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Pesca Profissional Artesanal: um tipo de pesca caracterizada principalmente pela mão de obra familiar, com embarcações de pequeno porte, como canoas ou jangadas, ou ainda sem embarcações, como na captura de moluscos perto da costa. Sua área de atuação está nas proximidades da costa, nos rios, reservatórios, lagos/lagoas, estuários e açudes. Lei Federal 11.959 de 29/06/2009.

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Decreto foi publicado no 'Diário Oficial da União' desta quinta-feira (23) e tem validade imediata. Vista aérea de área queimada
Um guia turístico flagrou o momento em que o jacaré estava dormindo na margem do rio quando a onça se
Texto prevê incentivo do poder público com formação de pilotos. Aeronaves deverão atender normas técnicas para atuar nos incêndios e
g1 refaz o caminho da fruta desde a feira em São Paulo até o lugar onde ela foi plantada: o
Ministro da Economia falou durante fórum que aborda a entrada do país na OCDE. Além de ser criticado internacionalmente pelo
Governo federal diz que 6 mil agentes devem atuar nas regiões da Amazônia, do Cerrado, do Pantanal, da Mata Atlântica
Depois de passar por uma avaliação médica veterinária, o felino foi solto em um trecho do Parque Estadual do Rio
Comissões externas são formadas quando parlamentares se juntam para uma atividade fora do Congresso. Além das mortes de Bruno e
A expressão "do transe à vertigem", que dá título ao novo livro de Rodrigo Nunes, professor de filosofia da PUC-Rio,
Escadaria do Sancho fica fechada a partir do dia 23 de junho. Visitação à Baía dos Porcos é suspensa nos


Decreto foi publicado no ‘Diário Oficial da União’ desta quinta-feira (23) e tem validade imediata. Vista aérea de área queimada na Amazônia, perto de Apuí, no Amazonas, no dia 11 de agosto de 2020
Ueslei Marcelino/Reuters
O governo federal suspendeu por 120 dias o uso de fogo no território nacional conforme o previsto no decreto 2.661, de 1998, que trata de práticas agropastoris e florestais.
O novo decreto é assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite. O texto foi publicado no “Diário Oficial da União” (DOU) desta quinta-feira (23) e tem validade imediata.
Apesar da suspensão, o decreto permite uso do fogo nas seguintes hipóteses:
I – práticas de prevenção e combate a incêndios realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais no país;
II – práticas de agricultura de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas;
III – atividades de pesquisa científica realizadas por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação – ICT, desde que autorizadas pelo órgão ambiental competente;
IV – controle fitossanitário por uso do fogo, desde que autorizado pelo órgão ambiental competente; e
V – queimas controladas, em áreas não localizadas nos biomas Amazônia e Pantanal, desde que sejam: a) imprescindíveis à realização de práticas agrícolas; e b) previamente autorizadas pelo órgão ambiental estadual ou distrital, nos termos do disposto no Decreto nº 2.661, de 1998.
O decreto prevê que o ministro do Meio Ambiente poderá determinar a suspensão do uso do fogo até na hipótese de queima controlada.


Um guia turístico flagrou o momento em que o jacaré estava dormindo na margem do rio quando a onça se aproximou por trás e partiu para o ataque. Xingu ataca jacaré que dormia na beira do rio no Pantanal Mato-grossense
A onça-pintada macho conhecida como ‘Xingu’ foi vista nesta terça-feira (21) atacando um jacaré durante o horário do almoço no Pantanal mato-grossense, de acordo com o guia turístico, Eduardo Falcão, responsável pelo registro. O ataque ocorreu no Parque Estadual Encontro das Águas, em Porto Jofre, entre os municípios de Poconé e Barão de Melgaço. (Veja vídeo acima).
No momento, Eduardo contou que acompanhou a onça caminhando pelo barranco, quando se aproximou de um jacaré que estava dormindo às margens do rio.
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Xingu ataca jacaré que estava dormindo na beira do rio no Pantanal Mato-grossense
Eduardo Falcão/Divulgação
Segundo ele, Xingu esperou alguns instantes atrás do animal e, então, partiu para o ataque. Nas imagens, a onça crava os dentes na cabeça do jacaré, que se contorce e tenta se soltar para fugir, mas não consegue escapar.
Quem é ‘Xingu’? Uma das maiores onças-pintadas monitoradas no Pantanal
Os turistas e guias que acompanham a cena comemoram e um deles exclama: “Fantástico!”.
“Vimos ele caminhando pela beira do rio, quando se deparou com um jacaré que estava dormindo. Ele chegou pela vegetação e esperou um pouquinho e, então, fez o ataque. Isso foi ao meio dia e pouco, na hora do almoço. Depois que ele pegou o jacaré, foi para o mato para se alimentar e não voltou mais”, contou Eduardo.
De acordo com o guia, a onça Xingu passou a tarde toda se alimentando da caça, sendo essa uma das rotinas habituais de qualquer onça na região.
“No próximo dia, possivelmente ele vai caçar de novo, porque há vários jacarés naquela área”, disse.
Xingu fotografado com expressão de ‘mal-humor’ em Porto Jofre
Gustavo Gaspari
Quem é Xingu?
O felino Xingu nasceu em 2018. Ele é filho de Uka e irmão de Paraíba. De acordo com o monitoramento da região, Xingu teve relações com a onça Ibaca, em 2021, e no mesmo ano foi visto deitado com Baguá, outra onça.
Xingu foi visto descansando no Pantanal Mato-grossense
Gustavo Gaspari
A observação das onças acontece através de fotografias dos turistas e guias profissionais que circulam pelo Pantanal, seja de barco ou por meio de armadilhas fotográficas espalhadas pela mata ciliar.
Segundo registros de observação, a onça Xingu costuma circular pela região da Boca do Corixo do Caxiri e no Rio Três Irmãos. Ele também caminha pelo Parque Estadual Encontro das Águas.
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Refúgio das onças
Considerado um dos maiores refúgios de onças-pintadas, o Parque Estadual Encontro das Águas abriga centenas de felinos em uma extensão de 108 mil hectares.
Onças-pintadas podem ser observadas no Pantanal de Mato Grosso
Pablo Cersosimo
Combinado com o ecoturismo, os turistas podem passear de barco pelo bioma enquanto fazem o monitoramento das onças através de fotos e vídeos.
Segundo os guias regionais, o melhor momento para flagrar as onças em plena atividade acontece entre os meses de julho e final de setembro, quando inicia o período de seca e os animais procuram ficar perto da água do rio para se hidratarem. Isso colabora para que os turistas consigam visualizar mais claramente os felinos do Pantanal.

Texto prevê incentivo do poder público com formação de pilotos. Aeronaves deverão atender normas técnicas para atuar nos incêndios e queimadas. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22), em votação simbólica, um projeto que autoriza o uso de aviões agrícolas no combate a incêndios florestais. O texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.
A proposta, do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), foi analisada pelo Senado em outubro de 2020, em meio a recordes no número de queimadas na Amazônia e no Pantanal.
Naquele ano, o Brasil registrou 222.798 focos de queimadas, o que representou um aumento de 12,7% em relação ao número observado em 2019, que foi de 197.632 focos.
Região mais isolada do Pantanal ganha câmeras para reforçar combate a incêndios florestais
Foi o maior número de focos de queimadas em uma década, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números só ficam atrás do recorde de 2010, quando o país registrou cerca de 319 mil focos.
Segundo o texto, planos de contingência para o combate aos incêndios florestais dos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) deverão conter diretrizes para o uso da aviação agrícola. Isso vai valer para todos os tipos de vegetação.
As aeronaves deverão atender às normas técnicas definidas pelas autoridades competentes do poder público e ser pilotadas por profissionais devidamente qualificados para o desempenho dessa atividade.
Ainda conforme o projeto, a prática poderá ser incentivada pelo poder público e constará das políticas públicas, programas e planos governamentais de combate a incêndios florestais, incluindo a formação e o treinamento de pilotos.
“Com o uso da aviação agrícola, em vez de comprar aviões, contratar pilotos e arcar com todo o custo de instalações, manutenção, treinamento e pessoal, o poder público terceirizaria plantões e horas voadas somente nos meses de incêndios”, afirmou o relator na comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Zé Vitor (PL-MG).
“Isso seria implantado como parte de um sistema, que atuaria com equipes de brigadistas em solo e com estrutura de detecção rápida dos focos de incêndio, capaz de gerar um salto enorme de qualidade e de efetividade nas ações de combate aos incêndios no Brasil”, afirmou.


g1 refaz o caminho da fruta desde a feira em São Paulo até o lugar onde ela foi plantada: o Vale do Ribeira. Nessa jornada, entenda como a banana sai muito verde da fazenda e logo chega amarelinha até você: não é só o passar do tempo que conta. De onde vem o que eu como: banana
A bananeira tem mais semelhanças com a gente do que se pode imaginar: ela tem família, coração e pode até “andar”.
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Essas foram algumas das curiosidades que o g1 encontrou refazendo o caminho da banana, desde a feira, em São Paulo, até o local onde ela foi plantada, no Vale do Ribeira, no interior do estado. É a nova temporada da série quinzenal De onde vem o que eu como.
Para saber sobre o coração da fruta, a família e a jornada das bananas, ASSISTA AO VÍDEO acima.
E veja outras informações sobre o alimento abaixo, na continuação da reportagem.
Mais curiosidades sobre a banana
Sem semente – quem gosta de comer banana sabe que ela não tem sementes. Mas, na realidade, antes de serem domesticadas, elas tinham. Porém, essa variedade da fruta, com sementes, não tem um consumo muito fácil, então as sem sementes foram sendo selecionadas ao longo dos séculos e hoje são maioria, explica Edson Nomura, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Por isso, diferente de outras frutas, como a laranja, a banana não usa sementes para se reproduzir.
A família que ‘anda’ – cada pé de bananeira, chamado de mãe, dá origem às filhas, que nascem das ramificações das suas gemas e se desenvolvem ao lado da planta originária. Ao longo das safras, conforme o processo se repete, a bananeira ativa pode estar até metros de distância de onde a primeira muda foi plantada. Por causa disso, os produtores consideram que a bananeira anda, diz o pesquisador. Entenda abaixo.
Entenda por que a plantação de bananas ‘caminha’
Luisa Blanco/g1
‘Tragédia’ familiar – como em uma área de plantio não haverá apenas uma família de bananas, mas várias, há o risco de que estes grupos se encontrem. Caso uma bananeira seja cultivada muito próxima de outra, as duas acabam tendo que dividir recursos, como nutrientes e luz, o que atrapalha o desenvolvimento dos frutos, que não atingem seu potencial máximo, conta Nomura.
Bananeira mãe usada para adubo após ter sido cortada
Marcelo Brandt / g1
Para evitar isso, o fruticultor deve arrancar uma das duas bananeiras que estão nascendo próximas e manter outra filha em desenvolvimento, para que a direção da “caminhada” seja alterada.
Cada tipo, uma área – por causa dessa movimentação das plantas, o bananal precisa de espaço para uma boa produção. Cada espécie tem diferentes tamanhos, portanto cada uma precisa de áreas diferentes. Os pés da banana nanica, por exemplo, permitem a plantação de 1.800 a 2 mil plantas por hectare, enquanto os da prata, de 1.300 a 1.600 por hectare.
Créditos complementares do “De onde vem o que eu como”
Coordenação editorial: Luciana de Oliveira
Edição e finalização do vídeo: Marih Oliveira
Roteiro: Vivian Souza, Tatiana Caldas e Marih Oliveira
Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli
Coordenação de arte: Guilherme Gomes
Direção de arte e ilustrações: Luisa Blanco, Vitória Coelho e Wagner Magalhães
Motion: Vitória Coelho
Motoristas: Ricardo Américo Barbosa e Renata Cristina Pinto
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Cachos de bananas ensacadas no pé para proteger contra atacantes
Marcelo Brandt / g1
Coração da bananeira ainda no pé
Marcelo Brandt / g1
Trabalhador rural corta pedaços do caule da bananeira avó depois da colheita
Marcelo Brandt / g1
Trabalhadores rurais fazem a colheita da banana
Marcelo Brandt / g1
Após a colheita, cacho de bananas é carregado no ‘berço’ para proteção das frutas e do trabalhador rural
Marcelo Brandt / g1
Fibra da bananeira ainda no tronco após corte do caule
Marcelo Brandt/ g1
Da ciência à lavoura: o agro é feito pelas pessoas do campo


Ministro da Economia falou durante fórum que aborda a entrada do país na OCDE. Além de ser criticado internacionalmente pelo desmatamento, governo também se vê em meio a crise de violência na Amazônia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil “é a maior potência verde do planeta” e “parte decisiva da preservação ambiental”.
Ele fez a declaração em meio a mais um momento de críticas à política ambiental do presidente Jair Bolsonaro, com altos índices de desmatamento na Amazônia. Além disso, o governo passa por uma crise de violência na região da floresta, com os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.
Guedes discursou na abertura de um fórum, no Ministério das Relações Exteriores, que discute o processo de entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Número de casos de violência contra indígenas e protetores da Amazônia dispara nos últimos anos
A OCDE, com sede em Paris, reúne 38 países, a maioria economia desenvolvidas. A organização é chamada de “clube dos ricos”, apesar de incluir vários emergentes, como a Colômbia ou a Costa Rica.
Guedes destacou a influência da OCDE em processos para ampliar a abertura comercial do Brasil e disse que a entidade também se beneficiará da adesão do país.
“A verdade é que nos interessa receber essa influência favorável para nossa integração tardia à economia global. E por que também é importante para OCDE que o Brasil entre? Primeiro, porque o Brasil é uma grande democracia liberal. Segundo, porque o Brasil é uma potência verde. É a maior potência verde do planeta. Nós somos parte decisiva da preservação ambiental. E o secretário-geral [da OCDE] Mathias Cormann sempre disse e reconheceu isso. E sempre me dizia isso: ‘Vocês são parte da solução’”, declarou o ministro.
Guedes destacou que o Brasil preserva a maior parte de suas florestas e tem matriz energética limpa, o que faz do país, na opinião dele, um pólo para investimentos em economia sustentável.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante evento em São Paulo no início de junho
Flavio Corvello/Futura Press/Estadão Conteúdo
Desmatamento e mortes
Crítico do que considera um “exagero” nas ações de fiscalização ambiental, o presidente Jair Bolsonaro tem o governo marcado por altas nos índices de desmatamento na Amazônia. Ambientalistas, empresários e líderes estrangeiros costumam pedir mais engajamento do Brasil na fiscalização de crimes ambientais.
Em maio, a Amazônia registrou 899,64 km² de área sob alerta de desmatamento, segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é o segundo maior para o mês em seis anos – atrás apenas de 2021, quando o bioma teve 1.390,12 km² desmatados.
A Amazônia também contabilizou o número mais alto de incêndios para maio desde 2004. O mês não costuma ser um dos que mais registram incêndios florestais; o pico normalmente ocorre em agosto e setembro, no meio da estação seca.
Assassinatos
Na semana passada, a Polícia Federal localizou os restos mortais do indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips. Os dois desapareceram em 5 de junho, na região do Vale do Javari, na Amazônia.
Os corpos das vítimas teriam sido esquartejados e enterrados. A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região. Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia, em razão do desmatamento e avanço do garimpo.
Entrada na OCDE
A OCDE aprovou recentemente o cronograma de adesão do Brasil. A entrada em definitivo na organização não tem data marcada para ocorrer.
Presente no evento, o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, declarou que os especialistas da entidade buscarão identificar “evidências de que as políticas e práticas do Brasil em matéria de meio-ambiente, biodiversidade e mudança climática atendam aos elevados padrões da OCDE e que seus recursos naturais tenham sido bem preservados”.

Governo federal diz que 6 mil agentes devem atuar nas regiões da Amazônia, do Cerrado, do Pantanal, da Mata Atlântica e da Caatinga. Operação tem duração prevista para até janeiro de 2023. O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou, nesta terça-feira (21), o envio de uma força-tarefa para atuar no combate a incêndios e a queimadas florestais.
É a segunda edição da operação Guardiões do Bioma. O foco do trabalho neste ano será nas regiões da Amazônia, do Cerrado, do Pantanal, da Mata Atlântica e da Caatinga. O custo estimado da força-tarefa é de R$ 77 milhões.
Cerca de 6 mil agentes das forças de segurança vão atuar em 15 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Região mais isolada do Pantanal ganha câmeras para reforçar combate a incêndios florestais
Segundo o Ministério da Justiça, a distribuição do efetivo será:
1,8 mil agentes da Força Nacional de Segurança Pública
3 mil brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama)
Estados devem contribuir com um efetivo de 1,2 mil combatentes.
A expectativa do ministério é que a força-tarefa siga até janeiro de 2023, quando deve acabar o período crítico da seca.
Estratégia contra queimadas
O Ministério da Justiça disse que vai coordenar os trabalhos dos órgãos de segurança nas matas. O custo das diárias dos combatentes vai ser bancado pelo governo federal.
Segundo a pasta, os agentes de segurança “vão monitorar e realizar ações efetivas nos locais onde há grande focos de incêndio, além de apurar crimes”.
A primeira fase da Operações Guardiões do Bioma contra combate a queimadas e incêndio florestais foi lançada em julho do ano passado e terminou no fim de janeiro. Segundo balanço do governo, naquele período os profissionais da força-tarefa combateram 18 mil focos de incêndio florestais e atuaram contra 7 mil crimes ambientais.


Depois de passar por uma avaliação médica veterinária, o felino foi solto em um trecho do Parque Estadual do Rio do Peixe entre Ouro Verde (SP) e Presidente Venceslau (SP). Onça-parda foi capturada em Presidente Epitácio (SP) nesta segunda-feira (20)
Polícia Militar Ambiental
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar Ambiental capturaram nesta segunda-feira (20) uma onça-parda que havia aparecido em uma chácara no bairro Alto Mirante na zona urbana de Presidente Epitácio (SP).
O animal, que pertence a uma espécie ameaçada de extinção, precisou ser sedado e, depois de passar por uma avaliação médica veterinária, foi solto em um trecho do Parque Estadual do Rio do Peixe entre Ouro Verde (SP) e Presidente Venceslau (SP).
Segundo a Polícia Ambiental, a estimativa é de que a fêmea tenha em torno de um ano e meio de idade.
Ninguém ficou ferido.
Também conhecida como suçuarana, puma, onça-vermelha e leão-baio, a onça-parda (Puma concolor) é a segunda maior espécie de felino do Brasil, só ficando atrás da onça-pintada (Panthera onca). Tem corpo alongado, com até 1,08 metro de comprimento. A cauda longa mede até 61 centímetros e a altura é de 63 centímetros.
O macho adulto pode pesar por volta de 70 quilos. A pelagem da suçuarana tem coloração uniforme, variando entre marrom-acinzentado bem claro e marrom-avermelhado escuro.
Geralmente os animais que vivem em florestas são menores e mais escuros e os que habitam regiões montanhosas são maiores e mais claros.
Possuem hábitos noturnos (predominantemente) e diurnos, caçam a qualquer hora do dia com certa tendência ao horário de crepúsculo.
Embora seja uma espécie terrestre, possui muita habilidade para subir em árvores e é muito ágil. A suçuarana vive solitária, menos na época de acasalamento.
Pesquisas comprovaram que a suçuarana é o predador mais eficiente e mais flexível entre os felinos. Ela consegue alimento em 75% das vezes em que parte para o ataque.
A alimentação inclui desde pequenos roedores até mamíferos de grande porte (capivaras, veados e catetos), aves e répteis.
O período de gestação varia entre 84 e 98 dias, e nascem de um a seis filhotes, cada um com 220 a 440 gramas de peso.
A espécie é considerada vulnerável e ameaçada de extinção.
Onça-parda foi capturada em Presidente Epitácio (SP) nesta segunda-feira (20)
Polícia Militar Ambiental
Segundo o biólogo André Gonçalves Vieira, responsável por diversos levantamentos de fauna em Presidente Prudente (SP), a onça-parda não tem o hábito de atacar pessoas, a não ser que se sinta acuada, com filhotes ou extrafragilidade alimentar.
“Infelizmente, com a perda de seu hábitat natural (cobertura vegetal nativa) e, consequentemente, queda de presas (alimentos), esse animal passa cada vez mais a ser observado próximo de áreas urbanas”, salientou Vieira.
“Uma das maiores ameaças à sobrevivência dos felinos selvagens em todo o mundo é a perda de hábitats em virtude da expansão urbana, da matriz agropecuária, a retaliação por predação de animais domésticos e os atropelamentos. Portanto, é sempre importante obedecer aos limites de velocidade das vias e se manter atento”, salientou ao g1 o biólogo Rondinelle Artur Simões Salomão, professor doutor na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente.
Salomão ainda orientou que, ao avistar um animal selvagem nas vias, é importante manter uma distância considerável e não tentar afugentá-lo.
“Esses animais não oferecem riscos diretos aos seres humanos e, se não forem incomodados, seguirão seu caminho. Onças-pardas só se defendem nos casos em que ficam acuadas ou estão protegendo suas crias”, ressaltou.
Onça-parda foi capturada em Presidente Epitácio (SP) nesta segunda-feira (20)
Polícia Militar Ambiental
Onça-parda foi capturada em Presidente Epitácio (SP) nesta segunda-feira (20)
Polícia Militar Ambiental
Onça-parda foi capturada em Presidente Epitácio (SP) nesta segunda-feira (20)
Polícia Militar Ambiental
Onça-parda foi levada ao Parque Estadual do Rio do Peixe
Polícia Militar Ambiental
Felino foi solto no Parque Estadual do Rio do Peixe
Polícia Militar Rodoviária
VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente
Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.


Comissões externas são formadas quando parlamentares se juntam para uma atividade fora do Congresso. Além das mortes de Bruno e Dom, colegiado quer investigar alta da violência na Amazônia. O Senado instalou nesta segunda-feira (20) a comissão externa que vai acompanhar as investigações sobre o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, na Amazônia.
Comissões externas têm esse nome porque são formadas quando os parlamentares se juntam para uma atividade fora do Congresso. Ainda não há data definida de quando eles vão para a Amazônia.
Bruno e Dom foram vistos pela última vez em 5 de junho, enquanto faziam uma expedição na região do Vale do Javari, no Amazonas. Os corpos dos dois foram encontrados na última quarta-feira (15). Laudo confirmou que eles foram mortos a tiros, com munição de caça.
Barco usado por Bruno Pereira e Dom Phillips é encontrado
A previsão é que o colegiado tenha 60 dias de duração. Além de acompanhar os desdobramentos sobre o caso envolvendo Bruno e Dom, a comissão tem o objetivo de apurar as causas do aumento da criminalidade e de atentados contra povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e jornalistas na região amazônica.
A comissão, formada por nove parlamentares, será presidida pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Rodrigues designou o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) para assumir a relatoria. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) será o vice-presidente.
Convite para ouvir ministro
A comissão externa vai atuar em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado.
Também nesta segunda, a CDH aprovou requerimentos relativos à situação na Amazônia, entre os quais um de convite ao ministro da Justiça, Anderson Torres, para dar explicações sobre a criminalidade no Norte do país.
Horas antes, o senador Nelsinho Trad disse que foi procurado por Torres, e que o ministro se colocou à disposição para prestar os esclarecimentos. A proposta inicial é a de que Torres seja ouvido já na próxima quarta-feira (22). Senadores também querem ouvir, no mesmo dia, representantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).
Os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Humberto Costa (PT-PE) durante reunião da comissão externa que vai investigar os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips na Amazônia
Pedro França/Agência Senado
Cronograma dos trabalhos
Nesta segunda, senadores também aprovaram o plano de trabalho da comissão externa. As atividades não têm datas definidas. Entre as medidas estão:
Ouvir o prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva; o presidente da Funai, Marcelo Xavier; e os familiares de Dom e Bruno
Solicitar a conclusão do inquérito sobre o assassinato de Maxciel Pereira dos Santos, ex-servidor da Funai
Acompanhar processos no âmbito da Polícia Federal e de outros órgãos que tratem sobre a situação do narcotráfico no Norte do país
Solicitar o envio de forças de segurança para garantir a proteção física de servidores da Funai em todas as bases de proteção do Vale do Javari. A proteção também foi solicitada para a equipe de vigilância e dos coordenadores da Univaja
Durante viagem ao Amazonas, os senadores também querem se reunir com diversas entidades, entre as quais o Ministério Público e a Polícia Federal, e com os suspeitos dos assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira e os demais participantes do crime.
Três já foram presos
Três homens já foram presos por terem participação no crime. De acordo com a Polícia Federal, outros cinco homens que ajudaram a enterrar os corpos de Bruno e Dom na mata foram identificados.
A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal na região. Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: tráfico de drogas, roubo de madeira e avanço do garimpo.
No dia 9 de junho, a Justiça decretou a prisão temporária de Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, que confessou o assassinato de Pereira e Phillips no último dia 15.
Também em 15 de junho, a Justiça decretou a prisão temporária de Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, irmão de Amarildo.
Na tarde de sábado, a Justiça do Amazonas decretou, a prisão temporária, por 30 dias, de Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”. Ele teve participação direta na morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, apontam as investigações.
Os três suspeitos seguem detidos na carceragem da 50ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Atalaia de Norte.
A embarcação na qual viajavam o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips foi encontrada no Rio do Itacoaí, nas proximidades da comunidade de Cachoeira na noite deste domingo (19), de acordo com a Polícia Civil. A Polícia Federal também confirmou a localização da embarcação.
O local foi indicado por Jeferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”, preso no sábado (18). Ele é um dos oito suspeitos de ter assassinado Bruno e Dom — três deles já foram presos durante as investigações sobre o caso. De acordo com a polícia, a lancha foi localizada a cerca de 20 metros de profundidade, emborcada com seis sacos de areia para dificultar a flutuação, a uma distância de 30 metros da margem direita do rio.

A expressão “do transe à vertigem”, que dá título ao novo livro de Rodrigo Nunes, professor de filosofia da PUC-Rio, tem dois sentidos.

O primeiro faz referência às representações da derrota da esquerda em dois momentos históricos: o golpe de 1964 em “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, e o impeachment em 2016 no documentário “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa.

No segundo sentido, “transe” sintetiza o estado de negacionismo e sofrimento psíquico criado pela extrema direita, e “vertigem” aponta que as crises do presente são sintomas de problemas muito mais profundos.

O autor afirma que o realismo do que é possível fazer ignora o realismo do que é preciso fazer, mas, apesar das constantes frustrações do pragmatismo do passado, forjado em tempos de consenso neoliberal, governos continuam dobrando a aposta nas mesmas fórmulas.

  • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
  • Edição de som: Laila Mouallem

Para se aprofundar

Rodrigo Nunes indica

Eduardo Sombini indica

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Escadaria do Sancho fica fechada a partir do dia 23 de junho. Visitação à Baía dos Porcos é suspensa nos dias 25 e 26 de junho. Praia do Sancho faz parte do Parque Nacional Marinho
Ana Clara Marinho/TV Globo
O acesso pela escadaria à Praia do Sancho, em Fernando de Noronha, fica fechado a partir do dia 23 de junho. Além disso, a visitação à Baía dos Porcos não acontece nos dias 25 e 26 de junho, sendo permitido apenas o acesso ao mirante. Os dois locais vão passar por uma manutenção de segurança.
A informação foi divulgada pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), nesta sexta-feira (17). As duas praias fazem parte do Parque Nacional Marinho, reserva federal de responsabilidade do instituto.
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Apesar dessa manutenção, o Sancho fica liberado para visita por embarcações nos dias 23 e 24 de junho, mas as pessoas não podem ir até a praia. O ICMBio não informou qual é a previsão de conclusão do serviço na escadaria.
O g1 questionou ao instituto qual a data de reabertura da escadaria, mas não recebeu essa informação até a última atualização desta reportagem.
Riscos
Uma análise de segurança realizada em maio pelo geólogo Fábio Reis, na escadaria e na trilha da Praia do Sancho e da Baía dos Porcos, indicou um “risco alto” de desmoronamento nas duas áreas. Ele também é engenheiro civil e trabalhou na análise da área de Furnas, em Capitólio (MG), onde o desabamento de pedras em um cânion deixou dez mortos.
O profissional foi contratado para avaliação dos riscos e o ICMBio deu início, ainda em maio, ao trabalho de manutenção, quando a visitação ao Sancho foi fechada.
Eleita cinco vezes a melhor do mundo, a Praia do Sancho tem falésias que estavam sem análise geológica há 12 anos. Os paredões têm cerca de 60 metros de altura e aproximadamente 855 metros de comprimento.
No início do ano, em entrevista ao g1, a geóloga Ingrid Ferreira Lima, da Universidade de Tóquio, alertou para os riscos de acidente no Sancho e ressaltou que esse tipo de estudo deveria ser feito anualmente.
Segundo a direção do ICMBio em Fernando de Noronha, a manutenção preventiva vai ser realizada anualmente. O órgão também instalou novas placas de sinalização com informações dos riscos das áreas.
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