
A empresa informou lucro líquido de R$ 104,5 milhões no período; as receitas líquidas do conglomerado industrial somaram R$ 2,77 bilhões entre abril e junho, alta de 31,2% A Randon registrou lucro líquido de R$ 104,5 milhões no segundo trimestre, queda de 14,4% na comparação anual. As receitas líquidas do conglomerado industrial somaram R$ 2,77 bilhões entre abril e junho, alta de 31,2% sobre o mesmo período de 2021.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia no segundo trimestre foi de R$ 362 milhões, alta de 12,2% na comparação anual. A margem Ebitda foi de 13,1%, queda de 2,2 pontos percentuais em um ano.
Os custos de vendas e serviços da Randon subiram 33,5% em um ano, a R$ 2,12 bilhões. O resultado financeiro da companhia foi negativo em R$ 68,6 milhões, piora ante os R$ 29,9 milhões negativos de um ano antes.
“Embora tenhamos registrado um início de ano com boa dinâmica de vendas e de rentabilidade, neste trimestre nossas margens foram mais afetadas, principalmente, em função do aumento de custos e da dificuldade de repassar preços nas principais linhas de produtos”, comenta a Randon.
As venda para o mercado interno somaram R$ 2,21 bilhões no segundo trimestre, alta de 28% na comparação anual, enquanto as vendas para o exterior foram de R$ 554,5 milhões, incremento de 45,4% em um ano.
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Randon
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A empresa de logística do grupo Cosan reportou lucro líquido de R$ 30 milhões no período; a receita subiu 11,2% no trimestre, chegando a R$ 2,465 bilhões A Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, registrou lucro líquido de R$ 30 milhões no segundo trimestre deste ano, uma queda de 90,4% na comparação com o mesmo período de 2021. O lucro atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 33,9 milhões, uma retração de 89,2%.
A receita operacional líquida da companhia subiu 11,2% no trimestre, chegando a R$ 2,465 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,198 bilhão, em linha com o resultado do ano passado, com leve alta de 0,2%.
O volume transportado pela empresa foi de 18,633 bilhões de TKU (tonelada por kkm útil), um aumento de 4,1% em relação ao segundo trimestre de 2021. Essa alta foi impulsionada pelo avanço de 6,5% no segmento industrial e de 3,6% nos produtos agrícolas, considerando a operação consolidada da empresa. A Operação Norte, principal negócio do grupo, teve um aumento de 15,4% na movimentação, tanto pelo maior fluxo de produtos agrícolas nas Malhas Norte e Paulista quanto pela Malha Central, concessão mais recente da Rumo.
Porém, os custos consolidados e despesas da companhia subiram 18,2% no período, para R$ 1,768 bilhão. O maior salto se deu pelo aumento de gastos com combustível, tanto pela alta de volumes como pela disparada de 42% no preço do combustível.
O resultado financeiro do segundo trimestre também teve impacto negativo de R$ 592 milhões, uma alta de 68,5% na comparação anual.
A dívida abrangente líquida do grupo foi de R$ 9,57 bilhões, com ligeira queda de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A alavancagem financeira (medida pelo endividamento líquido pelo Ebitda) se manteve estável em 2,7 vezes.
Os investimentos totais do trimestre caíram 35%, para R$ 678 milhões. A redução se dá pelos menores gastos com locomotivas e terminais na Malha Central, após o início da operação em São Simão e Rio Verde.
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Trem da Rumo, empresa de logística da Cosan
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A Raízen registrou lucro líquido de R$ 605,9 milhões no primeiro trimestre fiscal, queda de 25,2% na comparação anual. Considerando ajustes, o lucro líquido foi de R$ 1,08 bilhão no período, praticamente o dobro em um ano.
A receita líquida da companhia do setor de combustíveis foi de R$ 66,2 bilhões entre abril e junho, alta de 71,8% na comparação anual. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 3,83 bilhões, alta de 4,1% em um ano.
A companhia destaca que no segmento de combustíveis, o volume total vendido foi de 8,48 milhões de metros cúbicos, alta de 5,8% na comparação anual, com lucro bruto subindo 53,2%, a R$ 2,14 bilhões.
Raízen registrou lucro líquido de R$ 605,9 milhões no primeiro trimestre fiscal, queda de 25,2% na comparação anual
Reprodução / Facebook Raízen
Em açúcar, o volume de vendas foi de 2,71 milhões de toneladas, alta de 37% em um ano, com a receita líquida de R$ 9,08 bilhões, alta de mais de 100%, sustentada pelos preços da commodity.
Já no segmento de renováveis, o volume de vendas de etanol foi de 1,4 milhão de metros cúbicos, alta de 53,7% em um ano, com receita líquida de R$ 7,02 bilhões, alta de 96% na comparação anual.
A dívida líquida da Raízen subiu 42,8% em um ano, a R$ 23,1 bilhões, acompanhada pelo crescimento do Ebitda, que incorpora as aquisições recentes, mantendo alavancagem em 1,9 vez a dívida líquida sobre o Ebitda.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 678,2 milhões, mais que o dobro na comparação anual, refletindo o aumento na taxa de juros em um ano. Maiores custos com captação também influenciaram o indicador.
A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de até 100 milhões de ações preferenciais, representando 8,29% do total em circulação. O programa tem início em 12 de agosto e terá duração de 18 meses, até fevereiro de 2024.

A Track & Field, empresa de vestuário esportivo, reportou lucro líquido de R$ 17,3 milhões no segundo trimestre de 2022, em alta de 29,1% em relação ao ganho de R$ 13,4 milhões registrado um ano antes.
Na mesma base de comparação, a receita líquida da companhia cresceu 39,2%, totalizando R$ 131,4 milhões. O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa atingiu R$ 25,2 milhões no período, uma alta de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A empresa ressalta que foram inauguradas 10 novas lojas no trimestre, sendo uma própria e 9 franquias, com a rede alcançando um total de 310 lojas ao final do período. Outro destaque do período, segundo dados do balanço divulgado nesta quinta-feira (11), foi o aumento das vendas através do ship from store no total das vendas geradas pelo e-commerce, que passou de 27% ao final de junho do passado para 67% ao final de junho deste ano.
Track & Field: empresa ressalta que foram inauguradas 10 novas lojas no trimestre, sendo uma própria e 9 franquias
Reprodução/Facebook Track & Field
No segundo trimestre, acrescenta a Track & Field, 270 lojas já contavam com o sistema de ship from store/pick up in store e com a entrega super expressa (prazo máximo de 2 dias úteis.

Empresa registra alta em receitas no 2º tri, mas registra prejuízo contábil com alta em custos e despesas financeiras A Unidas registrou prejuízo líquido de R$ 49,9 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de R$ 239,5 milhões de um ano antes. Em termos ajustados, houve lucro líquido de R$ 213 milhões, queda de 11,7% na comparação anual.
A receita líquida da companhia do setor de aluguel de veículos somou R$ 1,94 bilhão entre maio e junho, alta de 23,8% na comparação anual. As receitas da unidade de locação foram de R$ 1,1 bilhão, alta de 49,8%, enquanto que em seminovos houve crescimento de 0,8%, a R$ 838,8 milhões.
No segmento de aluguel de carros, a tarifa média atingiu R$ 103,9 no trimestre, alta de 41,9% na comparação anual. O número de diária foi de 4,9 milhões, alta de 8,9% no ano. Na terceirização de frotas, o número de diárias foi de 10,1 milhões, recorde, alta de 27,6%. Em seminovos, houve venda de 12,5 mil veículos, a R$ 67,1 mil por carro.
Unidas: na terceirização de frotas, o número de diárias foi de 10,1 milhões, recorde, alta de 27,6%; em seminovos, houve venda de 12,5 mil veículos, a R$ 67,1 mil por carro
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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi recorde em R$ 843 milhões, alta de 51,3%, impactado por provisão de imposto de renda não recorrente. A margem Ebitda ajustada foide 76,2% no trimestre, alta de 0,8 ponto percentual em um ano.
Os custos e despesas da Unidas subiram 38,7% em um ano, a R$ 698,5 milhões. Os custos operacionais subiram 51,3% no trimestre, em decorrência dos aumentos no custo de depreciação de veículos que foi reajustada para refletir o balanceamento entre o mix de veículos antigos e as novas aquisições.
O resultado financeiro no segundo trimestre foi negativo em R$ 341,3 milhões, forte alta na comparação anual, impactado negativamente pela alta na taxa de juros nos últimos trimestres, bem como aumento da dívida líquida da companhia, que chegou a R$ 9,4 bilhões no fim de junho.

O evento estava previsto para o dia 7, mas o governo estadual decidiu antecipá-lo para o dia 6, um dia antes da data do bicentenário da proclamação da independência do Brasil A reinauguração do Museu do Ipiranga vai acontecer no dia 6 de setembro, um dia antes da data do bicentenário da proclamação da independência do Brasil. O evento estava previsto para o dia 7, mas o governo estadual decidiu antecipá-lo para evitar que manifestações políticas prejudiquem a reabertura da instituição.
“Estamos tomando todas as precauções para que o Museu do Ipiranga e o bicentenário possam ser celebrados sem nenhum tipo de mácula”, diz Sérgio Sá Leitão, secretário estadual da Cultura, à reportagem.
“Temos a preocupação de despolitizar [a reabertura da instituição]. O museu e a Independência são de todos os brasileiros, eles precisam ficar imunes a esse clima de polarização”, afirma o secretário.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem convocado manifestações de apoiadores no dia 7 de setembro em todo o país. “Temos algo tão ou mais importante que a nossa vida, que é a nossa liberdade. A grande demonstração disso peço que seja explicitada no próximo dia 7 de setembro”, disse Bolsonaro no último dia 6 de agosto em Recife.
No ano passado, o presidente usou o feriado para convocar apoiadores para irem às ruas em atos de raiz golpista.
De acordo com Sá Leitão, serão de 1.500 a 2.000 convidados na reinauguração, com representantes dos governos federal, estadual e municipal, além dos patrocinadores.
Não se sabe ainda, segundo ele, quem será o representante do Executivo federal, se é que o Planalto enviará alguém –Bolsonaro e o atual governador de São Paulo e candidato a um novo mandato, Rodrigo Garcia (PSDB), são adversários políticos.
“Cabe ao governo federal indicar seu ou seus representantes. Não temos ingerência”, diz Sá Leitão.
De qualquer modo, nem Bolsonaro nem Garcia poderiam participar do evento. Resolução do TSE proíbe que candidatos compareçam a inauguração de obras públicas nos três meses que antecedem a eleição, sob pena de cassação de registro.
Concerto e discursos
O museu vai abrir para os convidados no dia 6, às 18h30 e, uma hora depois, receberá um concerto da Orquestra da USP. Discursos de autoridades, como a diretora da instituição Rosaria Ono, acontecerão no novo auditório da instituição. Por fim, ocorrerá um coquetel na esplanada, área à frente do museu.
No dia 7, o museu será aberto apenas para trabalhadores da obra, acompanhados de seus familiares, e para estudantes de escolas públicas. A instituição passará a receber o público em geral no dia seguinte, com visitas a serem agendadas em um site que será divulgado no final deste mês ou no começo de setembro.
Dos dias 7 (quarta) a 11 (domingo) de setembro, haverá uma programação cultural no jardim francês e nos arredores.
“Algo mais tranquilo, não eventos de massa. E toda a programação vinculada à temática do bicentenário, valorizando a reabertura do museu. Não quero fazer nada que ‘brigue’ com o museu, que é o protagonista”, segundo Sá Leitão.
Estão previstas apresentações da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), da Orquestra Jazz Sinfônica, da Orquestra Jovem do Estado, da São Paulo Companhia de Dança, da Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo, entre outras atrações. Os dias e horários serão informados em algumas semanas.
Além disso, do dia 4 (domingo) ao dia 11 (domingo seguinte), haverá um espetáculo de projeções na fachada do museu. A exibição deve começar entre 18h30 e 19h e se estender até as 22h. O público poderá se acomodar no jardim francês para acompanhar as imagens, que terão a Independência e a história do museu como temáticas.
Museu do Ipiranga, em São Paulo
Diogo Moreira/Governo de São Paulo

A receita operacional líquida chegou a R$ 5,2 bilhões no trimestre, valor 14,6% maior na comparação anual A Sabesp registrou lucro líquido de R$ 422,5 milhões no segundo trimestre de 2022, uma queda de 45,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A receita operacional líquida chegou a R$ 5,2 bilhões no trimestre, valor 14,6% maior na comparação anual. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 4%, para R$ 1,51 bilhão.
A alta no faturamento é resultado principalmente dos reajustes tarifários e pelo aumento de 1,8% no volume faturado total.
Os custos, despesas administrativas e comerciais da empresa subiram 19,6% no período, para R$ 3,23 bilhões. Houve um acréscimo de R$ 97,7 milhões na linha de salários, encargos e benefícios, de R$ 31,5 milhões na linha de materiais e de outros R$ 60,2 milhões em materias de tratamento. Além disso, foram adicionados R$ 108,8 milhões de provisionamento decorrente da elevação no nível de inadimplência no segundo trimestre de 2022.
O resultado financeiro foi de uma cifra positiva de R$ 248,8 milhões, em 2021, para um impacto negativo de R$ 324,4 milhões, neste ano. O número reflete a alta de juros e, principalmente, da variação cambial, devido à valorização do dólar e do iene frente ao real. Este efeito gerou um impacto de R$ 507,1 milhões no trimestre.
Os investimentos no período somaram R$ 1,24 bilhão.
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Sabesp
Reprodução/Facebook

Empresa credita desempenho à melhora na divisão de aluguel de carros e na gestão da frota A Localiza registrou lucro líquido de R$ 456,7 milhões no segundo trimestre, alta de 2% na comparação anual. As receitas líquidas da companhia de locação somaram R$ 3,04 bilhões entre abril e junho, alta de 13,1% sobre o mesmo período de 2021.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do período foi de R$ 1,11 bilhão, alta de 45,1% em um ano. A margem Ebit consolidada ficou em 52,5%, queda de 2,4 pontos percentuais na comparação anual.
No segundo trimestre, houve uma expansão de 42% na receita líquida da divisão de aluguel de carros, com crescimento de 13,6% no volume e 24,9% na diária média, em comparação com um ano antes.
Na divisão de gestão de frotas, a receita líquida foi 28% maior em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado do crescimento de 11% no volume e 13,5% na diária média.
Em seminovos, a Localiza negociou 18,8 mil veículos no segundo trimestre, queda ante os 26,6 mil veículos vendidos um ano antes. O número de lojas era de 127 ao fim de junho, em 85 cidades, redução de cinco lojas em um ano.
Os custos da Localiza caíram 2,3% em um ano, a R$ 1,58 bilhão. A depreciação média anual de R$ 2.675 por carro na divisão de aluguéis seguiu tendência de alta em razão da maior compra de carros e renovação da frota.
A dívida líquida da Localiza ao fim de junho era de R$ 9,01 bilhões, apresentando aumento de 28,3%, sobre o fim de 2021, explicada principalmente pelo crescimento da frota.
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Edilson Dantas/Agência O Globo

O Paraná Banco teve lucro líquido de R$ 32,7 milhões no segundo trimestre, com queda de 14,1% em relação ao primeiro trimestre e 24,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio (ROAE) foi de 10,6%.
O resultado da intermediação financeira foi de R$ 137,5 milhões no segundo trimestre, com alta de 0,7% no trimestre e queda de 4,2% em 12 meses. A carteira de crédito avançou 1,8% e 8,6%, na mesma base de comparação, para R$ 6,289 bilhões.
As despesas com provisões para devedores ficaram em R$ 117,3 milhões, com alta de 3,0% e baixa de 17,7%. A taxa de inadimplência foi de 1,4%, ante 1,4% no primeiro trimestre e 2,1% no segundo trimestre de 2021.
Paraná Banco: crédito consignado, responsável por 98,8% da carteira total, cresceu 7,7% nos últimos 12 meses
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
“Finalizamos o segundo trimestre com uma carteira de crédito de R$ 6,3 bilhões. O crédito consignado, responsável por 98,8% da carteira total, cresceu 7,7% nos últimos 12 meses. Crescimento acompanhado dessa boa qualidade de crédito, apresentando um índice de inadimplência, carteira vencida acima de 90 dias, de apenas 1,4%, sendo que 1,9% da carteira está provisionada”, diz o banco.
O Paraná Banco terminou junho com 400,5 mil clientes com operações ativas, alta de 2,4% no trimestre e 6,6% em 12 meses.

Ele comentou em sua “live” semanal nas redes sociais os atos, motivados por seus ataques infundados ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) tentou atrelar os manifestos pró-democracia realizados nesta quinta-feira (11) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT. Ele comentou em sua “live” semanal nas redes sociais os atos, motivados por seus ataques infundados ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas, mas omitiu a adesão de empresários, banqueiros e juristas aos documentos.
A postura do presidente reflete a estratégia que, segundo aliados, a campanha tentará adotar diante dos atos. A ideia é desqualificar os manifestos, de caráter suprapartidário, como fruto de um movimento social, tentando passar a impressão de que o movimento se destina a eleger o petista na eleição presidencial de outubro.
Em atos na Faculdade de Direito da USP, nesta quinta, foram lidos dois manifestos, um deles liderado pela Fiesp, que teve o endosso de 107 entidades, entre as quais a Febraban. O segundo manifesto foi organizado por ex-alunos da USP e conta com adesão de setores diversos da sociedade e soma quase 1 milhão de signatários. Atos semelhantes ocorreram em outras 12 capitais.
No meio da transmissão, Bolsonaro pegou um exemplar da Constituição de 1988 e iniciou suas críticas ao movimento. Ele mencionou o fato de o PT ter se oposto ao texto final da Carta Magna, mas disse erroneamente que o partido não o assinou – na verdade, os constituintes petistas votaram contra, mas assinaram a Constituição. À época, o então deputado Lula disse que a assinatura era o cumprimento formal de sua participação na Constituinte.
“Já que vamos falar em votar contra e votar a favor, alguém discorda que essa daqui [Constituição] é a melhor carta à democracia, alguém tem dúvida? Acha que outro pedaço de papel qualquer substitui isso aqui?”, disse Bolsonaro. “Então vamos lá, já que o símbolo máximo do PT assinou a carta juntamente com sua jovem esposa, eu pergunto: o PT assinou a Carta de 88? O PT assinou a Constituição de 88? E o pessoal faz onda agora sobre carta democracia para tentar atingir a mim. Mas a bancada toda do PT não assinou essa carta da democracia de 88. E agora quer assinar essa cartinha à democracia.”
Bolsonaro voltou a chamar os manifestos de “cartinha”. E se referiu às restrições impostas por prefeitos e governadores durante a pandemia como violações à Constituição.
“Vão fazer cartinha [para] servir de passaporte que é bom moço, não funciona, tem que dar exemplo aqui”, disse. “E quando se fala em carta à democracia, os signatários dessa carta estavam aonde por ocasião da pandemia? Vários dispositivos da Constituição foram violados.”
Sem mencionar o nome de Lula, Bolsonaro disse que o documento tem apoio daquele “cara vem falando o tempo todo que quer o controle das mídias sociais, quer o controle da imprensa, vive abraçado a ditadores da América do Sul, da América Central, louva regimes ditatoriais, alguns na Ásia, outros na África”.
“Esse pessoal que assina carta pela democracia? Você pode ver, por que a CUT assinou a carta? Estão com saudade do imposto sindical que começou há poucos anos a ser facultativo e desidratou os sindicatos. Querem a volta disso”, afirmou.
“Os artistas famosos deixaram de ganhar da Lei Rouanet. Com toda certeza, não tenho prova disso, com toda certeza acertaram com o cara deles a volta Lei Rouanet da forma que sempre existiu. No nosso governo botamos freio nisso.”
O presidente, então, citou a criação do Pix durante o seu governo, omitindo que o projeto foi gestado pelo Banco Central durante a gestão de Michel Temer (2016-2018).
“Tem muita gente insatisfeita com nosso governo dado o que nós fizemos para população”, afirmou.
Geral nas Arcadas da Faculdade de Direito da USP – Leitura da Carta em Defesa da Democracia
Cesar Felicio/Valor

