
Deputado federal Ricardo Barros disse que a carta pela democracia não é um movimento pró-candidatura do ex-presidente Lula, mas afirmou que “alguns tentam se aproveitar” O líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), disse que os atos desta quinta-feira (11) em favor da democracia têm uma “boa tese”, mas que o problema é o “ativismo”. “Alguns tentam se aproveitar [para desgastar o governo]”, afirmou.
Movimentos sociais, sindicatos, intelectuais e empresários assinaram carta a favor da democracia, após ataques sem provas do presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas, e realizaram atos nesta quinta-feira (11).
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“Acho a tese boa se fosse sem ativismo”, disse Barros ao Valor. Ele disse que a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito” não é um movimento pró-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas que “alguns tentam se aproveitar”.
Líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR)
Wenderson Araujo/Valor

Produtos como “Dreamworld”, que anunciam um conceito em vez de um sabor, são uma forma de estimular o interesse em torno da Coca-Cola e busca trazer públicos mais jovens A Coca-Cola está lançando um novo sabor e que estará disponível por tempo limitado. O produto leva o nome de Dreamworld e tem gosto de nada mais nada menos que… sonhos. De acordo com reportagem da CNN, o “Dreamworld” é a quarta bebida a ser lançada a partir da Coca-Cola Creations, a nova plataforma de inovação da marca que se concentra em itens com um componente digital.
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Antes, a Creations lançou a Starlight (com sabor de espaço) e a Byte (com sabor de pixel). O terceiro produto, lançado no início do verão no Hemisfério Norte, tinha um sabor mais tradicional, de morango e melancia, e foi desenvolvido em parceria com Marshmello, um DJ e produtor de música eletrônica indicado ao Grammy.
A Coca-Cola aposta em uma experiência imersiva com música e realidade aumentada. Produtos como “Dreamworld”, que anunciam um conceito em vez de um sabor, são uma forma de estimular o interesse em torno da Coca-Cola e busca trazer públicos mais jovens para a plataforma, diz a CNN.
“Queríamos criar uma bebida inspirada em sonhos que fosse claramente uma Coca-Cola, mas com sugestões adicionais que trazem à vida a diversão e o brilho dos sonhos. Nos inspiramos no mundo tecnicolor dos sonhos, adicionando uma pitada de sabores vibrantes ao nosso excelente sabor da Coca-Cola”, disse um porta-voz da empresa.
Há alguns anos, a Coca-Cola reduziu seu portfólio pela metade, abandonando produtos tradicionais e adorados pelo público, como o Tab, um refrigerante diet lançado no mercado em 1963 e descontinuado em 2020.
Com menos produtos, tornou-se ainda mais importante para a empresa despertar o interesse pela própria Coca-Cola. O problema é que as vendas de refrigerantes comuns estão diminuindo em todo mundo e, diante deste cenário, era preciso ser criativa.
Cada sabor da Coca-Cola Creations é lançado junto com uma experiência online especializada, e o Dreamworld não é exceção. As latas e garrafas do Dreamworld vêm com códigos QR que dão acesso a uma “experiência musical” virtual de realidade aumentada, na qual é possível ouvir música através de um avatar de DJ e jogar.
Os clientes também podem obter roupas digitais inspiradas na Dreamworld para seus avatares usarem on-line. Quem quiser experimentar a Dreamworld pode comprá-la nos Estados Unidos e no Canadá a partir da próxima segunda-feira, dia 15, por tempo limitado. O produto estará disponível nas versões normal e zero açúcar.
Dreamworld é a quarta bebida a ser lançada a partir da Coca-Cola Creations, a nova plataforma de inovação da marca que se concentra em itens com um componente digital
Reprodução/Coca-Cola

Em 12 meses, o país acumula alta de 71%, o que coloca a inflação argentina entre as mais altas do mundo A inflação ao consumidor de julho na Argentina foi de 7,4% — maior taxa mensal em duas décadas, informou nesta quinta-feira (11) o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Em 12 meses, o país acumula alta de 71%, o que coloca a inflação argentina entre as mais altas do mundo e a aproxima das projeções de analistas, de que o índice de 2022 deve passar de 90% neste ano. Não se descarta a hipótese de que esse número chegue a três dígitos — diante das dificuldades do governo de Alberto Fernández em não acertar as medidas logo após fazer mudanças no Ministério da Economia.
Só nos sete primeiros meses deste ano, a taxa já está acumulada em 46,2%. A taxa indica o desafio do país de cumprir as metas do acordo de US$ 44,5 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), firmado em março, que prevê inflação anual inferior a 50%.
O aumento dos preços — especialmente dos alimentos — agrava a pobreza que atinge cerca de 40% da população, de cerca de 47 milhões de habitantes.
Divulgação / Banco Central da República Argentina

Néviton Guedes, do TRF-1, manteve a decisão de outro desembargador, Carlos Augusto Pires Brandão, que devolveu os direitos políticos a Cunha em julho deste ano O desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), negou um pedido apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão que restabeleceu os direitos políticos do ex-deputado Eduardo Cunha (PTB-SP) e, na prática, permitiu que ele se candidate ao pleito de outubro.
O órgão argumentou que o processo de cassação do ex-parlamentar pela Câmara dos Deputados ocorreu respeitando o devido processo legal e que essa era uma decisão “interna corporis”, isto é, que deveria ser tomada pelo Poder Legislativo, sem interferência do Judiciário.
A decisão que beneficiou Cunha foi tomada pelo desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão, também do TRF-1, em julho deste ano.
Em seu despacho, Guedes apontou que não houve ilegalidade na decisão do colega e que a via processual adequada para questioná-la era um recurso dentro do próprio processo – que também foi impetrado pelo MPF.
Segundo o magistrado, “somente diante de excepcionalíssimas circunstâncias admite-se o mandado de segurança contra ato judicial”. “Por óbvio, sendo excepcional a admissão do manejo de mandado de segurança contra ato judicial, mais excepcional ainda seria admitir, em sede liminar, a cassação desse ato judicial”, disse.
Ele também apontou que a decisão o desembargador Pires Brandão foi “bem fundamentada”, sem “a ocorrência de nenhuma teratologia ou ilegalidade”.
Apesar da decisão favorável, a candidatura de Cunha a uma vaga na Câmara deve ser questionada na Justiça Eleitoral, a quem cabe a palavra final sobre a inelegibilidade.
Eduardo Cunha
Agência Câmara

A taxa do DI para janeiro de 2024 subiu a 12,965%, de 12,93% do ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2027 subiu a 11,83%, de 11,715% da véspera Os juros futuros encerraram o pregão desta quinta-feira (11) em alta, especialmente nos vértices intermediários e longos, em movimento disparado por uma realização de lucros após a queda recente das taxas no país.
Outros fatores que contribuíram para a dinâmica foram a alta nos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) de 10 anos, o avanço do petróleo no mercado internacional e a grande oferta de prefixados realizada pelo Tesouro no leilão de títulos públicos realizado hoje.
Assim, no horário de encerramento da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 anotou leve queda, a 13,71%; a taxa do DI para janeiro de 2024 subiu a 12,965%, de 12,93% do ajuste anterior; a taxa do DI para janeiro de 2025 foi a 11,98%, de 11,87%; e a do DI para janeiro de 2027 subiu a 11,83%, de 11,715% do ajuste da véspera.
No mesmo horário, o rendimento da T-note de 10 anos subia a 2,888%, de 2,780% do encerramento de ontem.
Gerd Altmann/Pixabay

Apenas Roraima apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo, enquanto Amazonas, Amapá, Maranhão e Piauí indicam estabilidade O Boletim InfoGripe, divulgado hoje pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que a maioria dos Estados do país já apresenta sinal de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O estudo aponta manutenção de queda em grande parte das unidades federativas do Sudeste, Centro-Oeste e Sul; sinal predominante de interrupção do crescimento com alguns Estados já iniciando queda no Nordeste; e manutenção dos indícios de crescimento no Norte.
Referente à Semana Epidemiológica (SE) 31, período de 31 de julho a 6 de agosto, o InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 8 de agosto.
A análise mostra queda nas tendências de longo (últimas seis semanas) e curto prazo (últimas três semanas). Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 1,9% para influenza A; 0,2% para influenza B; 5,9% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 79,1% Sars-CoV-2 (covid-19).
Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta. No grupo de 0 a 4 anos, o volume de casos associados à covid-19 se mantém acima do observado para o VSR nas últimas quatro semanas.
Referente aos casos de SRAG em 2022, já foram registrados 34.932 óbitos, sendo 26.259 (75,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 6.949 (19,9%) negativos e ao menos 721 (2,1%) aguardando resultado laboratorial. Entre os óbitos, a prevalência entre os casos positivos nas quatro últimas semanas epidemiológicas foi de 1,0% para influenza A; 0,0% para influenza B; 0,3% para VSR; e 96,1% para Sars-CoV-2 (covid-19).
Observa-se que, das 27 unidades federativas, apenas Roraima apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 31. Dos demais estados e o Distrito Federal, quatro apresentam sinal de estabilidade (Amazonas, Amapá, Maranhão e Piauí), com os demais apresentando sinal de queda na tendência de longo prazo no mesmo período.
Três das 27 capitais apresentam indícios de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 31: Belém (PA), Boa Vista (RR) e Recife (PE). Nas demais, há predomínio de sinal de queda, com sete capitais apresentando estabilidade nesse indicador.
Masum Ali/Pixabay

Discursaram em manifestação pela democracia sindicalistas, empresários, professores e representantes de movimentos sociais. Governo aproveitou para anunciar novo corte no preço do diesel Se fosse preciso definir o ato pela democracia na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco num momento seria aquele em que juristas, lideranças do movimento social, sindicalistas, empresários e banqueiros se revezaram no mesmo púlpito com a mesma pauta. Lá pelas tantas, Miguel Torres, dirigente da Força Sindical, disse assim: “sou sindicalista e sindicalista gosta de assembleia. Então vamos fazer uma assembleia aqui.” Pediu que as pessoas dessem as mãos e que aqueles que fossem a favor de preservar a democracia com a sociedade unida levantassem o braço. E lá se foi todo mundo levantando o braço sob o grito de ordem: a sociedade unida jamais será vencida.
A definição daquele momento viria logo em seguida, com o jurista José Carlos Dias, que estava presente na mesma faculdade 45 anos atrás quando a carta pela democracia foi lida por Goffredo da Silva Telles. Ele disse que o engrandecia aquele momento em que capital e trabalho estavam juntos em defesa da democracia.
A julgar pelos 15 oradores que se revezaram no primeiro dos atos constata-se que a definição não poderia ser mais certeira. No primeiro ato, em que estavam representadas 107 entidades, falaram três professores universitários da USP e da FGV – Carlos Gilberto Carlotti, Celso Campilongo e Oscar Vilhena – três empresários ou egressos de famílias empresariais – Horácio Lafer Piva, Arminio Fraga e Neca Setúbal – quatro sindicalistas – Miguel Torres, Enilson Simões, Telma Aparecida e Patricia Vanzolin, da Força Sindical, da UGT, CUT e da OAB – e três representantes de movimentos sociais – Bruna Brelaz, Beatriz Nascimento e Raimundo Bonfim, da UNE, Coalizão Negra por Direitos e Frente Brasil Popular.
Se o palanque tinha essa diversidade, a plateia não era diferente. Lá estavam desde os presidentes da Fiesp e da Febraban, Josué Gomes e Isaac Sidney, a João Pedro Stédile, do MST. A última vez em que se viu algo parecido foi nos atos pelas Diretas Já, em 1984.
Na política é que se viu uma diversidade menor. A maior parte dos políticos eram egressos da centro-esquerda e da esquerda. Lá estavam o candidato a governador pelo PT, Fernando Haddad, o candidato ao Senado pelo PSB, Marcio França, a candidata a deputada federal pelo Rede, Marina Silva, e o candidato a deputado federal pelo PSol, Guilherme Boulos. A ex-bolsonarista Joice Hasselman era a única parlamentar tucana presente.
O governo marcou o ato em cima do lance. No momento em que se desenrolava o segundo ato, em que foi lida a carta de Goffredo da Silva Telles, tocaram o hino do Brasil pela segunda vez. E foi nesse momento que o noticiário em tempo real pipocou a noticia da segunda redução do diesel em uma semana. Foi como se dissessem: “Enquanto vocês ficam falando de democracia, nós operamos com a vida real. Vamos ver quem chega primeiro no eleitor”

Érico Brás, ator de teatro e de televisão e futuro participante da próxima novela das seis da TV Globo, é o entrevistado desta sexta-feira, dia 12 de agosto, às 12h, na Live do Valor. A entrevista será conduzida pela jornalista Alessandra Saraiva, coordenadora digital do Valor no Rio, e transmitida pelo site e pelas páginas do Valor no YouTube, LinkedIn e Instagram.
Arte/Valor
No encontro, o ator falará sobre a importância da diversidade cultural e étnica nas artes do País. O artista também comentará sobre como será seu papel na próxima novela das seis da TV Globo, “Mar do Sertão”. Na lista do “100 Negros Mais Influentes do Mundo”, no Mipad 2018 (Most Influential People of African Descent) e conselheiro do Fundo de População da ONU, Érico também falará como se insere sua participação, na obra televisiva, em meio ao atual contexto em que ocorre crescente interesse, e necessidade, de tornar as peças artísticas brasileiras cada vez mais diversas e inclusivas.
Érico Brás nasceu em Salvador e começou a fazer teatro aos 8 anos. Trabalhou em diversas profissões até se juntar ao Bando de Teatro Olodum, onde despontou com a peça “Ó Paí, Ó”, que virou filme e posteriormente série homônima na Globo, marcando sua estreia na televisão. Érico foi apresentador do “Se Joga”, programa também da mesma emissora, de 2019 até 2021, e participou da Escolinha do Professor Raimundo, sucesso de audiência do horário. Ainda na dramaturgia, fez sucesso como Jader na novela “A Lei do Amor”. Outro papel marcante foi na série “Tapas e Beijos”, em que viveu o personagem Jurandir.
Em 2022, o artista se prepara para novo desafio: mostrar seu lado cantor. Em junho, Érico lançou seu primeiro álbum como cantor e compositor: o “Sincérico Brásileiro”, trabalho que mistura todas as suas referências musicais, transitando entre o samba, pop, forró e MPB.

Agora, o caso será encaminhado à Mesa Diretora da Câmara, antes de seguir para a Comissão de Justiça e Redação, que terá dez dias para avaliar o parecer do Conselho O Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio aprovou por unanimidade, na tarde desta quinta-feira (11), a cassação do vereador bolsonarista Gabriel Monteiro (PL). Aposta do partido do presidente Jair Bolsonaro como puxador de votos para deputado federal em outubro, o policial militar e youtuber responde por quebra de decoro parlamentar. As acusações envolvem assédio sexual e moral com funcionários de gabinete, tentativa de estupro e divulgação de vídeos de sexo com uma adolescente.
“É a credibilidade da Câmara que está em jogo, e estamos aqui para defendê-la”, afirmou o relator do caso, Chico Alencar (Psol), depois da votação.
Agora, o caso será encaminhado à Mesa Diretora da Câmara, antes de seguir para a Comissão de Justiça e Redação, que terá dez dias para avaliar o parecer do Conselho. Com o aval da comissão, o caso é levado a plenário, onde a cassação precisa ser aprovada por dois terços dos vereadores — 34 votos.
Monteiro já está registrado como pré-candidato a deputado federal no sistema da Justiça Eleitoral. O fato de o PL ter fornecido suas informações logo no início do prazo de registro de candidaturas pode jogar a favor do vereador. Seus aliados esperam que, mesmo que haja a cassação e ele fique inelegível, os efeitos da decisão sejam sentidos apenas ao longo do eventual mandato como deputado, uma vez que a possível inelegibilidade só seria consolidada depois de a Justiça analisar os documentos já disponibilizados pelo partido.
Renan Olaz/CMRJ

