
Cacau também avançou na sessão; suco de laranja, café e açúcar recuaram Nesta segunda-feira, o algodão fechou em seu limite de alta — estendido hoje para 5 centavos de dólar — pelo segundo pregão consecutivo na bolsa de Nova York. O mercado continuou precificando o corte nas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a oferta americana e global da pluma. O contrato de algodão mais negociado, para dezembro, avançou 4,6%, a US$ 1,1359 por libra-peso.
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Na última sexta-feira, o USDA ajustou de 18,2 milhões para 18,4 milhões de toneladas sua estimativa para os estoques iniciais no mundo e cortou de 26,1 milhões para 25,4 milhões de toneladas sua previsão de produção. No caso do comércio global, o órgão cortou a projeção em 4,03%, para 9,7 milhões de toneladas, enquanto a previsão para o consumo seguiu em 26 milhões de toneladas.
Com isso, a perspectiva para os estoques finais da temporada que começou oficialmente em 1º de agosto passou a ser de 18,02 milhões de toneladas. A previsão é 180 mil toneladas menor que a do mês passado.
Nos EUA, a primeira estimativa do USDA com pesquisa de campo apontou para uma produção de 2,7 milhões de toneladas, a menor desde 2009/10. O órgão reduzido a previsão de consumo em 8%, para 500 mil toneladas, e em 14,2% a projeção para as exportações, que caíram para 2,6 milhões de toneladas. O corte na estimativa para os estoques finais americanos foi de 25%, para 391 mil toneladas.
A StoneX atribuiu as mudanças nas projecões à seca histórica no Texas, Estado que responde por 66% da produção dos EUA. “Mas, como os EUA são 16% da produção da pluma no mundo, acho que [o preço] não deveria refletir tanto assim essa preocupação”, ponderou o consultor Pery Pedro, da StoneX.
Lavoura de algodão
Fernanda Pressinott/Valor
Cacau
Os contratos do cacau para setembro, os mais negociados na bolsa de Nova York, avançaram 0,34%, a US$ 2.360 por tonelada. Já os papéis para dezembro, de segunda posição de entrega, subiram 0,29%, a US$ 2.401 por tonelada.
A amêndoa tem oscilado entre as indicações de piora da economia global, de problemas climáticos no oeste da África, principal região produtora do mundo, e de falta de insumos, que podem limitar a oferta.
“Apesar de as perspectivas iniciais serem de crescimento da produção neste ano, a instabilidade global tem [afetado] a moagem não somente no Brasil, mas também em outros importantes mercados”, afirmou a diretora-executiva da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de cacau (AIPC), Anna Paula Losi.
Suco de laranja
Os papéis para setembro do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) fecharam em queda de 2,7% em Nova York, a US$ 1,7615 a libra-peso. O contrato para novembro, de segunda posição, por sua vez, recuou 2,3%, a US$ 1,7230 por libra-peso.
Café
Os contratos do café arábica para dezembro, os mais negociados na bolsa de Nova York, caíram 0,4%, a US$ 2,2155 por libra-peso.
César de Castro Alves, especialista em agronegócios do Itaú BBA, afirma que o mercado de café continua monitorando o risco de uma possível desaceleração da economia global. Segundo ele, o consumo de café tem se mostrado resiliente, mas é possível que os compradores optem por grãos mais baratos.
“O café não é um produto fundamental para a sobrevivência, e estamos vendo um cenário de inflação no mundo como não víamos há anos. O grão não vai atravessar essa tormenta super tranquilo”, diz.
O Itaú BBA acredita que a safra brasileira 2022/23 será mais parecida com a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) do que com a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta 35,7 milhões de sacas de café arábica e 17,7 milhões de sacas de conilon. O USDA fala em 41,5 milhões de sacas de arábica e 22,8 milhões de sacas de conilon.
O consultor do Itaú BBA diz não esperar grandes riscos climáticos no restante do inverno. “As plantações estão completamente folheadas, o que indica boas condições para o ano que vem. Desde que as chuvas venham em setembro e não falhem, vamos chegar muito bem para a próxima safra”, diz. Ele também não vê a alta dos custos dos fertilizantes como risco para a queda da produtividade. “Os preços estão em patamares que fazem frente aos gastos mais elevados”, pontuou.
Açúcar
Os contratos do açúcar demerara fecharam o pregão de hoje em queda de 0,3% em Nova York, a 18,54 centavos de dólar por libra-peso. Os lotes de segunda posição de entrega, para março do ano que vem, recuaram 0,4%, a 18,51 centavos de dólar por libra-peso.
Hoje, a Petrobras anunciou uma nova redução, de 4,85%, no preço da gasolina vendida em suas refinarias. O desconto entrará em vigor a partir desta terça-feira.
A gasolina mais barata reduz a competitividade do etanol, o que pode levar as usinas a direcionar mais matéria-prima para a produção de açúcar.

Tucano abriu a série de sabatinas transmitidas ao vivo com candidatos ao governo de SP O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Rodrigo Garcia (PSDB), foi entrevistado nesta segunda-feira (15) por “O Globo”, Valor e “CBN”.
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O tucano abriu a série de sabatinas transmitidas ao vivo pela rádio e nos sites e redes sociais dos três veículos. Foi entrevistado por Vera Magalhães, Malu Gaspar, Débora Freitas, Raul Juste Lores, Cristiane Agostine e Maria Cristina Fernandes.
O candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) será entrevistado nesta terça-feira e Fernando Haddad (PT), na quarta-feira.
A equipe do Fato ou Fake checou algumas das principais declarações de Rodrigo Garcia (PSDB). Leia:
“Na década de 90, é importante as pessoas lembrarem disso, 97% das cidades de São Paulo tinham IDH baixo ou muito baixo. Trinta anos, 28 anos depois, 90% das cidades têm IDH alto ou muito alto.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Os dados mais recentes do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) Municipal, de 2010, mostram que 583 dos 645 municípios de São Paulo (90,4%) tinham um indicador de ao menos 0,70, que inclui as localidades com desenvolvimento alto ou muito alto (a partir de 0,80). No grupo das cidades com desenvolvimento muito alto (pelo menos 0,80), estão 24 municípios paulistas. Em 1991, 96,6% dos municípios (623) estavam nas categorias IDH baixo ou muito baixo. As demais 22 localidades tinham IDH considerado médio.
“São Paulo investe 1% do ICMS na Habitação.”
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O governo de São Paulo aprovou em 1989 a Lei 6.556, que destina 1% do valor de arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para o financiamento de programas habitacionais. A lei vigorou até 1998. Na época, a destinação obrigatória do percentual foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Desde então, porém, o total foi mantido como compromisso político por governadores.
Apesar disso, não é sempre que o valor é cumprido. Em 2021, por exemplo, conforme o Observatório Fiscal do Tribunal de Contas de São Paulo (TCESP), a arrecadação de ICMS do estado foi de R$ 188,3 bilhões e o investimento em habitação foi de R$ 1,5 bilhão, 0,8% do total. No ano anterior, a arrecadação foi de R$ 149,3 bilhões, enquanto o valor pago na área de habitação foi de R$ 449,5 milhões, 0,3% do total. O mesmo percentual de 0,3% foi mantido em 2019. Em 2018, foi de 0,4%.
“Vai pro Rio de Janeiro, você tem três vezes mais chances de ter o teu celular roubado.”
A declaração é #FAKE. Veja por quê: Conforme o Anuário de Segurança Pública de 2022, a taxa de roubo de celulares em São Paulo é maior que a do Rio de Janeiro. No ano passado, a cada 100 mil habitantes da população fluminense, 84,3 foram vítimas do crime. Em São Paulo essa taxa foi de 322,3. O percentual também foi maior em São Paulo nos anos de 2020 (323,3 X 94,6), 2019 (423 X 155,2) e 2018 (437,4 X 154,7).
“Nós temos cinco linhas de metrô em obra neste momento.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), há obras em andamento na Linha 2-Verde, Linha 6-Laranja, Linha 9-Esmeralda, Linha 15-Prata e Linha 17-Ouro. A linha 6 chegou a ter paralisação das obras devido à abertura de uma cratera na Marginal Tietê em fevereiro. Em agosto, elas foram retomadas.
“Nós temos 3,5 milhões de alunos na rede do estado. É a maior rede disparada da América. Não tem nem lá nos Estados Unidos uma rede do tamanho que São Paulo administra”.
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Por mais que esteja correto o número de 3,5 milhões de alunos na rede estadual de ensino em São Paulo, não procede que os EUA não disponham de uma rede tão grande quanto. Segundo dados de matrículas em escolas públicas do ensino fundamental e médio divulgados em 11 abril pelo Departamento de Educação da Califórnia (CDE), nos EUA, foram registrados 5.892.240 alunos para o ano acadêmico de 2021-22. Tanto São Paulo quanto Califórnia são os estados mais populosos do Brasil e dos EUA respectivamente.
“Desses 3,5 milhões de alunos, 500 mil ainda são do fundamental I. Na cidade de São Paulo, nós temos mais alunos do ensino fundamental I do que a própria prefeitura.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo dados do IBGE, a rede estadual de São Paulo tem 334 mil alunos no Ensino Fundamental I apenas na capital, ou seja, 113 mil a mais que a rede municipal. No estado como um todo, são 619 mil alunos na mesma modalidade, e a proporção se inverte, pois este número é 1,1 milhão inferior do que o somatório de matrículas das redes municipais em SP.
“Hoje se a gente fizer um recorte pelo CadÚnico de São Paulo, nós temos cerca de 1,350 milhão de famílias na extrema pobreza, com uma renda per capita mensal abaixo de R$ 105, e mais quase 400 mil famílias na pobreza, com renda per capita abaixo de R$ 210.”
A declaração é #FAKE. Veja por quê: Segundo dados do Ministério da Cidadania, em maio deste ano havia 2,2 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único em situação de extrema pobreza no Estado de São Paulo, maior número desde 2012 quando se iniciou a série histórica. Já o total de famílias em situação de pobreza em maio somava 533,4 mil, o maior patamar desde março de 2019.
“São Paulo tem cerca de 200 mil presos.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: São Paulo tem 179 unidades prisionais que abrigam quase 203 mil presos, o equivalente a um terço da população carcerária brasileira. De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), 122,6 mil presos estão no sistema fechado, 42,6 mil presos estão em sistema semiaberto e 36,5 mil estão presos provisoriamente.
“Nós demos chips gratuitos, nós usamos a TV Cultura. Aliás, o nosso centro de mídias foi a sexta melhor iniciativa da América, reconhecida pelos órgãos internacionais, o centro de mídias de São Paulo que nós criamos logo no início da pandemia.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Em 2020, o Centro de Mídias de São Paulo foi reconhecido como uma das seis melhores iniciativas inovadoras de governos subnacionais da América Latina e do Caribe. O Prêmio Governarte, promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), reuniu cerca de 130 boas práticas em dezenas de países. Naquele ano, a premiação destacou o uso de ferramentas digitais no contexto da covid-19.
“São Paulo conseguiu crescer, mesmo durante a pandemia, 5 vezes mais que o Brasil.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo a Fundação Seade, entre 2019 e o terceiro trimestre de 2021, o crescimento na atividade econômica em São Paulo foi da ordem de 7,5%, ao passo que, no Brasil, a elevação ficou em 1,5%. Conforme dados do IBGE e da FGV, em 2018 o crescimento nacional foi de 1,2%. Em 2020, houve recuo de 3,9% e em 2021, o aumento chegou a 4,6%. Em todo o período, conforme dados das duas instituições, houve crescimento de 1,9%.
“A Polícia Civil, segundo dados do Fórum [Brasileiro de Segurança Pública], tinha basicamente o mesmo número de policiais que a gente tinha lá em 2018. O efetivo é o mesmo.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Dados do Fórum Brasileiro de Segurança de Pública mostram que a polícia civil do Estado de São Paulo tinha, em março de 2022, um efetivo de 18.146 delegados, escrivães e investigadores/agentes na ativa. Já a Pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública referente ao ano-base 2018, do Ministério da Justiça, apontava que em 2018 o efetivo da polícia civil do Estado contava com 17.811 delegados, agentes e escrivães.
“Quem tem que fazer a segurança pública da população é a polícia, são as forças de segurança. Quanto mais armas na sociedade civil, mais violência você terá, nós estamos nos deparando com casos diários em relação a isso.”
A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2020 o Brasil registrou mais de 50 mil assassinatos. O crescimento foi de 4,8% em relação a 2019. De acordo com especialistas que conduziram o estudo, entre as causas que podem ter contribuído para esse cenário está o aumento do número de armas de fogo para civis. Em estudo recente, os pesquisadores do Anuário afirmaram que “há um conjunto de ingredientes que desconsideram as evidências científicas sobre o impacto de longo prazo que armas de fogo e munições exercem na sociedade brasileira e que preparam o país para um cenário literalmente explosivo”.

De acordo com o banco, tanto brasileiros quanto estrangeiros parecem acreditar que o Brasil não deve entrar em recessão Os investidores estrangeiros demonstram mais otimismo com o Brasil do que os locais, afirma relatório do J.P. Morgan com base em reuniões com agentes brasileiros e do exterior desde o início de agosto. “Estrangeiros apontam que o Brasil é o primeiro mercado que parou de elevar (os juros) e esse é um catalisador importante para equities”, diz o boletim.
De acordo com o banco, tanto brasileiros quanto estrangeiros parecem acreditar que o Brasil não deve entrar em recessão. Isso porque, apesar do aperto monetário, a política fiscal – com auxílios e reduções nos preços de combustíveis e energia – uma possível desaceleração do crescimento pode ser adiada para o ano que vem.
Quanto aos valuations, os investidores locais parecem acreditar que a bolsa brasileira não é tão barata se os setores mais deprimidos forem excluídos. Para o J.P. Morgan, a bolsa brasileira está barata “em todos os aspectos” – tanto setorialmente quanto em termos históricos ou em comparação com outros emergentes.
A impressão do banco é que os hedge funds locais ainda não estão fortemente posicionados em equities, mas que a proximidade do fim do ciclo de alta de juros e as mudanças na curva devem levar mais recursos para esse setor. Entre os fundos de equities, os resgates continuam, mas começam a desacelerar. Já na visão dos estrangeiros, o Brasil é um dos poucos mercados interessantes de se investir para quem não está “overweight” em China.
Em relação ao posicionamento setorial, os estrangeiros parecem ter visão mais negativa de commodities (exceto petróleo, cuja restrição de oferta leva a uma opinião mais construtiva). “Entre brasileiros, o consenso é de underweight em materiais, especialmente através da Vale, e overweight em energia”, informa o J.P. Morgan.
As companhias mais citadas com visões positivas por brasileiros incluem, em ordem aleatória, Petrobras, Renner, BTG, Banco do Brasil, Bradesco, Soma, Hapvida, Energisa, Equatorial, Vibra, Vivara e Rumo. Já entre os estrangeiros, aparecem Petrobras, Rumo, Renner, Raia, Locaweb, Bradesco, Vamos, Lojas Renner, Arezzo, Raia, MELI, Hypera e Rede D’Or.
No que diz respeito à eleição, a discussão principal “está centrada em que tipo de governo Lula montará se vencer” – fatores como o ministro da Economia, a visão sobre política fiscal e a composição do Congresso. Não há consenso sobre o comportamento do mercado no curto prazo independentemente de qual candidato for eleito. “Se algum tipo de problema eleitoral acontecer, o mercado não está preparado, já que poucos investidores tocaram nesse assunto”, afirma o relatório. O mercado parece acreditar que Lula será pragmático se vencer, embora não haja evidências sólidas disso até o momento “além do seu primeiro mandato e o fato de que há emissários do PT falando sobre pragmatismo”.
Marco Ankosqui/Agência O Globo

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a liminar que o ministro Nunes Marques havia concedido para habilitar o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), condenado pela Corte em 2018, a disputar as eleições deste ano. Com isso, o parlamentar volta a ficar inelegível.
Marques havia afirmado que a dosimetria da pena fixada pela Primeira Turma do STF – quatro anos de reclusão por crime contra o Sistema Financeiro nacional – descumpriu o princípio da proporcionalidade. Destacou, ainda, que, com as correções necessárias, o delito já estaria prescrito.
Porém, a maioria de seus colegas não concordou com essa análise. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que essa questão já havia sido levantada pela defesa de Gurgacz em recursos apresentados ao tribunal, todos rejeitados. Ou seja, como o Supremo não se furtou ao tema, o pedido de revisão criminal não seria cabível.
Segundo sentença, Gurgacz obteve empréstimo de R$ 1,5 milhão com Banco da Amazônia para renovar frota de empresa, mas usou dinheiro para comprar veículos antigos, embolsando R$ 510 mil
Pedro França/Agência Senado
Moraes foi acompanhado pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, e pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Vencidos, ficaram Marques e os ministros André Mendonça e Ricardo Lewandowski. Antigo relator do caso, o ministro Edson Fachin não participou do julgamento – ele alegou “razão superveniente” e declarou-se suspeito.
Com o resultado do julgamento, Gurgacz está novamente impedido de disputar a reeleição ao Senado. A Justiça Eleitoral deve confirmar a inelegibilidade ao analisar o pedido de registro de candidatura, já protocolado junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO).
O senador foi condenado em 2018 por desviar verbas de um financiamento obtido junto ao Banco da Amazônia, quando era diretor da empresa de ônibus Eucatur, entre 2003 e 2004. De acordo com a sentença, Gurgacz obteve um empréstimo de R$ 1,5 milhão para renovar a frota, mas usou o dinheiro para comprar veículos antigos, embolsando R$ 510 mil.
Mesmo condenado à perda dos direitos políticos, o senador – que começou a cumprir a pena em regime semiaberto, progrediu para o regime aberto e depois obteve a liberdade condicional – continuou exercendo normalmente o seu mandato no Congresso Nacional, com aval de Moraes.

Fluxos financeiros via bolsa aliviaram a desvalorização da moeda brasileira O dólar comercial fechou a sessão em alta de 0,38%, sendo negociado a R$ 5,0916. Diante de dados negativos da economia chinesa, agentes do mercado voltaram a temer os riscos de uma desaceleração econômica global, o que derrubou o preço de commodities e o desempenho de moedas correlatas, como o real. Entretanto, no caso da divisa brasileira, fluxos financeiros via bolsa aliviaram a desvalorização, além da avaliação do mercado sobre a revisão para cima das expectativas de inflação para 2024 pela pesquisa Focus.
Na máxima do dia, o dólar foi a R$ 5,1398 e, na mínima, foi a R$ 5,0748. Por volta das 17h10, o dólar futuro para setembro avançava 0,24%, a R$ 5,1160. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis divisas desenvolvidas, avançava 0,83%, aos 106,51 pontos.
Kiyoshi Ota/Bloomberg

Os destaques positivos da sessão foram novamente os papéis ligados à economia doméstica, que seguem exibindo forte recuperação Mesmo com a pressão negativa vinda da China, que tem patinado em termos de atividade e está afetando a performance dos ativos ligados às commodities metálicas, o Ibovespa conseguiu fechar em alta nesta segunda-feira, acompanhando a sessão positiva dos índices de Nova York. Os destaques positivos da sessão foram novamente os papéis ligados à economia doméstica, que seguem exibindo forte recuperação.
Ao final do dia, o índice avançou 0,24%, aos 113.032 pontos, tocando os 111.067 pontos na mínima intradiária e os 113.214 pontos na máxima. No exterior, S&P 500 avançou 0,40%, aos 4.297 pontos, Dow Jones subiu 0,45%, aos 33.912 pontos, e Nasdaq teve ganhos de 0,62%, aos 13.128 pontos.
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Divulgação

“Buscamos identificar os choques e parece que o aperto monetário está ocorrendo exatamente onde deveria ocorrer primeiro: em setores de valor agregado maior”, afirmam economistas do banco Com as taxas de juros já em níveis bastante restritivos, a resiliência da atividade econômica surpreendeu boa parte dos analistas e tem gerado revisões positivas do crescimento em 2022. Assim, nos últimos meses, cresceram as dúvidas acerca da demora dos efeitos da política monetária na economia real. De acordo com um estudo elaborado pelos economistas do Banco Original, no entanto, o ciclo de elevação dos juros já começou a dar sinais de que está afetando a atividade e sua defasagem não tem sido tão diferente daquela que se observou em outros episódios de aperto das condições financeiras.
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Os auditores-fiscais da Receita Federal pretendem retomar a pressão sobre o governo para que seja incluída, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023, a previsão de pagamento de gratificação de produtividade. A informação é da assessoria de imprensa da Delegacia Sindical de Santos (SP) do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), que programou um ato para esta terça-feira (16), por volta das 12h, em frente ao prédio da Alfândega.
Tal como nos movimentos grevistas ocorridos no início deste ano, eles querem a regulamentação do bônus, criado por lei aprovada em 2017. Também pedem que o orçamento do órgão, cortado pela metade em 2022, seja recomposto no ano que vem.
Receita Federal: categoria reivindica ainda a realização de um concurso público para repor quadros; processo seletivo foi autorizado em junho
Divulgação
Categoria reivindica ainda a realização de um concurso público para repor quadros. O processo seletivo foi autorizado em junho passado, mas ainda não há previsão para sua realização.
De acordo com o Painel Estatístico de Pessoal, os salários dos auditores-fiscais da Receita variam de R$ 21.029,09 a R$ 30.303,62. O PLOA de 2023 está em elaboração, para ser enviado ao Congresso Nacional no próximo dia 31.

Alexandre Kalil declarou ao TSE ter um patrimônio de R$ 3,6 milhões O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os bens declarados pelos candidatos ao governo de Minas Gerais. O atual governador e candidato à reeleição em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), apresenta o maior patrimônio entre os dez candidatos, de R$ 129,8 milhões. Em seguida estão os candidatos Alexandre Kalil (PSD), Carlos Viana (PL) e Marcus Pestana (PSDB).
Em 2018, quando disputou o governo pela primeira vez, Zema informou ter R$ 69,8 milhões (em valores não corrigidos). À Justiça Eleitoral, o candidato declarou uma casa no valor de R$ 704,9 mil e um terreno de R$ 70 mil. No item “quotas ou quinhões de capital” ele reportou ter R$ 92,9 milhões. Zema também possui uma poupança de R$ 88,27, uma aplicação de renda fixa de R$ 1,4 milhão e depósitos em contas correntes no total de R$ 9,7 mil. Outros bens e direitos somam R$ 1,2 milhão.
A assessoria do candidato informou que, no fim de 2018, duas empresas do setor de combustíveis que eram do Grupo Zema foram vendidas para uma companhia francesa por cerca de R$ 380 milhões. Zema tinha participações nas empresas e recebeu R$ 10 milhões pela venda das empresas. Além disso, em uma das empresas, ele detinha 27,14% de participação e recebeu pela venda R$ 23 milhões.
De acordo com a assessoria, os recursos foram direcionados à empresa da família e a fundos de investimento. O restante da ampliação dos bens deve-se à valorização das empresas do grupo Zema, segundo a assessoria.
O ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato pelo PSD Alexandre Kalil declarou ao TSE ter um patrimônio de R$ 3,6 milhões. O montante está R$ 36 mil abaixo do que foi declarado nas eleições de 2020, quando disputou a reeleição para prefeito da capital mineira. Em 2016, antes da primeira eleição para prefeito, Kalil tinha patrimônio de R$ 2,7 milhões.
Ao TSE, o candidato informou que possui R$ 1,09 milhão em terrenos, apartamento e outros bens imóveis. Kalil declarou seis veículos, no valor total de R$ 639,6 mil. A lista também inclui um depósito bancário em conta corrente no exterior de R$ 1,05 milhão, R$ 431 mil em quotas ou quinhões de capital e R$ 319,5 mil em outras aplicações e investimentos. Poupança e aplicações em renda fixa somam R$ 348,16.
Zema, Kalil e Vana
Montagem
O terceiro candidato ao governo mineiro em valor de patrimônio é o senador Carlos Viana (PL), com um total de R$ 3,6 milhões, valor R$ 463,6 mil abaixo do declarado na eleição de 2018, quando concorreu ao Senado.
Viana declarou quatro apartamentos, no total de R$ 2,6 milhões. Ele também disse ter terrenos no total de 64,5 mil, sala comercial ou conjunto no valor de R$ 420 mil, quotas ou quinhões de capital no valor de R$ 406 mil e dinheiro em espécie no total de R$ 75 mil.
Candidato pelo PSDB, o ex-deputado federal Marcus Pestana declarou ter R$ 1,5 milhão em bens, sendo um veículo de R$ 165 mil e aplicações de renda fixa de R$ 1,3 milhão.
Os demais candidatos ao governo de Minas Gerais possuem patrimônio inferior.
O candidato do PMB, Cabo Tristão, declarou um patrimônio de R$ 350 mil, referente a um apartamento.
Lorene Figueiredo (Psol) tem R$ 123,4 mil, valor R$ 2,5 mil abaixo do que foi informado em 2020, quando se candidatou à prefeita de Juiz de Fora. Ela declarou uma casa e um veículo.
Vanessa Portugal (PSTU) declarou ter R$ 100 mil, sendo R$ 40 mil de um veículo e R$ 60 mil em caderneta de poupança. O valor está R$ 291 mil abaixo do informado em 2020, quando foi candidata a vereadora em Belo Horizonte.
A candidata do UP Indira Xavier declarou um patrimônio de R$ 136,07, em conta corrente. A candidata do PCO, Lourdes Francisco, não declarou bens ao TSE. Renata Regina, do PCB, foi outra candidata ao governo de Minas que não declarou bens.

Com isso, afasta-se o risco de um leilão “vazio” (sem interessados) na quinta-feira Todos os blocos da 7ª rodada de concessões de aeroportos receberam propostas, afirmou o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, em suas redes sociais. Com isso, afasta-se o risco de um leilão “vazio” (sem interessados) na quinta-feira.
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