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Pesca Profissional Artesanal: um tipo de pesca caracterizada principalmente pela mão de obra familiar, com embarcações de pequeno porte, como canoas ou jangadas, ou ainda sem embarcações, como na captura de moluscos perto da costa. Sua área de atuação está nas proximidades da costa, nos rios, reservatórios, lagos/lagoas, estuários e açudes. Lei Federal 11.959 de 29/06/2009.

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Dados do governo mostram que desmatamento na Amazônia cresceu 22% entre 2020 e 2021 e atingiu maior número desde 2006.
Reserva Jaci-Paraná e Parque Estadual Guajará-Mirim foram reduzidos em cerca de 220 mil hectares após aprovação da lei estadual. Parque
Segundo Inpe, houve alta de 22% no desmatamento entre 2020 e 2021. Para Joaquim Leite, é preciso que órgãos públicos
Relatório do Inpe mostrou alta de 22% no desmatamento na Amazônia entre 2020 e 2021. Mourão comanda o Conselho da
Balanço anual do Inpe revela o maior desmatamento em 15 anos na região, com mais de 13 mil km² devastados.
Autor de “A Arte de Torrar Café – Narrativas Além da Ficção”, escritor fala sobre sua paixão pelo processo de
Encontrou ocorreu nesta sexta-feira (19) na Sefaz, em Rio Branco, para apresentação do projeto Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira. Encontro
Pescadores atingidos por desastre devem receber pensão  ConJur
Pesquisa feita nos últimos 40 anos com 77 espécies de aves que vivem no centro da floresta, ou seja, teoricamente
Carlos França, das Relações Exteriores, falou com a imprensa durante viagem oficial a Dubai com o presidente Jair Bolsonaro. Ministro

Dados do governo mostram que desmatamento na Amazônia cresceu 22% entre 2020 e 2021 e atingiu maior número desde 2006. Mourão se disse ‘culpado’ pela falta de integração. Mourão admite que faltou integração entre militares e órgãos ambientais contra desmatamento na Amazônia
O vice-presidente Hamilton Mourão declarou nesta terça-feira (23) que houve falta de integração entre os militares e os órgãos ambientais no combate a crimes na Amazônia durante as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
Mourão fez a afirmação ao conceder entrevista após a 7ª Reunião do Conselho Nacional da Amazônia, comandado por ele, e disse também ser o “culpado” pela falta de integração.
Na semana passada, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que a área desmatada na Amazônia passou de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, o que representou aumento de 22% no desmatamento. Foi o maior número registrado desde 2006.
Desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o governo, tem autorizado o emprego de militares em ações na Amazônia.
“Minha observação: na primeira fase dessas operações, que foram se encerrar em abril deste ano, não houve essa verdadeira integração entre o trabalho das Forças Armadas e as agências ambientais”, declarou Mourão nesta terça.
“Consequentemente, as Forças Armadas realizaram operações de cerco, buscaram largas apreensões de material, mas não havia a presença do agente que realmente é o capaz de emitir a multa, de realizar a verificação, no detalhe, que não é pertinente ao conhecimento que as Forças Armadas possuem”, acrescentou.
Nesta segunda (22), Mourão já havia dito, também em entrevista, que é preciso “manter a pressão nas operações” contra crimes ambientais na Amazônia, além de avançar em outras áreas, como pagamento por serviços ambientais e regularização fundiária.
Amazônia Legal tem maior desmatamento desde 2006
‘Recuperação’ de agências ambientais
Ainda na entrevista desta terça, Mourão disse que, para alcançar o objetivo de zerar o desmatamento ilegal até 2028, conforme o governo anunciou na COP26, é preciso manter ações permanentes na região.
O vice-presidente disse ainda que isso passa pela “recuperação” das agências ambientais, por meio de mais recursos e agentes.
“Essa questão da permanência é fundamental, e por isso eu conversei com secretário executivo do meio ambiente, é fundamental a recuperação da capacidade operacional das agências ambientais”, afirmou.
Limitações
Mourão afirmou ainda que, como presidente do Conselho da Amazônia Legal, tem limitações de atuação por ser vice-presidente da República.
“Em relação às falhas de integração, eu tenho os meus limites, eu tenho um limite na minha cadeira como presidente do Conselho da Amazônia legal. Eu não dou ordem. Essa é uma diferença claríssima em relação ao trabalho de coordenação e integração”, afirmou.
Apesar disso, Mourão se disse responsável pelas falhas de integração entre os órgãos e os militares.
“Se você quer um culpado, sou eu. Não vou dizer que foi ministro A, B ou C. Eu não consegui fazer a coordenação e a integração da forma que ela funcionasse. Ela só foi funcionar na última fase da operação, quando a Samaúma aconteceu, e aí a turma acordou para a necessidade de conversarem uns com os outros, despirem seus preconceitos e a partir daí houve a sinergia dos trabalhos”, declarou.
Podcast
Ouça episódio do podcast O Assunto:


Reserva Jaci-Paraná e Parque Estadual Guajará-Mirim foram reduzidos em cerca de 220 mil hectares após aprovação da lei estadual. Parque Estadual Guajará-Mirim
Luis Paulo/Flickr
O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) declarou inconstitucional a lei complementar estadual n° 1089, que alterou os limites da Reserva Extrativista Jaci-Paraná e do Parque Estadual Guajará-Mirim. A votação aconteceu na tarde desta segunda-feira (22).
A lei de autoria do governador Marcos Rocha foi aprovada na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) e sancionada em maio de 2021. Logo após a sanção, o Ministério Público do Estado (MP-RO) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).
A partir da aprovação da lei, as duas áreas de preservação citadas sofreram uma redução de aproximadamente 220 mil hectares.
Resex de Jaci-Paraná antes e depois da aprovação da Lei 1.089/21
Ministério Público de Rondônia/Divulgação
De acordo com o voto do relator, desembargador Jorge Ribeiro da Luz, órgãos ambientais apontaram que não houve estudo prévio para mensurar os impactos ambientais da desafetação e mapear a população residente nas áreas.
Ainda de acordo com o relator, a justificativa utilizada pelo governo para a redução das áreas seria que existem pessoas que se ocuparam de vários espaços, até mesmo para a criação de gado. No voto, ele cita que o Estado não pode simplesmente renunciar o dever de proteger o meio ambiente diante da situação.
“Se os conflitos estão crescendo, se essas 120 mil cabeças de gado estão na reserva extrativista e no parque estadual é porque o poder público tem se mostrado ineficiente na proteção dessas unidades de conservação violando seu dever constitucional”, comentou.
Parque Estadual Guajará-Mirim antes e depois da aprovação da Lei 1.089/21
Ministério Público de Rondônia/Divulgação
Segundo o relator, a norma fere o artigo n° 225, da Constituição Federal, e o artigo nº 218 e 219 da Constituição de Rondônia, que garantem o direito do ser humano ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e atribuem a responsabilidade dessa garantia ao poder público.
Outras áreas
Como forma de “compensar a diminuição de mais de 200 mil hectares das áreas de preservação”, o governo estadual propôs a criação de três reservas e dois parques. São eles:
Parque Estadual Ilha das Flores (em Alta Floresta D’Oeste, com área total de 89.789 hectares)
Parque Estadual Abaitará (em Pimenta Bueno, com cerca de 152,0003 hectares de área);
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Bom Jardim (em Porto Velho, com área de 1.678,4981 hectares);
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Limoeiro (em São Francisco do Guaporé, com área de 18.020,31 hectares);
Reserva de Fauna Pau D’Óleo (também em São Francisco, com área de 10.463,8200 hectares).
No entanto, dias após a vigência da norma, foram promulgadas as Leis Complementares nº 1.094 e nº 1.095 que extinguiram o Parque Estadual Ilha das Flores e reduziram a área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Limoeiro.
O MP-RO também ingressou com uma ação na Justiça contra as duas leis em agosto deste ano. O processo tramita no tribunal.
O governo de Rondônia afirmou que respeita a decisão do Tribunal de Justiça e que vai “continuar trabalhado para reduzir os conflitos sociais e ambientais que atualmente ocorrem nas unidades de conservação”.
VÍDEOS: veja mais notícias de Rondônia


Segundo Inpe, houve alta de 22% no desmatamento entre 2020 e 2021. Para Joaquim Leite, é preciso que órgãos públicos atuem de forma ‘contundente’ contra crimes ambientais. Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente
Reuters
O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou nesta segunda-feira (22) que o aumento do desmatamento na Amazônia é “inaceitável” e que é preciso uma atuação “contundente” dos órgãos públicos contra os crimes ambientais.
Joaquim Leite deu as declarações ao conceder entrevista sobre a COP26, conferência do clima organizada pelas Nações Unidas neste mês em Glasgow (Escócia).
Ministros dizem que recorde de desmatamento é inaceitável
Na semana passada, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que a área desmatada na Amazônia passou de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, o que representou aumento de 22% no desmatamento.
“É hora de agir na nossa principal fragilidade, que é o desmatamento ilegal”, afirmou Leite nesta segunda.
“Vamos — diante dos números inaceitáveis do desmatamento que foram anunciados na semana passada —, junto com o ministro Anderson [Torres, da Justiça], de forma integrada, Ibama, ICMBio, Força Nacional e Polícia Federal, atuar de forma contundente para eliminar os crimes ambientais, especialmente na Amazônia”, acrescentou.
Amazônia Legal tem maior desmatamento desde 2006
Mais cedo, também nesta segunda, o vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia, disse ser preciso “manter a pressão nas operações” de combate a crimes ambientais.
“Tem que manter a pressão nas operações, né? Mas, também, tem que avançar os outros aspectos, senão a gente não consegue resolver o problema”, afirmou
O documento do Inpe com o resultado do desmatamento tem a data de 27 de outubro de 2021, dias antes do início COP26.
Entidades que atuam na área ambiental afirmam que houve “omissão” do governo em relação aos dados, tentando evitar críticas ao Brasil durante a COP 26. Para as entidades, trata-se de um “escândalo”.
O governo, por sua vez, nega que tenha tido acesso ao levantamento antes da conferência. “Eu tive contato no mesmo dia que vocês tiveram contato”, declarou Leite a jornalistas nesta segunda-feira.
Dado é ‘surpreendente’
Também presente à entrevista coletiva na qual estava Joaquim Leite, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, afirmou que o anúncio do recorde de desmatamento na Amazônia é “surpreendente”.
“Diante do recente e para nós surpreendente anúncio de elevação do desmatamento na Amazônia, faço questão, logo de início, de deixar claro desde já nosso pleno empenho no cumprimento dos compromissos anunciados”, disse o chanceler.
Monitoramento
Nesta segunda, oministro do Meio Ambiente disse que será reforçada a atuação contra crimes ambientais na Amazônia.
“Estamos presentes hoje em 23 municípios de forma permanente e ostensiva, para inibir o crime e não chegar lá após árvore cortada” afirmou.
Nos últimos meses, o governo empregou militares para evitar o aumento de crimes ambientais na Amazônia por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
A operação foi autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro no final de julho e tinha previsão de se encerrar em 31 de agosto.
O governo, no entanto, decidiu prorrogar por mais 45 dias e anunciou o fim da medida no final de outubro.
Podcast
Ouça o episódio do podcast O Assunto: “Amazônia: a marcha batida da destruição”:


Relatório do Inpe mostrou alta de 22% no desmatamento na Amazônia entre 2020 e 2021. Mourão comanda o Conselho da Amazônia, que terá reunião nesta terça (23). Vice-presidente Hamilton Mourão concede entrevista nesta segunda (22) na entrada do Palácio do Planalto
Guilherme Mazui/g1
O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira (22) que é preciso “manter a pressão nas operações” contra crimes ambientais na região da Amazônia, além de avançar em outras áreas, como pagamento por serviços ambientais e regularização fundiária.
Na semana passada, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que a área desmatada na região passou de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, o que representou aumento de 22% no desmatamento.
Mourão comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal e deu a declaração ao ser questionado se haverá algum ajuste nas ações do governo após o resultado divulgado pelo Inpe. O conselho se reunirá nesta terça (23).
“Tem que manter a pressão nas operações, né? Mas, também, tem que avançar os outros aspectos, senão a gente não consegue resolver o problema”, afirmou o vice.
Amazônia Legal tem maior desmatamento desde 2006
Dados do desmatamento
Os números divulgados pelo Inpe fazem parte do relatório anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), considerado o mais preciso para medir as taxas anuais.
O Prodes é diferente do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais e já sinalizava tendência de aumento da devastação.
“Tem que avançar a regularização fundiária e o pagamento por serviços ambientais, de modo que o proprietário da terra entenda que, ele tendo 80% da sua área preservada, aquilo vai dar um recurso para ele anualmente e vai compensar muito mais do que ele estar na ilegalidade e desmatar”, afirmou Mourão nesta segunda.
No caso dos serviços ambientais, a regulamentação do mercado de carbono foi um dos temas em debate na conferência sobre o clima da ONU, a COP26, realizada no início do mês na Escócia, onde o Brasil se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal até 2028.
Nesse mercado, uma organização que emite os gases paga a outra, que gera créditos para neutralizá-los. Assim, o carbono emitido é compensado. A cada uma tonelada métrica de CO2 não emitida, é gerado um crédito.
Desmatamento na Amazônia: ambientalistas criticam demora do governo em divulgar dados recordes
Conselho da Amazônia
Mourão reunirá nesta terça-feira representantes dos ministérios para reunião do Conselho da Amazônia. Segundo ele, as pastas verão apresentar no encontro um balanço das ações executadas em 2021.
Crítico da fiscalização ambiental, o presidente Jair Bolsonaro recriou o Conselho da Amazônia no ano passado e concentrou o combate ao desmatamento e às queimadas nas mãos das Forças Armadas, por meio de operações de garantia da lei e da ordem (GLOs).
Segundo o Observatório do Clima (rede com mais de 70 entidades da sociedade civil), a alta no desmate coincide com o enfraquecimento das ações de fiscalização
Autuações do Ibama, que estavam em queda, caíram ainda mais entre 2020 e 2021: foram lavrados 2.472 autos de infração entre 2020 e 2021, um número 41% menor do que o último monitoramento feito antes da gestão de Jair Bolsonaro e o menor número da série histórica para o período.
Podcast
Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre “Amazônia: a marcha batida da destruição”:


Balanço anual do Inpe revela o maior desmatamento em 15 anos na região, com mais de 13 mil km² devastados. É o terceiro ano seguido que a floresta perde mais de 10 mil km² – período que coincide com o protagonismo dos militares no comando estratégico – e orçamentário – do combate ao desmate. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio.
O balanço anual do Inpe indica, pela quarta vez seguida, avanço do desmatamento na região. No comparativo com o período anterior, a alta foi de 22%, correspondente a mais 13 mil km². Números não apenas assombrosos como ocultados pelo governo desde outubro, para que só viessem à luz depois da Cúpula do Clima da ONU. De posse das informações, o agrônomo André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazonia (Ipam), dimensiona o estrago: uma perda anual equivalente a quatro vezes o tamanho do Distrito Federal, 90% em operações ilegais e mais da metade em terras públicas, griladas para especulação fundiária. “Ao perder floresta, perdemos biodiversidade, serviços ambientais e ciclos hídricos que ela mantém”, explica. Esse longo período de desmatamento em patamares elevados coincide com o protagonismo dos militares no Conselho da Amazônia, contextualiza a jornalista Marta Salomon, colaboradora da revista Piauí e doutora em Desenvolvimento Sustentável. Ela se baseia em documentos públicos para afirmar que a atual estratégia oficial para o bioma remonta à época da ditadura. “É uma visão de que não se trata de um território estratégico para mudanças climáticas, mas sim de uma fronteira de recursos naturais a ser explorada”. Marta explica também que as Forças Armadas assumiram não só o comando estratégico, mas também o das verbas públicas: em 2020, geriram R$ 370 milhões para a Amazônia, o dobro do que os órgãos ambientais tiveram no período. E os resultados vemos agora.

O que você precisa saber:
Prodes: Amazônia Legal tem maior desmatamento desde 2006
Ipam: Terras públicas invadidas somam 28% do desmatamento
Mourão: “Isso aí não passou por mim”
Imprensa internacional: “A maior floresta tropical do mundo continua encolhendo”
COP26: Brasil promete zerar desmatamento ilegal em 2028
VÍDEO: Desmatamento na Amazônia em 1 ano é o maior desde 2006, aponta relatório do Inpe
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Tiago Aguiar, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete.

Comunicação/Globo

Autor de “A Arte de Torrar Café – Narrativas Além da Ficção”, escritor fala sobre sua paixão pelo processo de produção da bebida e a importância de aprender a observar

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Encontrou ocorreu nesta sexta-feira (19) na Sefaz, em Rio Branco, para apresentação do projeto Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira. Encontro no Acre discute Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira
Integrar a Amazônia e garantir renda para a população a partir da floresta de forma sustentável. Esse é apenas um dos desafios do projeto que deu origem à Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira. Para tratar do assunto, o Acre recebeu a Superintendência de Desenvolvimento Amazônia (Sudam), na Secretaria da Fazenda (Sefaz), em Rio Branco, nesta sexta-feira (19).
O projeto foi apresentado pela superintendente da Sudam, Louise Caroline Campos. A Zona de Desenvolvimento Sustentável quer criar alternativa para potencializar a bioeconomia e também o agrosustentável. Para isso, vai integrar três estados da região Norte.
A Sudam diz que o Acre, Rondônia e Amazonas possuem características diferentes, mesmo sendo todos da região Norte. Por isso, o projeto criou eixos customizados por região.
“As zonas de desenvolvimento sustentável Abunã-Madeira é uma iniciativa que surgiu aqui dentro dos três estados, engloba o leste do Acre, o noroeste de Rondônia e o Sul do Amazonas. É um recorte territorial que a gente tem um carinho especial porque temos aqui dois grandes problemas, que são relacionados ao índice de desenvolvimento humano baixo em 44% dos municípios, então, é um problema socioeconômico que temos que trazer uma resposta para a sociedade, e também uma pressão sobre a floresta amazônica. Nós temos sim essa pressão e precisa de alternativas viáveis para a população para a gente fazer um cinturão de proteção verde”, destacou a superintendente Louise Caroline Campos.
O Acre já tem projetos de agropecuária que além de alta produtividade também visam reduzir os impactos ambientais. A integração com os estados de Rondônia e Amazonas, através da zona de desenvolvimento sustentável, deve ampliar ainda mais essa área de investimento.
“Você produzir com sustentabilidade é o que o mundo inteiro quer, e o Acre não é diferente. Toda produtividade que estamos fazendo, as políticas públicas são todas sustentáveis. Então, o Acre está cada dia mais engajado nisso de produzir, mas preservar também”, explicou o secretário de Produção e Agronegócio, Nenê Junqueira.
Superintendente da Sudam, Louise Caroline, apresentou projeto no Acre nesta sexta
Reprodução
Para o presidente da Federação da Agricultura do Acre (Fieac), Assuero Veronez, a ideia é transformar esse projeto em um polo de desenvolvimento onde o principal é a agropecuária e pecuária.
“Agricultura e pecuária vem entrando muito nessa questão depois da construção da ponte sobre o Rio Madeira. Então, isso tudo está favorecendo para criar-se uma região especial de desenvolvimento sustentável”, contou.
As ações da zona de desenvolvimento também incluem o turismo. No Acre, o principal potencial é o etno-turismo com a ideia de dar aos turistas a oportunidade de vivenciar a imersão na floresta amazônica.
“Os indígenas têm feito por meio de atividades, festivais. Hoje, o artesanato é base do desenvolvimento, a partir do empreendedorismo, na Amazônia. Isso precisa ser explorado”, acrescentou o secretário de empreendedorismo e turismo (SEET-AC), Jhon Douglas.
Reveja os telejornais do Acre

Pescadores atingidos por desastre devem receber pensão  ConJur


Pesquisa feita nos últimos 40 anos com 77 espécies de aves que vivem no centro da floresta, ou seja, teoricamente longe da ação humana, mostra que os pássaros já sofrem os efeitos do clima. Pássaros da Amazônia estão em risco por causa do aquecimento global
As espécies de aves da Amazônia costumam ser menores do que em outras regiões do país. Segundo Mario Cohn Raft, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e que há mais de 30 anos estuda aves da região, o motivo é o clima:
“Ser menor no calor é vantagem, ser maior no frio é vantagem”
O bem-te-vi existe no Brasil inteiro, mas os bem-te-vis Amazônia são muito menores do que os bem-te-vis do Sudeste, por exemplo. O bem-te-vi de Minas Gerais, de São Paulo, são monstros comparados ao da Amazônia.
É a mesma espécie, mas o tamanho é diferente em função da relação entre o clima mais frio e a tendência de ser maior, porque aguenta melhor o frio, e ser menor onde é quente.
No entanto, uma pesquisa feita nos últimos 40 anos com 77 espécies de aves que vivem no centro da floresta, ou seja, teoricamente longe da ação humana, mostra que os pássaros já sofrem os efeitos do aquecimento global. Os animais reduziram ainda mais seu tamanho e peso.
O estudo reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros associados ao projeto de dinâmica biológica de fragmentos florestais, do Inpa.
“A conformação das aves está mudando durante o tempo. As condições durante a época seca na floresta, ou seja, entre junho e até dezembro, quando está cada vez ficando mais quente e menos chuvoso, as aves estão acompanhando essas mudanças climáticas”, explicou o pesquisador Philip Stouffer
As mudanças climáticas transformam a vida das espécies em geral, inclusive da nossa, mas no caso dos pássaros ainda não se sabe o que de fato elas vem causando diretamente para alterar a estrutura desses animais. A certeza é que ao longo dos anos vem afetando também aves emblemáticas da floresta
É o caso do pássaro uirapuru, por exemplo, que tem em média 24 gramas e 12 centímetros. Agora, ele está ainda menor. Segundo a pesquisa, o uirapuru reduziu 6% de seu tamanho em quatro décadas. E nesse período ganhou 2% de asas. O mesmo aconteceu com um terço das espécies estudadas.
O que isso significa?
“Voar com mais suficiência e perder calor com mais suficiência. As condições para uma espécie assim, que está sempre na sombra, para ele indica que está se adaptando a essas áreas mais quentes e perdendo calor um pouco melhor”, diz Stouffer.
“A mudança no clima está afetando as aves nas matas mais remotas, está afetando o nosso dia a dia. É da nossa vantagem diminuir esses efeitos e tentar reverter, mesmo porque o futuro para a gente também não é muito brilhante num clima cada vez mais quente e mais modificado”, diz o pesquisador Mario Cohn Raft.
Uirapuru, uma ave tipicamente amazônica
Rudimar Narciso Cipriani/ TG
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Carlos França, das Relações Exteriores, falou com a imprensa durante viagem oficial a Dubai com o presidente Jair Bolsonaro. Ministro destacou a regulamentação do mercado de carbono. Ministro Carlos França disse que está satisfeito com o resultado da COP 26
O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse neste domingo (14) que está satisfeito com o resultado da COP 26, a conferência do clima organizada pela ONU em Glasgow. França ressaltou, no entanto, que “sempre se pode ser mais ambicioso.
O texto final da COP 26 foi aprovado no sábado (13), pelos mais de 200 países participantes da conferência, o Brasil entre eles.
Pela primeira vez, o documento prevê a redução gradativa dos subsídios aos combustíveis fósseis e do uso do carvão.
Um dos pontos que constam no texto é a regulamentação do mercado de carbono. Esse item foi destacado por França, que foi questionado sobre o documento final durante viagem que faz a Dubai, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e da comitiva brasileira.
O mercado de carbono funciona da seguinte forma: uma organização que emite os gases paga a outra, que gera créditos para neutralizá-los. Assim, o carbono emitido é compensado. A cada uma tonelada métrica de CO2 não emitida, é gerado um crédito.
“Eu achei que o resultado foi muito bom. Pelo o que eu vi das declarações de dirigentes do setor privado brasileiro, a regulamentação do mercado de carbono é uma vitória para países com o perfil do Brasil”, disse França.
“Acho que sempre é possível ser mais ambicioso, mas acho que o acordo que tivemos lá foi um acordo que avançou bastante naquelas metas que imaginávamos que podia alcançar. Mas sempre se pode ser mais ambicioso. Estou satisfeito com o resultado”, completou.
Texto final da COP 26
Outros pontos de destaque do texto final da COP 26 são:
Convoca os países desenvolvidos a cumprir a meta — que eles se comprometeram novamente — de financiar US$ 100 bilhões anualmente até 2025 para conter a alta na temperatura global, além de enfatizar “a transparência na implementação de suas promessas”.
Enfatiza que é importante “mobilizar o financiamento climático de todas as fontes” para atingir os objetivos do Acordo de Paris, sendo o principal deles o de barrar o aumento da temperatura em 1,5ºC
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