
Estrutura do The Line, que custará R$ 5,3 tri, cruzará o país por desertos e montanhas Um projeto sem precedentes na História, que parece ter sido tirado de um filme de ficção científica. A Arábia Saudita revelou imagens de como será a construção da cidade vertical The Line, composta de dois arranha-céus paralelos, separados por um vão de 200 metros de largura, que cortará o país de ponta a ponta por uma extensão de 170 quilômetros, cruzando desertos e montanhas.
No interior do corredor, a cidade comportará nove milhões de habitantes e será carbono zero — sem veículos motorizados e estradas —, funcionando com energia 100% renovável e preservando 95% das terras locais.
As fachadas espelhadas foram pensadas para que as estruturas fiquem mimetizadas com o ambiente ao redor, quase invisíveis, causando o mínimo de impacto na natureza.
A cidade se erguerá por uma altura de até 500 metros acima do nível do mar — mais alta que a Torre Eiffel, em Paris, e o Empire State Building, em Nova York — e será construída em uma área de 34 quilômetros quadrados, considerada pequena para a quantidade de pessoas e serviços que abrigará.
A ideia é que os moradores, vindos de várias partes do mundo, façam tudo a pé, em uma caminhada de cinco minutos. Um trem de alta velocidade garantirá percursos mais longos e percorrerá os 170 quilômetros que ligam as duas extremidades em 20 minutos.
A The Line foi anunciada no ano passado, mas, até então, pouco se sabia sobre como seria a estrutura. Segundo o The Wall Street Journal, o projeto inicial é do escritório americano Morphosis Architects, do arquiteto Thom Mayne, vencedor do Prêmio Pritzker.
“The Line oferece uma nova abordagem ao design urbano: a ideia de sobrepor as funções da cidade verticalmente, dando às pessoas a possibilidade de se moverem perfeitamente em três dimensões (para cima, para baixo ou através) para acessá-las, é um conceito conhecido como Zero Gravity Urbanism. Diferentemente de apenas edifícios altos, esse conceito sobrepõe parques públicos e áreas de pedestres, escolas, residências e locais de trabalho para que se possa mover sem esforço e alcançar todas as necessidades diárias em cinco minutos”, explica o site do projeto.
A The Line, que custará R$ 5,3 trilhões (US$ 1 trilhão) e pode levar anos para ficar pronta, é parte dos ideais visionários de Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro e governante da Arábia Saudita. Ela está inserida em plano maior idealizado pelo monarca, a chamada Neom, com mais duas estruturas futurísticas: a Oxagon, uma área para fábricas com tecnologia de ponta, e a Trojena, um point turístico de montanha com o primeiro es-qui ao ar livre do Golfo Pérsico. Ambas, estima-se, devem receber mais R$ 2,7 trilhões (US$ 500 bilhões) em recursos.
“The Line enfrentará os desafios que a Humanidade vive hoje na vida urbana e lançará luz sobre formas alternativas de viver. Não podemos ignorar as crises de habitabilidade e ambientais que as cidades do nosso mundo enfrentam, e a Neom está na vanguarda do fornecimento de soluções novas e imaginativas para resolver esses problemas. Neom está liderando uma equipe com as mentes mais brilhantes em arquitetura, engenharia e construção para tornar a ideia de construir uma realidade”, disse o príncipe herdeiro.
A Neom faz parte da Saudi Vision 2030, um plano que busca diversificar a economia da Arábia Saudita e reduzir sua dependência do petróleo, e contará, ainda, com a Enowa, uma empresa de energia, água e hidrogênio, e a Neom Tech & Digital Company.
Entrevista | Ariel Frankel, CEO da Vitacon
“A moradia do futuro deve ser simplificada e automatizada”
Ariel Frankel: O mercado imobiliário precisa ter um pensamento de longo prazo, porém, contar cada vez mais com ferramentas ágeis e de curtíssimo prazo
Vitacon/Divulgação
Reinventar o jeito de morar nas grandes cidades está no DNA da Vitacon desde sua fundação, em 2009. A incorporadora que já entregou mais de 70 edifícios (até o final deste ano serão mais seis, com VGV de R$ 770 milhões) –, se especializou em projetos com plantas compactas e repletas de serviços conectados, para atrair um público jovem, que vive mais a cidade e menos a casa.
A partir do ano que vem, a ideia é apostar também em imóveis de médio e alto padrões, buscando atender aos clientes atuais cuja necessidade de mais espaço tenha aumentado.
Para explicar sobre como a tecnologia, o design inteligente e os valores sociais têm impactado os edifícios da empresa, e ainda responder sobre uma recente polêmica com um desses imóveis ultracompactos da marca, o CEO da Vitacon, Ariel Frankel falou ao Imóveis de Valor. Veja os principais trechos da entrevista.
Recentemente, um imóvel da sua empresa, no centro de São Paulo, repercutiu na TV e nas mídias sociais pela dimensão: dez metros quadrados. Dá para viver em um espaço desse tamanho?
Ariel Frankel – Até dá, mas é uma questão de escolha, em unir o útil ao agradável. É um apartamento para quem usa o imóvel como apoio, alguém que tem uma vida tipicamente urbana, com ritmo frenético de trabalho e vida social, e que volta para casa apenas para dormir.
No local onde ele está, cercado de hospitais, a grande maioria dos compradores foi de investidores, que acabaram alugando os apartamentos para pessoas com esse estilo de vida. E, curiosamente, 10% a 20% compraram porque era o que cabia no bolso, o primeiro imóvel da vida.
Em tempos de customização de tudo, ainda existe o chamado “apartamento-padrão”?
Boa pergunta, acho que nem só a definição do imóvel, mas essa concepção como um todo mudou. Confesso, esse é um desafio constante para quem busca inovar e ser pioneiro: redefinir o que é ‘padrão’ com uma visão de 360 graus. É preciso olhar o local onde será feito o empreendimento, o conceito das áreas comuns, as inovações que serão colocadas e compreender junto aos clientes de outros edifícios da empresa o que, de fato, teve melhor aceitação.
A gente vem desconstruindo esse conceito porque a vida muda muito rápido, e isso impacta na forma como a pessoa usa o espaço: se mora junto ou não, se trabalha em casa, se recebe visitas. Criamos uma proposta para isso, o Pixel, em que você consegue ‘modular’ o apartamento de acordo com a necessidade e, para investidores, conforme o momento do mercado. São plantas que podem ser adaptadas com o tempo, de forma rápida e simples.
O mercado imobiliário precisa ter um pensamento de longo prazo, porém, cada vez mais contar com ferramentas ágeis e de curtíssimo prazo, para que o bem permaneça valorizado aos olhos do comprador e do investidor.
Como você avalia o papel das incorporadoras nessa nova dinâmica de oferecer mais serviços do que apenas entregar imóveis?
Acho que cada vez mais é preciso ter uma visão abrangente e criar soluções end-to-end para os clientes. Mas, ao mesmo tempo, é preciso observar o DNA da empresa e entender se ela terá condições para fazer isso, por conta de sua essência, ou se fará apenas para colocar mais um produto na prateleira visando atender à demanda do mercado.
O pós-entrega para nós é o começo de um relacionamento de longo prazo. Temos uma área de recompra dos imóveis, por exemplo, que mostra bem essa essência. Procuramos dar centralidade ao cliente e entender suas dores em todos os momentos.
Como as empresas do setor devem dialogar com as cidades, no seu ponto de vista?
Desde a fundação, definimos que nossos prédios seriam feitos para a cidade, abertos para a rua, com lojas de conveniência no térreo. O tema ‘fachada ativa’ só passou a ficar em voga nos últimos quatro anos, quando o novo Plano Diretor de São Paulo passou a ser compreendido. E temos orgulho de ter nos conectado com essa proposta meia década antes.
Começamos a entender também que aqueles estandes com apartamentos decorados estavam perdendo sentido. Então, olhamos para os terrenos, bem localizados e em bairros consolidados, e pensamos em criar áreas que fossem boas para o bairro. Veio a ideia das arenas públicas, em parceria com uma marca de varejo esportivo: ambientes prazerosos, seguros, com esporte e que permitem a socialização entre as pessoas. Reunimos valores como ação social, bem-estar, lifestyle e um presente para a cidade. Foi um gol de placa.
Diante dos atuais valores da sociedade e do apelo da tecnologia, como você enxerga o apartamento do futuro?
A moradia do futuro precisa ser simplificada, mais automatizada e com opções para a pessoa se interagir com o apartamento e as áreas comuns do imóvel. É uma grande conexão entre os serviços externos e as necessidades internas de quem vive ali.
Então, quando se mistura produto e serviço, as tecnologias embarcadas fazem total diferença. Isso significa resolver problemas do cotidiano com mais praticidade – de aula online com personal na academia do prédio a cuidados com o pet –, e viabilizar a automação dentro do apartamento.
Tudo isso resulta em soluções práticas, eficientes e baratas que permitem à pessoa escolher quanto tempo ela quer gastar com essas atividades rotineiras e qual parcela prefere usar para seu bem-estar pessoal. Ganho de tempo é o bem mais precioso que as pessoas podem ter hoje e no futuro.
É verdade que você participa das reuniões de condomínio dos seus prédios?
Sim, já participei de muitas assembleias de instalação do condomínio. A gente põe a cara por alegria mesmo, com satisfação. Está na cultura da empresa também um sentimento de comunidade, que passa por uma relação mais próxima entre a linha de frente da empresa e quem comprou ou usa os imóveis – e até engloba os fãs da marca.
Realizamos diversos eventos com esse objetivo, nomeamos líderes dentro dos prédios para criar essa interação e organizamos eventos para falar de empreendedorismo, esporte e outros temas, para os moradores dos nossos condomínios. O resultado desses encontros é que já tivemos diversos negócios sendo feitos entre clientes e até namoros e casamentos.

Fuga para condomínios de luxo em cidades do entorno da capital é uma tendência sólida que vem gerando um boom de lançamentos e alta valorização dos imóveis O mercado imobiliário do interior de São Paulo permanece aquecido mesmo após o controle da pandemia de Covid-19 no estado. Boom de lançamentos residenciais, novos condomínios de luxo e aumento do interesse nas plataformas de busca sugerem que o êxodo de paulistanos rumo às cidades do entorno da capital — fenômeno que surgiu no período mais agudo da crise sanitária de 2020 e 2021 — é uma tendência que veio para ficar.
Segundo dados da regional de Sorocaba do Secovi-SP, o total de unidades residenciais lançadas na região entre o segundo trimestre de 2020 e o primeiro deste ano subiu 37%. Em São José do Rio Preto, o percentual foi de 74%. Já no Vale do Paraíba, o VGV dos imóveis novos em São José dos Campos disparou 92%.
Esse cenário de expansão é resultado do aumento de interesse de muitos paulistanos por uma vida melhor longe da capital. Levantamento do DataZ AP+ do último trimestre de 2022, de maio a julho, aponta que o interesse por casas no interior, em municípios que ficam a até 120 quilômetros de distância de São Paulo, cresceu 2% em relação ao ano passado.
“Esse movimento de saída parece pequeno, mas, se esse percentual for direcionado para uma cidade como Itu, vai significar um impacto muito relevante para a economia local”, analisa Pedro Tenório, economista do DataZAP+.
Segundo ele, isso reflete a busca por moradias com mais espaço e maior contato com a natureza, característica comum às cidades do interior paulista. E ainda tem o custo de vida menor: pessoas com salários no padrão da capital têm poder de compra maior em municípios menores.
“É um efeito econômico esperado, ainda reflexo da pandemia e do home office: a pessoa diminui o custo do transporte até o trabalho e investe na moradia, em cidades e bairros melhores e mais distantes dos centros econômicos”, resume Tenório.
Marina com vaga para mais de 400 embarcações no Portofino, em Piedade: oportunidade de passear pela represa após o dia de trabalho
PORTOFINO/DIVULGAÇÃO
LUXO HÍBRIDO
Para atender à demanda dos paulistanos, as incorporadoras têm lançado produtos com perfis híbridos, que combinam lazer e trabalho. Em Piedade, a 1h20 da capital paulista, o condomínio Portofino — Reserva, Náutica e Golf —, da Eco Lotes Empreendimentos Imobiliários, oferecerá infraestrutura elétrica subterrânea e de conectividade completa para que os futuros moradores possam trabalhar remotamente.
“Não são mais casas de final de semana. As pessoas podem passar mais tempo nesses locais e exercer suas atividades profissionais de forma virtual”, diz o sócio-diretor da Eco Lotes, Juraci Matos.
Mas é na hora de relaxar que o show começa. Com 1,8 milhão de metros quadrados, o condomínio vai contar com campo de golfe assinado pelo expert no assunto Dan Blankenship, clube de lazer idealizado pelo arquiteto Gui Mattos e marina com vaga para mais de 400 embarcações, às margens da Represa de Itupararanga. O empreendimento vai consumir R$ 90 milhões em investimentos e deve ser entregue no fim de 2023.
Na avaliação do CEO da Bossa Nova Sotheby’s, Marcello Romero, a busca pela vida no campo com mais segurança, espaço e lazer é uma tendência que permanecerá forte. Ele observa ainda que os empreendimentos com múltiplos amenities são os que têm mais aceitação.
“Antes era um projeto para quem é do golfe, outro para quem gosta de cavalos. Agora, os que têm mais procura são aqueles que oferecem atividades para todos, principalmente para os filhos, para que eles tenham vontade de ir também.”
‘São Paulo invadiu Sorocaba!’
Cidades do interior recebem cada vez mais moradores vindos de São Paulo, com efeito no setor de construção e de corretagem de imóveis
São José dos Campos registrou os maiores índices de valorização dos imóveis para venda no estado
PEDRO TRUFFI/GETTY IMAGES
À frente do escritório de arquitetura que leva seu nome, o arquiteto Eduardo Gomes viu o volume de trabalho dobrar nos últimos anos em razão dos novos moradores que têm chegado a Sorocaba, cidade a cem quilômetros da capital paulista. “A busca por projetos residenciais de alto padrão cresceu 100%. Tivemos de cancelar férias da equipe e pagar hora extra para aproveitar este momento”, explica o arquiteto.
Nos grupos de clientes que vivem em condomínios de alto padrão, a quantidade de vizinhos com DDD 11 cresceu como nunca antes. “Costumamos dizer que São Paulo invadiu Sorocaba. São pessoas que perceberam que poderiam trabalhar à distância e que vão à capital uma vez por semana”, diz.
Em Itu, a 1h30 de carro de São Paulo, o sotaque paulistano também predomina dentre os clientes da BHaus, construtora especializada em imóveis de luxo. “Cerca de 60% dos interessados em desenvolver projetos conosco vêm da capital”, afirma o sócio Matheus Mercatelli Bob.
Como engenheiro civil, Matheus acredita que a chegada de clientes mais exigentes vindos da capital tem elevado a qualidade dos projetos residenciais do ponto de vista construtivo. “Antes, o nível de exigência era menor. Agora, o padrão dos projetos e da construção em si — desde a parte estrutural até os acabamentos — está bem mais elevado.
”O interesse pelo interior tem feito crescer também a quantidade de novos corretores de imóveis que obtêm registro junto ao Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-SP). “Temos observado um sensível crescimento do número de profissionais que atuam no interior”, afirma o presidente da instituição, José Viana Neto.
Segundo ele, metade dos cerca de 22 mil novos corretores cadastrados no ano passado veio de fora da capital. “Muitos são engenheiros, médicos, farmacêuticos, gerentes de bancos e outros profissionais que mudaram de carreira para aproveitar o aquecimento do mercado nas cidades do interior”, afirma.

As receitas líquidas da empresa do setor de saúde somaram R$ 489 milhões entre abril e junho, retração de 5,4% A Qualicorp registrou lucro líquido de R$ 49,4 milhões no segundo trimestre, queda de 45,3% na comparação anual. As receitas líquidas da empresa do setor de saúde somaram R$ 489 milhões entre abril e junho, retração de 5,4% sobre o mesmo período de 2021.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no segundo trimestre foi de R$ 231,1 milhões, queda de 3,2% em um ano. A margem Ebitda foi de 47,3%, alta de 201 pontos-base. Em termos ajustados, o Ebitda foi de R$ 234,2 milhões.
A companhia destaca que a queda na última linha do balanço se deu pela redução no Ebitda e também pela robusta alta nas despesas financeiras, que somaram R$ 52,2 milhões, impactadas pelo aumento dos juros e da dívida líquida.
O portfólio total de vidas da Qualicorp teve retração de 0,3% em um ano, a 2,57 milhões de clientes. Em adesão, houve crescimento de 1,8%, a 1,66 milhão de vidas, compensado pela queda de 4% em empresarial, a 912,1 mil vidas.
Veja tudo sobre o balanço da Qualicorp e outros indicadores financeiros, além de todas as notícias sobre a companhia, no Valor Empresas 360
Prédio da Qualicorp em São Paulo
Reprodução

A receita líquida da empresa recuou 4,9%, para R$ 5,034 bilhões entre abril e junho A Energisa fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 989,7 milhões, uma alta de 32,1% na comparação com os R$ 749 milhões de um ano antes.
Segundo a empresa, o lucro líquido foi afetado pelo efeito positivo de R$ 398,2 milhões referente à marcação a mercado de derivativos, sem efeito caixa, sendo R$ 382,2 milhões referente ao bônus de subscrição atrelado à 7ª emissão da Energisa, e R$ 16 milhões referentes à opção de compra pela companhia da participação de minoritários da Energisa Participações Minoritárias.
A receita líquida da empresa recuou 4,9%, passando de R$ 5,294 bilhões no segundo trimestre do ano passado para R$ 5,034 bilhões entre abril e junho deste ano. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 1,798 bilhão, alta de 20,1% frente aos R$ 1,497 bilhão do segundo trimestre de 2021.
A dívida líquida da empresa subiu 49,9%, passando de R$ 13,9 bilhões no segundo trimestre do ano passado para R$ 20,8 bilhões ao fim de junho deste ano.
Em relação aos indicadores operacionais, a energia vendida no mercado cativo faturado somou 7.255,6 gigawatts-hora (GWh), queda de 0,8% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.
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Reprodução/Energisa

A operadora de shoppings centers reportou lucro líquido de R$ 156 milhões, revertendo prejuízo de R$ 112,9 milhões anotado um ano antes A BR Malls registrou lucro líquido de R$ 156 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 112,9 milhões de um ano antes. Em termos ajustados, considerando efeitos de impostos e investimentos, o lucro líquido foi de R$ 165,9 milhões, quase o triplo na comparação com o mesmo período de 2021.
As receitas da operadora de shoppings centers somou R$ 356,3 milhões entre abril e junho, alta de 36,1% na comparação anual. O fluxo de caixa operacional, usado para medir a operacionalização da empresa, foi de R$ 173,8 milhões, revertendo número negativo de um ano antes.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no segundo trimestre foi de R$ 124,2 milhões, revertendo indicador negativo um ano antes. Em termos ajustados, foi de R$ 328,4 milhões, mais que o dobro de um ano antes. A margem Ebitda ajustada ficou em 92,2%, alta de 38,7 pontos percentuais em um ano.
As vendas totais da BR Malls chegaram a R$ 5,38 bilhões, alta de 54,6% na comparação anual. As vendas mesmas lojas subiram 49,5% ante o mesmo período de 2021 e 13,6% sobre 2019. Já o aluguel mesmas lojas subiu 37,9% sobre 2021 e 33,2% sobre 2019. O custo de ocupação sobre a porcentagem de vendas caiu 1,9 ponto percentual, a 10,6%.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 95,3 milhões, aumento de 46,7% em um ano, associado, principalmente, à elevação da taxa de juros, uma vez que 75% das dívidas da companhia são atreladas ao CDI, além do crescimento da inflação no período. Os custos aumentaram 65,2%, a R$ 44,1 milhões.
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Divulgação
Ebitda foi de R$ 84,9 milhões no 2º trimestre deste ano, queda de 2,3% ante os R$ 86,9 milhões no mesmo período do ano anterior A International Meal Company Alimentação (IMC), controladora das redes de restaurantes Pizza Hut e KFC, teve prejuízo líquido de R$ 4,8 milhões no segundo trimestre deste ano, ante lucro líquido de R$ 21,2 milhões em igual período do ano 2021, segundo demonstrações financeiras enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira. Os valores referem-se aos atribuíveis aos acionistas controladores.
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Já a receita líquida saltou 42% no período, para R$ 37,5 milhões A Enjoei registrou prejuízo de R$ 18 milhões no segundo trimestre, com uma redução considerável em relação ao prejuízo de R$ 30 milhões de um ano antes.
Na mesma base de comparação, a receita líquida saltou 42%, para R$ 37,5 milhões. Já o volume bruto de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) da companhia cresceu 47%, somando R$ 300 milhões.
Em comentários da direção que acompanham o informe financeiro, a empresa observa que o forte resultado “demonstra a capacidade da plataforma em capturar novas transações em ritmo superior à média dos pares do e-commerce e varejo”.
O número de novos vendedores foi de 164 mil, inferior aos 215 mil relatados entre abril e junho de 2021. Já o número de novos compradores aumentou de 181 mil para 224 mil.
O resultado antes de juros e impostos ficou negativo em R$ 15,6 milhões entre abril e junho, melhora de 40% ante o resultado negativo de R$ 25,7 milhões do mesmo período de 2021. De acordo com a companhia, o desempenho mostra “comportamento consistente de redução do prejuízo operacional ao longo dos últimos trimestres, à medida que a companhia captura os efeitos de melhor margem bruta e diluição de despesas”.
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Enjoei, plataforma de compra e venda de produtos usados
Reprodução

A “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!”, que ganhou o nome simplificado de “Carta aos Brasileiros”, superou na noite desta quinta-feira (11) a marca de um milhão de signatários, de acordo com o site da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo de São Francisco). A contagem pode ser seguida na página do site em que se assina a carta.
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A rede de hospitais e laboratórios informou prejuízo líquido de R$ 120,2 milhões no período, alta de 4,3% na comparação anual; as receitas somaram R$ 3,28 bilhões, avanço de 26,2% A Dasa registrou prejuízo líquido de R$ 120,2 milhões no segundo trimestre, uma piora de 4,3% nas perdas na comparação anual. As receitas da rede de hospitais e laboratórios somou R$ 3,28 bilhões entre abril e junho, alta de 26,2% sobre o mesmo período de 2021.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no segundo trimestre foi de R$ 512,3 milhões, ante R$ 24,8 milhões um ano antes. A margem Ebitda avançou 14,6 pontos percentuais, a 15,6%.
O crescimento nas receitas é reflexo da consolidação das aquisições recentes, principalmente em hospitais e oncologia, além da melhoria de indicadores operacionais, com alta de tíquete médio por paciente e dia.
A companhia destaca que as despesas financeiras líquidas foram de R$ 374,4 milhões no período, ante R$ 50,5 milhões um ano antes, com impacto do aumento do endividamento líquido, resultado dos investimento da Dasa, e da alta dos juros.
A dívida líquida da Dasa somou R$ 7,32 bilhões ao fim de junho, ante R$ 1,39 bilhão no fim do segundo trimestre de 2021, sofrendo influência da estratégia de consolidação de mercado da companhia.
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Laboratório da rede Dasa
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Já a receita bruta do grupo de distribuição de seguros alcançou R$ 266,9 milhões, alta de 9% frente ao segundo trimestre de 2021 O grupo de distribuição de seguros Wiz apresentou lucro líquido de R$ 57,3 milhões no segundo trimestre de 2022, que representa queda de 23,6% ante o mesmo período de 2021. No primeiro semestre deste ano, a linha alcançou R$ 109 milhões, com recuo de 21,4% frente ao resultado da primeira metade de 2021.
Já a receita bruta alcançou R$ 266,9 milhões, com alta de 9% frente ao segundo trimestre de 2021. No acumulado de 2022, a arrecadação chegou a R$ 500,9 milhões, uma alta de 1,1% ante os seis primeiros meses do ano passado.
De acordo com o CEO da Wiz, Heverton Peixoto, “a receita bruta do segundo trimestre foi um número histórico para a companhia”. O faturamento do primeiro semestre, segundo o executivo, representa 50% da base superior do guidance, “que para muitos parecia extremamente desafiador quando divulgamos”.
Peixoto ressaltou que o resultado chega em um período no qual as receitas advindas do contrato que foi cancelado com a Caixa Econômica Federal já representam apenas um quarto do total. “É o primeiro semestre que a gente não tem a Caixa [como principal fonte de receitas]”, disse o CEO da Wiz. “A receita superou a primeira metade do ano passado mesmo que a gente ainda tivesse praticamente o contrato da Caixa cheio”, acrescentou.
As duas grandes parcerias feitas após a saída da Caixa, com a BMG Seguros e o BRB já representam 48% das receitas totais. “Para aqueles que tinham dúvidas sobre a força da Wiz pós-contrato com a Caixa, os resultados mostram que nossa estratégia foi plenamente atingida.”
Peixoto destacou ainda o crescimento de 94% nas operações correntes na comparação anual. A geração de caixa operacional saiu de R$ 60,7 milhões no segundo trimestre de 2021 para R$ 114,2 milhões entre abril e junho de 2022.
“O mercado conhece a gente como uma máquina de ‘joint venture’, mas o correto é que somos uma máquina de parcerias”, afirmou o executivo-chefe do grupo. Segundo Peixoto, apenas as parcerias em negociação que não são joint ventures já somam 20. “A Wiz atua como uma provedora de soluções para parceiros no mercado de seguros, na maioria dos casos no formato ‘white label’ [quando a empresa fornece a infraestrutura e o parceiro a marca].”
O executivo citou a entrada em canais de concessionárias de veículos, com mais de 200 pontos de venda atendidos até o momento. Outra iniciativa que ilustra a estratégia é a parceria com a Polishop para a venda de seguros na rede de varejo. “São projetos que a gente está plantando hoje para colher em 2025”, disse.
O diretor de relações com o mercado e M&A da Wiz, Guilherme Aguiar, explica que a operação com a Polishop foi anunciada, mas ainda não teve uma aprovação dos órgãos responsáveis. Da mesma forma, as joint ventures com o Paraná Banco e a Omni devem começar a funcionar apenas neste segundo semestre.
Os resultados devem ser observados apenas em 2023. “A maior parte dessas parcerias vão dar resultados a partir do ano que vem”, ponderou. “Já existe a presença de custo no balanço, mas sem as receitas que ainda vão vir”, acrescentou.
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Escritório do grupo Wiz, grupo de distribuição de seguros
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