as espécies exóticas invasoras, como gatos e ratos, representam para Fernando de Noronha. Segundo os estudiosos, esses animais são predadores de ovos de aves marinhas, de filhotes de pássaros e de outras espécies endêmicas (que só existem na ilha), como as mabuyas.
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