
Valor representa uma queda de 67% frente à perda de R$ 97 milhões anotada em igual período do ano passado A Zamp (ex-BK Brasil), empresa de fast-food dona das redes Burger King e Popeyes, registrou prejuízo líquido de R$ 31,6 milhões no segundo trimestre, uma redução de 67% frente à perda de R$ 97 milhões de igual período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado foi decorrente principalmente da melhora da atividade operacional.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia cresceu cerca de 10 vezes, atingindo R$ 127 milhões no período.
A receita líquida da companhia no intervalo foi de R$ 883 milhões, alta de 55,5% ante o segundo trimestre de 2021.
“O segundo trimestre de 2022 foi o primeiro período que tivemos um cenário mais próximo da normalidade, com a suavização da pandemia e, consequentemente, menos restrições de uso de máscaras, além do retorno presencial gradual dos escritórios e total das escolas. A combinação desses efeitos, atrelados às importantes iniciativas em nossas marcas, impactaram positivamente nosso resultado — o que reforça o momento do setor e a resiliência do nosso negócio, que vem recuperando gradativamente tráfego, principalmente aos finais de semana”, diz a companhia, nos comentários que acompanham os dados financeiros.
Esse crescimento de 55,5% em base anual ocorreu em um cenário com o tráfego ainda abaixo dos patamares pré pandemia, mas com ganhos importantes de participação de mercado, “o que fez com que mesmo nesses níveis, pela primeira vez desde o início da pandemia, nossas lojas tivessem performance significativamente acima de 2019 em vendas”.
As vendas comparáveis nos mesmos restaurantes cresceram 33,3% nas lojas do Burger King e 57,9% nas da rede Popeyes. A receita dos canais digitais (Delivery, Totem e App) avançou 52,3% no período e representa 32,6% das vendas da companhia.
Ao longo do segundo trimestre, a Zamp abriu quatro lojas da marca Burger King e fechou uma, encerrando o período com 897 unidades. Segundo a companhia, o projeto de expansão neste ano estará mais concentrado no segundo semestre.
O sistema Popeyes não realizou aberturas durante o período, encerrando o trimestre com 53 unidades, sendo todas elas próprias e localizadas nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, a empresa encerrou o trimestre com um total de 950 restaurantes — 740 próprios das marcas Burger King e Popeyes, e 210 de franqueados do Burger King.
Veja tudo sobre o balanço da Zamp e outros indicadores financeiros, além de todas as notícias sobre a companhia, no Valor Empresas 360
Daniel Acker/Bloomberg

Com a popularização dos NFTs, o Mercado Bitcoin promove transformação social para populações menos favorecidas Jogos de blockchain, NFTs e DeFi atraem um grupo de crianças de 7 e 11 anos que mora no Complexo do Chapadão, no Rio de Janeiro (RJ), para frequentarem as aulas da Blockchain Academy, uma iniciativa educacional da maior exchange da América Latina.
É o projeto Metaverso Chapadão (da ONG Educar + e da Play4change), que leva inclusão financeira e empoderamento social para comunidades vulneráveis de nações em desenvolvimento, como definiu o representante da Play4change, Victor Caribe.
Incentivados pela criação e descoberta de novas possibilidades com os criptoativos, esse grupo lançou a coleção NFT Metaverso Chapadão durante a primeira edição da NFT.Rio – evento internacional que reuniu a comunidade cripto no Rio de Janeiro – e pôde ver seus desenhos sendo transformados em NFTs durante o evento.
Mais de 80% da receita das vendas é utilizada para apoiar a ONG Educar + em atividades de educação, compra de equipamentos e investimentos nas salas de aula. Parte da renda obtida com a venda dos NFTs é direcionada para a família da criança que fez o desenho NFT.
Para a Play4change e a Educar +, as questões não são apenas sobre exclusividade e escassez, mas também sobre inclusão e abundância. “É por isso que nosso time lançou o projeto chamado ‘NFTs de Impacto’ em parceria com o Mercado Bitcoin, onde realizamos sessões sobre o metaverso, jogos e NFTs com crianças da ONG”, conta Caribe.
“O NFT de Impacto une propósito e arte. Os artistas doam parte da venda de suas obras para projetos sociais e as pessoas que compram um NFT de Impacto, contribuem para um mundo melhor”, diz Sandro Langer, facilitador de ESG do Mercado Bitcoin.
Combate à fome
Outro projeto que faz parte da NFT de Impacto e que também ganhou espaço na NT.Rio foi o Hungry, que está usando a tecnologia cripto para contribuir com o combate à fome no Brasil, com a venda direta de obras/NFTs de artistas brasileiros.
O leilão realizado durante o NFT.Rio arrecadou R$ 2,5 mil e há obras/NFTs disponiveis para venda direta na plataforma. O dinheiro das vendas é revertido para a ONG Banco de Alimentos, que procura conscientizar a sociedade sobre o desperdício de alimentos, incluindo produtores, supermercados, hortifrutis, indústria e poder público.
São mais de 33,1 milhões de pessoas passando fome no Brasil e mais de 125 milhões em situação de insegurança alimentar – segundo dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN) – sem saber se terão o que comer em qualidade e quantidade suficientes, uma situação inaceitável.
Jorge Toquetti, diretor-geral da ONG Banco de Alimentos, explica que está entre as primeiras organizações da sociedade civil no Brasil que começaram a receber doações por meio de NFTs lançados pela marca de roupas Reserva no início deste ano, sendo a iniciativa mais recente com o Mercado Bitcoin, a Hungry NFTs.
“As criptomoedas vieram para ficar e podem ter forte impacto em ajudar a enfrentar os enormes desafios do País na área social mesmo com esse mercado ainda em formação. A ONG Banco de Alimentos conseguiu abrir caminho de forma estruturada para obter o credenciamento em uma das corretoras mais importantes do mercado, com toda a transparência necessária. Desta forma, também reforçamos o caminho para que mais organizações da sociedade civil arrecadem cada vez mais doações de maneira diferente e inovadora, com base em novas tecnologias”, explica Torquetti.
Para ele, é importante ressaltar a abertura dessa nova frente de captação de recursos para financiar o Terceiro Setor. Especialmente as doações advindas do exterior, que seriam desburocratizadas e teriam menor custo de transação.
As doações via NFTs são mais uma opção para contribuir com causas que impactam na realidade de quem precisa. “Iniciativas como estas do Mercado Bitcoin são muito bem-vindas não só para trazer mais recursos, mas para aumentar a conscientização da sociedade para a causa do combate à fome, à medida que as pessoas sabem que, ao adquirirem um NFT de Impacto, contribuem para a causa”, ressalta o diretor-geral do Banco de Alimentos.
A ONG assiste hoje 60 entidades, que atendem mais de 25 mil pessoas. Em 2021, distribuiu 3 milhões de quilos de alimentos beneficiando mais de 680 mil pessoas. Com a crise e a pandemia as doações diminuíram, daí a importância de iniciativas como os NFTs de Impacto
Snoop Dogg tem item da coleção NFT de Impacto
Um dos nomes por trás dos NFTs de Impacto é o do músico Dada Yute, que em 2021 viu uma das suas criações serem compradas por um dos maiores cantores de rap dos Estados Unidos, Snoop Dogg.
Yute conta que viu seu NFT criado em uma “colab” para o lançamento da primeira Coleção CryptoRastas, sendo comprado pelo rapper. “Ele comprou o meu, o único brasileiro. E olha que tinha nomes de peso para Snoop Dogg escolher como, por exemplo, o lendário produtor de reggae Lee Pery e o jogador português Cédric. Isso é histórico.”
A partir daí muita coisa aconteceu na vida de Yute, incluindo o lançamento do primeiro clipe de reggae ilustrado com o NFT que retrata a sua figura, o Aquarela Luz, em parceria com os cantores Matuê e Rael com criação de colecionáveis digitais inspirados em sua obra.
Leilões NFT revertem ganhos para ativista ambiental
O Mercado Bitcoin, uma das maiores exchanges e plataformas de negociação cripto do Brasil e da América Latina, já fez duas rodadas de leilão de NFTs com os ganhos revertidos ao Projeto de Gestão e Vigilância Territorial do Povo Indígena Paiter Suruí, pioneiro na governança territorial com o objetivo de proteger, de forma autônoma, a comunidade Sete de Setembro, localizada entre os Estados de Rondônia e Mato Grosso. No total, mais de R$ 50 mil foram revertidos para o projeto.
Ações se multiplicam pelo mundo
Fora do País, as ações semelhantes se multiplicam. Em Miami (EUA), cidade amiga das criptomoedas, onde o prefeito já até recebeu salário em Bitcoin, o hospital Nicklaus Children’s Hospital Foundation foi uma das primeiras instituições de saúde do estado a aceitar doações em moedas digitais.
A medida vai ao encontro das políticas públicas do governo local, que quer incentivar o uso de criptoativos pela população. Ao aceitar moedas virtuais, o Nicklaus Children’s oferece aos investidores e doadores com carteiras de criptomoedas, a capacidade de apoiar a organização de maneira mais econômica. Isso ocorre porque na legislação dos Estados Unidos, o governo classifica as doações de ativos digitais como propriedade, o que significa que eles não estão sujeitos ao imposto sobre ganhos de capital e são dedutíveis de impostos nas declarações do Imposto de Renda do doador, além de terem um alcance maior para benfeitores em todo mundo.
Para doar, acesse:
Mercado Bitcoin: https://www.mercadobitcoin.com.br/nft
NFTs Hungry – https://campanhas.mercadobitcoin.com.br/hungry
NFTs Metaverso Chapadão – https://campanhas.mercadobitcoin.com.br/metaverso-chapadao
Banco de Alimentos: https://bancodealimentos.org.br

Montante representa alta de 38,6% na comparação anual; as receitas da rede de supermercados somaram R$ 5,2 bilhões entre abril e junho O Grupo Mateus registrou lucro líquido de R$ 264 milhões no segundo trimestre, alta de 38,6% na comparação anual. As receitas da rede de supermercados que atua no Norte e Nordeste somaram R$ 5,2 bilhões entre abril e junho, crescimento de 39,7% sobre o mesmo período de 2021.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 357,3 milhões no segundo trimestre, alta de 43,8% em um ano. A margem Ebitda ficou em 6,9%, melhora de 0,2 ponto percentual. Em critérios ajustados, o Ebitda foi de R$ 353,2 milhões e a margem Ebitda em 6,8%.
A companhia destaca que a melhora nos indicadores operacionais é resultado do plano de expansão da companhia, que contou com quatro inaugurações de novas lojas no segundo trimestre, além da maturação das lojas já existentes, com vendas mesmas lojas crescendo 16,7% em um ano.
As despesas do Grupo Mateus subiram 34,7% em um ano, a R$ 884,1 milhões, com impacto da expansão da empresa, assim como aumento de frete e combustíveis, além da forte inflação no período. O resultado financeiro foi negativo em R$ 32,6 milhões, ante despesas de R$ 13,3 milhões um ano antes.
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Loja do Grupo Mateus
Reprodução

O Ministério da Economia enviou ofício reiterando a indicação do procurador-geral da Fazenda Nacional (PGFN) para o conselho de administração da companhia A Petrobras informou na noite desta quinta-feira (11) que recebeu ofício do Ministério da Economia reiterando a indicação do procurador-geral da Fazenda Nacional (PGFN) Ricardo Alencar para o conselho de administração da companhia.
A assembleia geral extraordinária que vai definir novos nomes para o colegiado da empresa acontece na próxima semana e o nome de Alencar vem causando controvérsia no mercado após ter sido considerado inelegível pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg).
Na última semana, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) disse que “causa estranheza” o fato da União ter mantido as indicações de candidatos ao conselho de administração depois que os nomes foram considerados inelegíveis.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) ingressaram com ação popular na Justiça Federal do Rio de Janeiro para tentar barrar a realização da assembleia.
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Leo Pinheiro/Valor

A receita líquida da companhia avançou 40% entre abril e junho, para R$ 1,3 bilhão A Eneva registrou no segundo trimestre lucro líquido de R$ 147 milhões, alta de 24,7% em relação ao apurado no segundo trimestre do ano passado. A receita líquida da companhia avançou 40% entre abril e junho, na comparação anual, para R$ 1,3 bilhão. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), foi de R$ 503 milhões, aumento de 33% em relação a igual período em 2021.
Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da Eneva, Marcelo Habibe, três fatores influíram no Ebitda ajustado. O principal foi a exportação de energia para a Argentina, que teve impacto de R$ 114 milhões, seguido pelo início da operação comercial da térmica Jaguatirica II, em Roraima, com reflexo de R$ 61 milhões, e pelas atividades de comercialização da Focus Energia, adquirida pela Eneva no início do ano, que impactou em R$ 61 milhões.
No caso da exportação de energia para a Argentina, com maior demanda puxada pela calefação no inverno, o executivo frisou que no ano passado as receitas com geração foram puxadas pelos despachos térmicos demandados para combate à crise hídrica, que não se repetiram neste ano, levando a empresa a se reinventar, de acordo com Habibe.
“De fato, perderíamos receita sem o despacho térmico. Esse ano, não precisamos despachar porque choveu muito e os reservatórios estão cheios. A gente usou nossa capacidade termelétrica para vender à Argentina”, disse.
Com relação à Focus, os contratos de comercialização foram incorporados à área de compra e venda de energia da Eneva após a aquisição da empresa, impulsionando o Ebitda ajustado.
Habibe salientou que a aquisição da termelétrica Termofortaleza, firmada com a Enel em junho, deve contribuir com os resultados da Eneva “muito provavelmente” a partir de setembro, quando está prevista a conclusão do negócio, no valor de R$ 431,5 milhões. Já a compra da térmica Porto do Sergipe deve trazer reflexos nas receitas da empresa a partir do quarto trimestre, com a conclusão do negócio firmado com a Centrais Elétricas de Sergipe (Celse) previsto para outubro. A usina tem 1,5 GW, com mais 3,2 GW a serem desenvolvidos, e foi negociada por R$ 6,1 bilhões.
Habibe destacou ainda que as operações relativas à venda de gás natural liquefeito (GNL) para Suzano e Vale, anunciadas, respectivamente, em maio e no início de julho, demandarão investimentos de R$ 1 bilhão em Parnaíba, de onde virá o insumo, para cumprimento dos contratos, que terão início a partir de meados de 2024. Os investimentos envolvem a aquisição de equipamentos para a liquefação e caminhões para transporte do GNL, entre outros itens. A medida significará a diversificação dos negócios da Eneva, afirmou o executivo. “Hoje, 100% de nossa receita é venda de energia elétrica”, ressaltou.
Na área de exploração e produção, Habibe ressaltou a certificação das reservas do campo de Azulão, em abril, que apontou, no primeiro trimestre, para 14 bilhões de metros cúbicos (m³) de gás natural e 4,7 milhões de barris de óleo. “É mais gás e mais óleo para serem monetizados”, concluiu.
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Complexo Parnaíba da Eneva
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Montante representa queda de 9,1% no resultado líquido atribuído a controladores; a receita líquida saltou 71%, para R$ 944,75 milhões Depois de uma sequência de trimestres com crescimento no lucro, a empresa de moda Arezzo &Co registrou queda de 9,1% no resultado líquido atribuído a controladores, para R$ 120,45 milhões, refletindo itens não recorrentes relacionados um ano antes.
O resultado foi afetado pelo aumento de 290% das despesas operacionais, para R$ 405,7 milhões, em especial as comerciais, que saltaram 92,9%, e por efeito de itens não recorrentes. O lucro líquido ajustado avançou 160% ante o segundo trimestre de 2021 e 247% contra o mesmo período de 2019, para R$ 123 milhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 26%, para R$ 156,9 milhões, mas o resultado ajustado foi um crescimento de 93%, para R$ 162,37 milhões, com margem de 17,2%, dois pontos percentuais acima do mesmo período do ano anterior. No resultado de 2021, a companhia registrou créditos fiscais de R$ 141,8 milhões, o que explica a queda no resultado reportado.
No período, a companhia conseguiu mais um trimestre de fortes vendas, com a receita líquida saltando 71% contra o segundo trimestre de 2021, para R$ 944,75 milhões. Os custos subiram 60%, mas o lucro bruto ainda foi 80% maior, a R$ 528,6 milhões.
No dia das mães, importante data para o varejo de moda, as vendas em todas as marcas do grupo, como Arezzo, Schutz e AnaCapri, bateram recorde de faturamento, destaca a companhia em seu relatório.
O volume de pares vendidos cresceu 30,7%, o de bolsas, 88,7% e o de peças de roupas, 65,8%. O número de funcionários aumentou 67%, para 6.559 pessoas.
A companhia destaca que as vendas digitais seguiram avançando. Em doze meses, somaram R$ 2 bilhões já representando 44,6% das vendas em lojas físicas.
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A agilidade de Bolsonaro em definir os nomes chamou a atenção, já que as listas para preencher vagas no TRF-4 e no TRF-5 estão com ele há mais tempo, mas ainda não foram examinadas Entre os nomeados pelo presidente Jair Bolsonaro para o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que será inaugurado em Minas Gerais no dia 19, estão o secretário-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Pedro Felipe Santos, e o juiz Klaus Kuschel, que atualmente integra a equipe do ministro Kassio Nunes Marques.
As indicações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira, apenas dois dias após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) formar as listas e as encaminhar à Presidência da República. A agilidade de Bolsonaro chamou a atenção, já que as listas para preencher vagas no TRF-4 e no TRF-5 estão com ele há mais tempo, mas ainda não foram examinadas.
Kassio Nunes Marques
Fellipe Sampaio/SCO/STF
Dos 18 desembargadores que integrarão o novo tribunal de segunda instância, Bolsonaro pôde escolher dez, sendo seis com base no chamado critério de merecimento. Nessa categoria, além de Santos e Kuschel, o presidente oficializou os nomes de André Prado de Vasconcelos, Luciana Pinheiro Costa, Miguel Angelo Lopes e Simone Lemos Fernandes.
Simone é juíza instrutora lotada no gabinete do ministro João Otávio de Noronha, do STJ, enquanto Lopes é o atual secretário-geral do Conselho da Justiça Federal (CJF). Luciana é magistrada federal no TRF-1. Já Vasconcelos foi diretor da Justiça Federal em Belo Horizonte, onde será a sede do TRF-6.
A partir das listas tríplices, Bolsonaro também escolheu os procuradores da República Álvaro Cruz e Edilson Lima para as duas vagas destinadas a representantes do Ministério Público Federal (MPF). Para as outras duas da cota da advocacia, foram nomeados o ex-auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) Flávio Gambogi e o procurador federal Gregore Moura.
As outras vagas não dependiam da discricionariedade do presidente. Uma é da desembargadora do TRF-1 Mônica Sifuentes, que pediu remoção para o TRF-6. Outros sete juízes foram nomeados com base na chamada promoção de antiguidade, entre eles Vallisney Oliveira, responsável pelos casos da Operação Lava-Jato na Justiça Federal de Brasília.
Entre as escolhas de Bolsonaro e as nomeações estabelecidas previamente, a composição do TRF-6 ficará com 15 homens e três mulheres. Na primeira sessão do tribunal, na próxima semana, os novos desembargadores vão formar a sua primeira mesa diretiva. Serão eleitos o presidente, o vice-presidente e o corregedor.

A empresa informou lucro líquido de R$ 104,5 milhões no período; as receitas líquidas do conglomerado industrial somaram R$ 2,77 bilhões entre abril e junho, alta de 31,2% A Randon registrou lucro líquido de R$ 104,5 milhões no segundo trimestre, queda de 14,4% na comparação anual. As receitas líquidas do conglomerado industrial somaram R$ 2,77 bilhões entre abril e junho, alta de 31,2% sobre o mesmo período de 2021.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia no segundo trimestre foi de R$ 362 milhões, alta de 12,2% na comparação anual. A margem Ebitda foi de 13,1%, queda de 2,2 pontos percentuais em um ano.
Os custos de vendas e serviços da Randon subiram 33,5% em um ano, a R$ 2,12 bilhões. O resultado financeiro da companhia foi negativo em R$ 68,6 milhões, piora ante os R$ 29,9 milhões negativos de um ano antes.
“Embora tenhamos registrado um início de ano com boa dinâmica de vendas e de rentabilidade, neste trimestre nossas margens foram mais afetadas, principalmente, em função do aumento de custos e da dificuldade de repassar preços nas principais linhas de produtos”, comenta a Randon.
As venda para o mercado interno somaram R$ 2,21 bilhões no segundo trimestre, alta de 28% na comparação anual, enquanto as vendas para o exterior foram de R$ 554,5 milhões, incremento de 45,4% em um ano.
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Randon
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A empresa de logística do grupo Cosan reportou lucro líquido de R$ 30 milhões no período; a receita subiu 11,2% no trimestre, chegando a R$ 2,465 bilhões A Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, registrou lucro líquido de R$ 30 milhões no segundo trimestre deste ano, uma queda de 90,4% na comparação com o mesmo período de 2021. O lucro atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 33,9 milhões, uma retração de 89,2%.
A receita operacional líquida da companhia subiu 11,2% no trimestre, chegando a R$ 2,465 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,198 bilhão, em linha com o resultado do ano passado, com leve alta de 0,2%.
O volume transportado pela empresa foi de 18,633 bilhões de TKU (tonelada por kkm útil), um aumento de 4,1% em relação ao segundo trimestre de 2021. Essa alta foi impulsionada pelo avanço de 6,5% no segmento industrial e de 3,6% nos produtos agrícolas, considerando a operação consolidada da empresa. A Operação Norte, principal negócio do grupo, teve um aumento de 15,4% na movimentação, tanto pelo maior fluxo de produtos agrícolas nas Malhas Norte e Paulista quanto pela Malha Central, concessão mais recente da Rumo.
Porém, os custos consolidados e despesas da companhia subiram 18,2% no período, para R$ 1,768 bilhão. O maior salto se deu pelo aumento de gastos com combustível, tanto pela alta de volumes como pela disparada de 42% no preço do combustível.
O resultado financeiro do segundo trimestre também teve impacto negativo de R$ 592 milhões, uma alta de 68,5% na comparação anual.
A dívida abrangente líquida do grupo foi de R$ 9,57 bilhões, com ligeira queda de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A alavancagem financeira (medida pelo endividamento líquido pelo Ebitda) se manteve estável em 2,7 vezes.
Os investimentos totais do trimestre caíram 35%, para R$ 678 milhões. A redução se dá pelos menores gastos com locomotivas e terminais na Malha Central, após o início da operação em São Simão e Rio Verde.
Veja tudo sobre o balanço da Rumo e outros indicadores financeiros, além de todas as notícias sobre a companhia, no Valor Empresas 360
Trem da Rumo, empresa de logística da Cosan
Reprodução

A Raízen registrou lucro líquido de R$ 605,9 milhões no primeiro trimestre fiscal, queda de 25,2% na comparação anual. Considerando ajustes, o lucro líquido foi de R$ 1,08 bilhão no período, praticamente o dobro em um ano.
A receita líquida da companhia do setor de combustíveis foi de R$ 66,2 bilhões entre abril e junho, alta de 71,8% na comparação anual. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 3,83 bilhões, alta de 4,1% em um ano.
A companhia destaca que no segmento de combustíveis, o volume total vendido foi de 8,48 milhões de metros cúbicos, alta de 5,8% na comparação anual, com lucro bruto subindo 53,2%, a R$ 2,14 bilhões.
Raízen registrou lucro líquido de R$ 605,9 milhões no primeiro trimestre fiscal, queda de 25,2% na comparação anual
Reprodução / Facebook Raízen
Em açúcar, o volume de vendas foi de 2,71 milhões de toneladas, alta de 37% em um ano, com a receita líquida de R$ 9,08 bilhões, alta de mais de 100%, sustentada pelos preços da commodity.
Já no segmento de renováveis, o volume de vendas de etanol foi de 1,4 milhão de metros cúbicos, alta de 53,7% em um ano, com receita líquida de R$ 7,02 bilhões, alta de 96% na comparação anual.
A dívida líquida da Raízen subiu 42,8% em um ano, a R$ 23,1 bilhões, acompanhada pelo crescimento do Ebitda, que incorpora as aquisições recentes, mantendo alavancagem em 1,9 vez a dívida líquida sobre o Ebitda.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 678,2 milhões, mais que o dobro na comparação anual, refletindo o aumento na taxa de juros em um ano. Maiores custos com captação também influenciaram o indicador.
A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de até 100 milhões de ações preferenciais, representando 8,29% do total em circulação. O programa tem início em 12 de agosto e terá duração de 18 meses, até fevereiro de 2024.

