
O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou a redução do preço do diesel, anunciada nesta quinta-feira (11) pela Petrobras, para ironizar atos pela democracia realizados na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, que se multiplicam por diversas instituições do país ao longo do dia. O evento na capital paulista reuniu importantes nomes do setor empresarial, financeiro, ex-ministros e acadêmicos.
“Hoje, aconteceu um ato muito importante em prol do Brasil e de grande relevância para o povo brasileiro: a Petrobras reduziu, mais uma vez, o preço do diesel”, escreveu o presidente, em suas redes sociais.
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Pela segunda vez este mês, a Petrobras anunciou nessa quinta a redução no preço do diesel nas refinarias, de 4,07%. O preço médio passará de R$ 5,41 para R$ 5,19. Na semana passada, a estatal já havia reduzido o valor do produto em R$ 0,20, em média.
No momento em que a estatal anunciou a redução, ocorria o ato pela leitura da carta pela democracia da USP no pátio da Faculdade de Direito. O texto faz uma defesa às urnas e à democracia. Até as 13h40, o site que reúne adesões ao manifesto exibe 956 mil signatários.
Manifestos em defesa da democracia são uma resposta aos ataques reiterados feitos por Bolsonaro ao sistema eleitoral
Cristiano Mariz/O Globo
Momentos antes, foi lida também uma carta de teor semelhante liderada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), endossada por 107 entidades. O texto foi lido pelo ex-ministro da Justiça José Carlos Dias.
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Os textos são uma resposta aos ataques reiterados feitos por Bolsonaro ao sistema eleitoral. Eles não mencionam o nome do presidente, que procura desqualificar as cartas dizendo se tratar de manifestação partidária.

Paulo Brant também é candidato à reeleição, mas pela chapa tucana, junto com o candidato ao governo Marcus Pestana O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Romeu Zema (Novo), exonerou 22 servidores do gabinete do vice-governador, Paulo Brant (PSDB), que também é candidato à reeleição, mas pela chapa tucana, junto com o candidato ao governo Marcus Pestana (PSDB). A lista de exonerados foi publicada na edição desta quinta-feira (11) do Diário Oficial do Estado.
Restaram apenas três servidores no gabinete do vice-governador. Dois deles são concursados e um é uma indicação do partido Novo.
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Na segunda-feira (08), o PSDB anunciou oficialmente a indicação de Paulo Brant como candidato a vice de Pestana para o governo do Estado. Na terça-feira, o governo comunicou os servidores que faria a demissão.
Em nota, o governo de Minas Gerais afirmou que as exoneração “são de pessoas que ocupavam cargos de confiança do Governador do Estado de Minas Gerais, sendo todos de sua livre nomeação e exoneração, portanto”.
O governo também informou que cabe ao chefe do Executivo avaliar se os servidores em cargos de confiança continuam ou não em seus postos. “Em respeito ao vice-governador Paulo Brant, o Governo o comunicou com antecedência, antes da publicação”, conclui a nota.
O vice-governador ainda não comentou sobre o assunto.
O PSDB foi aliado do Novo na primeira gestão de Zema na Assembleia Legislativa. Mas o governador e o partido têm se estranhado desde o início das discussões sobre as eleições de outubro. O PSDB aguardou por meses um aceno de Zema sobre quem seria seu candidato a vice, se manteria ou não Paulo Brant, mas o partido nunca teve resposta clara sobre isso.
Em julho, Zema convidou o jornalista Eduardo Costa (Cidadania) para ser vice em sua chapa, o que novamente causou polêmica com o PSDB, que já havia anunciado antes a candidatura própria, encabeçada por Marcus Pestana. O PSDB e o Cidadania formam uma federação e o Cidadania não poderia se unir a outra chapa. No começo de agosto, Eduardo Costa anunciou a desistência do convite.
Governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Romeu Zema
Maria Tereza Correia/valor

A área em torno da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, está sob controle das forças russas, mas a administração da instalação ainda está a cargo de técnicos ucranianos A Ucrânia acusou a Rússia de bombardear novamente a usina nuclear de Zaporizhzhia (NPP) nesta quinta-feira (11), afirmou a agência nuclear do país, Energoatom, em um comunicado. Os militares russos no local também emitiram uma nota acusando a Ucrânia pelo bombardeio.
A área em torno da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, está sob controle das forças russas, mas a administração da instalação ainda está a cargo de técnicos ucranianos.
Não há informes de feridos do bombardeio de hoje. Apesar do novo ataque, a agência ucraniana disse que os níveis de radiação na usina nuclear estavam dentro dos parâmetros normais.
“Os invasores [russos] voltaram a atacar o território da usina nuclear, atingindo pontos não muito distantes da primeira unidade de energia”, segundo a Energoatom. “Eles danificaram a estação de bombeamento de esgoto doméstico. Extensa fumaça foi registrada nas proximidades.”
“A situação está piorando, porque há fontes de radiação próximas e vários sensores de radiação estão danificados”, acrescentou Energoatom.
O governo ucraniano acusa a Rússia de ter transformado a área em torno da usina em uma base militar, de onde as forças russas lançam ataques para provoca uma resposta das forças ucranianas.
Militares russos, por sua vez, afirmam que as forças ucraniana estão usando sistemas de múltiplos lançamentos de foguetes e artilharia pesada.
A área em torno da usina de Zaporizhzhia já havia sido atingida por um bombardeio no fim de semana, com russos e ucranianos trocando acusações sobre o ataque.
Em meio ao crescente risco de um acidente nuclear no continente europeu, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um novo apelo nesta quinta-feira por um cessar imediato nas atividades militares na região em torno da usina de Zaporizhzhia.
Em comunicado, Guterres disse que está “fortemente preocupado com a situação em curso dentro e nos arredores da usina nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia”.
“Faço um apelo a todos os envolvidos para que exerçam o bom senso e a razão e não realizem quaisquer ações que possam colocar em risco a integridade física, segurança e proteção da usina nuclear — a maior do seu tipo na Europa”, disse Guterres.
Usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa
Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia via AP

Segundo Correa, embora a dinâmica de preços de custo venha desacelerando, o aperto monetário com aumento de taxas de juros e inflação têm consequências Após um primeiro semestre com avanço em vendas estimulado por um inverno mais rigoroso e antecipado, a varejista de moda C&A mostra cautela na projeção para a segunda metade do ano, diante do patamar de juros altos e dos efeitos da inflação. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Veículo era de Santa Gertrudes e havia sido roubado em Rio Claro, na terça-feira (9). Policiais fizeram um cerco para capturar motorista. PM de São Carlos recupera caminhonete com a ajuda de câmeras
A Polícia Militar recuperou nesta quinta-feira (11) uma caminhonete que havia sido roubada, após fazer um cerco por ruas do Centro de São Carlos (SP). O motorista foi preso por receptação.
De acordo com o comandante da 2ª Companhia da PM Francisco Laroca Junior, o veículo é de Santa Gertrudes e foi roubada em Rio Claro há três dias. Durante o crime, a vítima chegou a ser amarrada.
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PM recupera caminhonete que havia sido roubada em Rio Claro
Ely Venâncio/EPTV
Os batalhões da PM das duas cidades compartilharam informações sobre o crime para que os agentes ficassem atentos ao deslocamento do veículo, que acabou sendo localizado em São Carlos por meio de duas câmeras do sistema estadual Detecta, nesta quinta-feira.
Após a identificação do sistema de inteligência, a caminhonete foi abordada na Avenida Comendador Alfredo Maffei. De acordo com a PM, o motorista tentou fugir, mas a polícia bloqueou possíveis vias que ele poderia passar e o suspeito acabou preso por receptação.
“Apesar das descrições que a vítima fez do ladrão baterem com as dele, ele nega o roubo e fala que não foi ele. Disse que iria receber R$ 200 para levar a caminhonete até uma funilaria”, informou o comandante Laroca Junior.
VÍDEOS: Reveja as reportagens dos telejornais da EPTV
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Após três altas seguidas, o volume de prestação de serviços ligados ao turismo no Brasil recuou 1,8% em junho frente a maio, segundo o indicador de atividades turísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Nos três meses anteriores, o índice havia acumulado ganho de 10,7%. A atividade turística ainda está 2,7% abaixo do patamar do pré-pandemia, em fevereiro de 2020.
Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), Rodrigo Lobo, o indicador do mês teve forte influência do transporte aéreo, com queda de 9,9% em junho frente a maio. “Em transporte aéreo, teve efeito da inflação. O preço das passagens aéreas subiu 11,32% no mês; afetou a demanda”, disse.
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O indicador de atividades turísticas é calculado a partir de atividades da PMS ligadas ao setor de turismo, como hotéis, transporte (aéreo e rodoviário), agências de viagens e restaurantes, por exemplo. Ele reúne 22 dos 166 serviços acompanhados pelo IBGE.
Segundo Rodrigo Lobo, indicador do mês teve forte influência do transporte aéreo, com queda de 9,9% em junho frente a maio
Rovena Rosa/Agência Brasil
Sete dos 12 locais pesquisados registraram queda no turismo em junho ante maio, de acordo com os dados do IBGE. Os destaques negativos foram São Paulo (-2,2%), Rio de Janeiro (-1,2%), Distrito Federal (-3,3%), Espírito Santo (-6,6%) e Pernambuco (-2,5%). Em contrapartida, o principal avanço ficou com Rio Grande do Sul (+4,7%).
No resultado interanual, frente a igual período do ano anterior, o turismo cresceu 25,9% em março, a 15ª taxa positiva seguida. O maior impacto para o desempenho do mês veio de restaurantes, locação de automóveis, hotéis, transporte rodoviário coletivo de passageiros e serviços de bufê.
Regionalmente, todos os 12 locais investigados pelo IBGE tiveram taxas positivas, com destaque para São Paulo (30,2%), seguido por Minas Gerais (43,5%), Rio Grande do Sul (42,1%), Paraná (31,4%) e Bahia (25,7%).

Marina Ovsyannikova fez um protesto ao vivo em programa do principal canal de notícias da TV russa semanas após o início da invasão da Rússia na Ucrânia Um tribunal de Moscou determinou, nesta quinta-feira (11), prisão domiciliar até 9 de outubro para a jornalista Marina Ovsyannikova, que protestou contra a guerra da Rússia na Ucrânia no principal canal de notícias da TV russa.
Marina foi até a audiência depois que o Comitê de Investigação, autoridade russa equivalente ao FBI, abriu um processo criminal contra ela com base em uma lei sobre divulgação de informações desacreditando o exército russo, um crime cuja pena pode atingir até 15 anos de prisão.
A jornalista levantou uma placa, de dentro da gaiola de vidro do tribunal, na qual estava escrito: “Deixe as crianças mortas assombrarem seus sonhos”. As informações são do site de notícias Mediazona.
O caso, com base na lei de “notícias falsas” da Rússia, foi aberto após um protesto de Marina, realizado no mês passado, criticando o presidente russo Vladimir Putin.
Marina chamou a atenção internacional, ainda como produtora do First Channel, a principal rede nacional da Rússia, quando interrompeu o noticiário da TV estatal, em março, para realizar um raro protesto. Ela segurava um cartaz durante uma transmissão ao vivo que dizia: “Eles estão mentindo para você”.
O ato ocorreu semanas depois que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.
Marina Ovsyannikova, na imagem do televisor
Divulgação/Axel Springer

A motivação da entidade foi influenciada por identificação dos primeiros casos no Brasil da doença e de um possível aumento de sua disseminação em território nacional A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou em comunicado que deu entrada nesta quinta-feira (11) na solicitação de registros, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de dois kits de diagnóstico molecular para a doença “monkeypox”, também conhecida como “varíola dos macacos”.
A motivação da entidade foi influenciada por identificação dos primeiros casos no Brasil, de “monkeypox”, e de um possível aumento da disseminação da doença em território nacional.
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Com isso, informou a Fiocruz, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos desenvolveu os novos kits moleculares e já produziu 12 mil reações de cada um dos dois protocolos estabelecidos para uso em pesquisa.
Ambos os diagnósticos moleculares, dos kits, identificam o material genético do vírus da “monkeypox” e a tecnologia neles empregada permite seu uso imediato em plataformas que já fazem a identificação de outros alvos na rede de laboratórios centrais de saúde pública (Lacens), caso o Ministério da Saúde necessite implementar sua utilização, informou ainda a Fiocruz.
No informe, a fundação detalhou que os pedidos de registro ocorreram por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). Foram pedidos registros de dois kits de diagnóstico molecular para a doença, no Brasil: o kit molecular “monkeypox” (MPXV) e o kit molecular 5PLEX OPV/MPXV/VZV/MOCV/RP.
Um dos kits faz a identificação, em mesma amostra humana, das duas cepas geneticamente distintas do vírus “monkeypox”: a cepa da África Central (Congo) e a cepa da África Ocidental, essa última com circulação já confirmada no Brasil. O kit é baseado na tecnologia de PCR ( usada para detectar covid-19), em tempo real com ensaios multiplex, comentou ainda a instituição.
Esse kit para “monkeypox” foi desenvolvido a partir das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o diagnóstico da nova doença. O kit pode identificar o material genético (DNA) do vírus causador por meio da coleta de material retirado das erupções cutâneas (pústulas) presentes no indivíduo com suspeita de infecção pelo vírus, detalhou a Fiocruz.
No comunicado, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, reforçou ainda a importância das ações de preparação para emergências sanitárias, como em prover oferta rápida dos kits moleculares em resposta à “monkeypox”.
“Uma cadeia de suprimentos mais efetiva, após a experiência com a Covid-19, e um arranjo produtivo local fortalecido contribuem para a autonomia nacional em relação a insumos indispensáveis ao enfrentamento de problemas de saúde pública, que têm surgido com mais frequência e maior alcance”, ressaltou ela.
Já o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, comentou que a oferta dos kits moleculares em tecnologia permite uso imediato nos Estados, além do Distrito Federal.
Prédio da Fiocruz no Rio
Fernando Frazão/Agência Brasil

Isso pode acontecer com aumento das importações de etano A Braskem Idesa, produtora de polietileno no México que é controlada pela Braskem, pode alcançar taxa de operação de 100% até o fim deste ano, a partir do aumento das importações de etano, disse o vice-presidente de Finanças, Suprimentos e Relações Institucionais da petroquímica brasileira, Pedro Freitas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Como outros bolsonaristas, Ciro Nogueira também recorreu a comparações com a Venezuela para criticar a iniciativa de ex-alunos da Faculdade de Direito da USP O Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), disse que a Carta que garante a democracia é a Constituição. A declaração foi feita em seu Twitter nesta quinta-feira, dia em que foi lida, no Largo São Francisco, em São Paulo, a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, uma iniciativa de ex-alunos da Faculdade de Direito da USP.
“A Democracia não pertence a ninguém. A Democracia é de todos nós! A Democracia, inclusive, é o que deveria existir mais em países como Venezuela e Cuba, que alguns ‘democratas’ no Brasil apoiam”, criticou Ciro Nogueira.
O filho do presidente Jair Bolsonaro, senador Flavio Bolsonaro (PL), também usou as redes sociais mais cedo para criticar as manifestações de hoje. “Quem quer assinar a carta do ex-presidiário fique à vontade, eu não quero no Brasil as ‘democracias’ que ele defende (Cuba, Coreia do Norte)”.
Apoiador de Bolsonaro, o deputado federal Carlos Jordy (PL) também usou a Venezuela para criticar o ato. “Em nome da ‘democracia’, Maduro prende opositores e censura a imprensa. Bolsonaro deveria escrever a carta em defesa da liberdade.”
Ciro Nogueira
Cristiano Mariz/Agência OGlobo.

