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Pesca Profissional Artesanal: um tipo de pesca caracterizada principalmente pela mão de obra familiar, com embarcações de pequeno porte, como canoas ou jangadas, ou ainda sem embarcações, como na captura de moluscos perto da costa. Sua área de atuação está nas proximidades da costa, nos rios, reservatórios, lagos/lagoas, estuários e açudes. Lei Federal 11.959 de 29/06/2009.

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No fim da sessão desta sexta (12), os preços dos contratos do Brent para outubro terminaram em queda de 1,45%,
Além disso, a entidade cobrou do futuro presidente do Brasil compromisso com o combate à corrupção e à criminalidade Em
Soja também subiu, enquanto as cotações do trigo recuaram Recebido com grande expectativa pelo mercado de grãos, o relatório de
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar as ações que questionam a "PEC das Bondades" apenas depois das eleições de
Mais comum em roedores, o vírus só foi batizado assim por um mero acaso: a primeira vez que foi identificada
Corretora do gigante financeiro caiu para o quinto lugar à medida que os concorrentes locais ganharam terreno unindo forças Pela
A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 13,72% no ajuste anterior para 13,695% e a do DI
Tendência beneficia exportações a partir do Brasil O preço da carne bovina vendida pela Marfrig do Brasil para a China
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou nesta sexta-feira (12) que o plano de governo da candidata do partido
Investigadores suspeitam que o Tornado Cash tenha sido usado para ocultar fluxos de dinheiro criminosos em grande escala As autoridades


No fim da sessão desta sexta (12), os preços dos contratos do Brent para outubro terminaram em queda de 1,45%, a US$ 98,15 por barril, enquanto os preços dos contratos do WTI para setembro recuaram 2,38%, a US$ 92,09 por barril O petróleo encerrou a sessão desta sexta-feira (12) com perdas, em meio a uma forte valorização do dólar no exterior. Nas últimas sessões, a fraqueza da moeda americana, após dados de inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos, deu espaço para um aumento nos preços da commodity, que subiram na semana, em um movimento alimentado pela preocupação com um descasamento entre oferta e demanda.

No fim da sessão de hoje, os preços dos contratos do Brent, a referência global, para outubro terminaram em queda de 1,45%, a US$ 98,15 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, enquanto os preços dos contratos do WTI, a referência americana, para setembro recuaram 2,38%, a US$ 92,09 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Na semana, ambos os contratos terminaram com ganhos acumulados, de 3,40% e 3,46%, respectivamente.

A preocupação com a diferença de demanda e oferta continua no radar do investidor, que ainda não tem a certeza de que a desaceleração nas economias vai ser o bastante para equilibrar as duas pontas. No entanto, as perspectivas de que a inflação nos Estados Unidos pode ter alcançado seu pico ajudaram a movimentar o mercado da cpmmodity nos últimos dias. Isso bastou para que o dólar se enfraquecesse. Como os futuros de petróleo são negociados em dólar, o enfraquecimento da moeda americana tornou mais atrativas as negociações da commodity para os investidores.

“Houve muita coisa acontecendo nesta semana, com as negociações do acordo nuclear entre Irã e Estados Unidos em andamento; os estoques dos EUA aumentando; a produção dos EUA também aumentando; a saga do oleoduto Druzhba; e as várias previsões”, afirma Craig Erlam, analista sênior da Oanda.

Ele ressalta, ainda, que até as projeções para a commodity vieram contrastantes. Enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu a expectativa de crescimento de demanda, a Agência Internacional de Energia (AIE) previu um crescimento mais forte na demanda devido a uma possível mudança do gás natural para o petróleo.

A agência afirmou que as ondas de calor estão aumentando a demanda por eletricidade para alimentar ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. Com os preços do gás natural em níveis bastante elevados e os suprimentos escassos, as usinas de energia — principalmente na Europa — estavam mudando para o petróleo como fonte alternativa de combustível.

Uma das razões para isso é a crise energética da Europa, acentuada pela atual onda de calor, que alimenta a demanda por ar condicionado e pela redução mais significativa do fornecimento de gás russo, que elevou o preço do gás natural e da eletricidade a níveis recordes.

Analistas do Goldman Sachs acreditam que essa troca de gás por petróleo pode levar os preços do petróleo tipo Brent de volta a US$ 130 por barril até o fim do ano. Para eles, os mercados de commodities estão se comportando de forma irracional. Os analistas alertaram, ainda, para “preços insustentáveis”. “Preços e estoques estão caindo, enquanto a demanda está superando as expectativas e a oferta está decepcionando”, afirmaram os profissionais do Goldman, em nota enviada a clientes.

Chris Carlson/AP


Além disso, a entidade cobrou do futuro presidente do Brasil compromisso com o combate à corrupção e à criminalidade Em carta aberta aos candidatos à Presidência da República, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) defendeu que um novo governo deve seguir três pilares básicos: respeito ao regime democrático e às instituições; aos direitos humanos; e ao diálogo e à tolerância.

“A democracia é a base da construção de uma nação livre e soberana, sobre a qual as instituições exercem suas funções de modo respeitoso, independente e harmônico, cada qual com as suas missões constitucionalmente definidas”, diz um dos trechos.

Além disso, a entidade cobrou do futuro presidente do Brasil compromisso com o combate à corrupção e à criminalidade. O texto fala ainda em proteção do meio ambiente e das crianças, adolescentes e idosos. O texto defende também promoção da equidade de gênero, defesa das pessoas com deficiência.

Outros pontos abordados foram a defesa dos povos indígenas e dos direitos do consumidor. Também defenderam que é preciso fortalecer as políticas públicas, para garantir e efetivar direitos básicos como saúde, educação, habitação, assistência social e segurança.

O texto é assinado pelo presidente da Conamp, Manoel Murrieta. A entidade diz representar mais de 16 mil membros do Ministério Público brasileiro.

Antonio Augusto/secom/TSE

Soja também subiu, enquanto as cotações do trigo recuaram Recebido com grande expectativa pelo mercado de grãos, o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado nesta sexta-feira teve impactos distintos sobre milho, trigo e soja na bolsa de Chicago.
Para o milho, o resultado foi uma forte alta. Os contratos do cereal para dezembro, os de maior liquidez, subiram 2,31% (14,50 centavos de dólar), a US$ 6,4225 por bushel.
A previsão do USDA de queda na colheita americana na safra 2022/23 puxou a valorização. O órgão estimou uma produção de 364,7 milhões de toneladas para nos EUA, abaixo das 368,4 milhões projetadas no relatório do mês passado.
O número também ficou abaixo das estimativas de analistas de mercado, que esperavam 365,35 milhões de toneladas, muito em função das condições de seca observadas no período de desenvolvimento das lavouras, especialmente em julho.
E também haverá menor oferta de milho no mundo, segundo o USDA. O órgão espera uma safra mundial de 1,179 bilhão de toneladas, recuo de 0,5% em relação às 1,185 bilhão de toneladas esperadas em julho. A demanda global também será menor — 1,184 bilhão de toneladas apontadas hoje, ante 1,185 bilhão divulgadas no mês passado.
Completando o quadro altista, para os estoques finais houve um novo corte de 2%. No relatório de hoje, o USDA projetou um volume de 306,68 milhões de toneladas.
Soja
Uma das grandes surpresas do relatório do USDA hoje foram os números para a soja. Contrariando a maioria dos analistas, o departamento revisou para cima suas estimativas de produção para os EUA. Ainda assim, os preços subiram.
Em Chicago, os contratos da oleaginosa de maior liquidez, para novembro, avançaram 0,40% (5,75 centavos de dólar), a US$ 14,5425 por bushel.
A previsão para a safra dos Estados Unidos em 2022/23, importante para a definição dos preços internacionais, subiu 0,56% em relação a julho, para 123,3 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 121,7 milhões de toneladas. Com isso, os preços operavam em queda de quase 2% no meio-pregão.
E outro dado do USDA deu suporte para a alta na sessão. Os estoques finais da temporada, cuja previsão era de 99,61 milhões de toneladas no mês passado e passou para 101,41 milhões de toneladas.
Sobre a safra mundial de soja, o USDA estimou 392,79 milhões de toneladas em 2022/23. O volume é 0,36% superior ao projetado no mês passado pelo órgão americano. Segundo o USDA, a demanda mundial será de 378,25 milhões de toneladas, um avanço de 0,13% em relação ao dado divulgado em julho. As exportações devem ser da ordem de 169 milhões de toneladas, um aumento de 0,1%.
A demanda da China, que está abaixo da esperada por analistas, foi mais um fator de suporte aos preços. O Ministério da Agricultura da China reduziu suas estimativas para as importações de soja na safra 2021/22 para 91 milhões de toneladas, uma queda de 1,98 milhão de toneladas em relação à previsão do mês anterior, segundo a Reuters.
Trigo
O trigo se descolou dos demais grãos e fechou o dia com preços mais baixos em Chicago. Os contratos para setembro, que são os de maior liquidez, recuaram 0,59% (4,75 centavos de dólar), a US$ 8,06 por bushel. Os papéis de segunda posição, que vencem em dezembro, fecharam em queda de 0,45% (3,75 centavos de dólar), a US$ 8,2250 por bushel.
A pressão no mercado veio dos dados do USDA, que trouxe aumento na oferta mundial.
A produção global em 2022/23 deverá chegar a 779,60 milhões de toneladas, alta de 1,03% em relação às projeções do mês passado, puxada pelo crescimento de 7,5 milhões de toneladas da Rússia e mais 3 milhões de toneladas que devem ser colhidas na China.
O consumo global foi corrigido para cima em 0,55%, para 788,6 milhões. Enquanto as exportações, projetadas em 208,7 milhões, ante 205,5 milhões em julho. Assim, os estoques finais da temporada ficarão em 267,3 milhões de toneladas.
A oferta também crescerá nos EUA, a despeito do clima quente que prejudica as lavouras de inverno. O país deverá colher 48,5 milhões de toneladas do cereal, na comparação com a estimativa anterior de 48,5 milhões de toneladas.
A projeção para o consumo americano foi elevada em 200 mil toneladas, para 30,4 milhões de toneladas. E a perspectiva de exportações aumentou para 22,5 milhões. Dessa forma, os estoques finais dos EUA foram corrigidos para 16,6 milhões de toneladas, frente à estimativa anterior de 17,4 milhões de toneladas.
“O USDA trouxe dados de oferta acima do esperado pelo mercado, mas os números de estoques ficaram aquém do previsto. Além disso, diante de estoques finais menores nos EUA, a tendência é de recuperação nos preços no curto prazo”, disse Luiz Pacheco, analista da TF Consultoria Agroeconômica.
O operação de embarque de grãos ucranianos pelo Mar Negro também pressionou as cotações. Hoje, a Ucrânia informou que o primeiro navio carregado com trigo deixou o país. A quantidade do cereal transportado não foi divulgada, mas Pacheco lembra que os navios no Mar Negro comportam, no máximo, 30 mil toneladas de grãos.
“O andamento dos embarques mostra que as operações de escoamento estão se normalizando. Isso dá um recado ao mercado de que o acordo entre Rússia e Ucrânia é uma coisa séria e de que novas cargas de trigo devem ser exportadas nessa via marítima”, ressaltou o analista.


O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar as ações que questionam a “PEC das Bondades” apenas depois das eleições de outubro, segundo avaliam fontes da Corte consultadas pelo Valor. Aprovada pelo Congresso em 14 de julho e sancionada pelo governo federal, a também chamada “PEC Eleitoral” criou uma série de benefícios sociais e estabeleceu estado de emergência para permitir que entrassem em vigor a poucas semanas das eleições, às quais o presidente Jair Bolsonaro (PL) vai concorrer.
Na quinta-feira (11), o ministro André Mendonça, relator dos processos, decidiu que o caso será analisado diretamente pelo plenário, sem concessão prévia de liminar – o procedimento, previsto em lei, é chamado de “rito abreviado”.
Entretanto, ainda não há previsão de data para o processo ser liberado para pauta. Antes, Mendonça precisa colher as manifestações do Congresso Nacional, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Como o prazo para juntar todos esses pareceres é de até 20 dias, a tendência é a de que o caso fique pronto para ser julgado às vésperas dos atos de 7 de setembro e a apenas um mês do primeiro turno – um momento que o STF considera conturbado para tomar decisões polêmicas.
Ministro André Mendonça, relator dos processos, decidiu que o caso será analisado diretamente pelo plenário, sem concessão prévia de liminar
: Nelson Jr./SCO/STF
O partido Novo e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) acionaram o Supremo alegando que a medida é inconstitucional, pois busca “efetuar a distribuição gratuita de bens em ano eleitoral”, o que “afeta a liberdade do voto”. Também apontam vícios na tramitação do projeto no Legislativo.
Entre os benefícios promulgados, estão o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600; a ampliação do vale-gás; auxílio para taxistas e um voucher de R$ 1 mil para caminhoneiros. O custo será de mais de R$ 41,2 bilhões, recursos que não estavam previstos no orçamento federal e ficarão fora do teto de gastos.
O sistema interno do STF distribuiu a ação ao gabinete do ministro porque ele já havia sido sorteado relator de outro processo semelhante. Foi uma “vitória” para Bolsonaro, que indicou Mendonça ao tribunal e tem nele um aliado dentro da Corte.
Em junho, parlamentares já haviam pedido ao Supremo a anulação do trâmite da PEC. Mendonça, no entanto, indeferiu a liminar. O ministro considerou que o processo de aprovação de emendas é um ato interno do Poder Legislativo, descabendo a intervenção do Judiciário.


Mais comum em roedores, o vírus só foi batizado assim por um mero acaso: a primeira vez que foi identificada e descrita foi justamente em um grupo de primatas em um laboratório na Dinamarca Os ataques contra primatas que vêm acontecendo no Brasil, decorrentes de uma associação equivocada entre a presença dos animais e o aumento de casos de varíola dos macacos, repercutiram mundialmente e deram novo fôlego aos pedidos para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) altere o nome da doença.
Questionada sobre o tema em Genebra nesta semana, a epidemiologista Margaret Harris, porta-voz da entidade, condenou a violência contra os bichos e reiterou a intenção de encontrar um nome melhor para a doença. Em meados de junho, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já havia anunciado publicamente esse desejo.
Dias antes, mais de 20 especialistas internacionais, incluindo grandes nomes do ramo da epidemiologia e da saúde pública, assinaram um artigo defendendo que era urgente adotar uma nomenclatura “não discriminatória e não estigmatizante” para o vírus e para a doença por ele causada.
A varíola dos macacos só foi batizada assim por um mero acaso: a primeira vez que foi identificada e descrita foi justamente em um grupo de primatas em um laboratório na Dinamarca, em 1958. “Na verdade, o vírus é mais comum em roedores”, relembra a epidemiologista da OMS. Os cientistas ainda não têm consenso sobre que animal seria o reservatório natural do vírus, que já foi documentado em diferentes bichos, inclusive em cachorros.
Diversas entidades, de associações de proteção animal a organizações de saúde, também já se pronunciaram publicamente pedindo uma alteração na nomenclatura.
“Varíola dos macacos é um nome ruim porque parece trazer a mensagem de que os macacos têm responsabilidade pela doença, o que não está correto. Na verdade, eles têm tantos riscos quanto nós, humanos, e também de outros animais, de pegar a doença”, diz a infectologista Raquel Stucchi, professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
A médica destaca que há uma grande insatisfação com a nomenclatura entre os infectologistas e epidemiologistas brasileiros, que já vêm pedindo mudanças há mais de três meses, desde a identificação dos primeiros casos do atual surto.
Apesar do aparente consenso, a alteração não é uma tarefa fácil e tampouco tem prazo determinado para acontecer.
Existem precedentes para a mudança de nomes de doenças consideradas problemáticas e estigmatizantes. O processo, porém, é burocrático e normalmente lento.
No caso específico da varíola dos macacos, há duas questões: o nome do vírus e a nomenclatura da doença, cada uma sob responsabilidade de uma entidade específica.
Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola do macaco (vermelho) cultivadas e purificadas a partir de cultura de células
Divulgação/NIAID
O Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV, na sigla em inglês) é quem tem a palavra final sobre a mudança do nome do agente patológico. A organização tem, no momento, um projeto com o intuito de aproximar os nomes dos vírus do formato como outros organismos são registrados.
A alteração do nome do vírus, em inglês chamado de “monkeypox”, precisaria passar primeiro pelo órgão.
Fontes ligadas ao comitê dizem que há boa disposição para fazer mudanças, mas muitos apontam que uma alteração radical, com o abandono total do uso do termo “monkeypox”, poderia comprometer a literatura científica que vem sendo produzida sobre esse vírus há mais de 60 anos.
A epidemiologista Raquel Stucchi considera que, com a internet e as atuais ferramentas de documentação, a troca do nome do vírus não representaria um grande problema.
“O preço de manter o nome monkeypox é muito mais alto do que eventual problema com a literatura científica”, opina a médica, que cita como exemplo a ocorrência frequente de mudanças de nome de vírus e bactérias.
Já para a mudança do nome da doença, em teoria, o processo poderia ser mais simplificado, já que fica dentro do guarda-chuva da Organização Mundial da Saúde.
Desde 2015, a OMS tem um guia de boas práticas para escolher o nome das novas doenças. Segundo o documento, devem ser usados termos descritivos mais genéricos, sem associações a indicações geográficas, nomes pessoais ou espécies de animais ou plantas. Na atual pandemia, a escolha do nome Covid-19 já seguiu esse critério.
O problema é que não existe orientação sobre o que fazer com os nomes das doenças que já existiam antes das orientações. A lista de enfermidades que não estão de acordo com as novas regras é bastante extensa, já que durante séculos foi relativamente comum que novas doenças e vírus acabassem batizados com referências a animais ou a regiões geográficas.
E isso perdurou até bem pouco tempo. Em 2009, a doença causada pelo vírus H1N1 foi primeiramente chamada de gripe suína. Outro exemplo é a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS, na sigla em inglês), de 2012.
“O trabalho para ver a questão do nome está acontecendo. É um trabalho grande. Teremos novidades em breve, mas, infelizmente, ainda não é agora”, disse Harris, da OMS, na última terça-feira (9).


Corretora do gigante financeiro caiu para o quinto lugar à medida que os concorrentes locais ganharam terreno unindo forças Pela primeira vez em pelo menos uma década, a corretora do Morgan Stanley não conseguiu alcançar uma das três primeiras posições em negociação de ações no Brasil, caindo para o quinto lugar à medida que os concorrentes locais ganharam terreno unindo forças. O Itaú Unibanco ficou em terceiro lugar este ano até 9 de agosto após adquirir a Ideal Holding Financeira, negócio anunciado em janeiro que ainda aguarda aprovação regulatória.
Excluindo a aquisição da Ideal, o Itaú teria ficado apenas em 10º lugar, mostram dados compilados pela Bloomberg.
“Ao adquirir a Ideal, não estamos apenas adicionando participação no mercado de negociação de alta frequência”, disse Carlos Constantini, chefe de serviços de gestão de patrimônio do Itaú, com sede em São Paulo, em entrevista. A aquisição também adiciona “um mecanismo de uma super corretora digital – que opera apenas na nuvem com qualidade de execução impecável e grande potencial de escalabilidade”.
O Itaú vem comprando concorrentes ao mesmo tempo em que vende sua participação minoritária na maior corretora do país, a XP Inc.. A Ideal, especializada em serviços de alta frequência e corretagem, foi fundada por Nilson Monteiro, diretor de ações do Brasil e negociação eletrônica de América Latina no UBS Group AG antes de sair com parte de sua equipe em 2019.
Eduardo Mendez, chefe de vendas e negociação de renda variável do Morgan Stanley na América Latina, com sede em Nova York, disse que as classificações por volume de negócios “não são necessariamente indicativas de oportunidades de negócios”.
“Estamos mais focados em atender às necessidades dos clientes e garantir rentabilidade a longo prazo”, disse Mendez em entrevista. “Por isso, planejamos manter uma equipe enxuta e nossa estratégia de longo prazo de foco em grandes clientes institucionais do Brasil ou do exterior.”
O Morgan Stanley, que não atende pessoas físicas no Brasil, está entre os maiores fornecedores de swaps de retorno total, que dão aos investidores internacionais o mesmo retorno que obteriam se possuíssem ações ou investissem em um índice local sem ter que abrir uma conta doméstica ou lidar com outras regulamentações brasileiras de investimento.
Investidores individuais estão vendendo ações em meio ao aumento das taxas de juros no Brasil e nos EUA, e os fundos de ações tiveram uma retirada líquida de mais de R$ 50 bilhões (US$ 9,9 bilhões) desde o início do ano, segundo a associação do mercado de capitais do Brasil, a Anbima. O volume médio diário negociado no Brasil caiu 14% este ano até 8 de agosto, para R$ 28,8 bilhões de reais, segundo a B3.
Mendez, do Morgan Stanley, disse que as eleições presidenciais de outubro ainda não estão afetando as apostas dos investidores em ações. “As dúvidas são todas sobre as taxas de juros dos EUA e se isso vai gerar uma recessão global ou não”, disse ele.
A participação de mercado do UBS no Brasil subiu para 12,2% ante 11,4% um ano antes, deixando o banco suíço em segundo lugar no ranking com R$ 1,05 trilhão. “Vimos uma entrada muito significativa de investimentos estrangeiros nos mercados acionários brasileiros, principalmente no primeiro trimestre do ano, pois os investidores afastaram carteiras de nações como Rússia e China devido ao conflito na Ucrânia”, disse Daniel Mendonça de Barros, chefe de UBS mercados globais na América Latina, em entrevista. “Ao mesmo tempo, o volume de saídas de fundos locais foi importante.”
O banco com sede em Zurique já era o segundo maior trader de ações no Brasil quando a empresa lançou uma joint venture com o estatal Banco do Brasil, o segundo maior banco da América Latina em ativos, em 2020. O UBS é uma das principais empresas de negociação de alta frequência e está ganhando participação nos swaps de retorno total. Neste mês, o banco passou a absorver parte do fluxo dos clientes de varejo do Banco do Brasil.
A XP continua sendo a maior corretora de ações brasileira, incluindo os negócios Rico, Clear e Socopa, com volume de R$ 1,25 trilhão no período, segundo dados compilados pela Bloomberg. A empresa responde por cerca de 50% do fluxo de clientes individuais, disse Lucas Rabechini, diretor de produtos financeiros da XP, com sede em São Paulo. “Temos clientes institucionais como fundos de hedge e clientes corporativos, mas nosso DNA é realmente mais focado no varejo”, disse Rabechini.
O Itaú adquiriu 49,9% do capital total da XP em 2017, mas o Banco Central não aprovou parte do negócio, incluindo a parcela que daria ao Itaú o controle da corretora em algum momento. O Itaú decidiu vender o investimento e agora detém menos de 10% do capital da XP.


A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 13,72% no ajuste anterior para 13,695% e a do DI para janeiro de 2027 passou de 11,79% para 11,595% Os sinais de uma inflação menos pressionada à frente, diante da apreciação do câmbio e da queda nos preços do petróleo e do minério de ferro, se somaram ao viés “aplicador” do mercado de juros nos últimos dias e levaram as taxas futuras a um pregão de queda firme nesta sexta-feira (12) ao longo de toda a estrutura a termo da curva.
No momento em que investidores estrangeiros permanecem construtivos com a renda fixa brasileira, o fluxo ajuda a jogar os juros para baixo, na esteira do sinal emitido pelo Banco Central de proximidade do fim do ciclo de aperto monetário.

No fim da sessão regular desta sexta-feira, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 caiu de 13,72% no ajuste anterior para 13,695%; a do DI para janeiro de 2024 recuou de 12,95% para 12,83%; a do contrato para janeiro de 2025 cedeu de 11,95% para 11,765% e a do DI para janeiro de 2027 passou de 11,79% para 11,595%.

Sumudu Mohottige/Unsplash
“Copom sinalizando encerramento do ciclo; inflação mais baixa que o esperado nos Estados Unidos; percepção de que o pico da inflação realmente ficou para trás… Quando se soma tudo isso ao fluxo estrangeiro razoável para renda fixa dos últimos pregões, as taxas vão para baixo”, afirma o trader de renda fixa de um banco local sob condição de anonimato. O movimento das taxas nesta semana impressiona, ao se ter em vista o ritmo de queda. Nesta semana, o juro projetado pelo DI para janeiro de 2027 recuou 41,5 pontos-base. No acumulado do mês, a queda foi de 102,5 pontos-base.
Participantes do mercado relatam, em especial, o otimismo do investidor estrangeiro com a renda fixa brasileira, o que se espalha para o desempenho dos juros futuros. No pregão de ontem, de acordo com dados da B3, os não-residentes ampliaram posição doada (que aposta na queda das taxas) em juros em 78,1 mil contratos.
Se, na semana passada, os estrategistas do Citi já haviam iniciado posições doadas no “miolo” da curva, com o DI para janeiro de 2025, ontem foi a vez de o J.P. Morgan abrir posições aplicadas no DI para janeiro de 2026 e passar a adotar recomendação “overweight” (desempenho acima da média do mercado) para os títulos públicos brasileiros no GBI-EM, índice de bônus de mercados emergentes em moeda local do banco. A curva de juros, assim, tem mostrado um processo de “bull flattening” (achatamento), em que as taxas longas têm caído bem mais que as curtas, o que acentua a inclinação negativa da curva brasileira.
Em relatório enviado a clientes, os estrategistas Claudio Irigoyen e Christian Gonzalez Rojas, do Bank of America, revelam que o banco também adotou posições doadas em juros no Brasil e optou por concentrar a aposta no DI para janeiro de 2027 desde quarta-feira. “Acreditamos que o mercado continuará esperando um resultado relativamente neutro a partir das eleições de outubro, o que, juntamente com o viés aplicador [nos juros] e expectativas de inflação mais apertadas, pode empurrar a ponta longa da curva para baixo. Por isso, também gostamos do risco-retorno de aplicar no DI janeiro/2027”, dizem.
Entre os riscos citados por Irigoyen e Gonzalez Rojas para o “trade” estão possíveis surpresas altistas na inflação que possam levar o BC a subir a Selic em 0,25 ponto percentual em setembro; o risco eleitoral que pode começar a elevar os juros longos; e surpresas altistas nos rendimentos dos Treasuries, que podem desencadear um ambiente avesso a risco nos mercados globais.
No pregão de hoje, porém, a curva de juros americana se manteve em leve queda, ao mesmo tempo em que o recuo dos preços do petróleo e do minério de ferro ajudou a retirar prêmio de inflação dos juros brasileiros. Além disso, o dólar abaixo de R$ 5,10 nesta sexta-feira também deu alívio adicional às perspectivas futuras de inflação, o que ajuda a desfazer posições compradas em inflação “implícita” e empurra tanto os juros nominais quanto os reais para baixo, em um pregão também marcado por ajustes técnicos na curva de NTN-Bs, diante da proximidade do vencimento de papéis para agosto de 2022 na segunda-feira.
O estrategista-chefe da Renascença, Sérgio Goldenstein, lembra que a melhora da dinâmica do mercado de juros propiciou ao Tesouro Nacional aumentar de forma significativa as colocações de títulos prefixados no leilão de ontem. “No leilão desta semana, a emissão (considerando apenas a primeira volta) foi de R$ 13,4 bilhões, o segundo maior montante do ano, ante média semanal no ano de R$ 6,1 bilhões. Vale destacar que o volume de NTN-F (R$ 1,8 bilhão) foi o mais elevado desde 17 de fevereiro, denotando o incremento da demanda dos investidores não-residentes”, diz o profissional.


Tendência beneficia exportações a partir do Brasil O preço da carne bovina vendida pela Marfrig do Brasil para a China está começando a subir novamente, após uma queda em julho, afirmou o CEO da companhia para a América do Sul, Miguel Gularte. “A perspectiva é que essa recuperação siga ocorrendo”, disse, em teleconferência com analistas sobre os resultados da empresa do segundo trimestre. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.


O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou nesta sexta-feira (12) que o plano de governo da candidata do partido à Presidência da República, Simone Tebet, sustentará a melhora da senadora sul-mato-grossense nas pesquisas de intenção de voto e marcará a arrancada da parlamentar na corrida presidencial. A emedebista tem oscilado entre 1% e 2% nos principais levantamentos do país.
O dirigente afirmou que o plano de governo de Simone Tebet será apresentado formalmente na próxima segunda-feira (15), em reunião que ocorrerá em São Paulo.
“Na segunda, teremos a apresentação de todos os temas abordados no plano de governo. Vai ser o alicerce para que a gente tenha uma arrancada da candidatura de Simone Tebet e de Mara Gabrilli (PSDB) [candidata à vice-Presidência]. Ficará mais claro que elas representam não apenas o centro-democrático, como também uma alternativa aos polos”, disse Baleia.
Ele fez referência à polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lideram as pesquisas de intenção de voto.
Baleia Rossi afirmou que o plano de governo de Simone Tebet será apresentado formalmente na próxima segunda-feira (15)
Cristiano Mariz/O Globo
As declarações foram feitas durante cerimônia em que a Fundação Ulysses Guimarães entregou ao MDB um documento que reúne propostas voltadas à educação que poderão ser incluídas no plano de governo de Tebet. Chamado “Educação no Centro”, o documento enumera soluções objetivas e exequíveis que priorizem o ensino, define a fundação.
A entrega ocorreu em Porto Alegre, e Baleia participou remotamente. Por questões tecnológicas, a presidenciável do MDB tentou entrar várias vezes na videoconferência, mas não conseguiu permanecer conectada por estar em voo.
Na avaliação da Fundação Ulysses Guimarães, a educação é o fundamento “primordial” de uma solução estruturante e democrática de desenvolvimento humano e econômico para o país.
“Todas as diretrizes que dão base às ações previstas neste projeto têm esse compromisso e essa visão primordial: a educação como o grande roteiro nacional na busca e na conquista de uma sociedade menos desigual e com oportunidades para todos”, diz o documento.
A proposta acrescenta que a fundação propõe caminhos e soluções “sem qualquer distinção, discriminação ou encaixe em campos ideológicos vinculados à polarização dos extremos da direita ou da esquerda”. O material destaca a igualdade de oportunidades, a inserção produtiva, a inclusão social a redução de desigualdades como princípios do “Educação no Centro”.
Entre as prioridades para a primeira infância, o projeto propõe que, em territórios mais vulneráveis, sejam implantadas creches-satélites que sejam também centros de desenvolvimento infantil e acolhimento das famílias, para que os mais pobres e vulneráveis tenham maior acesso às creches.
No trecho que trata do ensino médio, uma das sugestões é que o governo federal feche parcerias com instituições públicas, fundações, autarquias, institutos federais, com o Sistema S e outras entidades empresariais e privadas, em um novo sistema nacional de ensino técnico e profissionalizante.
Em breve fala, Baleia lembrou que, quando Simone fala na necessidade de fazer algo novo no país e devolver a esperança dos brasileiros, a presidenciável do MDB defende uma intervenção imediata na educação.
“Em todas as oportunidades que a Simone fala da necessidade algo novo, de devolver esperança para os brasileiros, ela fala de transferência de renda, do auxílio emergencial, porque quem tem fome, tem pressa. Mas ela fala, principalmente, da intervenção necessária e urgente em educação. Não há nenhuma transformação nos jovens e nas crianças que não passe pela educação”, disse o dirigente emedebista.


Investigadores suspeitam que o Tornado Cash tenha sido usado para ocultar fluxos de dinheiro criminosos em grande escala As autoridades holandesas prenderam um homem de 29 anos em Amsterdã suspeito de estar envolvido em ocultar fluxos financeiros criminosos e facilitar a lavagem de dinheiro por meio do serviço de criptomoeda Tornado Cash.
O homem, descrito como um “desenvolvedor” do serviço, foi preso em Amsterdã em 10 de agosto. As autoridades não descartaram a possibilidade de várias prisões, de acordo com um comunicado de sexta-feira do Serviço Holandês de Informação e Investigação Fiscal, ou FIOD.
Os investigadores se recusaram a comentar detalhes adicionais sobre a identidade do homem. Os cofundadores da Tornado Cash, Roman Semenov e Roman Storm, não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Em junho de 2022, uma unidade da FIOD conhecida como Financial Advanced Cyber ​​Team, ou FACT, abriu uma investigação criminal sobre o Tornado Cash, de acordo com o comunicado. Os investigadores suspeitam que “o Tornado Cash tenha sido usado para ocultar fluxos de dinheiro criminosos em grande escala”, segundo o comunicado. Esses fluxos de dinheiro supostamente incluem fundos roubados por meio de hackers que autoridades holandesas acreditam estar associado à Coreia do Norte.
A prisão ocorre depois que o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu sanções contra o Tornado Cash na segunda-feira, alegando que o serviço havia sido usado por hackers para lavar mais de US$ 7 bilhões em ativos virtuais. O Lazarus, um grupo afiliado à Coreia do Norte, lavou cerca de US$ 450 milhões por meio do serviço, disse um funcionário do Tesouro.
O Tornado Cash é conhecido na indústria de criptomoedas como um mix de privacidade, uma plataforma que facilita transações anônimas misturando fundos de criptomoedas de diferentes fontes antes de enviá-los ao destinatário final. Ele ganhou uma reputação controversa depois que foi usado por hackers em vários roubos de criptomoedas este ano, incluindo o ataque de US$ 600 milhões de uma plataforma anexada ao jogo blockchain Axie Infinity.
As notícias das sanções repercutiram em todo o setor de criptomoedas, gerando um amplo debate sobre os limites que os governos enfrentam ao tentar policiar o uso de serviços de criptomoedas. Apesar de sua reputação com hackers, muitos no setor de criptomoedas defenderam a utilidade do Tornado como ferramenta para oferecer privacidade para transações legítimas.
“Isso parece servir de bode expiatório para pessoas erradas pelas razões certas. Espero que não seja o caso”, disse Simon Taylor, chefe de estratégia da startup antifraude de criptomoedas Sardine.
“Acho que ninguém quer que a Coreia do Norte seja capaz de hackear e enganar os consumidores e se safar disso”, disse ele. “Mas não resolvemos isso prendendo desenvolvedores que estão construindo ferramentas de privacidade. Trabalhamos com eles. Isso corre o risco de afastar as criptomoedas dos governos. Que até agora estava se unindo e legitimando.”